História Pokemon (?) - Capítulo 14


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Categorias Originais, Pokémon
Personagens Personagens Originais
Exibições 2
Palavras 1.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Estou de volta, não que alguém ligue.
Se você chegou aqui, obrigada por ser paciente.

Capítulo 14 - Especial: Her Past


Há muito tempo, dois povos viviam na Terra: humanos e ****, mas as relações dificilmente davam certo. Os povos possuíam muitas divergências, e constantemente guerras ocorriam. Após uma dessas guerras, a energia negativa que eles emanavam se tornou forte o bastante para dividir o plano em que os povos viviam em dois, cada um habitado por seu respectivo povo.

Mas...

Mesmo fora de tempos de guerra, sempre foi necessário que um grupo ficasse de olhos abertos, para evitar atividades hostis e frustrar invasões. Esse grupo era chamado de "Guarda Continental", pois era dividida por continentes; no continente de Zerhys, havia uma jovem mulher que fazia parte da elite da Guarda Continental. Seu nome era Diana Bell, da raça breloom.

Ser uma guerreira nunca significou deixar de ser uma mulher; em meio a toda responsabilidade, Diana se casou. Do matrimônio nasceram cinco crianças: Alícia, Ettan, Cinthya, Darek e Barbara, sendo a última uma shine.

Mas nem tudo são flores; poucos meses após o nascimento de Barbara, o marido adoeceu gravemente, e acabou perecendo.

Poucos dias depois do falecimento do marido, Diana foi atacada; apesar de forte, o homem era mais, e a havia pego de surpresa. Ainda em luto, ela foi estuprada.

Apesar do peso de perder o marido e do estupro, Diana se manteve firme para seguir em frente, se manter cada vez mais forte e cuidar de filhos.

Mas, poucas semanas depois, descobriu que estava grávida.

Ela sabia que o estuprador não era compatível, e, portanto, se tratava de uma híbrida em seu ventre. Mas, apesar de tudo, ela reconhecia que a criança não era culpada de nada, então, mesmo com os alertas da família, ela não abortou.

Passaram-se meses, e a sexta filha nasceu em Zerhys; deixando Diana muito fraca, devido à gravidez e ao parto. Na outra semana, Diana morreu.

Os irmãos de Diana se encarregaram de cuidar das crianças, cinco crianças sardentas foram criadas com carinho e até alguns mimos.

Mas isso não se encaixa a uma em especifico.

Havia uma menina que só tinha ideia por meio dos outros cinco; seu rosto não possuía sardas, e seus cabelos eram brancos como a neve fresca.

Durante muito tempo, a menina foi tratada como se não fosse parte da família. Era mal alimentada, constantemente recebia injúrias, quaisquer esforços para ser boa era ignorado, ao passo que erros eram tão severamente punidos que chegava a chorar só de imaginar. Mesmo seus irmãos, além de não fazerem objeções, também a excluiam, não falando com ela por dias e nem deixando participar das brincadeiras.

Ela constantemente via seu reflexo em água e espelhos, vendo o branco de seus cabelos, o cinza névoa de seus olhos e (pior de tudo) linhas escuras que existiam em seu peito e pescoço. Seus irmãos e irmãs tinham todos cabelos verdes e olhos castanhos, e nenhum tinha marca alguma sobre o corpo. Eles eram lindos. Por que ela não podia ser bonita também!?

Em um inverno, quando ela tinha seis anos, tempestuoso, durante uma brincadeira de seus irmãos, ela tentou entrar, mas foi expulsa a tapas; ela acabou perdendo o controle da sua mistura de raiva e confusão, e revidou uma investida, fazendo Alícia desmaiar. Não só isso, mas algo azul, parecido com neblina muito densa a rodeava.

Naquele mesmo dia, sua família simplesmente a abandonou.

Ela não sabia direito o que fazer. Era difícil encontrar comida, ela não tinha onde se abrigar, os trapos que se tornavam suas roupas logo pararam de proporcionar qualquer calor que pudessem antes.

Não havia como saber como, mas ela sobreviveu por seis semanas neste inverno.

No começo da sétima semana  ela estava muito fraca, e não conseguia mover bem seu corpo, devido à fome, ao frio e ao fato de seu pé estar torcido. Sem esperança, ela se rescostou em uma árvore e chorou.

-- Acho que veio daqui.

A menina se encolheu reflexivamente quando ouviu a voz de um menino se aproximar. Ela só queria ficar sozinha. Só queria que a deixassem em paz por um minuto.

-- Hm... Olá? Por que está aqui sozinha?

A menina estranhou. Por que estava preocupado com algo assim?

-- Ei, está me ouvindo?

Ela arriscou abrir os olhos para o chão. No meio da neve macia, havia um par de tênis surrados vermelhos e brancos. Por alguma razão, a neve em volta deles derretia(!).

Então ela olhou para cima, um menino de cabelo vermelho e olhos azuis a olhava com preocupação; ele estava levemente vestido, mas não parecia com frio. Ele pareceu notar a fraqueza na expressão dela.

-- Está com fome?

Ela fez que sim com a cabeça.

-- Onde está sua mãe?

Ela abaixou a cabeça, e ele pareceu entender. Ela então sentiu algo quente tocar sua cabeça; por um instante, achou que estava sendo agredida, mas não havia violência naquele gesto. Ela levantou os olhos novamente para encontrar o garoto olhando-a com um sorriso paciente, e notou que o "algo quente" era a mão do garoto. Ela se deixou relaxar, permitindo os dedos finos massagearem os cabelos desgrenhados.

-- Vem, eu te ajudo.

Ele puxou o braço dela o o pôs sobre seus ombros, também enlaçando sua cintura o outro braço. Aquele garoto era tão quente... Ela podia abraçar ele e nunca mais soltar.

-- Oi?... Oh, é um nome bonito. Meu nome é...

Ele a levou para uma grande casa, onde outras crianças brincavam alegremente na neve. Após algumas chamadas, saiu da casa uma mulher, seus cabelos eram de um azul prateado muito bonito, ela também tinha um casaco azul prateado, luvas em branco e azul e orelhas compridas se projetavam de sua cabeça ela também tinha laços com fitas azuis. Sua pele e cabelos eram tão brilhantes que pareciam possuir luz própria.

Depois de uma explicação rápida, a mulher aceitou ajudar a menina e pediu para o menino voltar para junto dos outros. Só então a menina percebeu, com espanto, que ele tinha uma cauda com uma chama na ponta.

Ela foi aceita por eles como se sempre a conhecessem. Mas nada superava a gratidão por aquele menino. Ela estava confusa. Como ele podia ter sido tão legal, como eles podiam aceitar tão bem, um monstro como ela?

Ela queria continuar junto daquele garoto, queria entende-lo, queria mostrar sua gratidão por ele.

Com o tempo, os dois se tornaram como irmãos. Todos da casa a tratavam como sua própria família.

Ela já não se importava mais com a cor dos cabelos, nem com as marcas. Não queria saber se ela era uma aberração, satânica, ou apenas diferente, pois ela sabia que era amada por eles, que ele nunca iria deixa-la para trás.

Se ela estivesse assustada, ele a reconfortava, se ela estivesse triste, ele lhe enxugava as lágrimas. Ela tinha uma irmandade que nunca recebeu em sua família biológica. A cada noite, quando os dois se cruzavam para ir para seus quartos, ela sempre o ouvia dizer aquelas palavras, dizer que ela era especial.

E ela se sentia grata.



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