História Poetista - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags College!au, Fluffy, Lírica, Romance, Taekook, Vkook
Exibições 35
Palavras 1.109
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lírica, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - E nestas linhas...


Caderno de anotações e essas coisas da aula de literatura

Pertence à Kim TaeHyung

Se o encontrar, deixá-lo sob a responsabilidade do bibliotecário Kim NamJoon, no Bloco A-Três

Faculdade de Letras da Universidade de Seul

 

 

Seul, 29 de setembro de 2016

 

 

Quando o vi pela primeira vez

Os céus de Seul choravam.

Sua pele tinha cor de mel

Sua pele tinha cor dourada.

 

Reparei nos seus cabelos morenos, molhados

E nos sapatos encharcados que usava.

E juro pelos deuses lá no céu

Que mesmo na chuva, seu andar gingava.

 

Não pude desprender os olhos,

Não o quis perder de vista.

Só não soube meu coração desavisado

Que seria a partir daí, aquele jovem seria eternamente minha vida.

 

Semana que passou,

Voltei a vê-lo.

Naquela mesma avenida. Sorri discreto pelo seu olhar.

Brilho infantil, sabor de caramelo.

Passou apressado, rentinho a mim

Quase chorei, pela primeira vez, sentir seu cheiro de Jasmim.

 

Quando adentrou o café, eu também ia.

Vi-lhe pedir um mesmo latte, do jeito que pediria todos os dias

Só vi algo em mim desabrochar, um sentimento até então recôndito,

Por aquele que pra mim, seu nome ainda permanecia no incógnito.

 

Meu coração batia, me obrigando a mudar minha mesmíssima rotina.

Desastrado do jeito que eu era, obriguei-me a passar por lá todas as quintas-feiras.

Nunca o vi faltar uma, o mesmo latte

O mesmo sorriso de cristal. Seus lábios se partiam, um sorriso doce, quase gengival.

Foi assim nas primeiras três semanas,

Me escondendo atrás de uma folha de jornal

Cliché

Até o dia em que ele reparou, perguntando-me com toda sua educação “serás tu alguém que me quer fazer mal?

Touché

 

Não quis que aquele anjo moreno me odiasse.

Desculpas pedi, que não me denunciasse

Pois eu gostava apenas de vê-lo sorrir.

Então ele sorriu, contou-me um pouco de si.

Seu nome era Jeongguk. Tinha as bochechas vermelhas.

TaeHyung era como eu me chamava, “isso e tudo o que der na telha

 

O moreno afirmou ter gostado de mim.

Estava eu feliz também, esse desejo de semanas

Minha estrela guia,

o realizando enfim.

 

O tempo passou, nos conhecemos melhor.

Gostava ele de retratar a realidade, momentos, memórias.

Estudava fotografia.

Ao contrário de mim, que, por algum motivo que até hoje desconheço,

Fui estudar como melhorar minha grafia, sonho ilusório de querer escrever poesia.

Minhas palavras conjuntas, sequer formam rimas bonitas.

 

Confiou em mim, convidou-me à sua casa

Apartamento que ficava lá na baixa

Apartamento expressivo, com paredes em distintos tons de carmim.

Ofereceu-me um lanche e um almoço

Agradecido fiquei. Conversamos conversas, tempo passou.

Quando uma noção de tempo tomei, de lá saí, no desespero

Prometendo

Voltar quando não estivesse tamanhamente desatento

 

Não irei expor de detalhes

A maneira de como essa amizade andou

Em tão pouco tempo, Jeongguk em mim já conseguia confiar

Uma coisa que meu coração apaixonado gostou

 

Porém dessa irmandade entre nós

Nasceu uma angústia no ínfimo de meu ser

Queria-lhe poder dizer: “mais do que amigos devíamos ser

Medo? Talvez. Repulsa, rejeição,

 Arrepios no meu interior

Deixando-me solavancar sozinho em lágrimas, meu eu e eu

Meu interior e meu coração.

Total e completamente sós

 

Da mesma maneira, o sol já não nascia

E a meu ver

Os trabalhos acumulados, tarefas e mais poemas que deixei por fazer

Tudo porque meu coração já não sentia.

Sem sentimentos, sem poesia.

Queria que Jeongguk igualmente me amasse, porque eu o amo

De uma forma que a inspiração floresceria.

Algo que não foi acontecer

 

Nuns dias desta mesma vida, uma garrafa de soju arranjei

Uma coragem que não me pertencia,

Embriagado, o liguei.

Deixei que a gaguez do momento falasse

Tudo o que me sufocava

Tê-lo ao meu auxílio, enquanto meu fígado cuspia

Numa desgraça chamada ressaca

 

Sabeis do cliché que mais cedo havia mencionado?

TaeHyung… Eu também te amo” sua voz nos meus ouvidos embriagados, ressonando

Pisquei trezentas vezes, a realidade mais nítida e os espaços entre nós nos apertando

Não demorei para o responder, me engasgando nos meus soluços de bêbado.

 

Uma semana passou, nos afastamos

Depois de possivelmente um amor termos confessado.

Naquele mesmo café nos encontramos

Para esclarecer algumas dúvidas do passado.

E sob a luz amarelada daquele espaço fechado:

Teus lábios carmins reluzem

Sorriu-me.

Provei-os uma vez,

Numa noite de final de primavera

Nuvens e estrelas. Mesmo coração que batia

Desfreado.

 

E, não serei eu, mero mortal

Comparado a ti, Jeongguk

Não consegui, descrever esta poesia que vi em ti

A poesia dos teus lábios

Um deus.

Mesmos lábios pequenos, mesmo manjar dos céus

 

E em tão pouco tempo

Deixaste-me afirmar

Como os teus beijos são somente meus.

 

Agora custa-me deixar-te ir.

Não lhe quero perder ou deixar transparecer essas inseguranças

Essas inseguranças…

Então

As desabafo aqui.

 

Desta forma jurei

Dos teus lábios, mais beijos roubarei

E se à noite

Meu suor beijar tua pele nua

Morfeu

Chamarei por ti, juro-te, chamarei por ti

Enquanto houver no céu

A mesma e singela lua.

 

As palavras desta lacuna são as maiores

São as que me faltam. Talvez essas linhas sejam o suficiente

Para descobrires o quanto este louco te ama, Jeongguk.

Feliz sou eu, teres-me este sentimento, tão bonito

Recíproco

Pois a maior dor de uma alma poetisa

Isso mesmo que digo

E reafirmo.

Poetas conhecem melhor

O sabor de um amor jamais correspondido.

 

Que esta seja a última página

Destas linhas expressivas do infindável

De saberes tu o quão acesa está esta chama

De uma paixão que este pilantra narcisista

Não viu acender-se

 

Sem querer e no ter que acabar,

Falarei enfim destas linhas.

Fui obrigado, mesmo estando a faltar

Falar de palavras que rimam.

Momentos estes em que me pergunto por que escolhi ser poeta

Já que este homem, TaeHyung, sou um homem de cabeça desatenta

 

Mas quando te olho

Vejo em ti toda minha poesia.

Então falarei nestas linhas

Deste certo moreno que conheci

Vaidoso até mesmo em dias de chuva

E estas linhas vão falar

Daquele moreno de estrelas no olhar

Brilho de cristal

E cheiro à sal e mar.

 

E estas linhas vão falar

Daquele moreno de estrelas no olhar

E onça no jeitinho de andar

 

Estas mesmas linhas ainda irão falar

Daquele moreno, meu amor da avenida catorze

Que apesar de tudo, nunca o vi deixar de me amar

 

E estas linhas continuarão a falar

Do meu moreno de andar de pantera

Sem nunca deixar de gingar

Uma dama

Vaidosa

Linhas que se resumirmos, vão falar de como eu sou trouxa por essa pessoa

Que, apesar de tudo

Me ama

 

 

Trabalho de Literatura por Kim TaeHyung

“Poesia Aleatória:

Uma Musa Inspiradora”.

Dedicado inteiramente à esta mesma musa, Jeon Jeongguk. Melhor amigo e namorado do mundo.

 

 


Notas Finais


ENTÃO OLÁ ^^
SÓ EU QUE-, Poesia é uma das partes mais bonitas da literatura. Eu acredito que pude mostrar isso nessa pequena ... como que chama? Soneto? Trova? Ah, enfim.
Muito obrigada por lerem ;)
A gente se vê <3


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