História Pokémon Kanto - Capítulo 40


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Categorias Pokémon
Tags Aventura, Pokémon, Pokémon Kanto
Exibições 50
Palavras 2.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 40 - Aventura-40: Família.


Maxuel caminhava pelo corredor do navio, até que se bateu com alguém e os dois caíram. Ele se levantou com a mão nas costas, sentindo a dor da batida e reconheceu a pessoa com quem se esbarrou.

— Tatsumi? — Indagou surpreso ao ver o rapaz que o encarou.

— Maxuel? —  Fez uma cara de surpreso.

Não imaginavam que iriam se encontrar, tanto naquele lugar, como daquele jeito. Os dois se levantaram limpando a poeira da roupa e se cumprimentaram com um aperto de mãos.

— Porque estava correndo? — Maxuel indagou. Era perigoso ficar correndo daquele jeito pelo navio, o motivo foi a própria batida que tiveram.

— Ah, é que o Mud foi chamado para ajudar no restaurante e acabou que eu e a Sona tivemos que ir junto.— Começou a explicar.—  Mas eu fugi antes de ser levado.— Deu um sorriso aberto.

— Entendo...— Maxuel olhou para ele com uma poker face.— Já que estamos aqui, porque não vamos comer algo, e de preferência bem longe desse tal restaurante.

— Agora você está falando a minha língua! — Tatsumi sorriu animado.

***

A dupla atacava a comida como dois animais e um tentava roubar a comida do outro assim que a sua acabava. Era como um campo de guerra. As pessoas olhavam aquilo horrorizadas.

— Solta! Você parece até um animal, não comeu nada esses dias não?! — Exclamou Maxuel, fazendo cabo de guerra com uma coxa de frango com Tatsumi.

— Essa fala é minha! Você comeu um bandeja inteira de sushi, e eu que pedi o frango! — Os dois morderam a coxa de frango e comeram.

Se olharam furiosos e atacaram o resto da comida. Até a tarde, os dois já estavam completamente cheios e satisfeitos.

— Aqui está a conta! — O garçom entregou uma folha de papel para eles.

— Hmm...— Os dois encararam o preço, se encararam e riram. Depois encaram o preço novamente, se encararam e riram. Repetiram isso umas 3x.

— Você tem dinheiro, não tem? — Tatsumi indagou.

— Eu achei que você tinha.— Maxuel apontou para ele. Os dois ficaram nervosos, suando frio e deram uma risada sem graça.

— Até parece!  E primeiro, foi você que me convidou, então você que tinha que ter o dinheiro! — Tatsumi bateu com a mão na mesa e exclamou apontando para Maxuel.

— Há?!  Que eu saiba, não fui eu que comi uma pizza inteira! — Os dois ficaram se empurrando e o Garçom tossiu, chamando a atenção deles.

— Eu ouvi bem? Vocês não tem dinheiro? — O Garçom fez uma cara maligna.

— Não! Espere, espere! — Tatsumi vasculhou o bolso a procura de algo e pegou o cartão do restaurante onde Mud estava ajudando. Ele olhou o cartão e deu um sorriso.— Aqui, se você for nesse restaurante e procurar um cara chamado Mud, ele vai pagar.

— Hmm...— O Garçom olhou desconfiado para o cartão, mas resolveu aceitar, para a sorte de Tatsumi e Maxuel que suspiraram.

— Ei, está tudo bem? Quero dizer...— Ele sussurrou para Tatsumi.

— Não precisa se preocupar, o Mud tem bastante dinheiro graças ao trabalho e qualquer coisa ele pode inteirar com o que a Sona tem.— Tatsumi o assegurou.

— Não, não foi bem isso que eu quis dizer...— Maxuel simplesmente desistiu e faze-lo entender.

A dupla saiu feliz do restaurante e voltaram a caminhar pelo corredor. Não tinham muito o que conversar, então apenas inventavam algum assunto aleatório, que até tornava o clima divertido.

— Então você não é um treinador? — Indagou Tatsumi, após ouvir Maxuel.

— Sim, eu apenas gosto de batalhas.— Disse Maxuel.— Minha tia disse que seria divertido, por isso eu vim.

— Tia? — Tatsumi colocou a mão no queixo e fez uma cara de pensativo.— Estranho, eu não lembro de ver você com ninguém...

— Eh? — Maxuel olhou para ele incrédulo.— Ela não te contou? Não falou nadinha?!

— Quem? — Tatsumi olhou confuso para ele.

— Minha tia é a Aria...— Maxuel apontou para si mesmo enquanto revelava a informação.

— Eh?...— Tatsumi ficou com uma poker face e pontinho passando acima de sua cabeça.— Eh?! A Aria?!

Maxuel apenas riu da reação desesperada de Tatsumi. Do corredor, os dois escutaram um grito vindo em suas direções e Tatsumi reconheceu de quem era a voz, ficando nervoso.

— Erh...Eu preciso ir agora, então...Tchau! — Se despediu, correndo em seguida.

— Tatsumi! — Mud passou como um foguete por Maxuel.

— Espere, Mud! — Sona passou por ele em seguida.

— Que pessoal estranho...— Olhou para aquilo com uma gota na cabeça.

Deu de ombros e decidiu voltar para o quarto depois de dar uma olhada no navio. Aquela comilança toda o tinha deixado com sono, e nada melhor que uma cama depois de comer.

***

Maxuel voltou para seu quarto e se espreguiçou se jogando na cama. Ele pensou sobre a conversa que teve com Tatsumi e sorriu. Fazia tempo que não se divertia daquele jeito.

— Acho que vou tomar um banho.— Se levantou já retirando a roupa e foi para o banheiro.

O Banheiro do quarto de Maxuel era bem grande. Na parte de tomar banho tinha uma banheira, um chuveiro, e um chuveirinho ao lado de um espelho com um lugar para sabonete e uns banquinhos para se sentar. Ele estava sentado no banco, lavando o cabelo com o sabonete.

—......— Enquanto lavava o cabelo, ele ficava pensativo sobre outra coisa. Continuou assim até a porta se abrir bruscamente e seu coração quase pula pra fora.— Que susto!

— Você já voltou? — Aria entrou no banho e pegou um banquinho, se sentando atrás de Maxuel.

— E quase parto! Eu quase morro de susto aqui! — Reclamou irritado, ainda com o coração a mil.

— Vamos, não precisa ficar tão irritado assim, a tia vai lavar o cabelo pra você.— Ela pegou o chuveirinho e molhou o cabelo de Maxuel, retirando a espuma. Parecia se divertir com aquilo.

— Ei, tia...— Ele murmurou, mas em um tom audível.

— O que foi? — Indagou Aria.

— Meu pai, me amava? — Aria parou de repente ficando com um semblante serio e triste em seguida.

— Prometemos não falar disso, lembra? — Ela o abraçou por trás, falando em um tom sério.

— Desculpe...— Maxuel se desculpou. Os dois ficaram em silêncio até Maxuel o quebrar.— Ah! Entrou sabão nos meus olhos!

Maxuel levantou coçando os olhos que estavam ardendo e muito. Aria se agitou com o desespero do sobrinho e tentou acalma-lo.

— Desculpe! Deixa que eu tiro! — Assim que foi ajuda-lo, Maxuel pisou no sabão e escorregou, caindo de cabeça no chão.— Ah...

— Urgh...— Caiu desmaiado.

***

Tatsumi correu o máximo que pôde para fugir de Mud e Sona, mas não conseguiu, para seu azar. Agora estava amarrado de cabeça pra baixo no próprio quarto, recebendo o castigo.

— Isso não é um pouco exagerado demais? — Indagou, começando a ficar tonto.

— Exagero?! Você sabe o quanto eu trabalhei para conseguir aquele dinheiro?! E tudo era para nossa jornada! — Mud ficou de quatro, chorando em prantos.— Agora como vamos sobreviver? Eu terei que trabalhar o dobro de antes...

— F-Foi mal, eu não sabia que era tão importante assim...— Tentava se desculpar, mas apenas ouvia as lamentações de Mud.— "Ele não está me ouvindo..."

— Arh...— Sona suspirou.— Ele está certo, você devia pensar mais em como gasta o nosso dinheiro, é muito importante para a jornada.

— Eu não quero ouvir isso de você, gastou todo seu dinheiro em apenas um dia...— Murmurou, mas Sona acabou ouvindo.

— Não compare! Você gastou todo nosso dinheiro apenas comendo! — Ela apertou as bochechas dele e as puxou.

— Eu já pedi desculpas! — Exclamou, querendo que ela para-se de apertar as suas bochechas.

O resto do dia para eles continuou assim. Tatsumi pendurado e gritando para que o soltassem, Mud lamentando a perda, e Sona apenas assistindo aquilo sem saber o que fazer. Seus amigos estavam perdidos, completamente perdidos.

***

— Minha cabeça dói...— Maxuel estava deitado na cama, com um pano na testa. Ele se levantou devagar retirando o pano.— Cadê ela? — Procurou pela tia, mas não a viu em lugar nenhum.

Fora do quarto, na proa do navio, Aria se encontrava observando o mar. Tudo que ela escutava era o som das ondas se partindo, até serem ofuscados pelo som de um rugido. Ela reconheceu a voz e se virou.

—  Achei que não viria.— Disse para o homem que se aproximou dela.

Não dava para velo muito bem, afinal o rapaz usava um capuz que o cobria totalmente. Era como se não quisesse ser visto ou reconhecido por alguém.

— É que não é comum você me ligar.— Ele foi para o lado dela e se encostou na beirada do navio.

— Ele perguntou por você hoje.— Aria foi direto ao assunto. O homem se agitou um pouco, mas nada incomum.

—  Entendo...— Murmurou, coçando atrás da cabeça e dando um suspiro.— Você não contou, contou? Sobre mim...

— Como se eu fosse falar, você não é o pai dele a muito tempo.— Fez uma cara de desgosto para o rapaz.

— Não me olhe assim, eu tive meus motivos, desse jeito você me torna o vilão a história.— Brincou um pouco, embora tivesse um tom de verdade.

— Vilão? Eu diria que é um título que combina muito com você...— Murmurou, mas com a intenção do rapaz ouvir.

— Porque me chamou? Não foi para discutir foi? — Indagou o Homem, querendo acabar logo com aquela conversa.

— Sim, eu queria dizer algo a você.— Ela olhou seria para o homem.— Não importa seu objetivo, o que fará ou o que deseja, não envolva o Maxuel nisso, ele é só uma criança, Daemon!

— Eu sei.— Ele se afastou, caminhando até o Pokémon Dragão que o esperava. Ele montou em cima do mesmo e encarou Aria.— Pode acha o que for de mim, mas eu não pretendo perder outra pessoa, ela não gostaria disso...— O pokémon levantou voo, sumindo entre as nuvens.

Podia querer negar, mas tinha ficado meio sentido com aquela conversa e com aquelas palavras, apenas não deixará transparecer, não ali e provavelmente em qualquer outro lugar. Aria deixou algumas lágrimas caírem e colocou a mão sobre o rosto.

— A Sarah iria chorar se o visse agora, irmão idiota...— Murmurou ao vento.

***

Em algum lugar de kanto, numa mansão, algumas pessoas conversavam, agitadas por alguma razão. Em especial, dentro de um quarto. Uma delas era uma mulher de cabelos loiros e aparentemente bem velha, a outra era Aria, não muito diferente de agora.

— O Daemon, não vai voltar? — Indagou a mulher de cabelos loiros.

— Ele fez a escolha dele, mesmo eu tendo dito para não fazer...— Aria se encostou na parece com a mão na cabeça.— Aquele idiota...

— Ele está daquele jeito desde que perdeu a Sarah...— Disse a mulher.— Espero que o Maxuel fique bem.

— Eu vou protege-lo...— Murmurou Aria, em um tom sério.— Não vou deixar que ele chegue perto do mundo de Daemon, essa família já sofreu demais!

Algumas batidas foram ouvidas na porta e ela foi aberta, dando visão a um homem vestindo de terno. Era parecido com um segurança e parecia ter algo importante para falar, mas antes que pudesse, uma criança de cabelos loiros entrou correndo no quarto. Era Maxuel.

— Tia! — Maxel pulou animada em cima de Aria que o pegou no colo.— O Papai disse que vou ficar com você!

Sim, a titia vai cuidar bem de você! — Brincou com Maxuel, forçando um sorriso.— Mas eu estou tendo uma conversa agora, então eu brinco com você depois.

— Ok! — Ela colocou Maxuel no chão e ele saiu correndo pela porta.

—  Tem certeza de que está tudo bem? Criar uma criança nesse local não vai ser fácil.— A mulher alertou. Em parte, preocupada com Maxuel.

—  Ele não tem outro lugar para ir, então a partir de hoje, essa será a casa dele.— Disse Aria.— E ele vai comandar a família no futuro, então pode ser uma coisa boa...

—  Tem certeza? — A mulher enfatizou a pergunta.

—  Sim, tenho...—  Aria cerrou os punhos, tremendo um pouco.

***

Finalmente chegará o dia em que a final aconteceria, Aria contra Tatsumi. O combate tão esperado, ao menos pelos dois. Tatsumi estava com Mud e Sona, esperando ser chamado. Ele encarou Aria que entrou no salão junto de Maxuel. Tatsumi e Maxuel se encaram e sorriam, acenando um para o outro.

— Eu gostaria de agradecer a todos que participaram do torneio e tiveram a paciência de aguentar por tanto tempo essa viagem! — Brincou um pouco no final, fazendo as pessoas rirem.— Agora, eu gostaria de começar a batalha final, para decidir quem levará o título de vencedor, degustem bem essa batalha! Venham, Mr.Aria e Mr.Tatsumi!

 

— Boa sorte! — Mud e Sona desejaram sorte ao amigo.

— Pode deixar comigo! — Mandou um legal e foi confiante ao campo de batalha.

— Não vai me desejar sorte? — Indagou com um sorriso para o sobrinho que revirou os olhos.

— Apenas suba lá e acabe com isso.— Disse para ela.

— Lá vai você, ficando envergonhado de novo.— Fez uma voz brincalhona e seguiu caminho para o campo de batalha.

— Eu não estou envergonhado! — Gritou para ela, totalmente corado.

 

— Já faz um bom tempo, Tatsumi! — Disse Aria, sem tirar o sorriso do rosto.

— Sim, dessa vez eu vou vencer! — Apontou a Pokébola de seu primeiro Pokémon para ela.

— Estou com grandes expectativas! — Sorriu animada, pegando sua Pokébola.

— Sem mais delongas, comecem! — Exclamou o Capitão do navio.

— Eu escolho você! — Os dois arremessaram suas Pokébolas.

Agora daria inicio a batalha final do torneio e a revanche de Tatsumi. Quem será que saíra vencedor dessa difícil batalha? Descubra isso no próximo capítulo.

 

 

 

CONTINUA>>>


Notas Finais


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