História Pokemon Golden Light - Capítulo 1


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Palavras 3.847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, depois de não sei quantos meses, decidi que já havia capítulos suficientes para voltar a postar. Desde já, peço desculpas com erros ortográficos, pois ainda não dominei o uso da vírgula por completo. Prometo trazer no mês quatro capítulos, sendo eles semanais ou não.

Capítulo 1 - Faça sua escolha!


Fanfic / Fanfiction Pokemon Golden Light - Capítulo 1 - Faça sua escolha!

- Aff! Que teste mais longo. Parece que nunca vai ter fim - Dourado um menino com cabelos ondulados de cor castanhos escuro com súbitos tons de vermelho em suas pontas, pois sua mãe era ruiva, de boca carnuda com 1,66 de altura, reclamava.

Era o último aluno naquela sala. Todos os outros já haviam terminado o teste e saído e, provavelmente, há esta hora, eles já estariam caminhando em direção à próxima cidade para coletar sua primeira insígnia.

- Professor por que temos que fazer um teste pra sair em uma jornada mesmo? – ele perguntou.

O professor, Firmino, era um homem alto - ao menos, maior que Dourado - tinha alguns fiapos brancos em sua cabeça careca e uma barba mal feita, que apesar de raspar diariamente continuava insistindo crescer. Em seus olhos estavam seus óculos tapando suas íris azuladas. Ele sempre insistia em usar blusas pequenas o que deixava sua barriga ainda mais saliente, os alunos costumavam o satirizar por conta do seu mau senso para moda.

- Já te expliquei, Dourado. Nós precisamos ver se estão, de fato, aptos a sair por mundo a fora sem que morram por um pokémon selvagem – Firmino respondeu.

- E se caso morrermos? – Dourado insistia.

- E como se fossem reprovados e não passam de ano nesta ou em qualquer instituição que estudem.

- Por que agora tem essa frescura de ir para escola? Antes as pessoas saíam livremente pelo meio do mato para se aventurar sem passar por ela.

- Sabia que antigamente sete a cada dez pessoas que saíam pro ‘’mato’’ morriam? Pois não tinham conhecimento sobre os pokémon que ali viviam. Ciente disto a democracia da nossa região tem uma lei que te obriga a se preparar antes de sair para mundo a fora.

- hunf.... – o garoto resmungou.

- Ande volte a fazer seu teste você é o ultimo aluno aqui.

- já acabei faz tempo... uns 3 segundos atrás, estava querendo jogar papo fora com o senhor.

Firmino sorri da ingenuidade do garoto. Dourado se levanta e toma rumo à porta, onde estava o professor parado observando cada movimento para ver se o garoto não tentaria aprontar algo, tentar pescar, por exemplo. Percebeu que era inútil continuar com esta linha de pensamento, já que Dourado era o único menino naquela sala e o mesmo estava caminhando em sua direção para entregar o teste, não havia como ele tentar tramar algo.

Dourado meio que estava com saudade daquela escola, sabia que por um ano ficaria fora, ficaria longe da sala de aula, de sua cadeira que usava para dormir, de passar as noites na biblioteca decorando assunto e mais assunto, não veria o professor que já o acompanhava desde pequeno, tinha um enorme carinho por ele. Mas tinha pontos positivos também: Não teria mais de ler sobre a anatomia pokémon, precisar correr em círculos varias vezes na aula de educação prática, não haveria mais tarefas, por um ano estaria livre dos metidos a riquinhos na qual ele tinha certa rixa. Ele tentou pensar por este lado, mas não podia ignorar o outro.

- Tanto faz. Toma meu teste. Falou professor. Agora, vou sair pro “mato.” - Ele dera o teste ao professor. Tentava olhar para o chão, pois pequenas lágrimas estavam escorrendo involuntariamente de seu rosto. Enfiou as mãos no bolso da calça e saiu rumo á porta.

- Espera, eu tenho que corrigir a sua prova e.... Não creio! Está tudo certo.

 Dourado já sabia que estava tudo certo, sem olhar ou despedir do professor ia caminhando para o fim do pavilhão.

- Boa sorte. Sei que não vai ser fácil pegar as oito insígnias- O professor gritava para seu aluno que já estava distante.

-Verei por mim mesmo se é fácil ou não. TCHAU PROFESSOR- Dourado gritou olhando para o professor, as pequenas lágrimas ainda caiam em seu rosto, o que deixou Firmino comovido.

Dourado percebeu que as lágrimas não eram de tristeza, eram de alegria um sorriso brotara em seu rosto enquanto acenava.

- TCHAU – despedia o professor.

Dourado descia as escadas freneticamente, quase caiu por conta de um degrau maroto, mas se recompôs e continuou seguindo seu caminho de maneira desajeitada.

A sala onde fizera o teste junto com os outros alunos que completaram aniversário naquele mesmo dia ficava no terceiro andar, o último do pavilhão do ensino fundamental. Ao total a escola havia quatro pavilhões.

O primeiro, que ficava na entrada, pertencia ao infantil. Foi construído em uma área totalmente terrena para que as crianças se sujeitassem a menores números de acidentes possíveis, sem contar que a quadra principal ficava praticamente colada a aquele pavilhão.

 O segundo ficava no meio, entre o primeiro e o terceiro, foi construída no formato de um corredor para que ocupasse menor espaço possível, mas, ainda sim, era estreita. Todo aquele local era designado para a área administrativa. E ao final do pavilhão havia uma enorme área para recreação, cheia de plantas, árvores e com outra quadra no centro.

O terceiro pavilhão era do fundamental, ficava a lado esquerdo do segundo, sendo um grande prédio de três andares com escadarias enormes e cansativas. E no finalzinho do terreno da escola distante o máximo possível de todos os pavilhões e da enorme área recreativa havia um pavilhão abandonado. Uma estrutura abandonada ainda em construção, a qual ninguém se atreve a adentrar, nem mesmo a diretora. Aquela área é toda sinalizada com faixas mais faixas para manter as pessoas o mais longe possível, rumores dizem que perigosos pokémon fizeram dela a sua casa.

 Todo dia em sua rotina escolar, Dourado subia as escadas do terceiro pavilhão usando o último de seus esforços. A diretora nunca se importou em por escadas rolantes ou elevadores para que os pobres alunos não sofressem (e olha que verba ela tinha para isto) vários pais sempre reclamavam e ela sempre usava a mesma desculpa ‘’caminhar faz bem, caminhar emagrece, queremos que os alunos ganhem resistência para subir montanhas’’.

Após descer aquela enorme escadaria, Dourado chega à secretaria sem fôlego, inspirava e espirava rapidamente, por sua sorte, seu biótipo não o permitia suar com facilidade - se fosse outra pessoa como seu amigo Nicollas já estaria virando uma possa de lama de tanto suor que exalaria - sem nem mesmo olhar para o rosto da secretária que estava sentada como se estivesse morta na cadeira Dourado exigiu:

- vim pegar meu pokémon.

- Zzzzz..... – ela roncava em sono profundo.

- mas o que?! Ela está dormindo isso é serio?!

 A secretária já estava no terceiro sono, toda estilhada na cadeira e rocando, para variar. A situação deixou Dourado extremamente nervoso, primeiro teve de encarar um teste gigamegaenorme, depois descer uma escadaria sem fim, a sua única motivação era que dentro de poucos minutos já estaria com seu primeiro pokémon a caminho do primeiro ginásio para ganhar sua primeira insígnia, mas uma funcionária preguiçosa atrapalhava todo seu planejamento.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – Ele gritou na esperança de acordar a mulher.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA- e deu certo. A secretária acordou berrando.

Dourado caiu na gargalhada da careta que a mulher fizera ao acordar.

- Aff, uff. Preciso de ar. Eu tô passando mal e... – a secretaria olhava para um lado e para outro, esperava ver a diretora. Já estava até se preparando emocionalmente para a bronca que receberia, mas tudo que viu foi um garoto rindo de sua pose destrambelhada, ela não ficou boa não - Pirralho maldito foi você que me acordou?!

A Secretária, apesar de já ser mulher feita lá pro seus 25, 26 anos de idade era baixa da mesma estatura de Dourado ou se não menor, usava seu longo cabelo preto em forma de trança e um óculos de sol por cima de sua cabeça. Há um tempo discutiu com a diretora sobre seu direito de usar min-saia no serviço e óbvio que perdeu a discursão e quase foi demitida.

- Sim. Agora me dê meu pokémon- disse Dourado

- Pirralho mal-educado, eu não me formei em pedagogia pra ouvir isso.

Na verdade, era para a secretária está trabalhando na sua verdadeira área profissional, mas antes de se formar, arranjara um trampo nesta escola, Coração Prateado, como secretária para pagar seus estudos e assim permaneceu, apesar de ter conseguido se formar e a diretora saber da sua atual situação profissional.

- Eu estou com pressa, sabia? – o menino apressou a mulher.

- isso que dar trabalhar numa escola cheia de alunos mal criados.

Graça se ajoelhou no balcão e quando se levantou carregava uma caixa em seus braços

- De todos os iniciais, só sobraram estes dois, porque os outros alunos já levaram os outros – disse Graça colocando a caixa sobre o balcão - vai escolher qual?

Ela abriu a caixa, havia somente duas pokébolas, estranho porque geralmente os alunos ficavam entre decidir por três iniciais: um de água, um de fogo e um de grama. No caso, como Dourado chegou tarde para escolher só sobrara o de grama, Chespin, e o de fogo, Charmander.

Dourado os olhava atentamente. De um lado tinha uma espécie de ouriço de grama, seus espinhos pontiagudos na cabeça, certamente causaria fortes danos físicos, além de que era muito fofo, certamente parecia o ideal. Enquanto o outro era uma espécie de lagarto/lagartixa com uma chama brilhando na ponta de sua cauda, sua pele alaranjada e escamosa parecia suportar grandes temperaturas, além de tudo parecia veloz, astuto, não era nada feio se olhado de perto, era até fofo.

Dourado ainda estava em dúvida, não seria uma decisão fácil, principalmente para um cara indeciso como ele. Quando estava perto de escolher Chespin olhou no fundo dos olhos de Charmander e vira algo especial. Algo lhe dizia que deveria escolher aquele pokémon, algo especial os unia. Dourado não estava indeciso mais. Mas só por um momento, antes de pegar a pokébola de Charmander, parou e observou aqueles dois pokémon.

- Pense bem, pirralho. Este pokémon, seja lá qual escolher, irá te acompanhar em toda sua jornada e o mais importante, será teu primeiro pokémon - A secretária se intrometeu, pensava que ele estava confuso ainda.

- Obrigado pelo conselho, mas já escolhi meu pokémon – ele responde.

Dourado pegou a pokébola de Charmander e a colocou junto ao seu rosto. Charmander sorri dentro da pokébola. Dourado sorri para ele também.

- Tem certeza? não quer trocar? - Graça insistiu.

- Não, já me decidi!

- Está certo. – ela olhou para Chespin - Então você vai ter que ficar pra outra remessa.

 A secretária colocou Chespin novamente na caixa e a guardou embaixo do balcão. Dourado saiu correndo dando pulos e mais pulos de alegria.

- Ei! Espera aí. Eu tenho que te falar uma coisa sobre este Pokémon... bosta! Ele esta longe demais... Quem o mandou correr feito louco? – fala a mulher frustrada.

Dourado atravessou o segundo pavilhão, a quadra do primeiro e saiu correndo em direção à saída principal da escola.

- Nada poderá me impedir. Agora eu começarei a minha jornada.

Nada poderia o impedir á não ser uma pedra no meio da calçada, que fez tropeçar e ir de vez com a cara no chão. A pokébola do Charmander, que havia colocado em seu bolso, escapou e saiu rolando ladeira a baixo.

Usando seu pé, um desconhecido parou a pokébola, impedindo que rolasse ainda mais. Dourado tentou ver o rosto da pessoa, mas um raio de sol embasara sua visão.

- Caindo como sempre, não é Dourado?!- o desconhecido parecia demonstrar intimidade com o garoto.

-Quem está ai? – Perguntou Dourado.

- Já se esqueceu de nós?

O desconhecido estava com uma pessoa ao seu lado. Com a ajuda dos estranhos Dourado se levantou e pode reconhecer os caras que eram desconhecidos até então. Um menino tinha um cabelo preto, curto e crespo, era o mais alto entre os três e usava uma roupa preta, Aliás, seu vestuário todinho era preto, sua calça, blusa, sapato. O outro era menor que Dourado uns cinco cm, seu cabelo castanho era o mais claro e liso dos três, passava um perfil de pessoa inteligente e madura.

- Sena! Tarcísio! Porque ainda estão aqui? Pensei que já tinham ido embora – Dourado falou enquanto limpava a terra da farda de sua escola.

Muitos julgavam feia aquela blusa da farda, feita de um material ruim, branca com duas faixas, uma dourada e uma prateada na lateral esquerda. Na lateral superior direita estava o desenho de um coração prateado.

- Parece que você se esqueceu de que nós combinamos de sair juntos em nossa jornada - falou Tarcísio. Sena em sua parte do tempo costuma ser quieto e reservado, não é de falar muito.

- Oh! É mesmo, eu me esqueci. Sim, estamos esperando o que? Vamos lá! Aposto que vocês já pegaram seus pokémon – Observou Dourado.

- A propósito, isto é seu - Sena pegou a pokébola, que havia impedido que rolasse ladeira a baixo, e a devolveu a Dourado.

- Obrigado – ele agradeceu.

- Estamos esperando Tiago, ele vai fazer a prova daqui dois dias e vamos esperar dois dias pra ir com ele- Tarcísio explicou.

-Porque só daqui dois dias? – Perguntou Dourado.

 -oh Arceus! Tenho que te explicar tudo? É o seguinte, nós não fazemos a prova de treinador em qualquer dia, mas no dia do nosso nascimento. Após fazermos a prova ganhamos o prazo de um ano pra coletar as insígnias. Como nós e Sena fazemos aniversário no mesmo dia, nós saímos hoje para nossa jornada e como Tiago só faz aniversário daqui dois dias, vamos ter que esperar dois dias por ele.

- Ah! Entendi. Ei! Vocês já pegaram seus pokémon? Eu quero ver.

- sai Torchic.

Tarcísio soltou seu pokémon da pokébola. Um belo pintinho alaranjado mais fofo que o Charmander e o Chespin juntos. Dourado se perguntava como seu amigo teria coragem de usar uma coisa tão fofa como essa em uma batalha?

Sena esperou que Dourado terminasse de examinar o pokémon de Tarcísio e então soltou seu pokémon em silêncio. Era um lagarto, assim como o Charmander, mas não era de fogo, tinha a cor esverdeada, o rabo seguia num tom verde escuro. Ele escalou o corpo de seu treinador, grudando suas patas na blusa preta de Sena até chegar ao ombro. Só por aquela ação, Dourado deduziu que ele facilmente poderia escalar paredes ou lugares inclinados, seu Charmander, mesmo sendo um lagarto, dificilmente conseguiria executar este tipo de ação.

- Uau! Seus dois pokémon são incríveis. Qual o nome do seu Sena? Sem ser apelido, o nome mesmo - Disse Dourado.

- É um Treecko – Sena respondeu.

- Só de ver, eu deduzi que ele é um bom escalador. Queria poder ter mais dados sobre o Treecko e o Torchic.

- É só olhar na pokédex... Não me diga que esqueceu o que é isso também? –Tarcísio caçoou.

- Não, mas é porque não me entregaram. Vou voltar e falar com o professor.

- Você vai passar vergonha se for perguntar uma coisa dessas para o professor. A pokédex já está na sua casam, o colégio envia diretamente pra lá - Sena interferiu.

- Nossa! Que prático. Mas olhem e babem de inveja, este daqui é meu pokémon mega poderoso, vai Charmander! – Na esperança de que seus amigos ficassem tão fascinados quanto Dourado ficou nos seus pokémon ele soltou o Charmander.

- Ele não tem nada de mega, parece um pokémon normal a meu ver – disse Sena.

- Criei expectativa pra nada - disse Tarcísio enquanto retornava o Torchic para a pokébola.

- Ei! Meu pokémon é forte sim. Não falem assim dele – Dourado tentou defender seu pokémon.

- Bom, eu tenho que ir pra casa postar foto no ‘’face’’ com meu pokémon. Tchau – Sena se despediu.

-Tchau - os meninos falaram em uníssono.

- Eu tenho que ir também. Falou Dourado, até daqui dois dias- Tarcísio se despediu caminhando na direção oposta a de Sena.

- Até – despediu-se.

 Aquelas últimas palavras fixaram na cabeça de Dourado, ‘’dois dias’’ “dois dias’’, por dois dias ficaria parado olhando para o relógio vendo o tempo passar, por mais dois dias ficaria confinado em sua casa tendo que aturar os berros de sua mãe sobre a sua bagunça no quarto e a chatice sem fim de sua irmã, provavelmente ele não aguentaria isto.

O menino Pegou o Charmander em seu colo, depois o arribou. Olhou cara a cara, certificou-se de que os meninos já teriam se afastado suficiente e de que não havia ninguém os escutando.

- Ei! Chama, sim, este é teu nome agora. Eu não estou a fim de esperar dois dias. Eu tenho um plano, escute. Bem, nós vamos ir até o ginásio da cidade mais próxima, no caso seria... Candiba, o ginásio da cidade de Candiba, depois desafiaremos o líder, ganharemos a insígnia, voltaremos antes que eles percebam que partimos sem seus consentimentos. Agora, vamos ir lá pra casa pegar a pokédex e postar foto no pokéface, ahhahahahaha.

Chama joga os ombros, um sinal de tanto faz, era Dourado que estava no comando, seria Dourado que decidiria seus destinos. Chama é colocado novamente em sua pokébola.  

Dourado pega o caminho do meio, o caminho que nem Sena e Tarcísio pegaram, para ter a absoluta certeza que ele não toparia com nenhum de seus amigos. Após 20 minutos de caminhada na cidade, olhando os itens, acessórios para viajem, comprando um boné de último lançamento, Dourado chega a sua casa e como de costume toca a campainha freneticamente:

‘’Trrrrrrrrrrrimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmrrrrrrrrrimmmmmmmmmmmmmmmm’’

- Alô. Quem é? –uma doce voz feminina saía do interfone

- Sou eu mãe. Abra a porta.

A mãe de Dourado é uma mulher de cabelos ruivos, menor que seu próprio filho e ‘’cheinha’’, pois estava um pouco acima do peso ideal.

- Ai, meu Arceus! Você já chegou.  Espera, eu estou indo abrir a porta.

 A mãe de Dourado destrava o portão e sai para receber. Carregava a mochila o garoto, cheia de coisas, uma pedra com um brilho fascinante e a pokédex. Ela Desceu as escadas do jardim apressadamente e chegou ao portão, estava tão feliz que abraçou Dourado sem perceber que a mochila colidira em sua coluna, o machucando. Dourado aguentou a dor para não estragar o momento e a abraçou também

- Eu estou tão feliz! É o meu primeiro filho saindo pra o mundo a fora. Tome. Eu já arrumei sua mala, esta é a sua pokédex, veio com um manual de instruções, caso precise, e por último, esta é uma pedra chamada ‘’pedra do amanhecer’’ que pode evoluir certos pokémon, tome cuidado com ela, esteve na geração de nossa família por séculos, é extremamente rara. Você deve está morrendo de fome, vamos entrar. Eu preparei um café, seu pai e seus irmãos ainda não chegaram, eles estavam tão ansiosos para ver você.

Dourado possuía dois irmãos: O caçulo chorão, Rafael e sua irmã, Ana, que julgava como implicante.

Seu pai e sua mãe eram comerciantes e tinham uma lojinha no centro de roupas, os dois administravam juntos. A loja podia ser pequena, não muito luxuosa. Mas por ser umas das primeiras lojas de Guanambi tinha certo destaque. Dourado, uma vez, já posara de modelo para fazer a propaganda da loja.  

- Obrigado, mãe. Eu não mereço tudo isso. Infelizmente, eu não posso esperar por eles, você sabe o quão ansioso eu estou para sair nessa jornada. Quando eu vou voltar para Guanambi, e eu vou voltar, prometo que verei todos vocês.

- Eu vou sentir muita saudade. Trate de conseguir as insígnias logo, ok?

- Ok - os dois se abraçam novamente.

 A mãe de Dourado parecia está escorrendo lágrimas, mas antes que ele percebesse, ela limpou com o braço.

Dourado abre sua mochila e procura por uma blusa, acha uma preta com listras avermelhadas de forma vertical, no total havia três: Uma grande que saía do pescoço e terminava na cintura; Outras duas em ambas mangas com listras menores, mas seguindo o mesmo padrão da que se encontrava no peito.

Dourado tirou a blusa da farda. Esqueceu que usava o boné e quando a blusa passou na cabeça o acessório caiu no chão. Entregou a farda para Odete, vestiu a blusa nova, abaixou-se no chão, pegou o boné que tinha caído e estava vestido para a aventura.

Suas calças pretas combinavam com todo seu vestuário, sua blusa era um pouco apertada e marcava seu peitoral pouco definido, o boné tinha a aba vermelha, nas laterais e no fundo o preto predominava, um símbolo de pokébola nas cores padrão se formava na frente.

- Achei sua cara, essa blusa – Disse Odete.

- Eu também – Falou ele enquanto fechava o zíper da mochila e a colocava em suas costas – Este é o chama – Dourado mostra sua nova aquisição.

- Seu Pokémon é uma gracinha - Odete falou de maneira que deixou Chama corado.

- Ei! Agora que eu tenho pokédex eu posso olhar seus dados –Dourado falou para Chama - Como se usa esta coisa?

- Seria melhor você ver as instruções - sua mãe intercedeu.

- Boa ideia!

Instruções:

Olá, esta é uma máquina que serve para captar informações sobre os Pokémon quanto mais Pokémon forem capturados, mais informações você conseguira obter.

1-Para obter as informações sobre o mesmo posicione o aparelho de modo frontal ou perto do Pokémon;

2-Para parar evoluções aperte o botão cancelar;

3- fotos podem ser tiradas pela câmera;

Mais instruções no verso

- Pronto! Vamos fazer o que a pokédex falou.... Precisa por no meio........ Pronto, acho que foi.

- Pokémon detectado – a pokédex anunciou numa voz robótica – Charmander.

“Tipo: fogo”

“A chama que emana na ponta de sua cauda sinaliza suas reações. Seu rabo treme quando ele se diverte e se este pokémon fica irritado seu fogo arde intensamente. Sua chama também mostra sua energia vital. Uma vez apagada ele morrerá.”

- Isto é meio perturbador. - Dourado ruma seu olhar a sua mãe- Acho que eu já tenho que ir. Eu vou passar em Candiba, derrotar o líder do ginásio e voltar assim que puder. Depois, irei pra uma cidade mais distante. Fala pros meus irmãos e pro meu pai que eu dei tchau e que os amo.

-Acho que todo filhote precisa sair do ninho algum dia. Coloquei uma muda de roupa limpa e bolachas caso sinta fome.

- Obrigado. Tchau. Eu te amo mãe.  

- Tchau. Também te amo, filho.

E assim Dourado parte de sua cidade natal (Guanambi) sozinho pra voltar antes do dia em que realmente sairia com seus amigos. Chama ia acompanhando seu treinador fora da pokébola. Dentro de alguns minutos chegaram á rota 30. Dourado olhava para trás, para as coisas que deixaria, para aquela cidade barulhenta, rumava seu olhar para frente, via seu destino no matagal, naquela rota já o espreitando.

Sentia se livre. Uma vontade de enfrentar o mundo brotara em seu peito como uma flor brota num jardim. Chama sentia a alegria e sorria junto com seu mestre.

 Apesar de ser inverno, o calor predominava, era seco sem a presença de umidade no ar. Em meio aquela vegetação catinguenta e debaixo do sol escaldante, Dourado iniciou sua jornada.



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