História Poderosa (HIATUS) - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Bordel, Cartel, Jiratsu, Máfia, Naruhina, Naruhina4ever
Visualizações 407
Palavras 4.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 9 - Tensão



Ver aqueles palhaços na frente da escolinha do meu neném me fez lembrar da época em que eu era como ele, inocente, alegre, de alma boa, pura, senti até saudade dessa época, maldita hora que eu deixei o Naruto destruir essa minha pureza, pra no fim ele me largar de barriga como se eu fosse um nada e como se o nosso filho não fosse importante, mas é melhor eu de perder tempo com lembranças idiotas e me focar nessa visita ao Shino. Já que eu não tive condição de ouvir ele e o Kiba ontem, tive que me deslocar até o terrário dele pra ouvir melhor sobre o plano. Isso aqui é algo que me dá arrepios! Eu odeio insetos, não que tenha medo, mas dá nervoso ver tantos assim juntos, já as cobrasse são legais...
— E aí, Shion? - brinquei com a caixa de vidro de uma cobra amarela. Além de traficar armas, o Shino também trafica animais exóticos, principalmente das Américas, se ele não fosse integrante de máfia, ele já tinha rodado faz tempo. - Inseto! - chamei apoiada no balcão, tudo aqui cheira a mofo, poeira, se eu trazer o Boruto aqui ele espirra por três anos seguidos sem parar enquanto fica dizendo que os bichinhos são fofinhos ou bonitinhos, assim como ele faz com os meus leões, que aliás, eu comprei com o Shino, que agora veio me atender passando pela "porta" de cordões.
— Ah, Cachorro, é só a Poderosa! - quando eu vi, o Akamaru, o cachorro branco do Kiba, passou por debaixo do balcão e veio me cheirar, abanando o rabo. - Cuidado, Akamaru, ela vai te jogar prós leões...
— Brinca assim de novo que quem vira comida de leão é você! - pense que eu tô pra brincadeira hoje... - Senta, Akamaru! - o Akamaru é melhor que muita gente, principalmente melhor que o dono dele, o Shino e eu. - Eu vim falar do investimento... - ele abriu o balcão e eu passei, espirrando com o tanto de poeira que existe aqui dentro.
— Da próxima você avisa que vai me fazer uma visita pra eu fazer uma faxina... - engraçadinho.
— Fala, Poderosa! - o Kiba me ofereceu um copo e depois encheu ele com whisky, ainda são 08:00, mas nunca é cedo pra encher a cara e tentar esquecer o quanto a nossa vida é fracassada. - Veio pessoalmente falar sobre o negócio? - vim.. 
— 60 milhões merecem uma atenção especial, não acha? - perguntei antes de beber um gole do whisky, desce como agua, nem parece que há três anos eu na conseguia nem beber vinho sem me sentir mal.
— Claro que merecem uma ótima atenção por nossa parte, são 20 milhões pra cada um! - divisão justa. 
— Bem, qual é o plano? - perguntei brincando com o Akamaru e o Shino me entregou uma sacola com umas roupas de quenga, acho que ele tá querendo virar inseto pisado. - Mas nem fodendo eu entro num bagulho desse, Inseto! - a última vez que eu vesti corpete, cinta liga e saia de couro foi pro Naruto e aquela foi a última vez na minha vida, espero eu. 
— Ah, Poderosa, não atrapalha a gente! - eu já não tenho muita dignidade, esses pela saco ainda querem acabar com a pouca que me resta? - Você vestindo isso derruba o mais concentrado e forte segurança do mundo. - e também derrubo o que eu ainda posso chamar de honra.
— Pode esquecer, eu não visto uma porra dessa!
— Poderosa, vai poupar muito trabalho nosso se você der apenas uma rebolada na frente daqueles imbecis, você distrai eles e a gente faz o serviço sujo... - ah, não, sempre sobra pra mim, mas também, não vou negar, eu sou gostosa! Meu filho não é aquela lindeza de menininho à toa não, meu amor, eu não nego o título de Poderosa, mas não é por isso que eu vou me rebaixar de rebolar pra um monte de tarado, se eu fosse dessas eu fazia isso no meu próprio bordel, Shino!
— Vai, Poderosa, nem todo o poder bélico do teu cartel, da minha delegacia ou do oyabun do Inseto se comparam a uma cruzada de pernas sua! - não adianta tentar babar meu ovo, Kiba, eu não vou mudar de ideia por elogio que até o traste do Naruto dava, aliás, ele vivia elogiando as minhas pernas, quando eu quis chamar a atenção dele pra mim bastou dar uma cruzada e eu me arrependo até hoje disso.
— Elogio até o pai do Boruto me dava, tá ligado? - ele estalou o beiço e o Shino riu.
— Bem, se você fica melhor... - ele me mostrou um relatório do informante dele no banco. - Chegou mais 40 milhões no banco, uns milhões a mais na sua conta pra você criar o Boruto sossegada não são nada mal... - daria até pra viver bem sem o cartel, se eu fosse trouxa de achar que eu posso largar um cartel de tamanho porte sem ninguém vir atrás de mim e do meu neném, afinal, eu sei demais pra continuar viva sem estar no negócio. - Meu oyabun quer 10 milhões do negócio, então fica 30 milhões de verdinhas pra cada um de nós! - é, olhando por esse lado, mas antes...
— Eu posso até topar, desde que o negócio seja, digamos, seguro, eu tenho um filho pequeno e tenho que voltar pra ele! - o menino já não tem pai, perder a mãe seria sacanagem. 
— Fica tranquila, Poderosa, você vai voltar inteira pra babar no seu neném! - acho ótimo! 
— Bem, digamos que eu tope o negócio, quando vamos agir? - eles olharam um pro outro e disseram juntos:
— Hoje! - tão rápido? 
— Tão rapido? - perguntei bebendo o resto do whisky. 
— É que o Lua tá de olho no negócio também... - bem...
— Agora esse bagulho é questão de honra! - foda-se que eu vou ficar parecendo uma puta, ao menos vouma ser uma puta bem rica. - Acertei com a Chiclete os valores, aliás, falando nela... - ainda não engoli esses telefonemas. - Cachorro, tu vai dar um jeito de me passar os registros de telefone dela...
— Tá achando que ela pode ser x9? - é uma hipótese. 
— Vovó Chyio me contou que viu a Chiclete no telefone com alguém misterioso e que se escondeu quando viu ela passar... - tem que ser alguém muito importante pra Sakura ficar na cola da vovó ao ponto da mulher precisa me passar a informação com calda de bolo.
— Bem, pode demorar um pouco, mas eu vou conseguir! - ótimo, pode ser a vida do meu neném em jogo.
— Agora que tá tudo certo, eu vou pegar meu neném na escola! - mas antes disso eu vou cobrar umas dívidas e, vai por mim, você não vai querer ver isso!

Naruto on:
Sabe como eu fico feliz de ver que eu tenho um filho completamente saudável, brincalhão e, apesar de tudo, feliz? Eu não posso ficar dando atenção só pra ele, né? Tenho que ficar um pouco com as outras crianças, mas saber que entre elas está aquela que foi gerada do amor entre eu e a minha lindinha me deixa mais do que contente. 
— Tá com você, Boruto! - só de maldade um menino mais velho empurrou meu menininho e isso me doeu, mais do que nele que chorou acanhado, façam todo o mal do mundo comigo, mas deixem meu filho quieto. - Seu pai não ensinou que homem não chora? Ah, esqueci, você não tem! 
— Sua mãe não ensinou que não se deve bater nos amiguinhos? - perguntei chegando perto com ele engolindo em seco, ele é pequeno mas sabe que tá errado. - Se fizer isso de novo, eu vou perguntar isso pessoalmente pra ela! - assustado ele correu e eu vim pegar meu menino no colo. - Você tá bem, Boruto? - ele chora muito, igual a mãe dele quando ela via um cena de terror, agora ela faz cenas de terror com as próprias mãos. 
— Meu joelho... - é, ele se ralou, melhor eu levar pra sala dos professores pra fazer o curativo e também falar com a diretora enquanto a cuidadora faz o curativo. 
— Qual o aluno que foi ferido? - ela, diretora Hotaru, perguntou sem dar muita importância, bebendo café. 
— Hyuuga Boruto! - ela cuspiu tudo o que tinha bebido, tremendo de medo.
— O-o-o filho da P-poderosa? - é, acho que o filho de uma mulher chefe de um cartel de drogas e que tem dois leões de estimação merece certa importância. - Pelo amor de Deus, Desenhista, me diga que não passou de um joelho ralado!
— Além da tortura psicológica dessas crianças fazendo bullying com ele por ele não ter o pai ao lado dele, foi só o joelho ralado! - isso me irrita, vontade de dar um peteleco nessas crianças mal criadas.
— Bem, melhor assim, a mãe dele é bem perigosa... - só fachada, eu sei que no fundo ela ainda é aquela mulher doce que eu conheci. - Pode ficar tranquilo, tomarei providências quanto a isso.
— Acho melhor, não queremos virar ração de gatinho! - com esse problema ela não contava, mas enfim, agora eu preciso ver meu filho, que veio correndo pro meu colo quando eu entrei na sala.
— Desenhista! - esse abraço dele é tão gostoso. Eu não pude ser pai dele, não me deixaram ser pai do meu filho, mas agora eu vou ter essa oportunidade. 
— Seu joelho está melhor? - prevejo uma mulher muito raivosa invadindo essa escola armada atrás de quem machucou o filho dela.
— Tá doendo um pouquinho, mas quando eu chegar em casa a mamãe vai dar um beijo nele e vai sarar! - é bonito ver o amor nos olhos dele quando ele fala da mãe. 
— Sua mãe te ama muito, né? - ele fez que sim com a cabeça e eu abracei ele. 
— Sabe, Desenhista, meu papa também desenhava... - meu coração acelerou, ela falou de mim pra ele? - Mama me mostrou um desenho, ele disse que amava ela e amava eu também... - e-ela guardou os meus desenhos e mostrou pro nosso filho? - O papa me ama... - muito, eu te amo muito. Bem, já tá na hora de buscarem ele, quando eu vi aquele mulherão da porra entrou furiosa na escola, com as professoras e cuidadoras da creche pondo as crianças pra dentro da sala ou as entregando rapidamente às mães que já estavam esperando por elas.
— CADÊ O MEU NENÉM? - eu soltei o Boruto e ele sentiu dor quando saiu correndo, chorando um pouco com isso. - Filho! - foi só um joelho ralado, mas, na mente dela, arrancaram a perna dele. - QUEM FEZ ISSO COM O MEU FILHO? - a diretora engoliu seco, ela vai matar alguém se duvidar. 
— E-Eu cai brincando, mama! - UFA! Alem de fofo ele é esperto! Ela tá desconfiada, olhando pra diretora. 
— Filho, né espera aqui com a tia, ta bom? - ele foi beber água e eu pude ver pela janela quando ela botou a pistola na cabeça da diretora Hotaru. - Escuta aqui, cadela, se alguém bater no meu filho de novo eu estouro os seus miolos, ta me ouvindo? EU TE MATO! - quanta sutileza. 
— T-Tá bem, s-senhora Poderosa! - a mulher chegou a chorar acuada, caindo desmaiada de tanto susto. Sabe porque eu sei que no fundo a Hinata é alguém bom? Ela ainda botou a diretora Hotaru sentada antes de sair como se nada tivesse acontecido, abraçando o Boruto que apontou pra mim, merda!
— Mama, esse é o desenhista! - que ela não me reconheça, que ela não me reconheça...
— Prazer, senhora Poderosa! - forcei uma voz bem engraçada, de palhaço mesmo, e estendi uma flor de plástico pra ela, que riu. - Seu filho é lindo!
— Eu sei disso, meu neném é a coisa mais linda do mundo. - eu me derreto de amor de ver que ela é tão carinhosa com o nosso filho e me derreto de medo quando ela me olha tentando me reconhecer. - Eu acho que já vi você em algum lugar...
— É que eu faço minhas palhaçadas em muuuuitos lugares... - acho que ela caiu, ela tem que ter caído se não sou eu quem vai cair numa jaula com dois leões. 
— É, deve ser! - UFA! - Bora, Boruto! - ela se foi com ele e me dói ver os dois indo embora.
— Tchau, Desenhista! - mas ver esse sorriso do meu bebê melhora todo o meu dia. A diretora agora acordou e tá tremendo e chorando, melhor eu ajudar. 
— E-ela já f-foi? - a minha lindinha se transformou num monstro, ao menos por fora. 
— Aqui, diretora Hotaru... - lhe dei um copo com água e ela o pegou tremendo, Hinata está longe de ser sutil e eu espero nunca conhecer essa sutileza dela.
Naruto off

Aquele palhaço me lembra alguém, mas deixa, pelo menos ele cuidou do meu neném. Não é a primeira vez que alguém bate ou empurra ele, vontade de jogar esses catarrentos pra Kayuá e Katsu, bando de nojentos, que culpa o garoto tem de não ter pai? Se alguém tem culpa esse alguém é o pai dele e eu por ter dado pra ele. 
— Ai o Desenhista me defendeu e me levou pra enfermaria... - eu não gosto que o meu filho fique falando com estranhos, se bem que esse cara não é um total estranho, ele é professor, um professor bem divertido por sinal e que o Boruto parece ter gostado muito. 
— Esse Desenhista é seu amigo? - ele fez que sim com a cabeça. Provavelmente esse cara teve pena do meu neném, mas deixa, ao menos ele tem um amigo. - Vem, neném! - quando eu peguei ele no colo e vim andando, só ouvi o barulho das putas correndo, hoje eu não vou abrir o bordel, não gosto que elas trabalhem sem que eu as veja ou esteja em casa, por isso só dei meu neném pra Sakura e bati palmas pra elas saírem. - Saiam da toca, suas quengas! - ela vieram, não são loucas de não vir. Uma a uma veio me dar o pagamento, a Ino tá bem estranha, ela nunca faturou tanto, deve tá extorquindo o cliente fixo dela, mas desde que ela me pague... De novo, Guren? - Cadê o que tá faltando? - ela já tá tremendo.
— N-nao tá faltando nada, Po-poderosa... - ela acha que eu sou trouxa? Peguei ela pelos cabelos azul, não é a primeira vez que ela faz isso e eu não tolero isso.
— Cadê os 100 pau que tá faltando aqui, Guren? - ela tem grunhindo e fazendo cara de dor, mas eu não ligo. 
— N-nao tá faltando nada... - sabe nem mentir. Trouxe ela pra perto da jaula, não basta tentar me passar pra trás, ainda quer me fazer de trouxa? - P-por favor, não... 
— Pela última vez, cadê os 100 dólar que tá faltando aqui? - tremendo, ela tirou do sutiã uma nota de 50. - Ainda tá faltando! Cadê os outros 50?
— E-eu gastei... - ah, gastou? Pois bem! - E-eu pago depois...
— Você vai pagar é agora! Escolhe um braço! - chorando, ela me deu o braço esquerdo e eu enfie ele na jaula. - Vamos ver se hoje é o seu dia de sorte, bebê! - ela ta tremendo toda, é muito raro Kayuá ou Katsu não morderem e mutilarem alguém. - Gatinhos... - bati no ferro e então o Katsu veio e arrancou o braço dela, com ela gritando de dor e as outras de medo, algumas até mesmo vomitaram. - É, não foi o seu dia de sorte, agora você me deve 70 dólares! - cobro 40% de juros também, como você acha que eu fiquei tão rica? Chamei os homens e eles levaram a Guren pro hospital, ela que se vire depois. - Que fique de exemplo, ninguém rouba a Poderosa, entenderam?
— S-sim, Poderosa... - acho bom! Cadê a Tsunade? 
— Poderosa, a Mestra pediu pra avisar que ela vai passar dois dia fora, o cliente deixou o pagamento... - bem, é um bom dinheiro. 
— Está bem, hoje a casa não vai abrir, estão de folga! - elas chegaram a sorrir. - Mas amanhã tudo volta a funcionar! - dei as costas, eu preciso de um banho antes de ensinar a lição do meu neném, ainda não tô acreditando que eu vou usar uma roupa como aquela, mas são por 30 milhos, então vale o preço. Sabe, as vezes eu me olho no espelho e não me reconheço mais e nem é pelo cabelo mais longo, é porque eu sou nojenta, a Hinata que eu fui um dia teria muito nojo de mim, eu cheguei baixo demais, mas agora não tem mais volta, agora é seguir em frente, rumo ao abismo onde eu me enfiei e rumo à escuridão que eu mergulhei.

Autora on:
Enquanto isso, Tsunade e Jiraya estavam indo até Tokyo, onde residia a filha do casal, com o grisalho enchendo a amante de perguntas.  
— Acha que ela vai gostar? - perguntou referente a boneca de pano que trazia em seus braços. 
— Não leu o email? Ela espera essa boneca de pano há anos, Jiraya... - respondeu lhe acalmando. - Ela sempre dizia que queria receber de você esse presente e que sabia que um dia você vinha dar a ela pessoalmente. - o homem sorriu bobo. 
— E- e o que ela sabe de mim? Ela sabe quem eu sou? - perguntou curioso sorrindo para a loira.
— Ela já viu fotos suas, lembra que você e eu tiramos várias fotos quando saímos escondido? - questionou com o homem assentindo. - Eu tinha umas fotos também de quando você fazia o projeto dos palhaços nos hospitais, com alguns bebês no colo...
— Ai você mostrou dizendo que foi quando ela nasceu... - embaraçada, a mulher assentiu, tirando risos de Jiraya, que lhe abraçou e mordeu sua bochecha. - Você é bem esperta...
— Eu não queria deixar ela pensando que você estava morto, já pensou se agora você do nada aparece vivo? - perguntou lhe tirando risadas.
— Está bem, agora só precisamos resolver tudo, já mandei fazerem as nossas fotos de casamento e em breve estaremos legalmente casados, ela vai continuar achando que não tem nada errado com a gente! - manteriam a farsa criada pela loira à morena que estranhava o aviso de visita de sua mãe lhe dado pela diretora do internato. 
— Minha mãe pediu dois dias de licença pra vir me ver? - perguntou desconfiada.
— Sim, a senhora Tsunade está vindo e você vai hoje mesmo almoçar com ela nesse endereço! - era um hotel, onde o casal permaneceria enquanto ali estivesse. A morena deu de ombros, sentindo que algo estava errado e sua mãe estava lhe escondendo algo, mas nada questionou mais, apenas seguiu para seu quarto e arrumou sua bolsa para passar os dias com sua mãe, logo sendo liberada para sair da instituição de ensino, sorrindo ao ver Tsunade, mas, ao ver Jiraya com a boneca de pano nas mãos, paralisou. 
— P-p-papai? - esfregou os olhos diante do homem que abriu os braços, logo a vendo sorrir e correr em sua direção. - Você existe mesmo, você... - pulou no colo de Jiraya, que lhe abraçou forte. - Você veio me ver! - dizia encantada enquanto seu pai aproveitava seu abraço.
"Agora eu entendo perfeitamente o Naruto..." - pensou ao pôr a menina no chão. Muito ensaiara para aquele encontro, mas as palavras já não estavam em sua mente, sua única reação foi a de abraçar as duas mulheres que estavam à sua frente com carinho, logo se recordando do presente que havia trago. - A-a sua boneca! - disse lhe estendendo o brinquedo que foi abraçado carinhosamente por Shizune.
— Você lembrou... - acariciou o rosto da boneca com carinho, logo beijando a bochecha de Jiraya que sentia o peito explodir de felicidade. - M-mas você não tinha muito trabalho, papai? Eu achei que você iria passar mais um ano em Londres, não foi o primeiro que você disse no último email? - perguntou curiosa fazendo sua mãe engolir em seco. 
— Eu iria, mas já chega de trabalho, minha princesa, já perdi muito da sua vida. - disse naturalmente logo voltando a ser abraçado. 
— Eu senti sua falta... - disse o comovendo.
— Não precisa mais sentir, assim que você terminar esse ano, você vem morar conosco em Konoha! - para as duas era um sonho finalmente poderem ficar próximas, mas para a loira aquilo era perigoso, ela poderia saber de seus shows noturnos, mas sabia que seu amante deveria estar cuidando de tudo, por isso relaxou. Mais ao longe, um conhecido da família de Jiraya, Kidomaru, ligou imediatamente para o irmão do grisalho, Orochimaru que bufou.
— Como assim ele encontrou aquela quenga e até uma filha teve com ela? - questionou o homem de cabelos negros e olhos tão verdes que mais pareciam amarelos e estava a receber uma serpente que comprara de Shino, a mesma vista por Hinata. - Bem, obrigado pela informação, Kidomaru, me mantenha a par de tudo! - disse desligando o telefone e então o jogando sobre o sofá com raiva. - Mais uma pra dividir a herança... - tomou nas mãos o telefone novamente, procurando furioso por um número é rapidamente lhe ligando. - Alô, Lua? Eu tenho um serviço pra você! 

Shion brincava com sua caixinha de música, pondo as bailarinas de brinquedo sobre o espelho, olhando encantada para seu bailado "mágico", como se não soubesse de seus imãs, espantando Naruto que agora chegava em casa. 
"Quem vê ela fofinha assim nem imagina que é um demônio!" - pensou retirando a peruca, logo a vendo gritar horrorizada com sua presença. 
— T-tira isso do rosto! - se referia à pintura de palhaço, fazendo o loiro sorrir. - Você sabe que eu tenho medo...
— Você sabia que eu tinha medo de perder a minha lindinha e mesmo assim me separou dela! - fazia caretas se divertindo com o pânico da loira que então o pôs para fora e fechou a porta. - O palhaço vai te pegar e botar no lixo de onde eu nunca devia ter tirado você! - gritou à mulher que tapou os ouvidos, logo voltando sua atenção novamente ao brinquedo, sorrindo como se nada tivesse acontecido. 
— Baila, bailarina, baila... - dizia com um tom infantil. - Esconde o teu segredo, baila... - pausou a música e guardando as bailarinas, levantando o espelho e então retirando de lá papéis que comprovavam uma negligência de Minato em uma cirurgia fatal, anos antes, provas que o levariam a ser condenado por assassinato, relembrando de quando usara tais papéis para chantagear o cirurgião. 

"Estava desesperada ao saber que Naruto deixaria o lar para casar-se com Hinata e então viver com sua nova família, se sentia despedaçada com a notícia de que a azulada teria uma família ao lado de seu amado, não poderia permitir que isso acontecesse. 
— O que faz aqui, Shion? - questionou assustado enquanto acariciava os cabelos ruivos da esposa que fingia dormir. 
— O Naruto vai deixar a casa pra ir se juntar com aquela vagabundo, mas você não vai deixar! - disse firme olhando para o corredor, podendo ver o irmão adotivo deixando o carro. - A gente não ia viajar? Então, você vai obrigar ele a ir com a gente ou o mundo todo vai saber que você matou o pai do tio Jiraya pra se vingar dele ter matado o seu outro filho! - se referia ao irmão gêmeo de Naruto, Menma, que morreu após ser atingido por um tiro disparado pelo pai de Jiraya e destinado à Tsunade que estava ao longe e nada vira, fazendo o homem engolir em seco. - Agora, vai! - disse quase o arrastando para fora onde então se seguiu a discussão com o loiro mais novo. Não se importava em ser tão insultada pelo Namikaze, apenas se sentia bem em saber que Hinata não o teria a seu lado."

Sorria novamente guardando "seu tesouro", não se importava com o sofrimento de Naruto ou Hinata e muito menos com o sofrimento de Boruto, de quem desejava se livrar há tempos, tendo várias tentativas de assassinato contra o pequeno o frustradas por Sakura, que passara ao pequeno o instinto materno do qual privara sua própria filha e estava sempre lhe protegendo, como era seu dever. 
— Você ainda vai me amar, Naruto, tanto quanto eu te amo... - pensava alto em suspiros. - Você ainda vai ser todo meu!

Já a noite, quase madrugada, na transportadora de valores de um banco suíço, a segurança era forte, afinal, um total de 100 milhões de dólares em dinheiro e jóias ali estavam e deveriam ser resguardados. Homens fortemente armadas se concentravam em manter a segurança do local a todo custo, mas os mesmos sorriram maliciosos ao ver a silhueta curvilínea de Hinata, disfarçada com uma peruca cacheada e lentes verdes, se aproximando sensualmente, rebolativa e sensual, como se dançasse, chamando a atenção de todos que, um a um eram abatidos silenciosamente por Shino, Kiba e seus subordinados, estes encapuzados, enquanto o líder dos seguranças era seduzido pela cafetina, que aos poucos se aproximava de si, lhe tocando os ombros com a ponta dos dedos e se odiando por tais atitudes, sorrindo maliciosa.
— O que quer aqui, lindinha? - perguntou causando a ira da azulada que então, pelas costas do homem, pegou o fuzil que estava nas mãos do mafioso, logo passando a lhe ameaçar.
— Eu quero a grana, seu tarado de merda! - o segurança pensou em lançar mão de sua arma, mas seria inútil. 
— Sua vida pertence a você, já o dinheiro está assegurado pelo Estado, melhor não reagir, a minha amiguinha não está para brincadeiras! - disse o policial acabando por lhe render, entrando com o homem dentro da transportadora, deixando um rastro de corpos e sangue para trás. De fato, Hinata não estava para brincadeiras, falava seriamente a língua das armas, ser chamada de lindinha despertou em seu íntimo a fúria, chegando a arrastar homens pelas mesas que ali haviam.
— Me lembre de nunca chamar a Poderosa de lindinha, Inseto! - comentou Kiba assustado ao ver a cúmplice por o cano de seu fuzil na boca de um outro segurança, esse responsável pelas chaves de segurança. 
— Vai numa boa ou vou ter que arrancar teu olho e tua mão pra abrir o cofre? - perguntou ameaçadora logo sentindo um forte odor. - Que coisa feia, nem meu filho de três anos com nas calças ainda... - debochou tirando gargalhadas de seus capangas e cúmplices. - Vai me levar pra porra do cofre ou não? 
— V-v-vou! - disse o homem amedrontado, guiando os três mentores do crime até o cofre que então foi aberto após a verificação de digitais entre retina feita pelo refém que observou quando os capangas e a própria Hinata limpavam as gavetas que ali haviam, uma ação rápida que acabou com os todos os 100 seguranças de elite mortos pelos 50 capangas da mãe de Boruto e dos 20 aliados mafiosos de Shino, que agora fugiam até o bordel onde fariam a contagem e divisão do dinheiro.
— Eu disse que vestindo essa roupa você derrubava até o mais concentrado e forte segurança... - debochou o policial enquanto enquanto a mulher vestia um sobretudo. 
— Gatinhos! - chamou abrindo a jaula e ali lançando alguns corpos que haviam trago com a ajuda de alguns de seus homem. - Tá afim de entrar aqui também? - questionou mal humorada. - Odeio que me chamem de lindinha... - enquanto a cafetina bufava odiosa, Sakura, ainda dentro do quarto onde estava Boruto, velava o sono do pequeno enquanto falava ao telefone com Minato.
— Ela acabou de chegar, patrão, o menino tá aqui no meu colo, tá bem, o loiro não voltou mais depois daquele dia...
— Ouça com atenção, Chiclete, se meu filho voltar a pisar nesse bordel você tem que expulsar ele daí, os leões da Hinata são gatos inofensivos perto do que que a Shion pode ser caso descubra que ele está se aproximando do menino... - disse baixo observando pela porta quando a loira deixou o urso de Naruto. - Tenho que ir, cumpra seu trabalho de...
— Proteger o menino e a Poderosa, pode ficar tranquilo, patrão, os cara do Lua não vão encostar um dedo no neném da Poderosa, te garanto.


Notas Finais


O que acharam? Espero comentários, beijos!


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