História Pokémon Adventures - Episode F; - Capítulo 10


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Categorias Pokémon
Personagens Blue, Brock, Daisy, Giovanni, Leaf (Green), Misty, Pearl, Personagens Originais, Squirtle
Tags Aventura, Batalha, Blue, Drama, Green, Pearl, Pokémon, Red, Romance
Visualizações 28
Palavras 3.831
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E ai galera, como tem passado?

Começando o arco que eu menos gosto na fanfic, ele existe basicamente porque eu não poderia deixar o monte da lua passar batido já que é um dos meus locais preferidos de Kanto.

Já nesse capitulo, o terror ardente retorna para brincar com Nico.

Capítulo 10 - Surgiu! Gyarados ruge! (vs. magmar)


Fanfic / Fanfiction Pokémon Adventures - Episode F; - Capítulo 10 - Surgiu! Gyarados ruge! (vs. magmar)

O gyarados descontrolado se ergueu diante de Nico. Uma faísca brilhante começou a se formar em sua boca.

- Ei se acalma ai! – Gritou Nico. – Eu sei que ser um perdedor por tanto tempo irrita, mas foi por um bom motivo não acha?

Pelo visto ele não achava.

 

Atc – I Force

Parte III ~ Mundo imperfeito ~

 

Nico, Erika e Tay continuaram sua viagem até o Monte da Lua. Pelos cálculos de Nico eles alcançariam o Monte da Lua pelo entardecer, pernoitariam e seguiriam viagem no dia seguinte, alcançando Cerulean no fim da tarde seguinte.

Seguindo a recomendação de Brock, eles estavam atentos ao pequeno lago onde o famoso velho dos magikarps os desafiaria. Também seguindo a recomendação da doutora, Nico havia soltado pipa para que exercitasse sua asa e agora a alegre beedrill zumbia em volta deles.

— Ali. – Disse Erika apontando para a ponta de lago visível atrás das pedras que cercavam o caminho.

Eles continuaram andando até alcançarem a saída da estrada, de onde puderam ver uma casa na beira de um lago. Próximo a casa algo parecido com uma gaiola estava submersa.

— Ohó! – Disse uma voz saindo de trás das pedras e se colocando em seu caminho. – Aqui estão! Jovens treinadores eu os desafio para uma batalha! – Disse o velho vestido como campista apontando uma pokébola para eles.

— Eu passo. – Disse Nico.

— O que? – Disseram Erika e Tay em uníssono.

— Pensei que estivéssemos procurando ele? – Falou Tay.

— Olha pro cara. O que é que um cara que só luta usando magikarps pode nos ensinar? Como ele pode nós ensinar alguma coisa se ainda não aprendeu que o magikarp é uma criatura inútil? Além disso, o cara parece que vai ter um infarto a qualquer instante, eu é que não quero ser responsabilizado pela morte dele.

— Eu não fiquei surdo ainda sabia?

— Mas deve estar ficando senil por que eu não falei nada senhor.

— Nico! Tenha respeito! — Ralhou Erika.

— Eu chamei ele de senhor.

— Entendo. – Disse o velho. – Então é isso, os rumores do meu amor pelos magikarps os alcançaram, recentemente eu tenho ouvido muito isso. Vocês crianças acham que são melhores que os meus magikarps! — Lamentou o velho — Não importa quantas vezes eu perca, eu demostrarei para o mundo o quanto os magikarps são maravilhosos! – Ele pôs uma mão no bolso da camisa e retirou algo brilhante. – Eu já sei como fazer vocês aceitarem meu desafio, façamos uma aposta. Para demostrar o quanto eu estou serio eu estou disposto a apostar essa pepita grande que eu encontrei ontem no lago! – A pepita era mesmo grande.

— Já que você insiste tanto.

— Nico você é desprezível. — Repreendeu-lhe Erika.

— Qual é, se o cara está disposto a ariscar uma pepita daquelas é por que ele acredita mesmo que pode vencer. – Retrucou Nico pegando a pokébola de scratch. – Não acha Tay?

— Vai na fé. – Falou Tay com a boca cheia.

— Mas é claro que acredito. Hoje será o dia em que meus magikarps conheceram a vitória! Vai magikarp eu escolho você!

Um Pokémon peixe laranja-avermelhado, pouco maior que scratch surgiu da pokébola. Possuía grandes olhos vagos (Olhos de peixe morto. Pensou Nico).

A criatura saiu da pokébola e tombou de lado no chão, se debatendo como se estivesse em agonia. Nico segurou o riso.

— Vamos lá scratch!

Scratch, o squirtle, surgiu pronto para a batalha.

— Perfeito! – Gritou o velho. – Magikarp, use o salpicar! – Nico segurou o riso enquanto via o magikarp se debater inutilmente.

— Scratch, investida. – Scratch se chocou contra o magikarp que continuava a se debater.

— Nada mal, mas o que acha disso. Investida magikarp! – O magikarp se endireitou e bateu contra scratch. – Há, há! Peguei você! Meu magikarp sabe usar a investida, há, há, há!

Scratch olhou para Nico como se dissesse “temos mesmo que continuar com isso”.

— Mordida scratch. – Scratch mordeu uma das barbatanas do magikarp que começou a se debater como nunca. – Isso é... estupido. – Disse Nico sem nenhuma empolgação.

— Ora você esta subestimando o magikarp garoto! Ele ainda aguenta muito mais. O magikarp é o peixe mais resistente do mundo!

— E o mais patético também. – Murmurou Nico. – Vamos acabar logo com isso, investida scratch.

— Desvie com o salpicar. – Scratch investiu contra magikarp, que se debateu tão forte que pulou por cima de scratch. – Há, há! Por essa você não esperava não é mesmo!

— Hãm, tanto faz... Aqua’jet Scratch. – Scratch foi envolvido por uma bolha d’agua e se arremessou em direção ao magikarp.

— Desvie com salpicar! – Enquanto o magikarp tentava escapar, scratch o acertou por baixo e o enviou para o alto. Para bem alto.

— Ops!

— Oh não!

PLAFT! O magikarp caiu no chão e continuou a se debater como um idiota. Talvez fosse tão estupido que não percebia quando morria.

— Há, há, há! Eu falei que ele é resistente!

— Parabéns, o titulo de pokémon mais inutilmente resistente vai para o magikarp.

— Acho que já está bom. – Disse o velho. – Já me diverti bastante.

— Está desistindo?

— Não, mas é hora de encerar essa batalha, magikarp investida!

— Aqua’jet scratch. – Scratch envolto por agua e o magikarp se chocaram. E o magikarp voou de novo...

Mas dessa vez ele começou a brilhar enquanto voava.

— Isso é!

— Há, há, há! Testemunhe a grandeza do magikarp!

A forma brilhante começou a crescer, crescer muito!

O brilho cessou e uma criatura enorme flutuou sobre eles. Uma enorme serpente marinha azul com o ventre amarelo. Sua boca era enorme e aberta. Pra finalizar a aparência monstruosa sua cabeça contava com uma crista azul escura de três pontas que começava entre seus olhos.

— SÉRIO?? O GYARADOS EVOLUI DO MAGIKARP?? — Gritou Nico surpreendido.

— Sim, - Respondeu Erika. – Já faz algum tempo que é assim.

Tay estava com o corpo dobrado de rir, tentando recuperar o folego.

— Há, há, há! Você não esperava por essa, não é garoto? – Disse o velho rindo como se nunca tivesse ouvido uma piada tão boa. – É por reações como essa que eu continuo fazendo isso!

— O que?!

— Todos sabem que o magikarp é o pokémon mais fraco que existe, mas poucos sabem que ele evolui para o grande terror dos mares.

— Fala sério, isso foi com certeza alguma pegadinha dos desenvolvedores! — Choramingou Nico.

— A pegadinha aqui, é essa luta. – Disse o velho. – Você subestimou meu magikarp por ele parecer fraco e inútil, mas não chegou a pensar que ele podia estar perto de evoluir.

— Tanto faz, nós não temos medo não é scratch. – Retrucou o garoto se recuperando do choque. Scratch se virou de súbito para Nico como quem diz “fale por você!” – Qualé scratch, olha o quanto o corpo dele mudou, aposto que ele nem sabe como se mexer direito.

— É fácil se confiante quando não é você que esta na mira. – Disse o velho. – Seu pokémon está intimidado pelo meu gyarados. Ele não conseguira continuar a luta assim.

— Não vamos recuar scratch! É o mesmo bicho burro de antes, ele só cresceu. Aqua’j..

— Fúria do dragão. – Ordenou o velho.

 Boom! Uma bola de chamas azuis atingiu scratch e o deixou virado de barriga pra cima, nocauteado.

 - ..et... Scratch? O que diabos aconteceu aqui?

Um riso conhecido chegou aos ouvidos de Nico, um riso que havia embalado seus pesadelos nos últimos dias. Ele se virou e viu Ifrit parada atrás de Erika e Tay. 

— Você!

— Olá Nico, bom te ver de novo. – Disse ela como se fosse uma visita.

— Você me empurrou do barranco! Eu quase morri por culpa sua!

— Nico essa é..? – Perguntou Tay.

— Ifrit. – Respondeu ele. Erika e Tay se afastaram dela.

— Ei assim você me magoa. Depois de te ajudar a salvar seu amigo, é assim que você me trata? – Disse Ifrit. – Mesmo sendo eu que roubei seu primeiro beijo? — Provocou ela, piscando os olhos amavelmente.

— O que?! - Sobressaltou-se Erika. - Nico do que ela esta falando?

— Você é a namorada dele?

— Claro que não!

— Então não é problema seu.

— Você é uma ladra! – Acusou Nico. – Me enganou e me deixou pra morrer!

— Do que está falando? Eu resgatei os pokémon enquanto você tentava salvar seu amigo, quando eles te pegaram eu enviei o kinder pra te salvar! Alias você vai ficar feliz em saber que eu consegui salvar quase todos os pokémon, depois de ajudar você e seus amigos a escapar. Tudo foi de acordo com o plano, eu só não compartilhei ele por que tive medo de você fugir.

— Até parece, eu andei pesquisando. Há vários incidentes em que um houndoom foi visto em locais de roubos.

— E você acha que eu sou a única pessoa no mundo que possui um houndoom?

— Acha mesmo que eu vou cair nessa? Você me chamou de otario quando me empurrou lembra.

— Foi pra que você ficasse com raiva de mim e dissesse que foi jogado lá embaixo se eles te perguntassem. Você sabe que foi melhor assim, ele teriam te batido mais se eu não tivesse feito isso. Quer uma prova de que eu falo a verdade, o delegado não aceitou a denuncia de vocês. Isso por que eu já tinha falado com ele.

Nico ficou confuso, será que era isso mesmo?

— Nesse caso senhorita Ifrit, pode nos mostrar sua licença? – Disse Tay. – Você deve ter uma licença para treinar pokémon, não é?.

— Mas é claro. – Disse ela, pegando algo em sua bolsinha. – Eu tenho alguns pokémon que não são considerados domésticos por isso tenho licença para treiná-los.

Ela lhes mostrou os documentos de identificação de um houndoom, um magmar e um rapidash, juntamente com o dela própria.

— Você tem 21? – Disse Nico fazendo as contas.

— Já pode se gabar pra seus amigos.

— Por ser maior de idade ela não precisa de licença. – Disse Tay. — Bastaria seu ID de treinador.

— Esses pokémon estão comigo faz tempo, por isso eles tem registro impresso.

— Certo então, - Disse Nico – Mas você faz as coisas de um jeito muito errado.

— Orá, parece que vocês resolveram as coisas. – Disse o velho se aproximando. – Mas é realmente uma pena, agora que a senhorita viu minha batalha não posso desafiá-la. – Disse ele olhando para Ifrit.

— Como assim? – Perguntou Nico.

— Você é bem lento às vezes, não é Nico? – Disse Erika.

— Do que esta falando?

— Mas de toda a forma eu já tinha ouvido falar em um senhor que enganava treinadores ingênuos na estrada para o Monte da Lua. – Disse Ifrit sorrindo para o velho. – Na verdade eu vim aqui para ver seus magikarps senhor.

— Engana... — Repetiu Nico.

— Há, há, há, minha fama tem se espalhado então? Tenho que tomar mais cuidado então. – Ele se virou para Nico. – Na verdade eu treino todos os meus magikarps até que eles chegam ao nível de evolução, quando eles começam a evoluir eu uso uma pedra-eterna para mantê-los como magikarps. Daí quando um treinador passa por aqui eu o desafio, se ele recusa, eu ofereço uma pepita como premio. Eles vêm cheios de confiança pra cima do magikarp daí, BAM! Eu deixo o magikarp evoluir e dou muita risada da reação deles! Há, há! Esse é o segredo da vida, as risadas! São elas que te mantém saudável - O gyarados recém-evoluído se aproximou do velho, que estendeu a mão para acariciá-lo.

Velho filho da mãe...

Enquanto conversavam, scratch se recuperou e foi até Nico.

- Scratch, você esta beguarglu... Cof, cof — Tossiu ele, engasgando com a agua. —... É acho que eu mereci isso.

O velho voltou a rir.

— Seu amiguinho tem personalidade garoto!

— É, acho que ele aprendeu com alguém muito mal educado. — Retrucou o garoto.

— Há, há, venham aqui garotos eu vou mostrar a vocês meu lago, e você – Disse se virando para o gyarados. – É hora de ir, esse lago é muito pequeno pra você, e agora você é grande é forte.  Já pode se virar sozinho.

O gyarados inclinou a cabeça, grunhiu e tocou o homem com sua crista. Então se virou e alçou voo serpenteando pelo céu.

 

 

— Então, seu passatempo é treinar magikarps para assustar as pessoas? – Perguntou Erika.

— Sim, isso sem duvida! Assim que os magikarps evoluem, eles ficam grandes para esse lago, então eu os liberto para que sigam suas vidas. Os magikarps na gaiola são os que estão prestes a evoluir – Contou o velho apontando. – Os deixo ali por que a as grades tem pedras-eternas incrustadas nelas. O gyarados come quase qualquer coisa que se mecha sabe? Se eles ficassem no lago sobrariam poucos magikarps.

Eles se aproximaram da gaiola, pela água límpida era fácil ver os vários peixes vermelhos dentro da gaiola.

— Quantos magikarps têm ali? – Perguntou Tay.

— Cerca de vinte!

— Vinte? – Espantou-se Nico. – Você tem vinte gyarados no forno e fica usando eles pra zuar com os treinadores? Cara você é muito da hora!

— Orá! Você acha que eu não sei? — Gabou-se o velho.

— Tem muitos magikarps no lago além desses? — Perguntou Ifrit observando a agua.

— Na verdade não, — Respondeu o velho. — Esses são os que restaram, já que faz algum tempo que tenho desafiantes. É uma pena ter que deixa-los num espaço confinado desses, mas pelo menos, eles não estão se devorando.

Mal ele havia falado isso e os magikarps começaram a agir de maneira estranha, nadando freneticamente como se estivessem em agonia. Então começaram a saltar para fora da água como se ela estivesse fervendo. E estava mesmo! Vapor começou a sair do lago e bolhas a se formar no meio dele.

— O que esta acontecendo com o meu lago! – Disse o velho levando as mãos à cabeça.

— Senhor recolha seus magikarps! – Disse Ifrit. – Desse jeito eles podem acabar se ferindo!

— Sim, é claro as pokébolas estão lá dentro tentem manter eles calmos. – E correu para dentro da casa.

Os magikarps continuavam a pular para fora do lago e o vapor quente estava começando a incomodar.

— Aqui! - Disse Ifrit exibindo uma pedra branca. – Toquem os magikarps com isso para que não evoluam!

Assim eles se puseram a juntar os magikarps colocando os que pulavam da gaiola perto de Ifrit para que ela usasse a pedra-eterna caso eles começassem a evoluir. Logo o velho saiu da casa carregando um saco de pokébolas que ele usou para recolher os magikarps agitados.

Nico, Erika e Tay agora cansados e suados pelo vapor quente que saia do lago voltaram até eles, enquanto o velho terminava de recolher os peixes e Ifrit o ajudava.

— O que será que aconteceu com a agua? — Perguntou Erika a ninguém em especifico.

— Parece ter fervido... — Disse Nico. — Será que tem algum veio de magma por aqui?

— Nunca vi nada assim desde que me mudei pra esse lugar. — Disse velho colocando a ultima pokébola dentro do saco e indo até a margem do lago. — Pode ser que seja um veio de lava, mas tão de repente? Isso é estranho! — Sugeriu coçando o queixo.

— O que é aquilo. – Disse Tay olhando para um ponto atrás de Ifrit na nevoa de vapor. Uma mancha alaranjada difusa estava parada a distancia.

Nico pegou sua pokédex e enquadrou a mancha. A imagem de um Pokémon bípede com um corpo vermelho com uma marca que lembrava uma chama amarela nele surgiu na tela.

“Magmar, Pokémon temperamental. Nascido na boca de um vulcão, a temperatura do corpo deste Pokémon é de quase 2.200 graus Fahrenheit. O fogo ardente exalado por magmar forma ondas de calor em torno de seu corpo, tornando-se difícil ver o Pokémon claramente. Estas explosões de fogo criam ondas de calor que inflamam grama e árvores na área.”

— Nico! – Alertou Erika, apontando para Ifrit. – Os registros que ela mostrou!

Ao ouvir isso Ifrit empurrou o velho na agua e agarrou o saco com as pokébolas.

— Então era isso! – Disse Tay sacando sua pokébola. – Totodile arma d’agua! – Seu totodile saiu e cuspiu um jato de água contra Ifrit, mas água evaporou antes de atingi-la, o velho gritou enquanto se debatia na agua visivelmente ferido pela temperatura Erika correu para ajuda-lo.

Magmar se aproximou e se colocou entre totodile e Ifrit. Eles finalmente puderam vê-lo claramente. A criatura ao vivo, era muito mais intimidadora que a imagem na pokédex demonstrava, o calor em torno de seu corpo fazia o ar ondular e a grama a seus pés queimava instantaneamente. 

— Ifrit, — Gritou Nico. — Largue esses magikarps!

— Claro! – Ela largou uma pokébola. Um magikarp surgiu a seus pés o magmar. O calor do magmar fez com que o magikarp se debatesse como louco e seu corpo começou a brilhar.

Ifrit sacou uma pokébola e libertou um cavalo, não, um unicórnio cor creme e com crina e cauda feitas de fogo. Ela montou em seu rapidash antes que a evolução do magikarp terminasse.

— Raio de confusão, susanna. – Magmar uniu as mãos lançou uma pequena esfera brilhante, girando em direção ao gyarados.

Nico correu em direção a Ifrit, mas o gyarados começou a se debater e o atingiu com a cauda o derrubando de costas aos pés do rapidash. O calor era quase insuportável.

— O que esta fazendo Ifrit? – Perguntou Nico olhando para cima

— Bem, a muitas formas de descrever isso. Pode ficar com a que preferir. – Ela recolheu sua magmar o olhou para o garoto de cima. – Foi legal te encontrar de novo Nico. Boa sorte. – O rapidash empinou relinchando, se virou e começou a galopar para longe.

Nico se levantou. A temperatura mudou rapidamente após o desaparecimento do magmar. Um urro o atingiu, e ele se virou para sua origem.

O gyarados descontrolado se ergueu diante de Nico. Uma faísca brilhante começou a se formar em sua boca.

— Ei se acalma ai! – Gritou Nico. – Eu sei que ser um perdedor por tanto tempo irrita, mas foi por um bom motivo não acha?

Pelo visto ele não achava.

Um raio azul branco veio em sua direção, ele saltou para o lado evitando a explosão e pegou a pokébola de jerry.

— Scratch, atraia a atenção do gyarados com o giro rápido. Jerry, ataque rápido!

Scratch se fechou em sua concha e começou a girar em direção ao gyarados pela frente, o raticate disparou em ataque por trás do gyarados que continuava a se debater. Scratch acertou-o de frente e jerry subiu em suas costas golpeando a parte de trás de sua cabeça.

Isso pareceu deixar o gyarados ainda mais irritado.

— Pipa segure-o com o disparo de teia! - A beedrill que voava um pouco afastada disparou sua teia na cabeça do gyarados, girando em volta dele para envolvê-lo. Um novo brilho surgiu na boca do gyarados.

O segundo hiper-raio explodiu ao lado de scratch, jogando-o para longe. Nico procurou jerry nas costas do gyarados. O localizou se agarrando a uma das aletas das costas da serpente.

— Jerry, super-presa! – Jerry arreganhou as presas e mordeu a barbatana do gyarados.

O gyarados rugiu pela dor da mordida, sua cabeça já estava quase totalmente coberta por teias, pipa o puxava tentando impedi-lo de avançar sobre Nico e scratch.

— Calma garoto! – Gritou o velho indo até o gyarados descontrolado. – Já esta tudo bem, você já pode se acalmar!

O gyarados balançou a calda.

— Cuidado! – Gritou Nico correndo em direção ao velho e se interpondo no caminho. Ele não foi rápido o bastante para tirar o velho do caminho, a calda o gyarados os atingiu com força e os jogou de costas o chão.

O gyarados rugia e estava quase se libertando das teias de pipa.

Erika correu até ele.

— Ei! Olha aqui! – Gritou ela batendo palmas para atrair a atenção dele. – Aqui! – O gyarados se virou para ela, um novo hiper-raio se preparou em sua boca.

— Totodile, arma d’agua! — Gritou Tay.

Um jato de agua atingiu a cabeça do gyarados e ele se virou para o totodile e lançou seu hiper-raio errando totodile por pouco, mas a explosão o jogou o jacarezinho para longe.

Erika pegou um pequeno sino na sua bolsa.

— Aqui! – Recomeçou ela, atraindo a atenção do gyarados balançando os braços acima da cabeça e batendo palmas. A sineta em sua mão de alguma maneira se sobrepunha aos demais sons.

Gradualmente o gyarados foi parando de se debater e se aproximou de Erika, que sem medo estendeu a mão para acariciá-lo.

Quando o gyarados pareceu bem relaxado os outros se a aproximaram.

— O que é isso? – Perguntou Tay olhando para a mão dela.

— Uma sineta da calmaria. Me deram quando passei do ECTMI.

Alguém gemeu.

— Ahh...

— Senhor, o senhor está bem? — Perguntou Erika enquanto Nico ajudava o velho a se sentar.

— Sim minha jovem, só um pouco dolorido. Que bom que ele se acalmou. – Respondeu o velho fitando o gyarados.

— Ela fugiu. – Disse Nico socando o chão. – Fugiu com todos os magikarps, não deixou nenhum. Aposto que vai deixar que eles evoluam e vende-los depois.

— Sim... – Concordou o velho, triste. – É, infelizmente ela vai fazer isso. Mas pelo menos os danos foram poucos. Você tem muito jeito com pokémon mocinha.

— Meus pais me ensinaram que pra acalmar um pokémon furioso é preciso dar a ele algo em que se concentrar. — Revelou a garota. - Se muita coisa fica acontecendo em volta dele ele fica confuso e mais difícil de controlar.

— Hum... Que sorte que tínhamos você conosco.

— Sim, parabéns Erika. – Disse Tay dando um tapinha nas costas dela.

— Mas como será que ela fez isso? — Perguntou-se Erika olhando para o lago.

 

~#~

 

Sentados em torno da mesa do velho, os três tomavam um chá para se recuperarem, enquanto o velho preparava uma refeição para eles.

— Não se preocupem conseguir novos magikarps será fácil. Não houve muitos danos no final. – Disse o velho tranquilizando-os.

— E agora você tem um gyarados para te ajudar a manter o lugar seguro. – Disse Erika.

— Nahn, é muito difícil cuidar de um gyarados. Eu na verdade estava pensando se você não gostaria de ficar com ele mocinha.

— O que?

— Serio! Erika vai ganhar um gyarados! – Disse Nico cruzando os braços. - E eu? Fui eu quem aquela coisa quase matou!

— Mas foi ela quem acalmou ele. – Lembrou Tay.

— Não se meta Tay.

— Senhor eu não posso aceitar, aquele gyarados é seu. - Apressou-se a dizer Erika.

— Por isso mesmo eu posso dá-lo a você.

— Mas...

— Olhe, eu não vou ficar com ele. Se você não aceita-lo eu vou libertá-lo. Eu não sou capaz de mantê-lo aqui, e seus amigos provavelmente não conseguiriam doma-lo.

— Neste caso então... Muito obrigada pela confiança. – Disse Erika se levantando e se curvando para o velho.

— Há, há, há, não precisa de nada disso! Apenas cuide bem dele!

 

~#~

 

Depois de descansarem por um tempo, eles se despediram do velho dos magikarps e retomaram o caminho para o Monte da lua.

— Devemos seguir para esquerda para chegarmos ao Monte da Lua, olha já da pra ver o hotel daqui. – Disse Erika apontando para um hotel de aparência decadente ao longe, próximo a uma montanha.

— Se seguirmos por ali, para onde vamos? – Perguntou Nico olhando para o caminho da direita.

— Lavaridge. – Respondeu Tay, olhando para a tela do celular.

— Lavaridge é ao lado se Saffron. – Disse Nico.

— Mas é muito distante de Cerulean.

— Nem tanto. Podemos pegar o trem em Saffron. Chegaríamos a umas duas horas a Cerulean.

— Quer ir pra Saffron? – Perguntou Erika.

Nico olhou para estrada novamente.

— Não, ainda não. Cerulean primeiro.

 

Continua >>

 


Notas Finais


Eai curtiram o debut do gyarados? Será que Erika dará mais um pessimo nome para ele? Tay fará alguma coisa além de comer?


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