História Pokemon: Battle Frontier - Interativa - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Pokémon
Personagens Personagens Originais
Tags Guerra, Interativa, Pokémon
Visualizações 31
Palavras 3.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nesse capítulo, eu finalmente decidi parar de enrolar e mostrar uma "primeira luta" na Fanfic. Pelo menos no grupo do Lucas é a primeira.

E como, provavelmente, alguns de vocês notaram, o Izzo não é mais co-autor. O motivo disso é que ele não deu mais sinais de vida desde que postou o ultimo capítulo dele, o que acabou furando um pouco demais no meu plano para a Fanfic.

Isso não quer dizer que ela vai ser deletada, calma. Eu apenas não estou acostumado em escrever um capítulo inteiro com uma protagonista diferente. Por enquanto, eu apenas vou estendendo o "Arco" do Grupo do Lucas. Ainda tenho umas semanas até precisar assumir minhas responsabilidades, vou pensar me algo enquanto isso.

Parando de enrolar, vamos tocar o boi e ir para o capítulo.

Capítulo 10 - Hoje vai ser um péssimo dia...


Fanfic / Fanfiction Pokemon: Battle Frontier - Interativa - Capítulo 10 - Hoje vai ser um péssimo dia...

Era aquela situação: A PM atrás, a vítima na frente, o Capanga chegando com a mercadoria do lado e o cabeça no meio. Tem tudo pra dar certo? Tem… tem pra vítima, porque por bandido não.

-As vezes eu me pergunto: Por que tudo o que tem que acontecer de errado acontece comigo? É por que eu gosto de subestimar a capacidade dos outros e me aproveitar de sua inocência? É por que a minha existência no mundo é inaceitável perante Deus ou Arceus?! É por que o nome do Arco que estamos se chama “Deu ruim”? hein?! – Perdendo a sanidade com sucesso – Anda Zorua, cola na grade ai junto do pacote, já nem adianta mais esconder. Vamos lá, aquele cara ali na frente tem muita cara de ser um dos protagonistas também, só vamos apressar o processo e chamar de uma vez pro grupo. Você não vai ter problema com isso não né Kyoko? Você até pode ser tímida e tudo mais, só que como se acostumou até que bem rápido comigo, não vai ser tão difícil assim se acostumar com ele. Então vamos fazer isso rápido porque eu ainda tenho que treinar com a Zorua e começar a me preparar para a primeira cidade. Cansei de ficar só na zoeira.

Ela não estava entendendo nada do que eu estava dizendo. Mas se for pensar em tudo o que eu já fiz só ontem, ela provavelmente está pensando que é só mais mais uma coisa rotineira. Eu contei uma história bem louca ontem, e olha que até censurei bastante todas as mortes e os cadáveres que encontramos naquela noite. Tinha rolado um bombardeio a uma semana atrás, acham mesmo que a cidade iria estar limpinha? Era cheiro de carne queimada e corpo pra tudo o que é canto. Os saqueadores também não perdoaram, qualquer sobrevivente que restava eles enchiam de bala. Não precisa ser um profissional para diferenciar os que morreram nas explosões dos que morreram pelos saqueadores. Vocês ficam ai achando que eu não tenho sensibilidade nenhuma com as coisas, e por mais que eu não tenha mesmo, ainda sei segurar as pontas das coisas. O mundo não é bonito, muito menos gentil. É um verdadeiro mar de rosas, principalmente aquelas com os maiores espinhos.

Zorua veio caminhando carregando o pacote de pão que ela roubou. Ela não estava camuflada pela sua ilusão.

Eu peguei o pacote e disse a ela:

-Zorua, volte a ilusão de antes. Podemos até estar meio enferrujados em batalhas, mas o cara tem um Pokémon de fogo. Tá na hora de mostrar quem é que manda aqui.

Ela se transformou novamente e saímos de trás da vegetação local. O garoto finalmente nos notou, e seu Charmander entrou na sua frente. Eu cheguei falando:

-Eu vim pra tretar.

Já o garoto…

-… precisava mesmo ter pegado meu pão pra isso?

Eu…

-… não.

-…

-… eu to com fome, queria o que?

-… você veio para batalhar ou pra comer?

-…

-ah, vamos logo com isso. O café da manha não pode queimar.

Eu devo estar com a maior cara de bunda…

Battle Start

Nenhum de nós tirou os Pokémon.

Garoto: Charmander, use Ember.

Ele começou com um super-efetivo, é uma coisa inteligente a se fazer em batalhas de treinadores fracos como nós. Começar enfiando a porrada sempre é a resposta.

Charmander abriu sua boca direção ao “Nuzleaf” e lançou uma fumaça preta em grande temperatura.

Eu: Deite. Leer logo em seguida.

De maneira calma e tranquila, “Nuzleaf” deiteu no chão e encarou arrogantemente Charmander. O Garoto parecia surpreso, nunca iria esperar que eu mandasse meu Pokémon deitar no chão. Ele achava que o ataque acertaria em cheio, mas não foi bem isso o que aconteceu.

De toda aquela fumaça, apenas um pouco pegou de raspão no “Nuzleaf”, mas como o ataque não o acertou diretamente, a ilusão não foi quebrada.

O Leer foi muito mais efetivo do que eu esperava. Nunca tinha visto um Charmander tão puto na vida. Seu Treinador até tentava acalmar ele, mas não adiantava. Provavelmente ele era um Pokémon com menos paciência do que o normal. Depois tenho que dar uma lida sobre Natures para saber exatamente como funciona esse negócio, mas se não me engano, ele costuma bater mais forte. E quem bate forte ou é mais fraco na porrada ou é mais lento na corrida.

-use alguns Dashs e se aproxime desse Charmander. Dê algumas porradas nele para mostrar quem é que manda.

Sem esperar a reação do oponente, o “Nuzleaf” avançou na direção do Charmander em linha reta, só que em grande velocidade. O Garoto estava confuso, nunca na vida tinha ouvido o nome “Dash” para um movimento, e não sabia o que iria vir das “porradas”. Seriam apenas algumas pancadas? Ou então era algum tipo de ataque de Grama? Isso tirou a reação dele, o que custou uma baita surra para seu Charmander.

-Metal Claw!

Aquilo sim me pegou de surpresa. Metal Claw não era um golpe comum para os Charmanders de hoje em dia, apenas alguns mais especiais conseguem usar esse golpe tão cedo assim.

Mas era inútil. Quando a garra do Charmander brilhou e ele a levantou na direção da Zorua, ela imediatamente pulou para a direita do oponente e acertou uma cabeçada no flanco do Charmander. Charmanders são menores do que Nuzleafs e geralmente um pouco mais rápidos, mas não estamos falando de um Nuzleaf aqui. Estamos falando da Senhora das Ilusões, Zorua.

Após levar mais duas porradas em cheio no corpo, o Charmander tentou novamente usar o Metal Claw. Ele era esperto, calculou certinho a velocidade do “Nuzleaf” e cronometrou o momento certeiro para acertar o golpe.

Maaas, ele só conseguiu fazer isso tarde demais. Meu “Nuzleaf” ia acertar um golpe no Charmander estando de frente para ele, mas no momento que ele foi avançar para atacar, parou de repente no meio do caminho. Foi tarde demais para o Charmander, ele tinha calculado tudo certinho e estava certo que iria acertar se o “Nuzleaf” não tivesse parado, mas tudo o que seu ataque pegou foi o Ar.

Puhn! Ele levou uma cabeçada em cheio e foi atirado a uma boa distância, mas ainda não tinha acabado.

-Pursuit.

O pequeno Charmander estava tão abismado e assustado com a velocidade do tal “Nuzleaf” e a sequência de golpes que levou, que quando o viu surgindo como uma sombra e sua frente e o prensando contra o chão com um golpe, mal conseguiu reagir ao movimento. O Treinador não estava diferente, não existem tantos novatos no mundo que não ficam de queixo caído após verem um combo tão assustador assim.

“Nuzleaf” recuou alguns passos do seu adversário enquanto respirava forte. Ele estava cansado por causa de todo o esforço físico. Dashs não são nada além de forçar os músculos do corpo a arrancar, como se fosse o começo de uma corrida, mas parar quando atingir o chão. O que eu mandei ele fazer foi usar repetidamente essa mesma técnica enquanto acertava uma sequência de Fury Swipes em um Pokémon. Fazia algum tempo que praticávamos esse movimento, é normal que ela se canse rápido antes dos seus músculos se acostumarem.

Mas a essa altura do campeonato, aquele Charmander já deve estar…

-Ember nos pés do Nuzleaf!

*gasp*

O golpe pegou metade do corpo do “Nuzleaf”, que conseguiu evitar um ataque em cheio por seus reflexos. O golpe pode não ter sido em cheio, mas o dano foi o suficiente para quebrar a ilusão da Zorua.

-Scratch nele!

Foi minha ordem final. A Zorua pulou com tudo na direção do Charmander, que não conseguiu desviar porque estava fraco demais. Assim que foi arranhado, ele não conseguiu aguentar e cedeu a vitória.

Vendo que tinha ganhado a luta, Zorua caminhou em minha direção. Seu pelos do lado esquerdo estavam um pouco tostados por causa do calor e ela caminhava mancando um pouco. Não era uma sensação agradável ser acertada por um Ember, mesmo que de raspão.

O garoto recolheu seu Charmander enquanto eu molhava a pelagem da Zorua e dava água para ela beber. Com um olhar rasteiro, eu notei que o garoto tinha pego sua pokedex do bolso e iria apontar para Zorua. Mais rápido do que um Thunder, eu agarrei meu Pokémon e entrei na frente gritando:

-ouououou! Que palhaçada é essa ai?! Tá querendo apanhar muleque?!

Ele se assustou com a minha reação violenta. Não é atoa, até minha Zorua tomou um susto com meu berro.

Até deu pra ouvir a Kyoko dizendo “que isso?” lá do fundo.

O Garoto guardou a pokedex de volta e perguntou irritado:

-Eu só ia escanear esse Pokémon! Tá achando o que?!

Eu levantei com a Zorua nos braços e ameacei:

-Tá querendo que eu transforme essa pokedex em uma escultura da arte moderna por$a?! Se tu levantar essa bagaça pra minha Zorua mais uma vez, vou te encher de tanta porrada que nem exame de DNA vai descobrir quem tu foi na vida!

É meus amigos, esse sou eu perdendo a cabeça pra valer.

A Kyoko se aproximou de mim correndo e perguntou enquanto olhava para meu corpo procurando algo estranho:

-Lucas, o que aconteceu com você?! O veneno do Beedrill de ontem está fazendo algo com sua cabeça?

Eu olhei para ela rangendo os dentes de tão puto que estava, mas vendo que tudo o que eu estava fazendo era birra de criança, me acalmei e tentei responder da forma mais tranquila possível, falhando:

-não, não tem nada com o veneno. Acontece que a Zorua não pode ser escaneada por nenhuma pokedex moderna.

Não estou fazendo sentido nenhum, né?

-e por que ela “não pode ser escaneada”? Você é tão fresco assim com seus pokémons? – Disse o garoto de forma grossa.

Respirando umas duas ou três vezes, eu virei para o garoto e expliquei:

-não, seu pamonha. Se eu fizesse algo por um motivo tão besta assim, eu mesmo subia em uma árvore e me atirava de lá. É normal que quase ninguém saiba, mas Zoruas e Zoroarks são espécies em extinção, criadas em cativeiros do Exercito. Elas não são nativas desse país, então é normal quase todo mundo estar desavisado sobre isso. Não vou dar muitos detalhes agora, mas eu sei que o novo modelo das Pokedex distribuídas pela maioria dos laboratórios foram todas mexidas pelo exercito para mandar um aviso e as coordenadas de um Zorua escaneado. E se eles encontrarem minha Zorua, não vai ter nem conversa, vão toma-la de mim. Ainda por cima, ela é uma fêmea, e a probabilidade de encontrar uma Zorua fêmea é de 12 em 100. É capaz até de me matarem para leva-la embora.

A Kyoko não estava acreditando no que eu dizia. Era absurdo demais. Mas o garoto falou algo que me impressionou:

-sim… faz sentido. Eu já ouvi meu irmão comentando sobre algo como Zoruas estarem em extinção, mas como ele apenas tinha comentado sobre isso, não dei importância demais. Não conhecia a espécie. Mas agora que você falou… é por causa que eles podem se transformar em outro Pokémon?

-não. Primeiro de tudo, eles não se transformam. Zoruas são os únicos Pokémon atualmente que conseguem criar ilusões. Ela pode ter lutado boa parte do combate como um Nuzleaf, mas nem seu Tipo, nem seus Status e nem seus Moves mudaram. Eu ainda não sei os detalhes, mas acho que eles estão usando essa espécie para experiências.

Ainda bem que esse garoto “acredita” em mim. Tenho que dar uns 200 créditos pro irmão dele por ter comentado algo tão útil assim.

-não, espera um pouco, como assim? Como é que você sabe disso Lucas?

Quem estava perdida mesmo era a Kyoko. O brother que eu não sei o nome também estava curioso sobre essa questão. Fiz um cafune na Zorua, a coloquei em minha cabeça e respondi enquanto ia devolver o pacote que eu tinha roubado para o dono:

-é uma história muito mais longa do que vocês imaginam, e mesmo eu ainda não tenho todos os detalhes sobre. Vamos dizer, por enquanto, que eu andei pesquisando. Tá aqui seu pacote, foi mal pegar de você.

A Kyoko estava só um surpresa pra caramba, mas não foi em ver eu me desculpando com alguém, foi com a expressão do Pokémon na minha cabeça, já a Zorua estava com a melhor cara de “unbelievable” da história.

-ei, nossa batalha ainda não acabou. Eu tenho outro pokémon, quer continuar ou admitir a derrota?

Ele não tinha maldade nas palavras, estava apenas me desafiando. Como eu geralmente evito batalhar para não revelar minha Zorua, queria uma empolgação uma vez ou outra para distrair.

-vamos lá, só espero que você tenha uma poção para seus pokémons depois.

Agora ele conhecia a minha estratégia e meu elemento surpresa, minha Zorua ainda está cansada e fora estar um pouco ferida daquele Ember de antes. Vai ser difícil? Depende do Pokémon que ele tiver.

Cada um foi para seu canto e a Kyoko foi quem sobrou pra ficar de juiz.

-antes de começarmos, que tal dizer seu nome? Ficar me referindo a você como “garoto” ou “Brother” fica muito repetitivo. Vamos lá, eu me chamo Lucas.

-Kirigaya Killua. Pronto?

-Yep. Eu até iria fazer uma piadinha com você e a noite, mas deixa pra lá.

Battle Start

O Pokémon que ele liberou foi um Trapinch. Vendo que o adversário é do tipo Terra, eu sussurrei:

-Zorua, fique bem alerta nas minhas ordens e mãos.

Esses pokémons de Terra são muito chatos de se lutar contra. Os Magnitudes deles são um saco, Geodudes do céu.

Assim que minha Zorua entrou em campo, o Killua ordenou:

-Trapinch, use Bulldoze!

FILHA DA @#$AA!!!!

O Trapinch bateu as patas no chão, e tudo tremeu. Eu cheguei a dizer "Pu-" assim que eu ouvi o "Bull", mas minha Zorua não conseguiu pular a tempo, e foi afetada pelo ataque. A pior parte é que essa droga faz as pernas tremerem, o que diminui a velocidade.

-Pursuit.

Era tudo o que eu podia fazer. Infelizmente a Zorua não tem nenhum ataque de longa distância, e a forma mais rápida de se aproximar com menos riscos era usando Pursuit. Embora esse ataque não seja grande coisa se usado diretamente…

-Zorua, que que tá pegando? Eu to ligado que o Bulldoze foi forte e tudo mais, mas já subimos e descemos tanta montanha com peso na vida que você tem força o suficiente para empurrar um armário. Ainda não se recuperou da tremedeira ou o…

Finalmente notei o que ela estava tentando dizer. Olhei para o Killua com os olhos arregalados: Ele estava sorrindo.

-Sheer Force é a Ability do meu Trapinch. Ela aumenta em 30% todos os ataques que causam efeitos adicionais, mas em compensação. tira o efeito. O que sua Zorua está sentindo não são os efeitos adicionais, e sim o dano.

-ah, é só isso. Pensei que fosse algo que fosse afetar diretamente a velocidade da Zorua, o que iria quebrar todas as minha estratégias. Mas se o problema é só um aumento no dano, não tem nada para se preocupar!

O Killua ficou branco quando eu disse isso.

-Inocente, inocente demais! Se fosse outro treinador novato, você com certeza iria ter um dos momentos mais f#das de toda a sua vida. Mas que azar, hein! Zorua! Já pegou o movimento dele?

O killua, que antes estava olhando para mim, direcionou o olhar agora para Zorua. Ela estava com um sorriso tão sinistro quanto o que eu fiz. Ela urrou seu som característico, e com essa confirmação, apontei para o Trapinch e estalei os dedos.

Aquilo chamou por um segundo a atenção tanto do treinador quanto a do Pokémon. Essa foi a minha ordem.

Zorua sumiu do campo. Uma das habilidades do Pursuit é ir em direção ao alvo como se fosse um vulto. Por mais que isso não de muito dano e não de para mudar a direção (o bagulho vai em linha reta mesmo), quando o Pokémon adversário não está atento o suficiente, acontece a seguinte tragedia:

Zorua surgiu como um sombra batendo de frente no Trapinch, que se assustou e recuou dois passos com a pancada. O Killua, notando minhas verdadeiras intenções, ordenou ao seu Trapinch com eficiência e agilidade. Ele não iria cometer o mesmo erro duas vezes:

-Bide!

Aquele era um movimento incrivelmente assustador. Absorver os danos que recebe e depois retalha-los com o dobro de poder, até mesmo os treinadores profissionais devem ter medo desse negócio. A partir de agora, todos os danos que a Zorua der nesse Trapinch irão voltar para ela após algum tempo. Aguardar pacientemente até o Killua trocar a ordem enquanto a Zorua vai recuperando sua energia é a melhor escolha.

-Zorua, sem piedade.

Claro que eu escolhi a coisa mais louca a se fazer. Quem vocês acham que eu sou?

-Trapinch, aguente até o final…!

Mas a Zorua não atacou. Tanto Pokémon quanto treinador quebraram a cara. Eu conseguia sentir daqui a determinação deles sobre aguentar a sova e depois devolver tudo em forma destruidora, mas o que eu senti com mais força ainda foi a desanimada que veio quando a Zorua não fez nada. Até a Kyoko, que estava assistindo a batalha na maior atenção, murchou como bola furada.

-AHAHAHAHHAHAHA!

Não consegui me aguentar. Eu ri tão forte da cara do Killua que meu fígado começou a doer. E tenho que dizer, “tal treinador, tal Pokémon” para ambos dos lados. A Zorua estava rindo do mesmo jeito que eu, e o Trapinch ficou irado tanto quanto o Killua.

-ARG! Trapinch, use Bite nessa…!

O Trapinch nem esperou seu Treinador acabar de falar, abriu a bocarra sinistra dele e foi com intenções assassinas pra cima da Zorua. Coitado, nem se tocou que caiu num dos Leers mais fortes que a Zorua já usou.

Pra quem não sabe, Leer é um movimento que consiste em provocar seu oponente e o fazer abaixar a defesa. Normalmente não abaixa o bastante para fazer uma diferença significativa quando usado apenas uma vez, mas existe um “porém”. A provocação normal do Leer não é grande coisa, mas se for pegar toda a quebra de animação que aconteceu e a raiva de virar alvo das risadas escandalosas e debochadas tanto minhas quanto da Zorua aumentou pra ca$%lho o efeito. Mesmo um único Leer, nessas condições, deve valer por uns 3 ou 4. É um jogo bem sujo, e quando o assunto é ser sujo ou trapaceiro, eu sou o rei.

Mas não teve jeito, nem mesmo a Zorua consegue desviar de um Bite a queima roupa com 30% de dano adicional. Ela foi nocauteada na hora pela mandíbula poderosa do Trapinch. Foi uma boa ideia usar Bite, a maioria dos treinadores novatos tem tendência a mandarem seus pokémons se afastarem quando a coisa começa a ficar sinistra. O Killua parece bater bem da cabeça, ou então só ligou o [email protected]#-se mesmo e decidiu engrossar o caldo.

-Z… Zorua está fora de combate! O vencedor é Killua!

Obrigado Kyoko, salvou minha Zorua de ser estraçalhada por um Pokémon que acabou de ser fortemente zuado.

Nem mesmo eu sou tão bom assim. Depois de ter pensado em usar o Leer, minha mente não planejou mais nada.

O Killua socou o ar de tão feliz que estava. Ele abraçou seu Trapinch e comemorou com muita alegria por ter ganhado de mim. Eu caminhei sem pressa até a Zorua, peguei minha ultima poção, sentei no chão, trouxe ela ao meu colo e cuidei dos seus ferimentos. As marcas dos dentes não eram profundas, ou pelo menos não estavam sangrando, então parece que não vou precisar fazer um curativo. Isso é bom, não tenho gazes nem nada para fazer algo descente.

Levantei com a Zorua nos braços e olhei de forma satisfeita para o Killua. Sem dúvidas foi uma boa batalha.

O Killua, notando meu olhar sereno, emputeceu por uns dois segundos. (Ele até que fico bem ressentido por eu ter tirado uma com a cara dele) Mas depois de notar minha satisfação e passividade, sorriu malandramente.

Não guarda ressentimentos, ele é uma boa pessoa.

Pena que eu não sou!

Peguei uma pokébola e disse de uma forma zen, mas ainda intimidava de uma certa forma:

-Seu desempenho foi ótimo contra minha Zorua. Vamos para o segundo Round agora?

Na moral, nunca vi tanta animação sumir tão rápido. Ka ka.

-é zoeira! Essa daqui é a pokebola da Zorua…

Apertei o botão e um raio vermelho veio trazer a Zorua de volta para dentro. Dei as costas ao meu adversário e fui caminhando pelo palco onde travamos uma batalha incrível.

Puxando outra pokebola de dentro do bolso e levantando as duas no ar, continuei minha frase com um tom que apenas eu consigo usar:

-… meu outro Pokémon ainda não me obedece, se eu lança-lo em uma batalha agora, não vai ter graça se eu não comanda-lo.

Eu não precisava nem ver, saber a expressão que estava no rosto do Killua não era tão difícil assim.

-Bem, agora que já acabou…

Era a voz da Kyoko, não vai vir coisa boa.

-Me explica direito essa história de você ter roubado um pacote de pão do Killua, que eu acho que não entendi…

.

.

.

*Corre*

-Corre não! Eu só quero conversar!

Foi o que ela falou quando me viu dar a arrancada, mas do jeito que ela estava olhando pra mim, parar de correr seria a ultima coisa que eu iria fazer naquele momento.

. . .

-Kyoko, acabou a brincadeira.

Eu tinha parado de correr. Com duas mulheres vestindo uniformes cinzas estavam nos encarando com um olhar feio.

Elas talvez… não. Elas certamente viram minha Zorua. Ah… eu não esperava que isso fosse acontecer tão cedo, mas parece que vou ter que limpar as provas. Claro, o Killua e a Kyoko não escapam disso. Se esses dois espalharem que eu me livrei de duas pessoas, as coisas vão piorar pro meu lado.

Bem, só não espero que me interpretem mal. Estou apenas assegurando a segurança minha e dos meus pokémons, não levem pro lado pessoa.

Respirei fundo e peguei a faca que guardo no bolso. O chão do Outono vai ganhar uma coloração mais forte.


Notas Finais


É isso.

Agora aqui vai aquela pergunta que de 13 pessoas que mandaram as fichas, apenas 4 vão responder que costuma aparecer nas notas finais dos capítulos que eu escrevo:

O que vocês acharam da Narrativa da luta? Está bom com o Lucas comentando junto? Ou acham que ficaria melhor se eu narrasse em terceira pessoa?


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