História Poker - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jungkook, Kookv, Muito Lemon, Taehyung, Taekook, Vkook
Exibições 605
Palavras 1.880
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeong!! *-*
Esta é meio que a parte dois do capítulo anterior, espero que gostem :3
Boa leitura ^-^

Capítulo 18 - Borbulhante


 

— Ao menos você tem mãe.

A intenção era apenas ajudar Taehyung a ver o — aparentemente, único — lado positivo da situação. No entanto, sua voz soara baixa e um tanto ríspida, como se estivesse receoso quanto a tocar no assunto. O que de fato, estava. Foi impossível para o mais velho não notar o quanto dizer aquela simples frase era difícil para o garoto.

Queria descobrir mais sobre aquilo. Havia algo nas entrelinhas que chamara sua atenção. Bebeu um raso gole do líquido em sua taça, apenas para disfarçar seu interesse sobre o assunto e evitar que agisse de forma afobada. 

Após repousar o copo novamente sobre a mesa, olhou para Jungkook e falou, tentando soar casual.

— Você anda sabendo bastante sobre mim com tudo isso acontecendo. Me fale um pouco sobre você. 

Jungkook percebeu, através da frase que lhe fora dirigida, que o outro havia notado o pesar das palavras contidas em sua fala anterior. 

— Seria mais fácil você encontrar a resposta que quer se me perguntasse diretamente o que aconteceu com minha mãe — Taehyung se surpreendeu, mas disfarçou a surpresa com um olhar que confirmava a Jungkook que ele estava disposto a ouvir tudo que o mais novo quisesse lhe contar. — Eu nem sei se ela está viva, e o mesmo se aplica a meu pai. Eles me criaram até os seis anos de idade e, pelo que soube, eram donos de uma grande empresa no exterior. Ricos, porém sem tempo para o filho. Após passar por uma crise, a empresa começou a falir e eles precisaram viajar. Mas não teriam como cuidar de uma criança, estariam muito ocupados com os negócios a tratar e a papelada da empresa. Disseram-me que eu ficaria bem, que me deixariam sob os cuidados de pessoas legais e que eu faria muitos novos amigos e teria muitas crianças para brincar. É irônico pensar que, na época, eu adorei a ideia, mas não conseguia entender por que minha mãe chorara enquanto falava, nem por que seu sorriso parecera ser tão diferente dos outros. Um sorriso triste. 

Jungkook desviou o olhar para uma de suas mãos, ao ver que estava apertando o cabo do garfo de forma inconsciente e, por pouco, não havia perfurado sua pele. Prosseguiu:

— Eu fui deixado num orfanato. Depois disso, nunca mais os vi — pausou, encerrando a breve confissão sobre como fora sua infância, mas não sem antes acrescentar uma observação pessoal a sua à fala. — Sabe, se eles não me queriam, podiam ter me colocado para adoção quando eu ainda era um bebê. Ao menos assim eu não teria lembranças tão vívidas deles, e não teria que me esforçar tanto para tentar esquecê-los. 

Taehyung observava os quadros dependurados na parede ao seu lado. Não imaginava que aquele garoto que aparentava ser tão bem sucedido e confiante, tivesse passado por momentos tão difíceis e obstáculos tão afiados em seu passado. O Jeon, ao notar o desconforto de Taehyung, tratou de se desculpar.

— Desculpe, acho que falei demais... 

— Não, tudo bem — interviu Taehyung, passando a olhar para Jungkook de forma direta. — Eu só não imaginava isso.

— Todos temos segredos dos quais não gostamos, não? — Jungkook disse, junto de um sorriso de canto. 

Estava explícito em seu rosto que ele queria quebrar aquele clima tenso que havia surgido de repente entre os dois. Cá entre nós, não há como cutucar uma ferida do passado e esperar que o clima se mantenha leve. 

No entanto, ambos queriam retomar o ar de animação e risos, fazendo com que Taehyung também participasse do diálogo mais leve que o outro tentava construir. 

— Então posso crer que sei um segredo seu? — Taehyung lhe dirigiu a frase em um sussurro, como se quisesse aumentar o tom misterioso de sua voz. 

— Como os únicos que sabem disso são você e a dona do orfanato onde cresci, sim, isto é meio que um segredo. 

Taehyung sorriu, um sorriso de criança, empolgado por saber que descobrira um segredo do garoto à sua frente. No entanto, em seus olhos havia certo conforto, que fez com que Jungkook os fitasse diretamente por instantes. 

Taehyung havia sido o único a quem contou sua história e, o único que o fez sentir-se confortável o suficiente para isso.

Vinte e dois anos enterrando o passado, para um garoto aparecer e lhe fazer escavar tudo novamente em questão de minutos.

Após dividirem a mesa por mais alguns instantes e conversarem sobre assuntos aleatórios — envolvendo em parte, comentários sobre os talheres e acessórios desnecessários que repousavam sobre a toalha de mesa rendada —, resolveram partir para suas casas. 

Taehyung até tentou interferir enquanto o moreno pagava a conta, mas Jungkook insistiu que, por ser ele quem o levara ali, era ele quem iria pagar as despesas da noite.

— Posso te acompanhar até sua casa? — Jungkook largou a frase no ar, enquanto seguiam pela calçada. 

— Por que quer fazer isso? — Taehyung se viu na obrigação de perguntar. Queria descobrir se aquilo significava que o Jeon estava quebrando a promessa de serem apenas amigos. 

— Porque assim eu terei mais tempo para falar com você. 

— Desde quando gosta de conversar comigo?

— E alguma vez eu demonstrei não gostar? 

O Kim tentou, com todas as forças, conter o sorriso. Tentativa que se mostrou sem êxito algum, já que seus lábios curvaram-se alegres e, bastaram alguns segundos para que um sorriso completo adornasse os lábios finos do garoto de olhos e cabelos castanhos. 

Após uma — não muito — longa caminhada, a casa de Taehyung já podia ser vista. Faltavam meros metros para que o caminho se encerrasse. Logo, o trajeto chegou ao fim e os garotos pararam em frente à porta de entrada. 

Jungkook só podia cogitar que, naquele momento, ele odiava mais do que tudo ter feito aquela promessa. Ainda mais ao ver o quanto o luar realçava ainda mais os traços bem demarcados do Kim. A penumbra da rua era perfurada apenas pela luz dos postes na beirada da estrada, e que agora clareavam também o rosto feliz e relaxado de Taehyung. 

Sorriu.

Era inevitável não ter aquele tipo de ação sabendo que toda aquela alegria contida do jovem Kim era por sua causa.

Quanto a Taehyung, o rapaz martirizava-se por sentir um desejo imensurável de mandar aquela promessa que havia feito o outro fazer, pelos ares. Ninguém nunca havia sido tão bom para si como o Jeon havia sido naquela noite. Taehyung só queria poder retribuir. Será que valia mesmo à pena ficar evitando o moreno?

Havia evitado total e completamente qualquer resquício de contato com Jungkook, por menor que fosse. No entanto, aquilo não significava que ele havia se esquecido ou que queria esquecer-se do garoto. Suas lembranças eram mais vívidas do que qualquer outra e ele tratava de repassá-las todas as noites ao se deitar. 

Não que ele quisesse mas, simplesmente não tinha escolha. Quando deitava a cabeça no travesseiro e não conseguia dormir, o sorriso sonolento de Jungkook e o afago feito por este em seu cabelo tornavam a ser lembrados por ele. 

Era incrível como uma noite podia mudar tudo. Seus corpos pareciam imans e seus desejos eram espelhados.

— E-eu tenho que entrar. 

Ditou apressado, virando-se pronto para ir.

— Tae — o mais novo o chamou antes que concluísse a ação de entrar na casa. 

— Sim? — A chave da casa que tirara recentemente do bolso tremulava em sua mão. 

Pela primeira vez em anos, Taehyung estava nervoso. Seu estômago borbulhava em ansiedade e sua cabeça estava à mil. Se não achasse que aquilo era exagero, diria até que a palma de suas mãos estava suando.

— Amigos podem dar um beijo? Só um...

Aquele pedido fez com que o corpo do mais velho se tornasse estático e, ele podia jurar que havia sentido em seu peito que seu coração falhara uma batida. Por que estava se agitando tanto com aquela frase? Eles já haviam dormido juntos e, agora, o Kim estava quase tendo um infarto apenas por Jungkook ter lhe pedido um beijo? O que estava acontecendo consigo afinal? 

Guardou a chave no bolso da calça, virou-se de frente para o garoto e, momentaneamente, fitou os lábios cheinhos e levemente rosados. Jungkook estava se aproximando dele e, mesmo que tivesse todas as chances do mundo para correr, Taehyung não moveu um músculo sequer. Quando a respiração leve do Jeon se  misturou com a sua, ele semicerrou seus olhos e esperou que o outro findasse a distância restante entre eles. 

Que se dane a promessa, ele queria aquilo mais do que seu orgulho podia restringir. 

Então os lábios do moreno se encontraram com os seus, travando um ritmo nem tão lento, apenas o suficiente para que desfrutassem da sensação. A mão do mais velho emaranhou-se nos fios de cabelo curtos da nuca alheia e os deixou deslizar por entre seus dedos conforme a língua de Jungkook pedia passagem, que lhe fora prontamente cedida. 

O Jeon envolveu a cintura do garoto com as mãos, segurando-a com certa pressão. Taehyung inclinou o rosto mais para o lado em uma tentativa de deixar o beijo entre os dois, mais intenso. Ao sentir o músculo quente se enroscando ao seu com tamanho desejo, sua mão passou a puxar involuntariamente os cabelos de Jungkook e este o puxou para ainda mais perto pela cintura, colando seus corpos. O Kim sentia a necessidade de mais e aquilo parecia espelhar-se no outro.

Estavam ficando excitados. 

Quando o ar enfim se fez em falta, afastaram os rostos, mas mantiveram-se na mesma posição quanto à proximidade dos corpos. Sem saber ao certo o que fazer, mas sem querer se distanciar do calor que emanava do corpo alheio, Taehyung fitou as orbes escuras. Jungkook estava minimamente ofegante, mas não fora só isso que havia atraído a atenção do Kim: Jungkook estava sorrindo. 

Pela segunda vez seguida, Taehyung mandou pelos ares a maldita promessa e voltou a unir os lábios de ambos em um beijo apressado. Estava com pressa para ter mais do outro. Sua mão voltou a acariciar o cabelo de madeixas escuras, enquanto a outra passou a deslizar pela frente da blusa do Jeon, vez ou outra descendo mais do que o necessário e arrancando arfares do mais novo. 

Céus, como Taehyung o desejava!

Este por sua vez, aproveitou que estavam próximos à parede da frente da casa de Taehyung para pressionar o Kim contra esta, obtendo um falhar de voz rápido deste. Pôs sua coxa entre as pernas do mais velho e, com um sorriso sapeca, a pressionou levemente para cima, obtendo  um gemido manhoso. 

— Jungm... — A frase fora praticamente cortada ao sentir as mãos do outro deslizando pelas laterais de seu corpo e os lábios raspando-se em seu pescoço. — Jungkook...

O moreno gemera baixo ao ouvir seu nome saindo dos lábios de Taehyung de forma tão arrastada. 

— Hum? — Taehyung não sabia dizer se aquilo soara como uma resposta ao seu chamado ou apenas um gemido rouco, mas prosseguiu. 

O mais velho retirou as chaves da casa de dentro de seu bolso e as chacoalhou produzindo um tilintar baixo.

— Quer entrar? 

O mais novo ergueu o olhar, encontrando um sorriso arteiro e um olhar provocativo na face antes envergonhada de Taehyung. Ah, como ele adorava ver aquele ar de falsa inocência pairando sobre o mais velho. Mordeu a clavícula de pele amendoada, pouco antes de responder.

— Seria um prazer. 

 


Notas Finais


Seria um prazer... e.e ksksks
Obrigada por ler! ^-^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...