História Poesia em morte - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Personagens Jhin, O Virtuoso
Tags Drama, Jhin
Exibições 24
Palavras 933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá

Capítulo 2 - Você me salvou


- Capítulo dois -

 

A voz dela era um baque enorme no silêncio. 

Ele estava nas escadas quando ouviu o que ela disse. Mesmo assim, deu de ombros e continuou a descer, até ouvir os passos dela acelerados à descerem a escada. 

- Ei. 

Ele olhou para trás e fitou-a com impaciência.

- Você me salvou. 

Risos. É a resposta dele. 

A moça se sente ofendida, mas mesmo assim, insiste em procurar uma resposta, uma explicação para tudo o que aconteceu naquele quarto. 

Ao perceber que nenhuma palavra saí de sua boca, ela recua um passo, educadamente. 

- Você é mudo? - E coloca as mãos na boca. - Porque se for, me desculp... 

- Não sou mudo. - Interrompe-a. 

- Ah. - E morde o lábio. - Me desculpe.

Por detrás da máscara, seu rosto se contorce, formando uma careta. 

Gentileza, afinal, é só um modo de mascarar o desconforto, as segundas intenções. Todos usam máscaras. 

- O que queres de mim, afinal? - Ele pergunta.

- Por que me salvou? 

Sem hesitar, ele responde. 

- Porque minha vítima estava em cima de você. 

A moça ri.

- Tudo bem, agora pode falar a verdade. - E sorri. 

- Acha que estou brincando? Arte não é diversão. - Pontua. 

- O que... 

- Nunca ouviu falar de mim? - Ele sorri. - Sou muito conhecido pelas redondezas... 

- Essa máscara... - A mulher se espanta. - Você é o Jhin! 

- Parece que grande parte da sua cidade me reconhece também. Que bom que estão dispostos a observar novos talentos. Mostrarei o que é arte de verdade.

Dentro na mulher, algo reluta. 

Ela quer agradecer-lhe, mas ao mesmo tempo, sente um pequeno receio da parte dele. Porém, dentro de sua mente, também pertubada, decide que não se importa.

Ele dá as costas e caminha até chegar na porta. Sua mão apenas pousa na maçaneta até ela falar. 

- Aonde está indo? - E segura seu ombro. 

Ele afasta a mão dela com grosseria. 

- Não toque-me. - Pigarreia. - Irei executar mais pessoas, em nome da arte.  É importante que eu não seja tocado por ninguém. - Aproxima seu rosto dela. - Me ouviu? 

Ela assente, recuando um pouco. 

- Ótimo, agora se me der licença. - Ela abre a porta.

- Eu vou com você. - Diz decida. 

É a vez dele se espantar. Esta mulher só pode ser louca, querendo seguir um assassino e psicopata. São as primeiras coisas que lhe vem na cabeça. Por que isso? 

- Você não virá comigo. - Diz firme. - Você ficará bem aqui, querendo ou não. - E range os dentes. 

- Não pode me impedir de ir com você. - E sorri. - A não ser... que me mate. 

Jhin, até por um momento, pensa em matá-la. Mas não pode. Isso vai contra todos os seus princípios de assassinato artístico. Matá-la ali e agora não seria arte. Seria um mero assassinato. E mesmo que após morta, ele mudasse a cena, não seria a mesma coisa. Não haveria a emoção da performance. 

- Olha, sei que pareço indefesa e frágil, mas tenho algo que deve ser do seu interesse. 

- E o que seria, senhorita? - Ele fecha a porta novamente. 

- Sou sócia do teatro da cidade. - E roe as unhas. - Acho que suas performances ficariam melhores lá. Com a acústica perfeita, a iluminação perfeita.

Ela havia achado o ponto fraco dele. 

Sempre sonhara em uma performance de grande porte. Uma demonstração de sua arte para o público. E tinha certeza de que quando isso acontecesse finalmente poderia ser compreendido. Todas as imperferções com que teve que trabalhar e improvisar, seriam recompensadas pela grande performance, o gran finale.  

Era só um modo de dizer, pois ele não pretendia parar de performar. 

- Quando poderei usá-lo? - Perguntou eufórico. 

- Daqui três meses, temos vagas para apresentações. 

- Daqui três meses, tornarei a essa cidade nefasta e finalmente mostrarei o que é arte de verdade. - E ri. 

- Então, irei com você. 

- É um mero detalhe. - Diz amargo. - Ah, creio que não percebestes, mas está suja de sangue e nua. 

Ela por um momento havia esquecido disso. Pessoas normais não esquecem coisas grandiosas e apavorantes como essa. Mas ela, não era normal. Em sua mente, a linha entre normalidade e psicopatia era muito tênue. 

- Pode esperar-me? - E arqueia a sobrancelha. 

- Não. - E abre a porta. - Logo o corpo será descoberto, e sugiro que não esteja aqui quando isso acontecer. Lhe esperarei nos limites da cidade. 

- Certo. 

Assim, a moça tratou de se limpar e colocar uma roupa qualquer do falecido, que lhe caia grande demais sobre o corpo. Tentou fazer barras e dobrar todos os lugares possíveis para encurtar. O resultado foi espalhafatoso demais. 

Deixou a casa, sem levar nada. 

Na rua, misturou-se com as massas. Ouviu sirenes de polícia. Com uma capa que havia pegado no velho armário de roupas, escondeu seu rosto. Continuou a caminhar até que chegou nos limites da cidade. 

Jhin a esperava, enquanto limpava sua arma. 

Ela chegou perto e levantou a mão para tocá-lo. 

- Já disse que não quero suas mãos imundas em mim. - Replicou. 

Ela recuou a mão, chateada. 

- Por que você usa essas roupas? O que é isso no seu ombro? - Perguntou observando-lhe. 

- Você fala demais. - Ele juntou suas armas e as pendurou em volta do corpo. - Vamos, temos um longo caminho à prosseguir. 

- Aonde vamos? - Caminhou até junto dele. 

- Cale a boca. 

 

 


Notas Finais


Até o próximo cap!
:*


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