História PokéTrainers - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Pokémon
Tags Batalhas, Pokémon, Pokétrainers
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Palavras 2.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal, tudo bem?

Primeiramente, sinto muito por demorar mais de um mês para postar um capítulo novo. Os estudos apertaram, os professores começaram a mandar uma prova atrás da outra e ainda teve os trabalhos. Só estou postando esse capítulo hoje, pois essa semana não vai ter aula.
Com isso explicado, espero que gostem do capítulo. Acabei ele agora, então deve ter um erro ou outro... Perdoem-me por isso ^^'

Capítulo 4 - Rivais...?


Fanfic / Fanfiction PokéTrainers - Capítulo 4 - Rivais...?

    Matheus continuava sua longa caminhada pela Rota 1. Após o encontro e confronto com a Team Skull, o pardo havia continuado a caminhar por demorados quarenta minutos. E ele já estava se cansando disso. Mas, em sua cabeça, com o tanto que já andou, ele já deveria estar na metade do caminho, ou, próximo de WoddenFirin Town.

— Vamos ver o lado bom… Estamos perto da próxima cidade! — afirmou para Treecko em seu ombro, tentando ser o mais positivo possível.

Treecko — o lagarto de grama concordou, mas, estava preocupado com seu treinador cansado.

— Hmff… Que tal… Se a gente parar pra descansar um pouco? — sugeriu, e o pokémon de grama balançou a cabeça positivamente.

    O lagarto saltou do ombro do pardo, que por sua vez apenas se sentou em uma pedra exausto. Puxou de seu bolso a pokébola de seu recém-capturado Starly, e a jogou para o alto. O pássaro surgiu ao lado de Treecko por um feixe de luz, encarando seu mais novo treinador fixamente.

    O garoto não deu muita atenção para os olhares de seus pokémon. Apenas pegou sua mochila e começou a procurar algo nela para comer.

— Ela realmente preparou tudo pra eu sair numa jornada… — murmurou, fitando os itens lá dentro. Além do pacote, havia várias pokébolas extras, poções e itens de cura. Puxou um sanduíche um pouco amassado da mochila. — Bem na hora, estou começando a ficar com fome…

    O garoto de mecha azul preparou-se para morder seu lanche, porém, algo bateu em sua nuca e o empurrou para o chão com força. Com o impacto, acabou largando seu sanduíche, que se espalhou pelo gramado, e, ao lado dele, havia uma Great Ball.

— M-meu lanche… — lamentou-se, se levantando furioso em seguida. — Que merda! Quem foi que jogou isso em mim?!

— Que droga, fugiu de novo… — a voz de um jovem pode ser escutada no local.

    Matheus virou-se na direção da voz, deparando-se com um garoto saindo dos arbustos na procura de sua Great Ball, tendo a mesma idade que o pardo, cabelos ruivos e pele clara. Vestido com um blazer negro, calça jeans azul escura, e sapatos pretos.

    Seus olhos vermelhos viravam de um lado para o outro procurando seu item perdido, até que encontrou a cápsula azulada. Contente, ele caminhou até a Great Ball, e a pegou novamente.

— Está suja, deve ter caído em alguma sujeira… — comentou, limpando o item.

— Ei! Você foi o vesgo que tacou isso em mim?! — questionou Matheus alterado.

— Em você? Não me faça rir. — respondeu debochadamente. — Estava tentando pegar um pokémon, mas acabei errando a mira.

— Mire direito, então! — bradou o pardo furioso. — Ela me acertou, e estragou meu lanche!

— Dá pra parar de gritar comigo? Sua voz me dá nos nervos. — pediu o ruivo. — Parece que nem sabe quem eu sou.

— E não sei mesmo! E não tô nem aí pra quem você seja! — retrucou Matheus.

— Então você não passa de um idiota. — concluiu o ruivo, sorrindo de canto. — Que tal pararmos de falar e resolvermos isso numa batalha pokémon três contra três? É assim que funciona, não é? Dois treinadores lutam para deixar as diferenças de lado.

— Negado! Não sou um treinador! — afirmou Matheus, deixando o ruivo surpreso com a resposta do garoto.

— Não vai me dizer que está com medo de enfrentar alguém que tem duas insígnias? Qual é, você não passa de um covarde! — debochou o ruivo entre risadas.

— Não sou covarde! Apenas não irei lutar contra você! — retrucou Matheus, trincando os dentes.

— Deve saber que seus pokémon fracos não aguentariam dois minutos sequer contra meus pokémon. — disse ele, pegando uma de suas pokébolas e a girando na ponta de seu dedo.

— Eu tenho certeza que te venceria! — exclamou o pardo irado. — Chega! Aceito seu desafio! Farei você engolir suas palavras!

— Muito bem, então. Será uma batalha de três contra três. — afirmou o ruivo, sacando suas pokébolas de seu cinto.

— T-três contra três…? Eu só tenho dois pokémon… — falou, num tom mais baixo que antes.

— E ainda fala que não é fraco! Tudo bem, pra você ver que sou bonzinho, será apenas dois contra dois. — disse o ruivo, guardando uma de suas cápsulas. — Mas, agora não tem mais volta.

— Tudo bem! — retrucou Matheus.

    Dito isso, os dois se afastaram rapidamente. O ruivo maximizou uma de suas pokébolas, e a lançou para o alto. De um clarão branco, surgiu um pokémon. Era um rato amarelo, com duas orelhas pontudas viradas para o alto, e uma cauda em formato de trovão. Matheus, apontou a pokédex em seu pulso para o novo pokémon, e o analisou:

 

Pikachu - O Pokémon Rato - Forma evoluída de Pichu

Ele levanta a cauda para verificar seus arredores. A cauda às vezes é atingida por relâmpagos nesta pose.

 

“Um pokémon do tipo elétrico puro… Starly estará na desvantagem, é melhor começar com Treecko.” — pensou.

    Antes mesmo de tomar uma decisão, outro feixe de luz atingiu o verdejante gramado, tirando o garoto pardo de seus pensamentos surpresos. O segundo clarão tomou forma de uma tartaruga verde, com o casco de sua costa amarelo, e com dois arbustos em cima. Matheus virou sua pokédex para o pokémon, e o aparelho o analisou:

 

Grotle - O Pokémon Arvoredo - Forma evoluída de Turtwig

Ele vive perto de águas cristalinas. Em dias de sol, ele se enterra para nutrir os arbustos de suas costas e assim evoluir.

 

— Por que raios lançou outro pokémon?! — indagou Matheus alterado.

— Por acaso não sabe o que é uma batalha de dois contra dois? — o ruivo voltou a pergunta, com uma sobrancelha franzida. — Pff… E ainda diz ser forte…

— Merda! Vão! — ordenou, Treecko e Starly deram um salto entrando no campo de batalha.

— Eu começo. — o ruivo abriu um sorriso vitorioso no rosto, e apontou o braço para os oponentes. — Pikachu, aproxime-se com Quick Attack!

    Os pokémon começaram seus ataques. Uma fraca aura branca tomou conta do corpo de Pikachu, e com um impulso, se aproximou de ambos Treecko e Starly em alta velocidade. Mas, ao invés de atacar, o rato amarelo começou a correr em torno dos dois, deixando tanto Treecko quanto Starly confusos, porém, alertas.

Razor Leaf! — os arbustos de Grotle brilharam em um tom verde-claro, e incontáveis folhas afiadas voaram na direção dos inimigos.

— Desviem! — alertou Matheus.

    Starly levantou voo, e Treecko jogou seu corpo para a direita, porém, o lagarto de grama havia se esquecido de Pikachu, e foi acertado em cheio em sua barriga, deixando-o desorientado por alguns instantes com o impacto. Por sua vez, o rato elétrico acertou uma rabada na bochecha de Treecko, arremessando-o em direção a Starly e o acertando em cheio. Após isso, ambos foram acertados pelas folhas afiadas lançadas por Grotle.

    Os ataques eram fortes demais para os dois pequenos. Mesmo ambos tendo resistência a ataques do tipo grama, Treecko e Starly sentiam bem cada corte que as folhas afiadas o causavam. E ver seus pokémon sofrendo, fazia Matheus sentir-se pressionado. O ataque logo cessou, e ambos os pokémon caíram no chão gravemente feridos.

— Treecko, Bullet Seed! — ordenou Matheus, um pouco aflito. — E Starly, Wing Attack! Ambos no Grotle!

— Hmff… Withdraw! — o ruivo exclamou.

    O casco da tartaruga de grama começou a brilhar em azul-marinho, ficando cada vez mais dura. Treecko, inspirou uma grande quantia de ar, e começou a cuspir inúmeras sementes em Grotle, porém, não surtia qualquer efeito. Já Starly, energizou suas duas asas, e acertou diversos ataques no casco de Grotle, Mas, mesmo sendo super efetivo, parecia que o inicial de grama não os sentia.

Electro Ball. — uma esfera feita de eletricidade acertou em cheio as costas de Starly, o pegando desprevenido e o causando um dano absurdo. Faíscas começaram a correr pelo corpo do pássaro, estava paralisado, e era quase impossível para ele continuar voando naquelas condições. — Seed Bomb.

    Grotle apenas cuspiu uma semente, muito maior que as de Treecko. Ela acertou o pássaro com tudo, e explodiu, lançando-o para os pés de seu treinador gravemente ferido.

P-Pound! — gritou Matheus, suando frio. O lagarto de grama energizou sua mão esquerda, e correu em direção à Pikachu.

— Defenda. Iron Tail. — a cauda do rato amarelo tornou-se em aço, após isso, deu o simples luxo de colocá-la frente ao seu corpo. Treecko a acertou com tudo, porém ele que sentiu dor, a força do impacto correu de volta pelo seu corpo, e o mesmo ficou atordoado por uns instantes. Foi tempo suficiente para Pikachu o acertar com uma rabada com tudo, lançando ao lado de Starly. — Acho melhor pararmos por aqui… Seus pokémon já estão muito feridos.

— Não! Eles conseguem continuar! Eu sei que conseguem! — retrucou Matheus, surpreendendo o ruivo. — Vamos pessoal! Levantem! Sei que vocês podem fazer mais que isso!

    Com os incentivos, Treecko e Starly se levantaram aos poucos com dificuldades. Algumas vezes, os dois cambaleavam e voltavam ao chão, mas, eles faziam de tudo para manter-se de pé.

— Se você diz… — ele deu os ombros, desinteressado. — Pode me atacar, estou esperando.

Whirlwind! — gritou. Starly conseguiu abrir suas asas e levantar voo. Em seguida, o pássaro começou a batê-las fortemente, fazendo uma corrente de ventos empurrar os adversários.

    Pikachu fazia esforço para continuar em equilíbrio, porém, sentia que ia acabar sendo lançado para longe em poucos momentos. Por outro lado, a forte corrente de ar sequer movia Grotle do lugar, a tartaruga não parecia incomodada com aquilo, a ponto de bocejar entediado.

Bullet Seed! — Treecko começou a cuspir novamente suas sementes, com a corrente de ar, elas tornaram-se mais velozes que anteriormente, consequentemente, causando um pouco mais de dano em Pikachu ao atingi-lo, porém, Grotle continuava não sentindo os ataques.

“Esse Grotle é uma muralha! Nenhum dos ataques surte efeito nele!” — afirmou o pardo mentalmente. — “Isso é muito diferente de quando enfrentei a Team Skull… É isso que é uma batalha de treinador?!”

    Starly parou de bater suas asas fortemente, com isso, a corrente de ar cessou. O pássaro sentia suas asas pesadas por conta das faíscas, se continuasse, acabaria desmaiando por exaustão. Treecko, ao notar que a ventania parou, também cessou seu ataque, e fitou seu parceiro nos céus preocupado.

— Só isso? Decepcionante. Está sendo um saco lutar contra você… Não consegue nem arranhar meu Grotle… — falou o ruivo entediado. —  Vamos acabar com isso de uma vez… — ele fixou seus olhos vermelhos em Matheus. — Por acaso já ouviu falar em ataques combinados?

— Ataques… Combinados…? — repetiu, com certa dúvida em seu tom.

— Deixe-me demonstrar… — o ruivo ergueu sua mão para o alto, após isso, gritou: — Pikachu, Grotle, ThunderLeaf Defense!!

— Q-que ataque é esse?! — questionou Matheus pasmo.

    Pikachu correu em direção ao Grotle, e subiu em seu casco amarelado. Suas bochechas vermelhas começaram a emanar faíscas, não demorou muito para o rato amarelo engolir a tartaruga de grama em um potente raio amarelado. Aquilo deixou o garoto de mecha azul surpreso.

    Grotle parecia sentir dor com o ataque aliado, porém, nada muito sério. Por sua vez, os arbustos no casco da tartaruga de grama começaram a brilhar em verde-claro, e folhas afiadas começaram a rodar em torno de si e de Pikachu, os envolvendo em um tornado de folhas, os trovões logo começaram a se unificar com as folhas voando em círculos, deixando-as eletrificadas.

    Grotle grunhiu, fazendo com que todas as folhas voassem para todas as direções possíveis. Tanto Treecko quanto Starly foram atingidos em cheio pelos ataques. Se os cortes das folhas já lhes causava um dano absurdo, agora era muito pior, as faíscas nas folhas entravam nos cortes em seus corpos, e corriam por todo seu interior, causando uma agonizante dor interna e um absurdo dano externo.

    Os dois não aguentaram, e acabaram deitando no chão nocauteados. Matheus ficou sem palavras com o resultado, suas pernas fraquejaram e o mesmo caiu de joelhos no gramado. Por sua vez, o ruivo apenas retornou seus dois pokémon de volta para suas cápsulas vermelhas esféricas, e caminhou lentamente até o pardo arrasado, com um sorriso cínico estampado no rosto.

    Ele parou, bem ao lado de Matheus. O rapaz de mecha azul ainda estava em choque com o resultado, que nem o percebeu ali parado.

— O resultado já era de se esperar, você é fraco, e seus pokémon também. É melhor levá-los para um Centro Pokémon e rápido, o efeito elétrico ainda está correndo nos corpos deles, e se você demorar muito, vai causar sérios problemas nos dois. — comentou, entre risadas. — Enfim. Foi um desprazer lutar contra um iniciante como você. Quando conseguir alguma insígnia, o que duvido muito, talvez lutaremos de novo. Eu, Ryan, estarei te esperando.

    Assim, o ruivo se afastou de Matheus, caminhando rumo à Petallet Vilage e o abandonando com seus pensamentos. O garoto voltou a si por um minuto, e se aproximou de seus pokémon lentamente. Ele os pegou no colo, sentia a respiração pesada dos dois, os ataques foram demais para os pequenos.

Uma lágrima escapou de seu olho, seguida por outra e mais outra, até ele desabar nas dolorosas e brilhantes gotas. Elas caíam em cima de seus pokémon, poucas conseguiam atingir o gramado. As molhadas gotas faziam as correntes elétricas se intensificarem um pouco mais, e essa pequena dor foi o suficiente para Treecko retomar a consciência.

Ao abrir seus olhos, se deu de cara com seu treinador entristecido e lamentando-se aos prantos. Vê-lo naquele estado deixava o lagarto um pouco bravo, se pudesse, ele o atacaria naquele mesmo instante, porém, mesmo se quisesse, seu corpo não respondia por conta das dores. Então, a única coisa que pôde fazer foi grunhir para chamar sua atenção.

T-Treecko…

— Me perdoem… Me perdoem por ter feito isso… — suplicou o garoto em murmúrios. — Me perdoem…

T-Treecko!!

    O alto grunhido fez com que Matheus parasse por um segundo, ele notou que o lagarto de grama o olhava fixamente, furioso e triste ao mesmo tempo. Demorou alguns instantes para Matheus saber o que ele queria, mas, ao se tocar, o pardo de mecha azul enxugou suas lágrimas envergonhado.

— T-tem razão… Chorar não vai mudar nada… — murmurou, pegando em sua mochila duas Super Potions e dois Paralyze Heals. Ele se sentou em uma pedra, e começou a borrifar os sprays nos ferimentos de seus pokémon, eles ardiam e muito, pois atingiam nos cortes abertos, porém, ambos sabiam que era para seu bem. — Os Paralyze Heal não vão curar vocês totalmente porque a paralisia está por dentro, e não por fora como normalmente. Mas, acho que ajudará a fazer vocês aguentarem até o Centro Pokémon.

Dito isso, ele retornou seus dois pokémons para suas pokébolas, e as guardou no bolso da calça. Botando a alça de sua mochila no ombro novamente, o rapaz intensificou seus passos. Ele precisava chegar o mais rápido que pudesse na próxima cidade.

 

Continua…


Notas Finais


Esse foi o capítulo. O que acharam?
Deixem um comentário dizendo o que acharam, sua opinião é muito importante para eu saber que estão gostando e para melhorar a história cada vez mais.

Até breve!


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