História Pokémon: Boundaries Crossed - Capítulo 2


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Categorias Pokémon
Personagens Blaine, Brock, Daisy, Erika, Gary Carvalho, Koga, Lt. Surge, Misty, Professor Carvalho, Sabrina (Natsume)
Tags Pokémon, Vulpix
Exibições 6
Palavras 1.857
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


PERSONAGENS
Jack
George
Lily
Daisy
Profº Carvalho
James
Vulpix
Pidgey

Capítulo 2 - Uma Amizade Quente


Eles navegaram durante algumas horas. Jack observava o movimento das águas e já se imaginava em uma aventura pelo continente de Kanto. Ele sabia exatamente o que deveria fazer, afinal, tivera dez anos para se preparar para esse momento. Ele precisava viajar pela região de Kanto e colher 8 insignias. Essas insígnias poderiam obtidas derrotando os lideres de ginásio em batalha pokemon. Cada ginásio é encontrado em uma cidade especifica por Kanto. Logo que se tiver todas as insígnias, o treinador estará qualificado para a Liga Kanto.

George– Terra a vista!

De fato, era possível avistar a praia à alguns quilômetros de distancia. Assim que alcançaram a terra, tiveram que improvisar uma rampa para descer da embarcação, já que não havia nenhum porto por ali.

George– Cuide-se filho.

Jack– Pode deixar.

Lily(em prantos) – Sentirei saudade.

Jack– Eu também mãe.

Lily– Não esquece de escovar os dentes antes de dormir e depois das refeições. Tambem tome banho e...

Jack(constrangido) – Eu sei... eu sei...

O garoto acenou um adeus para os pais e seguiu Daisy até a cidade... se é que podia-se chamar aquele lugar de cidade. Pallet não era nada do que Jack esperava. Era apenas uma cidade rural, com poucas casas e algumas fazendas e sítios. Foi uma caminhada cansativa até o laboratório do Profº Carvalho, passando pelos altos e baixos da estrada de terra. O lugar em questão era realmente grande. Havia uma casarão acessível subindo por uma escadaria e no fundo, uma grande área verde onde pokemons que Jack nunca tinha visto, corria alegres e brincavam uns com os outros.

Daisy– É bem aqui.

Jack– É enorme!

Os dois entraram na casa. Foram encontrar o Profº Carvalho dentro de uma sala ampla onde haviam vários objetos para estudo.

Daisy– Como está vovô?

Carvalho– Minha neta querida! Voltou mais rápido do que pensei.

Daisy– Você nem pode acreditar na quantidade de crianças que me cercou quando cheguei na Ilha da União. Os pokemons que levei acabaram antes mesmo de eu conseguir deixar o porto.

O professor logo voltou sua atenção para Jack, que estava tímido à um canto.

Carvalho– E quem é esse?

Jack– Eu sou Jack...

Daisy– Esse garoto me ajudou a derrotar a Equipe Lunar...

Carvalho– Equipe Lunar? Quer dizer que eles estavam por lá?

Daisy– Exatamente. Causando problemas com a cascata da Recuperação. Mas graças à ajuda de Jack e seus amigos pokemons, nós cuidados deles.

Carvalho– É mesmo? Adoraria ter presenciado tudo.

Jack– Eu vim aqui pegar um pokemon com o senhor. Quero vencer a Liga Kanto e me tornar um Mestre Pokémon.

A expressão do professor mudou de sorridente para sério, deixando Jack ressentido.

Carvalho– Lamento dizer mas todos os que eu tinha para entregar a treinadores iniciantes já foram levados. A maior parte dele eu havia entregado para a Daisy levar até a ilha.

Jack– Quer dizer que...

Carvalho– Você terá que esperar até a semana que vem, onde os fornecedores me trarão mais pokemons.

O garoto mal coube em si de tanta tristeza. Viajara de tão longe por nada.

Daisy– Não fique triste. Ainda não é o fim da linha. A semana passa rápido.

Certamente esse argumento não surtiu o efeito desejado, pois Jack estava ainda mais triste.

Daisy– Que tal dar um passeio? Deixe-me mostra-lo como nós aqui de Pallet não somos tão caipiras quanto essa cidade sugere.

Jack pensou seriamente em recusar, mas tinha uma longa semana pela frente até poder começar a sua jornada, então não tinha porque não esperar o tempo passar enquanto passeia e explora tudo.

Jack– Ok. Vamos!

Os dois deixaram o laboratório e seguiram para uma área de Pallet onde se concentravam a maioria das casas e pequenos centros comerciais. Mas o que realmente chamou a atenção de Jack era uma grande construção que estava em andamento.

Jack– O que é isso?

Daisy– Isso é apenas Pallet avançando. Aí será construído o primeiro estádio de concursos da cidade. Aqui será a sede do Grande Festival de Kanto.

Jack– Grande Festival?

Daisy– É uma outra modalidade de torneio diferente das batalhas de ginásio. Participam aqueles que almejam se tornar Top-Coordenadores, que são os mestres em exibir a beleza dos pokemons, seja durante uma batalha ou não. Para participar do Grande Festival, você precisa conseguir cinco fitas de torneio e para obte-los, você precisa vencer os concursos por cidades especificas de Kanto. Nesses concursos tem rouds de exibição e batalhas... é tudo tão lindo! Tendo as cinco fitas, você estará qualificado para o Grande Festival.

Jack– Parece interessante!

Daisy– E é. Eu mesma já participei de inúmeros concursos e tenho minha ambição em me tornar Top Coordenadora.

Seguindo o caminho, eles chegaram à uma pequena arena de batalha improvisada em um campo de areia, onde vários treinadores de Pallet batalhavam animados. Jack observou a tudo bastante intrigado.

Daisy– Por que não vai até lá? Quem sabe aprende mais sobre as batalhas.

Jack concordou e entrou na arena, desvencilhando-se de algum treinador ou pokemon que de vez em quando passavam correndo por ele. Apesar de tantas lutas interessantes acontecendo simultaneamente, não foi nenhuma delas que prendeu a atenção dele e sim, uma cena estranha perto de algumas arvores, ao fim da arena de batalha. Um garoto parecia estar ralhando com seupokemon, uma pequena raposa vermelha.

Garoto– Por que eu decidi ficar com um pokémon tão inutil como você? Eu quero mesmo é que você vá embora e não volte nunca mais. Afinal, quem é que quer um pokemon de fogo que não é capaz de usar um pokemon de fogo.

O pokemon ficou de cabeça baixa, chorando desconsolado. O garoto simplesmente começou a se afastar, com tamanha frieza que Jack ficou até assustado. Ele não podia ficar indiferente a uma cena como essa. Foi até lá e começou a acariciar o pokemon, que olhou para ele com um olhar de quem pede piedade.

Jack– Não chore. Não ligue para as coisas que seu treinador te falou. Você é especial de qualquer maneira e mesmo que você não possa usar uma habilidade, deve haver outras coisas que você possa fazer. Basta acreditar, ter força de vontade e um pouco de amor-próprio.

O pokemon encarou Jack. Parecia ter compreendido a essencia do que ele disse, não não conseguia compreender o porquê dele estar fazendo isso.

Garoto– Palavras bonitas. Pela que esse Vulpix não possa entender.

Era novamente o treinador de Vulpix que havia voltado ao perceber que Jack se aproximara de seu ex-pokemon.

Jack– Mas é claro que ele pode entender. Os pokemons entendem as pessoas e as pessoas entendem os pokemons. Só não sei se você tem essa habilidade. Com tanta frieza dentro de si, já é de se esperar que não seja capaz de entender os sentimentos de seu pokemons.

Garoto– Como ousa...

Jack– E quem é você, afinal?

Garoto– Meu nome é James e eu desafio você para uma batalha agora.

Jack– Mas eu não tenho um pokémon.

James– Por que não fica com esse Vulpix? Vocês fazem uma otima dupla de fracassados.

Jack ajoelhou-se para ficar cara-a-cara com o Vulpix.

Jack– Quer entrar nessa batalha comido?

Vulpix hesitou, mas logo ele encarou James e em seguida assentiu, confiante.

James– Ótimo! Eu escolho você,Pidgey, não me decepcione.

Jack– E eu escolho Vulpix! Comece usando... que ataque ele pode usar mesmo... bom, se ele é um tipo fogo então ele deve saber o básico do ataques de fogo... Vulpix, use Brasa!

Vulpix parecia estar fazendo bastante esforço para utilizar o movimento,mas não estava surtindo efeito. Tudo que ele conseguiu foi disparar uma pequena nuvem de fumaça.

Jack– Mas o que...

James– Idiota! Por que acha que eu abandonei esse Vulpix? Ele é tão inútil que é incapaz de usar qualquer ataque de fogo.

Jack– Mas então que ataques ele pode usar.

Voz– ESPERE JACK!

O garoto se sobressaltou com o chamado e assim que virou-se para ver quem era, percebeu que Daisy corria em sua direção.

Daisy– Já que você vai entrar em uma batalha, melhor que esteja com isso.

Ela entregou um instrumento eletrônico para Jack.

Jack– Isso é mesmo...

Daisy– Uma pokedex. É um guia eletrônico que trás informações sobre as habilidades e temperamento de cada pokemon.Ele poderá indicar-lhe os moimentos que seu Vulpix sabe usar.

Jack– Ótimo. Obrigado Daisy.

A moça se afastou, dando espaço para que eles continuassem a batalha.

Jack– Perfeito! Vulpix, Chicote de Cauda!

O pokemon saltou e brandiu sua cauda contra Pidgey, desferindo uma serie de bofetadas.

James– Ventania!

Jack– Evasiva!

Pidgey agitou as asas produzindo um forte vendaval, ao qual Vulpix conseguiu saltar por cima dele.

Jack– Investida!

Em um mergulho poderoso, Vulpix colidiu contra as costas do adversário, que despencou brutalmente no chão.

Jack– Use Ataque Rápido!

Avançando como uma raio, Vulpix avançou contra o adversário que no ultimo minuto, alçou vôo para escapar, deixando que ele colidisse contra a arvore.

James– Ótimo. Minha vez de contra-atacar. Pidgey, use Ataque de Areia.

Novamente agitando as asas, dessa vez Pidgey conseguiu criar uma nuvem de areia que cobriu toda a visão no campo de batalha.

James– Bicada!

Sem ter como enxergar, Vulpix só conseguia sentir a presença do inimigo quando levava uma bicada veloz por trás. O ataque furtivo durou alguns segundo até que Vulpix soltou um urro furioso e disparou uma torrente de pequenas bolas de fogo através das narinas. Os fogo explodiu contra o chão, lançando uma nova onda de poeira que dissipou a primeira e ainda fez Pidgey perder o controle de seu vôo por alguns instantes.

James– Impossível. Vulpix acaba de aprender a usa o Brasa!

Jack– Viu só? Você só precisa ter investido um pouco mais em seu Vulpix e teria visto que ele capaz de usar um ataque de fogo. Porém agora é tarde! Vulpix, encerre usando Brasa!

Mais uma vez, Vulpix disparou as brasas e dessa vez atingiu Pidgey em cheio, fazendo o cair no chão inconsciente.

Daisy– Parece que esse Pidgey está fora de combate. Jack e Vulpix venceram.

James parecia completamente desconcertado e sem reação. Ele só conseguiu recuperar o Pidgey em seus braços, lançou um ultimo olhar para Jack e após uma reverencia de respeito, saiu correndo e desapareceu de vista.

Daisy– Para uma primeira batalha, foi melhor que a encomenda.

Jack– Acha mesmo?

Daisy– Sem duvida. Acho que já está pronto para iniciar sua jornada.

Jack– Mas e quanto a meu pokemon inicial?

Daisy sorriu.

Os dois retornaram ao laboratório do Profº Carvalho onde a moça explicou ao avô tudo o que havia acontecido.

Carvalho– Em um caso como esse, não há o que discutir. Jack, esse Vulpix é seu.

Jack– Mesmo?

Carvalho–Claro! Se o tal garoto James realmente abriu mão dele, quer dizer que você pode ficar.

Jack(para Vulpix) – Ouviu isso? Sou seu treinador agora! Nós vamos viajar muito! Pegaremos insígnias e venceremos a Liga Kanto!

Vulpix abriu um largo sorriso e saltou nos braços de Jack, recebendo um forte abraço.

Carvalho– Jack, fique com essas 5 pokebolas para que você possa pegar mais pokemons aqui em kanto.

Jack– Obrigado... por tudo!

Estando tudo resolvido, Jack deixou o laboratório e caminhou para fora de Pallet, rumo à uma grande aventura com seu amigo Vulpix.


Notas Finais


NO PRÓXIMO CAPÍTULO - EM BUSCA DE UM NOVO POKÉMON
Jack tenta capturar um pokémon. Ops, parece que esse já tem dono e a treinadora dele está realmente furiosa e louca para uma batalha.


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