História Poker - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!tae, Fluffy, Kookv, Muito Lemon, Não-fala-só-de-sexo, Taekook, Top!jk
Visualizações 1.279
Palavras 1.901
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annyeong!! *-*
Esta é meio que a parte dois do capítulo anterior, espero que gostem :3
Boa leitura ^-^

Capítulo 18 - Borbulhante


Fanfic / Fanfiction Poker - Capítulo 18 - Borbulhante

 

— Ao menos você tem mãe.

Sua intenção ao dizer aquela frase fora ajudar Taehyung a ver o — aparentemente, único — lado positivo da situação.

No entanto, sua voz soara baixa e um tanto ríspida, como se estivesse receoso quanto a tocar no assunto. O que de fato, estava. Foi impossível para o mais velho não notar o quanto dizer aquela simples frase fora algo difícil para o garoto.

Queria descobrir mais sobre. Havia algo nas entrelinhas que chamara sua atenção. Bebeu um raso gole do líquido em sua taça, para disfarçar seu interesse sobre o assunto e evitar que agisse de forma afobada.

Após repousar o copo novamente sobre a mesa, olhou para Jungkook e se pronunciou, tentando soar casual.

— Você anda sabendo bastante sobre mim com tudo isso acontecendo. Me fale um pouco sobre você. 

— Seria mais fácil você encontrar a resposta que quer se me perguntasse diretamente o que aconteceu com minha mãe.

 Taehyung se surpreendeu, mas disfarçou o espanto com um olhar que confirmava a Jungkook que ele estava disposto a ouvir tudo que quisesse lhe contar.

— Eu nem sei se ela está viva, e o mesmo se aplica ao meu pai. Eles me criaram até os seis anos de idade, e, pelo que soube, eram donos de uma grande empresa no exterior. Ricos, porém sem tempo para o filho. Após passar por uma crise financeira, a empresa começou a falir e eles precisaram viajar. Mas não teriam como cuidar de uma criança, estariam muito ocupados com os negócios a tratar e com a papelada da empresa. Disseram-me que eu ficaria bem, que me deixariam sob os cuidados de pessoas legais e que eu faria muitos novos amigos e teria muitas crianças para brincar. É irônico pensar que, na época, eu adorei a ideia, mas não conseguia entender por que minha mãe chorava enquanto falava, nem por que seu sorriso parecia ser tão diferente dos outros. Um sorriso triste. 

Jungkook desviou o olhar para uma de suas mãos, ao perceber que apertava o cabo do garfo de forma inconsciente e, por pouco, não perfurara a  própria pele. Prosseguiu:

— Eu fui deixado num orfanato. Depois disso, nunca mais os vi — pausou, encerrando a breve confissão sobre como fora sua infância, mas não sem antes acrescentar uma observação pessoal à fala. — Sabe, se eles não me queriam, podiam ter me colocado para adoção quando eu ainda era um bebê. Ao menos assim eu não teria lembranças tão vívidas deles, e não teria que me esforçar tanto para tentar esquecê-los. 

Taehyung observava os quadros dependurados na parede ao seu lado. Não imaginava que aquele rapaz que dividia a mesa consigo e aparentava ser tão bem sucedido e confiante, tivesse passado por momentos tão difíceis.

Jungkook encarara obstáculos muito afiados em seu passado. O Jeon, ao notar o desconforto de Taehyung diante de suas palavras dolorosas, tratou de se desculpar.

— Desculpe, acho que falei demais... 

— Não, tudo bem — interviu Taehyung, passando a olhá-lo de forma direta. — Eu só não imaginava isso.

— Todos temos segredos dos quais não gostamos, não? — Replicou Jungkook, junto de um sorriso de canto. 

A expressão de seu rosto deixava explícito que ele queria quebrar o clima tenso que havia surgido de repente entre os dois. Cá entre nós, não há como cutucar uma ferida do passado e esperar que o clima se mantenha leve. 

No entanto, ambos queriam retomar o ar de animação e risos. Taehyung resolvera então participar do diálogo mais leve que Jungkook tentava construir.

— Então posso crer que sei um segredo seu? — Taehyung lhe dirigiu a frase em um sussurro, como se quisesse aumentar o tom misterioso de sua voz. 

— Como os únicos que sabem disso são você e a dona do orfanato onde cresci, sim, isto é meio que um segredo. 

Taehyung sorriu, um sorriso de criança, empolgado por saber que descobrira um segredo do rapaz à sua frente. No entanto, em seus olhos havia certo conforto, o que fez com que Jungkook os fitasse diretamente por instantes. 

Taehyung havia sido o único a quem contou sua história. O único que o fez se sentir confortável o suficiente para abrir-se de tal modo.

Subtraindo os seis anos que possuía na época, passara dezesseis anos enterrando o passado. E, bastara Taehyung aparecer para que ele escavasse tudo novamente em questão de minutos.

Após dividirem a mesa por mais alguns minutos e conversarem sobre assuntos aleatórios — envolvendo em parte, comentários sobre os talheres e acessórios desnecessários que repousavam sobre a toalha de mesa rendada —, resolveram partir para suas casas. 

Taehyung até tentou interferir quando o moreno se dirigiu ao caixa para pagar a conta, mas Jungkook insistiu que, por ser ele quem o levara ali, seria ele o responsável pelas despesas da noite.

— Posso te acompanhar até sua casa? — Jungkook largou a frase no ar enquanto seguiam pela calçada. 

— Por que quer fazer isso? — Taehyung se viu na obrigação de perguntar. Queria descobrir se aquilo significava que o Jeon estava quebrando a promessa de serem apenas amigos. 

— Porque assim eu terei mais tempo para falar com você. 

— Desde quando gosta de conversar comigo?

— E alguma vez eu demonstrei não gostar? 

O Kim tentou, com todas as forças, conter o sorriso que forçava seus lábios a se curvarem. Tentativa que se mostrou sem êxito algum, já que em questão de segundos um sorriso discreto e contente tomou conta de seu rosto.

Após uma — não muito — longa caminhada, a casa de Taehyung já podia ser vista. Faltavam meros metros para que o caminho se encerrasse. Logo o trajeto chegou ao fim e ambos pararam em frente à porta de entrada. 

Jungkook só podia cogitar que, naquele momento, ele odiava mais do que tudo ter feito aquela promessa.

Ainda mais ao ver o quanto o luar realçava os traços bem demarcados porém leves do Kim. A penumbra da rua era perfurada pela luz dos postes na beirada da estrada, e que agora clareavam também o rosto feliz e relaxado de Taehyung.

Sorriu.

Era impossível conter-se sabendo que toda aquela alegria contida em Taehyung era por sua causa.

Quanto a Taehyung, o rapaz martirizava-se por sentir um desejo imensurável de mandar a promessa que fizera pelos ares. Ninguém nunca havia sido tão bom para si como o Jeon fora naquela noite. Taehyung só queria poder retribuir. Será que valia mesmo à pena continuar o evitando?

Havia evitado total e completamente qualquer resquício de contato físico com Jungkook, por menor que fosse. No entanto, aquilo não significava que ele havia se esquecido ou que queria esquecer-se das noites que tiveram.

Suas lembranças eram mais vívidas do que qualquer outra e ele tratava de repassá-las todas as noites ao se deitar. 

Não que quisesse, mas, simplesmente não tinha escolha. Quando deitava a cabeça no travesseiro e não conseguia dormir, o sorriso sonolento de Jungkook e o afago feito por ele em seu cabelo tornavam a ser lembrados por Taehyung.

Era incrível como uma noite tinha o poder de mudar tudo. Seus corpos pareciam imans e seus desejos espelhavam-se de modo hesitante e confuso nos olhos um do outro.

— E-Eu tenho que entrar — ditou Taehyung apressado, virando-se prestes a entrar em casa.

— Tae — o mais novo o chamou antes que concluísse a ação.

— Sim? — Respondeu. A chave da casa que tirara recentemente do bolso tremulava em sua mão. 

Pela primeira vez em anos, Taehyung estava nervoso. Seu estômago borbulhava de ansiedade e sua cabeça estava à mil. E, se não achasse que fosse um exagero de sua parte, diria até que as palmas de suas mãos estavam suando.

— Amigos podem dar um beijo? Só um...

O pedido fez o corpo do mais velho tornar-se estático, e ele podia jurar que sentira seu coração falhar uma batida.

Por que estava se agitando tanto com aquela frase? Eles já haviam dormido juntos e, agora, estava quase tendo um infarto apenas por Jungkook ter lhe pedido um beijo?

O que estava acontecendo consigo afinal? 

Suspirou. Guardou a chave no bolso da calça, virou-se de frente para Jungkook e, momentaneamente, fitou os lábios cheinhos e levemente rosados.

Jungkook estava se aproximando devagar, Taehyung notara. E, mesmo que tivesse todas as chances do mundo para correr, Taehyung não moveu um músculo sequer.

Quando a respiração leve do Jeon se  misturou com a sua, ele semicerrou seus olhos e esperou que o outro findasse a distância restante entre eles.

Que se dane a promessa, ele queria aquilo mais do que seu orgulho podia restringir. 

Então os lábios do moreno se encontraram com os seus, travando um ritmo nem tão lento, apenas o suficiente para que desfrutassem da sensação. A mão do mais velho emaranhou-se nos fios de cabelo curtos da nuca alheia e os deixou deslizar por entre seus dedos conforme a língua de Jungkook pedia passagem. 

O Jeon envolveu a cintura de outrem, segurando-a com certa pressão. Taehyung inclinou o rosto mais para o lado em uma tentativa de deixar o beijo entre os dois, mais intenso.

Ao sentir o músculo quente se enroscando ao seu com tamanho desejo, Taehyung passou a puxar involuntariamente os cabelos de Jungkook. Em resposta, o rapaz o puxou para ainda mais perto pela cintura, colando seus corpos.

Taehyung deslizou uma das mãos pelo antebraço do Jeon, firmando-a ali enquanto a outra se encarregava de acariciar-lhe a nuca.

Jungkook chupou seu lábio inferior e o soltou em um estalinho, fazendo Taehyung arquejar.

Estavam ficando excitados. 

Quando o ar enfim se fez em falta, afastaram os rostos, mas mantiveram-se na mesma posição quanto à proximidade dos corpos.

Sem saber ao certo o que fazer, mas sem querer se distanciar do calor que emanava do corpo alheio, Taehyung fitou as orbes escuras. Jungkook estava minimamente ofegante, mas não fora só isso que atraíra sua atenção: ele estava sorrindo.

Um sorriso meigo e que aqueceu o peito de Taehyung de uma maneira estranha; fantasiosa.

Pela segunda vez na noite, Taehyung mandou pelos ares a maldita promessa e voltou a unir seus lábios aos do outro em um beijo apressado. Estava com pressa para ter mais de Jungkook. Sua mão voltou a acariciar o cabelo de madeixas escuras, enquanto a outra passou a deslizar pela frente da blusa do Jeon, vez ou outra descendo mais do que o necessário e arrancando arfares do mais novo. 

Céus, como Taehyung o desejava!

Jungkook por sua vez, aproveitou que estavam próximos à uma das paredes da casa de Taehyung para pressionar o corpo esguio contra esta. Pôs sua coxa entre as pernas do mais velho e, com um sorriso sapeca, a pressionou levemente para cima, obtendo  um gemido manhoso.

Taehyung sentia-se tão bem perto dele.

— Jungm... — interrompeu a si mesmo quando as mãos de Jungkook deslizaram pelas laterais de seu corpo e os lábios rasparam-se em seu pescoço. — Jungkook...

O moreno suspirou ao ouvir seu nome saindo por entre os lábios de Taehyung de forma tão arrastada.

— Hum?

 Taehyung não sabia dizer se o que ganhara fora uma resposta ao seu chamado ou apenas um gemido rouco, mas prosseguiu.

O mais velho retirou as chaves da casa de dentro de seu bolso e as chacoalhou no ar, produzindo um tilintar baixo.

— Quer entrar? 

Jungkook ergueu o olhar, encontrando um sorriso arteiro junto de um olhar provocativo na face antes envergonhada de Taehyung.

Ah, como ele adorava ver aquele ar de falsa inocência pairando sobre o mais velho. Mordeu a clavícula de pele amendoada, pouco antes de responder.

— Seria um prazer. 

 


Notas Finais


Seria um prazer... e.e ksksks
Obrigada por ler! ^-^


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