História Poderes das Profundezas - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~Blue-Witch

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Neji Hyuuga, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, TenTen Mitsashi
Tags Fantasia, Hinata, Pronfundezas, Sasuhina, Sasuke, Sereias
Visualizações 58
Palavras 1.472
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ola, pessoas!
Gostaria de deixar alguns recadinhos.
1) Voltei definitivamente (por enquanto, porque ainda não sei se irei ter que dar outra pausa por causa do TCC e da faculdade) com as postagens semanais;
2) Cadê os meus leitores? Eu passei o mês de Julho todo pensando que vocês estariam aí, para me apoiar. Eu tô fazendo um esforço para poder voltar a escrever e postar e espero que vocês possam interagir mais comigo.

Enfim, espero que tenham uma boa leitura! :3

Capítulo 18 - Capítulo dezessete: E a resposta é... Iscas? (Sasuke)


Um conselho: não tentem ler enquanto estão fazendo compras. Eu quase esbarrei em várias pessoas e derrubei coisas no chão. Foi uma grande vergonha. Além disso, eu não consegui arranjar resposta nenhuma para o problema de minha vida: como encontrar sereias?

É, podem rir. Eu também não consigo levar isso completamente a sério.

Quando finalmente consegui colocar todas as coisas que precisava acreditar dentro de um carrinho e estava prestes a ir para o caixa, uma garota que pulava sem olhar para frente esbarrou contra as minhas compras e quase caiu no chão. Não preciso dizer que me assustei e acabei derrubando a pasta com as informações da empresa Hyuuga no chão, não é mesmo?

— Moço, me desculpe! — exclamou a menina abaixando o máximo que pôde a cabeça. — Não foi por querer!

Eu não tive muito tempo para reparar na garota porque precisei me lançar no chão para pegar os papéis antes que alguém tentasse me ajudar e bisbilhotasse as informações (admito que meu maior medo foi que contassem para alguém e eu fosse mandado para um manicômio).

— Está tudo bem, não foi nada — murmurei assim que terminei de juntar as folhas. Com tudo escondido, o único sentimento que eu tinha era de alívio.

Quando ergui meus olhos, no entanto, a única coisa que vi foi Hinata se aproximando de mim rapidamente. Podem me julgar, mas eu esqueci completamente da presença da criança.

— Por que você foi embora daquela maneira da última vez? — perguntei antes mesmo de me dar conta do que estava dizendo.

As duas olharam para mim com surpresa e eu percebi que não poderia ter aberto a boca em momento pior.

Deixem-me contar algo sobre mim: eu sou péssimo com relações humanas. Quero dizer, sei lidar com minha família e tive algumas namoradas, mas ainda assim tenho séries dificuldades em compreender quando alguma coisa é adequada ou não quando se trata de outros humanos. Agora, por exemplo, eu dei a entender, para qualquer um que estivesse ouvindo, que eu e minha conhecida temos algo além de coleguismo.

— Mana, ele é seu namorado? — gritou a garota pulando na direção de Hinata, que a encarou ficando completamente vermelha e sem palavras.

Eu estava pronto para negar, mas uma senhora reclamou que eu estava no meio do caminho e que deveria entrar na fila do caixa logo. Assim, sem que eu pudesse me desculpar ou desfazer o mal-entendido, fui empurrado para pagar minhas contas pela desconhecida e deixei as duas onde estavam.

 

Do lado de fora do supermercado, ainda muito constrangido, eu paguei um sorvete para Hanabi, a irmã mais nova de Hinata.

Depois que Hinata, gentilmente, desfez minha grande burrada do supermercado, ela concordou em deixar que eu tentasse recompensar as duas por ter estragado seu passeio. Só para explicar: eu fiquei esperando por Hinata do lado de fora do supermercado para pedir desculpas, claro. Que tipo de pessoa sem noção vocês acham que eu sou?

— Está tudo bem, Sasuke, sei que não fez de propósito — comentou a garota tentando ser educada. É óbvio que ela não estava nada confortável com a situação e ainda parecia lançar olhares nervosos para o copo de água que eu bebia.

— Quantos anos tem sua irmã? — perguntei tentando mudar de assunto.

— Treze — respondeu enquanto observava a garota que começara a conversar com uma senhora que passeava com alguns cachorros. Curiosamente, Hanabi é muito mais extrovertida que a irmã mais velha. — Como ela faz isso?

— Faz o quê? — perguntei analisando minha companhia com curiosidade.

Hinata não parecia ter falado propositalmente e desviou o olhar para uma loja de lembrancinhas que havia do outro lado da rua, por isso eu deixei o assunto morrer, mas tenho quase certeza de que ela se referia a postura relaxada que a criança tinha enquanto conversava com a desconhecida.

— Não fazia ideia de que tem uma irmã — comentei bebendo um pouco da água.

— Ela veio passar uma semana aqui comigo, mora no Japão com minha família — explicou. Não pude deixar de notar que suas sobrancelhas se uniram quando falou “minha família”. Pelo visto, eu não sou o único que tem problemas familiares.

Ficamos em silêncio observando a menina brincar com os cachorros. Reparei que, no primeiro momento, os animais a evitaram, assustados; depois, quando a senhora deu alguma coisa para Hanabi, eles foram na direção dela, com muito mais confiança.

— Como a Hanabi fez para conseguir a atenção dos animais? — perguntei confuso. Tinha certeza que segundos antes os animais não queriam nada com ela.

— A senhora deu um tipo de biscoito para ela, por quê? — questionou Hinata encarando-me.

Quando olhei para ela, pronto para responder, algo em seus olhos perolados fez com que eu quase dissesse a verdade: que uma ideia maluca se formava para eu capturar uma sereia. Sabe qual o grande problema das mulheres? Nós, homens, nunca sabemos quando cairemos em uma armadilha e contaremos todos os nossos segredos a elas.

— Ah, não foi nada — desconversei com meu melhor sorriso inocente. E, como todos meus psicólogos fizeram, Hinata me analisou com desconfiança. — Bem, preciso ir. Ainda tenho algumas coisas para comprar e não sei quanto comidas frias duram fora da geladeira nesse país quente.

— Não muito — avisou Hinata voltando a sorrir para mim. Despedi-me dela com um leve apertar de mãos, com um aceno de Hanabi e sai apressado pelas ruas.

A verdade é que eu não menti, eu realmente tenho muitas coisas para comprar. Entretanto, eu também não podia arriscar confiar em meu próprio cérebro que quase cuspiu, pela minha boca, informações sigilosas sobre minha pesquisa. Além disso, graças à Hanabi, eu tive uma ideia incrivelmente idiota para capturar a sereia.

***

Depois de passar em três lojas de roupas diferentes, tentando encontrar peças que não me fariam passar calor e que combinassem com meu estilo, eu consegui voltar para casa com várias sacolas e quase sem dinheiro por causa do preço dos táxis. Shikamaru e Tenten me esperavam do lado de fora, com expressões nada amigáveis em seus rostos.

— Por que demorou tanto, Uchiha? — resmungou Tenten levantando dos degraus da frente do edifício.

— Foi o táxi — expliquei pegando as chaves que estavam guardas no bolso.

— Será que não pode ser como nós e dirigir seu próprio carro? — exigiu a caçadora cruzando os braços e esperando que eu abrisse a porta. — Eu só pego o táxi quando estou com preguiça de dirigir.

Resmunguei algo muito feio para ela, que não pôde ouvir, e dei espaço para que passa para o interior do prédio. Shikamaru nos seguia calado, muito diferente da maneira como agia normalmente. Kakashi não estava em nenhum lugar à vista, então não precisei parar e cumprimentar ninguém, subimos direto para meu apartamento.

 

Depois de obrigar meus colegas de equipe a me ajudarem com as compras enquanto eu guardava as roupas no quarto, sentamo-nos ao redor da mesinha de centro da sala, onde os arquivos originais ainda repousavam de nossa busca na noite anterior.

— O que queria nos dizer que é tão importante que precisava de nós dois aqui? — perguntou Shikamaru sério.

Olhei para ele chocado; até mesmo Tenten pareceu estranhar a seriedade que o hacker com atitudes preguiçosas e infantis estava exalando.

— E que não poderia ser dito por mensagens — completou a caçadora ainda encarando o jovem pelo canto do olho.

— O que você faz para atrair suas presas, Tenten? — perguntei procurando um arquivo específico entre os demais. Antes que minha colega pudesse entender o que eu perguntava e responder, eu puxei sua ficha dentre as demais. — “Normalmente, costumo usar iscas que não façam minhas presas sofrerem. Não sou a favor de causar dor desnecessária em animais.” Está escrito aqui.

— E o que isso tem a ver com nosso problema? — inquiriu a mulher parecendo realmente confusa.

— Iscas. A resposta é “iscas”? — perguntou Shikamaru finalmente parecendo o jovem animado que se juntara a nossa equipe. Okay, admito que ele parecia mais perplexo que animado, mas você me entendeu.

— Sim! A única coisa que nós precisamos fazer, com todos esses arquivos, é procurar algo que traia a atenção das sereias — expliquei esticando uma pasta diferente para cada um.

Uma rápida desanimação passou pelos dois e tive a ligeira impressão de que ambos sairiam pela porta e me deixariam sozinho – tanto para encontrar a resposta quanto para continuar essa pesquisa maluca. Entretanto, com um suspiro resignado, Shikamaru aproximou-se da mesa e pegou a pasta que eu estiquei para ele.

— Só porque eu não tenho nada mais para fazer mesmo — resmungou abrindo e folheando as informações.

Olhamos os dois para Tenten que, com um baita palavrão (não vou repetir, não sou esse tipo de pessoa), arrancou a pasta da minha mãe e a abriu.

— Pois eu vou encontrar essa resposta apenas para esfregá-la na cara do mauricinho que acha que manda em mim — decretou, provavelmente, se referindo a Neji.

Pelo visto, essa seria mais uma das minhas tardes muito divertidas.


Notas Finais


E então, o que acharam? Deixem seus comentários e façam o dia de uma autora em recuperação feliz!


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