História Pokemon Golden Light - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O inimigo alado


Fanfic / Fanfiction Pokemon Golden Light - Capítulo 2 - O inimigo alado

Debaixo daquele sol escaldante com a companhia daquela vegetação caatinga, Dourado andou metros e metros, suava muito, muito mesmo, nem mesmo nas aulas de educação prática chegava a suar tanto assim. Chama não se incomodava com aquela temperatura quente, com o vento seco batendo em seu rosto, tanto que o fogo de sua cauda brilhava intensamente, um sinal de que estava confortável e feliz. Mas Dourado não estava e por está transpirando muito sua energia ia caindo, logo teria de parar para descansar, o que atrasaria seu percurso.

O caminho para a próxima cidade era até fácil. Dourado sabia mentalmente, pois, desde pequeno, nos finais de semana, ele e sua família iam de carro até Candiba para visitar seus tios e primos. Para chegar lá, primeiro, teria de seguir reto por toda a rota 30 até ver que se aproxima de uma cidade chamada Pilões, sem precisar entrar ou fazer qualquer contato com ela faria uma curva entrando, assim, na rota seguinte e depois, encarar um caminho reto cheio de subidas e decidas que o levaria a Candiba.

- Aff, ufff! Eu não aguento mais andar. Acho que eu não estou acostumado a percorrer grandes distâncias.

- Char - Charmander se sentiu preocupado

- Não se preocupe, Chama. Eu estou bem, só um pouco cansado de andar... - Dourado olhava para o céu na esperança de uma resposta, uma ideia que iluminasse sua mente – Queria saber voar, assim não teria de andar, sem contar que chegaria a Candiba muito mais rápido... É isto! Vamos procurar um Pokémon voador, nós o capturamos e não precisaremos mais andar, pois ele nos levará voando. É genial!

 Chama concordou.

Pararam de caminhar por um instante, observaram o local na esperança de encontrar por algum pokemon que fosse do tipo voador ou que tivesse assas e obviamente soubesse voar. Bem à frente, Dourado avista uma pequena horda de seis ou sete Pidgeys, pequenos pássaros com a penugem marrom e uma espécie de branco na barriga.

Quem olha a primeira vez falaria que aquela pequena ave não seria capaz de sustentar um humano de 55 kg como Dourado, mas em suas aulas, Dourado aprendera que os pokémon são mais forte do que parecem e não se deve julgar um mero passarinho como fraco, pois se até os pokémon insetos são capazes de sustentar um humano, então porque um passarinho não seria capaz?

Ele se aproxima da horda se escondendo em uma moita e ordena a Chama que faça o mesmo. Dourado tira seu bolso a novíssima pokédex que ganhou e tenta acerta a posição correta para que as ondas eletromagnéticas, invisíveis a olho nu, se propagassem até o pokemon e conseguisse captar as devidas informações.

- com calma... Vamos, eu vou conseguir... Aff! Por que na hora certa eu tremi?...Vai... Aê! –Dourado sussurrava para ele mesmo.

 - Pokémon detectado; Pidgey – anunciou a pokédex em sua voz robótica.

“Tipo: Normal/ voador”

“Muito dócil. Se atacado muitas vezes vai chutar areia para proteger a si mesmo, em vez de lutar.”

- Chama, investida – Dourado ordena sussurrando, apontando para a Pidgey que parecia ser a líder.

Chama atacou. A Pidgey ficou com raiva e alçou voo ficando acima de Chama, começou a piar, seu piado era como uma ordem para os outros Pidgeys, que estavam ali comendo as frutinhas, alçarem voo e se juntarem a ela. Os outros membros do bando, por ordem da líder, alçam voo e imitam o gesto de quem os chamou.

 - Mas o que diabos eles estão fazendo?

Chama e Dourado acompanharam os movimentos dos bichos no ar. Chama ficou confuso de tanto olhar os rodopios. Era este o momento que os Pidgeys estavam esperando para descer e tacar investidas no adversário. Era uma investida após a outra, pareciam ser movimentos já planejados, após a investida de um dos membros, outro vinha e acertava o adversário, e outro já estava pronto para taca-lhe outra investida. A líder não atacava, apenas olhava para aquela situação com um ar sério, confiante de que certamente venceria.

- Esses Pidgeys não agem como a pokédex descreveu. Ao invés de chutarem areia, estão atacando de maneira organizada com extrema certeza de sua vitória. Devem que quando estão sozinhos evitam brigas chutando a areia, mas quando, em conjunto enfrentam o adversário com a certeza de que irão vencer - Enquanto Dourado pensava em diversas hipóteses, Chama levava uma bela surra.

Revelando sua posição, Dourado emergiu da moita, usando as mãos levantou uma nuvem de areia que cercou todo perímetro.

- Fecha os olhos, Chama, depois corre - Dourado gritou.

A nuvem de areia, que Dourado levantou, fez com os Pidgeys se distraíssem por um momento perdendo sua formação. Chama estava confuso por causa dos rodopios, ia correndo para o lado contrário ao de Dourado. Dourado o segurou e conduziu-o para o lado correto.

Eles avançavam na rota em alta velocidade, pensando ter despistado os pássaros enfurecidos, mas não contavam com a habilidade que os Pidgeys possuem chamada ‘’olho afiado’’, que impede a perda de precisão.

Os Pidgeys levantaram voo, iam seguindo eles pela rota de modo não perceptível. Esperaram até que Dourado e Chama escondessem atrás de uma árvore, e por ordem da líder esperaram ali no céu. A líder, a Pidgey fêmea, iria cuidar de toda a situação.

- Ufa! – falou Dourado aliviado pensando que os Pidgeys não estavam o seguindo mais.

O menino arriscou dá uma espiada. Olhou para um lado, não viu presença de Pidgey algum, olhou para o outro, a líder estava os observando, olhando Dourado cara a cara.

 - Aaa! - Ele gritou

A passarinha lhe deu uma cabeçada, que fez com que o garoto caísse no chão, inconsciente. A ave furiosa preparava para atacar sua presa nocauteada com força total, foi quando Chama interviu com um arranhão em sua face.

- Prrrrr - A ave resmungou.

-Charrrr – Bradou o lagarto.

Os pokémon se encararam por um momento. Chama ainda sentia os impactos dos golpes causados a ele, anteriormente. Agora, a líder estava em sua frente o encarando, prestes a lhe atacar, a qualquer momento. Chama a observava com extrema cautela, apesar de ser pequena, aquela ave demonstrava um incrível poder de ataque.

Pidgey usou investida. Chama desviou e usou brasas, acertando, em cheio, o seu adversário um golpe critico.

Pidgey se enfureceu, começou a balançar suas assas de maneira agressiva levantando uma grande cortina de areia. Chama cobria seus olhos para que os ciscos não conseguissem entrar neles, tal atitude, o deixou com a guarda aberta. Assim, a passarinha pôde acertar uma investida que reduziu ainda mais o seu HP.

Chama não conseguia localizar a Pidgey, estaria ela, neste momento, ferindo seu treinador? Por onde aquela ave planejaria lhe atacar? Seria no rosto? Na barriga?

 Chama não sabia o que fazer, estava indefeso por completo, começou a gritar. A Pidgey o observava naquela imensidão de areia e ria por dentro, de seu desespero.

- Chaaaaaaaaarrrrrr – Gritou o pokémon.

O grito desesperado de Chama despertou Dourado, este estava fora da cortina que a Pidgey fizera, mas conseguia ver as vinhetas dos pokémon naquela onda de areia. Via a ave se preparando para atacar Chama, ele pegou uma pedra do chão e a arremessou no pássaro antes que o ataque atingisse seu pokémon.

Pidgey, mesmo na fumaça, via que o humano havia recobrado a consciência, deduziu que foi ele quem a atingiu.

Chama tentava localizar a posição de Dourado, mas a cortina de areia o impedia. A ave começou a fazer uma forte ventania, desta vez para a cortina se desfazer. Chama, agora, podia enxergar normalmente.

A ave começou a piar, um piado alto, ela estava chamando por seus companheiros. O restante do bando, que estava acompanhando a batalha a poucos metros acima do chão, desceu, rapidamente, e se juntou aquele confronto.

Chama recuou para perto de Dourado, estavam em desvantagem agora. Chama, sozinho, não conseguiria conter a situação.

- Não podemos enfrentar todos de uma vez. Talvez se eu tentasse captura-los com as pokébolas que ganhei?... Não adiantaria. Só tenho cinco, eles são sete e para capturar é necessário enfraquecê-los. Suponho que não cederiam, ainda estão com muita energia – Deduziu o jovem.

A pokédex apitara: ‘’plink, plink’’. Dourado a retirou do bolso. Os Pidgeys estavam em formação, estariam planejando algo?

- Ataque detectado, ventania. Alerta de perigo, repetindo, alerta de perigo – falou a pokédex com sua voz robótica.

A pokédex podia detectar a intensidade dos ataques, alertava perigo se o treinador não apresentasse resistência suficiente para receber o dano, sua resistência era medida pelo nível. A pokédex julgava o nível do treinador de acordo ao nível dos pokémon e o número de insígnias coletadas.

- O que? Mas é só um ataque? O chama da conta e... A não ser que todos usem ao mesmo tempo! Seria por isso que estão em posição de ataque? – pensou Dourado.

Dourado se levantou rapidamente com chama grudado em seu corpo, de maneira que a chama de sua cauda ficasse afastada o suficiente de sua roupa para não queima-la, tentou correr. Mas para onde? Não podia avançar por causa da formação dos Pidgeys, não podia correr para o sul, pois atrás dele havia um pequeno vale, com certeza se machucaria tentando descer aquilo rapidamente. Ele tentou pensar em outra solução, mas os Pidgeys não lhe deram tempo, as aves, por ordem de seu líder, a Pidgey fêmea, lançaram o ataque ‘’ventania’’, todos ao mesmo tempo, o que fez com que a intensidade do golpe fosse grande.

Dourado e Chama foram atingidos em cheio, rolaram vale a baixo. O garoto via sua vida passar diante de seus olhos, para ele, aquela queda parecia infinita. A paisagem rolava e rolava, ao seu olhar era em câmara lenta. Só parou de rolar, quando Dourado chocou em uma árvore, graças a Arceus, ainda estava consciente, tonto, ferido, cheio de arranhões e com pequenas pedras pressas por todo corpo, mas, ainda vivo e com força.

Dourado não pensou duas vezes, pegou Chama e correu o mais longe que pôde, se adentrando ao fundo do matagal seco, entre as árvores sem folhas e cactos.  O sol ardente pesava nos ombros do menino como nunca havia pesado, sua cabeça latejava por causa da investida que a Pidgey lhe dera, a camisa rasgada cheia de suor, terra e outras coisas as quais não preferia identificar. Seu pokemon inconsciente, cheio de golpes e hematomas roxos que os pássaros deixaram quando o atingiu. Dourado lamentava a cada passo que dava de sua escolha egoísta e imbecil que fizera de sair sem seus amigos.

 Os Pidgeys haviam perdido seus adversários de vista, mas lá no alto era possível ver as aves furiosas, especialmente a fêmea, os procurando de forma circular no céu, acima das arvores.



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