História PokéTrainers (Reescrita) - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~Matheus_Xavier

Postado
Categorias Pokémon
Tags Luta, Pokémon, Pokétrainers, Tortura
Exibições 79
Palavras 5.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Harem, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá treinadores, tudo bem? ^^

Trazendo para vocês o episódio que prometi ontem, não tenho nada para dizer aqui, então vamos lá ^^

Capítulo 5 - WoddenFirin Town!


 

    Matheus corria pela cidade com Starly em seus braços, acompanhado por um homem ruivo que havia acabado de salvar o garoto do Mega-Pinsir selvagem. Matheus não havia perguntado quem era ou o seu nome, estava preocupado com seu pokémon ferido.

 

— Vamos, falta pouco! – Afirmou o homem, tentando animar o rapaz.

 

    Matheus apenas assentiu, os dois passaram por uma loja, e entraram em um estabelecimento branco com pilastras vermelhas ao lado, com uma porta de vidro.

 

    O homem abriu a porta brutalmente, ele notou que o Centro pokémon se encontrava vazio, e deu passagem para Matheus. O garoto correu até o balcão do estabelecimento, onde havia uma bela enfermeira com cabelos curtos azuis, e olhos púrpuras vibrantes. A enfermeira lixava suas unhas com um olhar profundo, parecia nervosa com alguma coisa.

 

— C-com licença, enfermeira. – Matheus chamou a atenção dela, sua voz falhava, com um pouco de preocupação e cansaço.

 

— Sim, o que foi? – A enfermeira disse, não tirando seu olhar preocupado de suas unhas enquanto lixava-as.

 

— M-meu… pokémon… p-preciso de…

 

— Ei, Alice! Dê mais atenção a seus pacientes! – O homem se aproximou, ficando ao lado de Matheus enquanto “brigava” com a enfermeira.

 

— M-Myke! – A enfermeira deu um pulo, um pouco surpresa e assustada, ela guardou sua lixa rapidamente. — C-como foi na Rota 1? Espantou o Pinsir?

 

— Isso não vem ao caso! – O homem continuava firme em sua voz, gelando a enfermeira mais e mais. — Tenho aqui um amigo, e seu Starly se feriu gravemente na luta contra o Pinsir, já sabe o que fazer!

 

    Alice – a enfermeira – notou a presença de Matheus ao lado de Myke, fitando o garoto de cima a baixo, ela notou Starly em seus braços. O pokémon respirava pesadamente, enquanto sangue escorria por seu corpo e asas.

 

— Meu Arceus! O que houve com ele?! – Gritou Alice preocupada, saindo de trás do balcão rapidamente e se pondo ao lado de Matheus e Myke. A enfermeira pegou Starly em seu colo, e pôs a palma de sua mão no peito do pokémon delicadamente. — Ele está lutando para continuar vivo, droga… Gothitelle! Prepare a emergência!

 

    Após gritar, uma pokémon se teleporta ao seu lado. A pokémon possuía traços de uma mulher que se vestia com um vestido negro, com vários laços no mesmo. Possuía cabelos pretos encaracolados e olhos azuis cristalinos. Gothitelle estava com uma maca ao seu lado.

 

    Alice bota Starly calma e delicadamente em cima da maca, logo as duas disparam para dentro da sala de emergência. Um sinalizador em forma de injeção brilhou em vermelho acima da porta da sala, avisando que era grave.

 

— Não se preocupe. – Indagou Myke, chamando a atenção de Matheus. — Alice pode ser cabeça dura, mas faz um ótimo trabalho quando é para cuidar dos pokémon. Afinal, ela é uma enfermeira. – Brincou.

 

— Ok… – Matheus tentava se animar, porém a preocupação em seu olhar era visível até para quem não o conhecia.

 

— Venha, vamos nos sentar. – Falou Myke, dando uma cutucada de leve no ombro do rapaz.

 

    Myke liderou caminho até uma mesa verde clara, com duas cadeiras vermelhas e um vaso azul no centro. O ruivo se sentou, e encarou Matheus por uns instantes, o garoto estava de cabeça baixa, pensando em seu pokémon.

 

    Myke o encarou por longos cinco minutos, o garoto não se mexia, nem falava nada. O Centro Pokémon estava em um silêncio mortal. O ruivo já estava começando a se irritar.

 

— Ei, moleque! – Myke chamou sua atenção, estalando seus dedos a frente do rosto do garoto, acordando-o para a vida. — Acho que já deu de deprê, já te disse, seu Starly vai ficar bem nas mãos da Alice!

 

— Sim, eu sei… – Murmurou Matheus. — Mas… Me sinto culpado… Se não tivesse desafiado aquele Pinsir, ele não estaria…

 

— Grr… Escuta aqui, eu não gosto de fracotes! – Falou Myke, quase subindo em cima da mesa. — Você encarou aquele Pinsir, e isso foi um ato de coragem, mesmo que seu pokémon esteja ferido!

 

— Mas… Ele quase morreu… Devia ter escutado os outros… – Disse Matheus, tentando acalmar Myke, porém suas palavras só serviram para irritá-lo ainda mais.

 

— Eu sei que seu pokémon quase morreu! Todos aqueles treinadores estavam te falando pra você desistir, mas eles fizeram alguma coisa pra te ajudar ou te impedir? Não! Não passam de covardes esperando que eu chegasse e tirasse aquele Pinsir de lá! – Gritou Myke, gelando Matheus. — Você o enfrentou e tentou tirá-lo de lá, ninguém mais! Eles que tem que se calarem enquanto escutam você dizer algo!

 

— M-mas…

 

— “Mas” o que?! – Myke o interrompeu, calando o garoto no mesmo segundo. — Se ele morresse? Eu te salvei, ele não está morto! Pare de se preocupar com o “E se” e se preocupe com o que realmente acontecer! Entendeu?!

 

— S-sim…! – Respondeu Matheus.

 

— Ótimo… – Disse Myke, se acalmando. — Agora… Troque essa blusa cheia de sangue, e tome um banho…

 

    Matheus notou que sua blusa estava toda manchada pelo sangue de seu pokémon. O garoto assentiu, e se pôs de pé. Ele fitou o local em que estavam, uma recepção enorme de paredes e piso brancos, com o balcão mais a frente. A esquerda do balcão – onde ele e Myke estavam – ficava algumas mesas de espera, algumas haviam revistas em cima. A direita se localizava alguns videofones, ao lado de uma escadaria para o segundo andar. O rapaz subiu a escada, e se dirigiu ao banheiro do Centro Pokémon.

 

(...)

 

    Uma hora havia se passado, e Matheus retorna para a mesa onde Myke estava. Matheus se vestia agora com uma blusa de manga comprida verde, com bolsos pretos. Uma calça de moletom azul escura e sapatos de cano alto cinzas. Seu cabelo castanho escuro estava bagunçado, balançando pela brisa do local, e sua mecha azul, caída na lateral direita de seu rosto, como de costume.

 

    O ruivo batia os dedos na mesa impaciente, enquanto olhava fixamente para um copo pela metade a sua frente, esperando o garoto retornar.

 

— Que tédio… – Murmurou Myke, enquanto olhava sua bebida. Pelo reflexo do copo, ele viu Matheus se aproximando, e virou seu olhar para o mesmo. — Até que enfim, você voltou.

 

— É… Foi mal por demorar… – Disse Matheus, um pouco sem graça coçando a nuca.

 

— Sem problemas. – Ironizou Myke, bebendo um gole de sua bebida. — Vamos, sente-se.

 

    Assim, Matheus se sentou em sua cadeira, o garoto parecia um pouco menos preocupado como antes. Myke notou a preocupação do rapaz, e disse:

 

— Alice passou aqui agora pouco, ela disse que Starly ficará bem, só precisa descansar um pouco… Mas, o risco já passou.

 

— Sério? – Perguntou Matheus, seus olhos brilharam de alegria e alívio. — Graças a Arceus…

 

— Heh… Eu te disse que ela conseguiria. – Brincou Myke. — Agora, você pretende enfrentar o Ginásio da cidade?

 

— Não. – Respondeu Matheus, surpreendendo Myke. — Não sou um treinador, apenas estou indo pra Steel Down Town entregar um pacote. – O garoto retirou o pacote de dentro de sua mochila, e mostrou para Myke.

 

— Ok então… Pelo visto, não terei um desafio… Que chato… – Ironizou Myke.

 

— Espera… Como assim “não terei”? – Perguntou Matheus confuso, e Myke abre um pequeno sorriso,. O garoto havia percebido. — Não me diga que…

 

— Isso mesmo, sou o Líder de Ginásio de WoddenFirin Town, Myke! – Se apresentou, com um tom exibido.

 

— Hmm… Prazer, Matheus. – Disse Matheus sem o menor interesse, e Myke caiu pra trás.

 

— O que…? Não está impressionado de conhecer um Líder de Ginásio…? – Perguntou Myke.

 

— Por que estaria? São pessoas, assim como eu… – Respondeu Matheus. — Bom, enquanto Starly não volta, vou dar uma volta lá fora.

 

    Matheus se levantou da mesa, e caminhou até a porta de vidro do Centro Pokémon, deixando o local. Myke não deu muita atenção para o que o rapaz havia dito, e olha para o relógio do Centro Pokémon, eram exatas 20:00

 

“Aff… Hora do maldito toque de recolher…” Pensou Myke, com um olhar entediado. “Sinto que estou esquecendo algo…”

 

(...)

 

    Matheus caminhava calmamente pelas ruas de WoddenFirin Town, com as mãos em seus bolsos, pensando no que já tinha passado desde que pegou seu Treecko com o Professor Hawthorn.

 

    WoddenFirin town era uma pequena cidade perto do mar, com algumas casas e lojas, Centro Pokémon e o Ginásio de Myke: Um prédio de dois andares, com duas pilastras flamejantes na porta.

 

    Matheus estranhou o Ginásio da cidade, já que, ao lado esquerdo do mesmo, havia outro Ginásio um pouco menor.

 

    Perto do mar, havia uma espécie de túnel subterrâneo, porém era subaquático, estava fechado, por conta das reformas que estavam fazendo ali.

 

“Myke tem razão, eu acho…” Pensou o moreno, enquanto caminhava pela cidade. “Todos só falaram pra eu desistir, mas ninguém me ajudou…”

 

    O céu era preenchido por várias estrelas brilhantes, acompanhadas pela lua cheia, que brilhava e iluminava a cidade. Não havia nenhuma nuvem no céu, o que deixava a noite mais bela e calma.

 

— Vamos, seu pokémon maldito!

 

    Matheus ouviu um grito vindo de um beco, o garoto virou seu olhar, e se aproximou para ver o que era, se deparando com uma cena horrível. Três homens vestidos com roupas vermelhas estavam cercando um Eevee. O pokémon estava visivelmente desesperado e assustado, os homens desferiam inúmeros chutes e pontapés no pokémon, fazendo o beco ser ecoado pelos gritos de dor do mesmo.

 

    Matheus ficou apavorado com a cena, sem pensar duas vezes, correu para dentro do beco e empurrou um dos homens, derrubando-o no chão. O garoto se pôs a frente do Eevee, enquanto os outros dois se afastaram dando um passo para trás.

 

— O que foi isso? – Perguntou o primeiro homem, se levantando.

 

— Um verme está querendo ajudar outro. – Respondeu o segundo.

 

— Que lástima… Saia da nossa frente, moleque! – Gritou o terceiro.

 

— Nem pensar! – Afirmou Matheus. — O que vocês pensam que estão fazendo? Maltratando um Eevee indefeso! Por que?!

 

— O pokémon é nosso! Fazemos o que quisermos com ele! – Respondeu o segundo. — O que fazemos com ele, não é da sua conta!

 

— Se for para maltratá-lo, é da minha conta, sim! – Matheus continuava firme, protegendo o pequeno e ferido Eevee. — Se quiser machucá-lo, terão que passar por mim!

 

— Se é assim… Não vejo problemas… – Comentou o primeiro homem, sacando uma pokébola negra.

 

    Os outros dois também sacaram uma pokébola negra, Matheus não reconheceu o modelo das pokébolas, por estar escuro no beco. Os três lançaram as esferas negras para o alto, de um feixe obscuro, saíram três lobos cinzas, com as patas e jubas negras, olhos vermelhos fixados no garoto, sedentos por sangue, e presas afiadas, se alguém levasse uma mordida, com certeza teria a pele arrancada.

 

“Acho que foi uma má ideia ter dito isso…” Pensou o garoto com um sorriso forçado, analisando o pokémon a sua frente disfarçadamente.

 

Mightyena - O pokémon Lobo da Noite - Forma evoluída de Poochyena

Mightyena deixa bem óbvio quando está prestes a atacar sua presa, rosnando profundamente enquanto se prepara para atacá-la. Este pokémon morde brutalmente sua presa se a encurrala.

 

— Então, vai sair da nossa frente? Ou, vamos ter que tirá-lo daí? – Perguntou o primeiro homem, com certo deboche em seu tom.

 

— Por acaso você é surdo? Já disse que terão que passar por mim! – Respondeu Matheus, Eevee apenas fitava o garoto protegendo-o, com um olhar assustado.

 

— Que seja, então… – Comentou o terceiro.

 

— Já faz dias que nossos pokémon não se alimentam. – Disse o segundo, com um sorriso macabro no rosto.

 

— Mightyena’s! Aproveite o banquete de vocês! – Gritou o primeiro.

 

    Os lobos começaram a rosnar profundamente, com seus pelos levantados e saliva escorrendo por suas presas afiadas. Matheus sabia que não conseguiria lutar contra eles, então, tomou uma decisão louca.

 

— Venham! Me pegue se conseguir! – Disse o garoto, provocando os Mightyena’s. — Tem filé pra todo mundo! Só não pode desperdiçar!

 

    Os lobos continuam a rosnar, aproximando lentamente de Matheus. O garoto dava pequenos passos para trás, sem os homens perceber, ele estava ao lado de Eevee.

 

— Qual é, assim eu vou esfriar! – Provocou o garoto, tirando sua blusa e sua camisa. — Não querem um pedaço fresquinho de carne?

 

    Os lobos se preparam para pular em cima do garoto. Matheus apenas se agachou, enrolando o pequeno e ferido Eevee em sua blusa. Um dos homens notou, porém era tarde demais para dar outro comando para os Mightyena’s.

 

    Os três lobos sedentos por sangue pularam ao mesmo tempo, Matheus abriu um pequeno sorriso, e disparou em direção aos mesmos, dando uma rasteira para desviar por baixo dos ataques dos Mightyena’s e sair ileso. Os lobos deram de cara com latas de lixos, causando um alto estrondo.

 

‘Sayounara’ otários! – Ironizou Matheus, empurrando novamente o primeiro homem e saindo correndo do beco.

 

— Grr… Peguem ele! – Gritou o homem, furioso.

 

    Matheus corria sem parar pelas ruas da cidade, sem olhar pra trás. Uma vez ou outra, olhava o pequeno em seus braços. Eevee estava escolhido, enrolado na blusa do rapaz, respirando pesadamente na esperança de conseguir o fôlego de volta.

 

— Aguente firme! Alice vai cuidar muito bem de você! – O garoto tentava animar o Eevee, a raposa abriu um pequeno sorriso de esperança, e desmaiou no colo do rapaz. — Falta pouco…

 

    O garoto conseguiu avistar o Centro Pokémon, e viu uma esperança. Porém, três esferas de energia negras explodiram à sua frente, obrigando o garoto a parar de correr. Quando a fumaça se dissipa, ele viu os três Mightyena’s furiosos, lambendo suas presas.

 

“Danou-se…” Pensou o garoto, com um sorriso irônico no rosto.

 

— E-então, conseguiram alcançar o filé… Meus parabéns! – Matheus continuava provocando-os, ele viu que na boca do Mightyena à esquerda, havia um pedaço de pano, ele percebeu que era sua camisa, rasgada.

 

“Que merda, eu do passado, deixou sua camisa cair pros lobinhos te farejarem… Que inteligente da sua parte…” Ironizou o garoto.

 

    Os lobos continuam a rosnar, o Mightyena do meio uivou, e os outros dois dispararam em direção a Matheus.

 

“É, não tenho escolha!” Pensou o garoto.

 

    Rapidamente, Matheus jogou o pequeno pacote que continha Eevee para a esquerda, e jogou seu corpo para a direita, conseguindo desviar dos lobos. O garoto bateu seu braço em uma lata de lixo, dando um pouco de dor no local, porém nada que o impediria de continuar.

 

    O garoto abriu um sorriso ao ver os dois lobos confusos, porém percebeu que o terceiro estava carregando uma esfera negra em sua boca, estava enorme. Mightyena atirou, o garoto se pôs atrás da lata de lixo, conseguindo se defender do ataque, porém não havia sobrado nem pó da lata.

 

“São fortes…” Pensou ele.

 

    O moreno notou dois brilhos roxos vindo de suas costas, eram os outros dois Mightyena’s, preparando esferas negras em suas bocas. O garoto recuou um pouco, e notou que havia um enorme cano enferrujado ao seu lado.

 

    Os ataques foram lançados, em um único e rápido movimento, Matheus pegou o cano ao seu lado e rebateu a esfera negra mais rápida, fazendo-a retornar, e interceptar a segunda, criando uma explosão.

 

— Strike um! – Gritou o garoto.

 

    O terceiro Mightyena pulou em suas costas, seu olhar transbordava sua sede de sangue. Antes mesmo do lobo o agarrar, Matheus acerta sua cabeça com o cano, jogando o lobo para trás tonto por conta do impacto, pode-se ver um dente do lobo voando.

 

— Strike dois! – Gritou o garoto novamente.

 

    Os outros dois Mightyena’s dispararam em direção ao rapaz. Suas duas garras estavam tomadas por escuridão e trevas, os dois lobos desferiram um forte arranhão em Matheus, que conseguiu se defender com o cano, porém foi partido ao meio.

 

“Tomara que aquela aula sobre ataques tenha valido a pena, pois eu irei precisar dela!” Pensou o garoto, desesperado enquanto fitava outra garra sombria vindo em sua direção.

 

    O moreno jogou seu corpo para trás, desviando do arranhão obscuro, e se deu conta que estava cercado pelos três Mightyena’s. O lobo à suas costas lambia o local onde havia uma de suas presas, que foi arrancada por conta do golpe do rapaz, os outros dois apenas rosnavam furiosos.

 

    Matheus abriu um sorriso, e bateu os canos em suas mãos acima de sua cabeça fortemente, fazendo um barulho agudo de metal ecoar por todo o local, deixando os lobos desorientados por uns instantes.

 

“É agora!” Pensou o garoto confiante.

 

    Rapidamente, Matheus pegou o Eevee desacordado em seu colo novamente, e lançou seu Treecko para o campo de batalha.

 

— Prenda eles com Leech Seed! – Gritou o garoto.

 

    Treecko assente, e cospe várias sementes nas patas dos Mightyena’s. As sementes começaram a germinar e criar raízes, que foram enrolando nas patas dos lobos e assim, os prendendo sob o chão.

 

— Strike três! Estão fora! – Gritou o garoto. — Vamos Treecko! – O lagarto de grama assente, e pula no ombro de seu treinador.

 

    Matheus continuava com sua intensa correria até o Centro Pokémon, agora com Treecko em seu ombro e dois canos enferrujados em suas mão, e o pequeno Eevee em seus braços. O garoto já conseguia ver o brilho das luzes que refletiam sobre as portas de vidro do Centro Pokémon, porém, estrelas de água atingiram o chão a sua frente.

 

    O garoto jogou seu corpo para trás assim que viu as estrelas de água, caindo de mal jeito no chão, ele bate seu cotovelo, dando um pouco mais de dor.

 

“Droga… Pelo visto, hoje não é meu dia…” Pensou o garoto.

 

— Então, é você que está dando tanto trabalho para meus homens… – Uma voz feminina foi ecoada pelo local, Matheus começou a olhar para todos os lados, procurando a dona da voz. — Que decepção, tanto trabalho para conter um moleque…

 

    Do telhado do Centro pokémon, pulou duas sombras, caindo em pé na frente do garoto. A sombra a direita era de uma garota, com aproximadamente dezessete anos, sendo dona de cabelos roxos curtos, e olhos negros como a noite, vestida com um top preto com detalhes vermelhos colado em seu corpo, uma saia curta com as mesmas cores, e botas de couro pretas que alcançava seus joelhos.

 

    Ao lado da garota, havia um pokémon um pouco maior que a mesma, tendo traços de um sapo combinados com a de um ninja, pele azul escura, com dois desenhos de estrelas azul clara em suas coxas, uma barriga amarela, onde havia vários arranhões e feridas, e uma enorme língua enrolada sobre seu pescoço, como um cachecol, Matheus analisou o pokémon disfarçadamente:

 

Greninja - O pokémon Ninja - Forma evoluída de Frogadier

Ele aparece e desaparece com a graça e elegância de um ninja. Ele brinca com seus inimigos usando movimentos rápidos, enquanto o ataca com estrelas de água.

 

— Então, você tem uma pokédex. – Comentou a garota, notando que Matheus estava analisando seu pokémon. — Que desprezível… Me sinto enojada ao ver pirralhos com este aparelho achando que são fortes.

 

— Desculpa se você é pobre e não conseguiu ter uma. – Provocou Matheus. — Posso saber o nome dessa ninja de araque na minha frente?

 

— “Araque”?! – A garota se enfureceu. — Eu, Syra, sou a melhor ninja que você irá conhecer!

 

— Duvido muito… Já vi melhores, e nenhum deles saia por aí deixando os outros o ver, e nem falam seus nomes. – Falou Matheus. — Sinceramente, odeio coisas do Paraguai…

 

— Vamos ver se você irá falar a mesma coisa quando eu arrancar sua cabeça! – Comentou Syra, e Greninja deu um passo à frente.

 

“Pelo Amor de Arceus, quem são esses caras?” Pensou o garoto desesperado.

 

— Greninja, acerte ele com Water Shuriken! – Ordenou Syra.

 

    O pokémon Ninja assente, pondo-se de joelhos, Greninja leva suas mãos até o desenho de estrela em suas coxas, as mesmas começaram a transbordar de água. Greninja molda-as e atira inúmeras shurikens em direção ao garoto.

 

    Matheus se levanta rapidamente, e joga seu corpo para a direita, desviando das shurikens feitas de águas, batendo seu braço direito no chão, o garoto ouviu um osso estalando, e fez uma expressão de dor.

 

— T-Treecko… Bullet… S-Seed…! – Ordenou Matheus, não aguentando a dor em seu braço.

 

    Treecko pulou do ombro de seu treinador, e atira uma rajada de sementes, algumas acertava o chão, mas a maioria acertava Greninja, causando uma densa fumaça preta em torno do pokémon Ninja.

 

    Syra abriu um sorriso, o que confundiu Matheus e Treecko. Greninja surge por trás do lagarto de grama, e o ataca com uma lâmina negra, jogando-o para perto de seu treinador, extremamente ferido.

 

    Matheus ficou confuso, ele olhou para a fumaça se dissipando, e viu um pedaço de tronco no lugar de Greninja, o pokémon havia usado o Substitute.

 

“Que saco, odeio ninjas…” Pensou o garoto ironicamente.

 

— Treecko…! C-consegue… Continuar? – Perguntou Matheus, e seu pokémon assente, se pondo de pé. — Certo… Acerte-o com Thun…

 

    O garoto não conseguiu dar um comando, seu braço começou a doer mais. Treecko não sabia o que fazer, e olhou para seu treinador desesperado.

 

— Heh… Ice Wind! – Ordenou Syra.

 

    Greninja começou a mexer seus dedos, como se estivesse fazendo jutsus, após isso, inflou sua barriga e expeliu uma forte nevasca gélida. Treecko não viu o ataque, e foi acertado diretamente, o lagarto tremia de frio e ofegava de cansaço.

 

— Tre-Treecko! – Gritou Matheus, desesperado.

 

— Acabe com ele, Water Pulse! – Ordenou Syra.

 

    Greninja pôs sua mão direita de rente à sua cintura, e começou a rodeá-la com sua mão esquerda, nela foi surgindo uma esfera de água. O pokémon Ninja investiu em direção a Treecko, e o acertou com a esfera de água em seu peito, fazendo o lagarto de grama cuspir um pouco de sangue, jogando ele com força contra a parede do Centro Pokémon, causando um forte estrondo.

 

    Treecko se encontrava nocauteado, em volta de destroços da parte atingida da parede. Seu peito estava com uma parte queimada, com fumaça branca sendo exalada, e um pouco de sangue escorria do canto de sua boca.

 

— Ele continua vivo? – Perguntou Syra ironicamente, olhando de canto à Treecko. — Que pokémon chato. Greninja, corte a cabeça dele com Night Slash!

 

— O-o que…?! – Questionou Matheus, desesperado.

 

    Greninja leva sua mão direita para sua cintura, e puxa uma lâmina de energia obscura, o pokémon Ninja investe com uma velocidade absurda até Treecko, e desfere um forte corte.

 

    Antes mesmo de Greninja acertar seu ataque em Treecko, Matheus conseguiu se pôr na frente de seu pokémon, e receber o forte golpe em seu corpo. O garoto urrou de dor ao ser atingido, um enorme corte vermelho ficou marcado em sua barriga e peito, sangue espirrou para todos os lados, o braço do pokémon Ninja ficou vermelho. Greninja viu quem atingiu, e se afastou, pondo-se ao lado de Syra.

 

— Mas o que… – Syra ficou sem palavras. — O que está pensando em fazer, idiota?! Se está afim de morrer, eu realizo seu desejo sem nenhum problema!

 

— V-você… n-n-não vai… mais ferir meu Treecko…! – Murmurou Matheus, levantando-se com muita dificuldade, com a mão apoiada no corte, que sangrava sem parar.

 

— Grr… Corte a cabeça dele, Greninja! Night Slash! – Ordenou Syra.

 

    Greninja assente, o pokémon leva suas duas mãos para sua cintura, e puxa duas lâminas de energia negra. O pokémon Ninja investiu contra Matheus com uma velocidade avassaladora, e começou a desferir golpes furiosos.

 

    Matheus conseguia desviar com dificuldades dos ataques de Greninja, pouco a pouco, o garoto ia se afastando de Treecko, e se aproximando dos canos enferrujados – que havia largado ao lado de Eevee para conseguir ajudar Treecko.

 

    Bem próximos aos canos, Greninja desfere um corte horizontal, Matheus conseguiu se abaixar e desviar do golpe, e pegou os dois canos. Após isso, acertou a perna esquerda do sapo ninja, Greninja urrou de dor, e se pôs de joelhos.

 

    Matheus sorriu, porém sentiu mais dor em seu corpo, largando o cano na mão esquerda e apoiando a mesma no corte. Greninja deu uma rasteira no garoto, derrubando-o no chão. Greninja pegou impulso, e deu um forte salto, rachando o chão abaixo de si.

 

    Greninja preparou outras duas lâminas negras, e as cruzou de frente de seu peito, em formato de X. O Ninja mergulhou aos céus, pronto para finalizar com a vida do garoto.

 

“Dr-droga…!” Pensou o garoto.

 

    Matheus botou o cano na frente de seu corpo, e defendeu o forte corte de Greninja, um forte e agudo barulho foi ecoado por todo o local, quebrando os vidros do Centro Pokémon e de algumas casas ao redor. Greninja caiu ao lado de sua treinadora após o ataque, e Matheus se levantou ainda segurando o cano, porém ele quebra em vários pedaços.

 

— Acho que sua guarda baixou… – Ironizou Syra.

 

— Q-que… piada boa… – Murmurou Matheus, segurando sua barriga. — P-por que você… não v-vai pro… A p-praça é nossa?

 

— Mesmo quase morrendo, continua com essas piadinha merdas… – Disse Syra. — Isso é surpreendente, pena que não durará muito. Water Pulse! – Greninja começou a preparar outra esfera de água em sua mão.

 

“Que saco… Desculpe, mãe… Não irei conseguir entregar seu pacote…” Pensou Matheus, fechando seus olhos enquanto esperava o ataque de Greninja, com um sorriso singelo no rosto.

 

— Agora! – Gritou Syra.

 

    A esfera de água estava enorme, do tamanho de uma moto e se distorcendo de tanta força. O pokémon pega impulso, e joga em direção a Matheus.

 

    Um forte feixe negro intercepta o ataque de Greninja, criando uma vasta explosão seguida de uma fumaça branca, obrigando Matheus a se defender, colocando seus braços de frente a seu rosto. O garoto virou seu olhar para trás, e viu Myke se aproximando lentamente, acompanhado pelo seu Mega-Houndoom.

 

— Como você gosta de uma confusão. – Ironizou Myke, passando ao lado do garoto. — Certifique que os pokémon ficarão seguros, eu cuido dela.

 

— O-ok! – Afirmou Matheus, pegando os dois pokémon no colo e se apoiando na parede de uma casa ao lado.

 

— O que temos aqui… Syra… Faz tempo, não? Uns dois anos senão me engano… – Disse Myke, com um sorriso vitorioso no rosto. — Que milagre é esse? Continua com seu Greninja? Pensei que tivesse o abandonado que nem os outros.

 

— Não é da sua conta o que eu faço com meus pokémon! – Falou Syra, tentando manter-se firme. — Teremos uma revanche, Líder de WoddenFirin Town, e será agora! Greninja, Water Shuriken!

 

    Greninja salta, e lança várias shurikens aquáticas em direção a Mega-Houndoom. O Mega pokémon desferiu uma forte mordida em todas as shurikens, explodindo-as e saindo ileso.

 

— Pff… Continua previsível como sempre. – Disse Myke, gelando Syra. — Para uma ninja, seus movimentos são mais previsíveis do que um iniciante. – O ruivo olhou de canto para Matheus. — Sem ofensas.

 

— De boa… – Falou Matheus.

 

— Houndoom, Solar Beam Lunar Style! – Gritou Myke.

 

    Mega-Houndoom rugiu, amedrontando Greninja e fazendo-o recuar. O Mega pokémon começou a carregar um forte raio de energia azul claro em sua boca, com os raios lunares, ele ficava mais e mais forte.

 

— Droga… – Murmurou Syra. — Greninja!

 

Night Slash! – Gritou Syra e Myke simultaneamente, a garota se surpreendeu, e Myke abriu um sorriso vitorioso.

 

— Sabia que ia ser esse golpe! – Comentou Myke. — Atire!

 

    Mega-Houndoom disparou seu feixe de energia, Greninja criou duas lâminas negras, e perfurou o golpe do Mega pokémon, se aproximando pouco a pouco do mesmo. Mega-Houndoom aumentou a potência de seu golpe, forçando para as lâminas de Greninja, que não aguentaram, e acabaram se partindo ao meio. Greninja foi engolido pelo raio, que logo explodiu, lançando o ninja para o lado de sua treinadora gravemente ferido.

 

— Eu te disse, previsível demais para uma ninja… – Ironizou Myke.  

 

— Grr… – Syra rangia os dentes furiosa. — Greninja, Water…

 

Fire Blast! – Gritou Myke, interrompendo Syra.

 

    Rapidamente, Mega-Houndoom disparou uma explosão de chamas em forma de kanji, surpreendendo Greninja e o acertando diretamente, engolindo-o em outra explosão.

 

— Hahah! Então, já vai desistir? – Perguntou Myke entre risadas.

 

— Não mesmo! – Gritou Syra. — Eu te derrotarei, como deveria ter feito dois anos atrás!

 

— Está bem então… – Myke deu os ombros. — Você sabe que só “ele” consegue me derrotar na Oppidum inteira.

 

— Calado! – Gritou Syra furiosa. — Greninja, use…

 

    Syra foi interrompida, algo em seu pulso começou a apitar. A garota olhou para o mesmo, e fez uma cara furiosa.

 

— Então, vai ter que ir… – Perguntou Myke ironicamente. — Parece que foi salva pelo gongo.

 

— Droga… Greninja, Smokescreen! – Gritou Syra, Greninja começou a mexer seus dedos freneticamente, e expeliu uma densa e grossa fumaça negra, após ela se dissipar, Syra e Greninja haviam sumido.

 

— Vá pelas sombras, literalmente. – Brincou Myke, seu pokémon retrocede de forma, e os dois caminharam até Matheus. — Parece que Alice vai ter mais trabalho…

 

(...)

 

    Myke estava sentado na mesa de espera, encarando outro copo – desta vez vazio – enquanto esperava Matheus retornar da Sala de Tratamento. O ruivo parecia entediado, batendo seus dedos de leve na mesa enquanto encarava o copo, com seu Houndoom sentado ao lado.

 

— Então, eles voltaram à ativa… – Murmurou Myke, chamando a atenção de seu pokémon. O ruivo o encarou, e abriu um sorriso. — Pelo visto, vamos ter que queimá-los outra vez, garoto!

 

    Um barulho de sino foi ouvido da Sala de Tratamento, Myke e Houndoom a encara, e avistam Matheus acompanhado por Alice. O garoto estava com sua barriga e uma parte de seu peito enfaixados, também seu braço direito estava enfaixado, e um bandage em sua bochecha esquerda.

 

— Você ficará bem, apenas precisará tomar o remédio que te receitei, para seu braço não inchar, e a cicatriz em seu peito não inflamar… – Comentou Alice, olhando em uma prancheta em sua mão.

 

— Ok, sem problemas. – Disse Matheus sorrindo, porém Alice puxa sua bochecha com força. — Ai ai ai… E por que isso?

 

— Isso foi pra você tomar cuidado! Teve muita sorte que seus pokémon estão vivos! E mais ainda por você continuar vivo! Por que você desobedeceu o toque de recolher?! A cidade é perigosa à noite! – Disse Alice, brava.

 

— Toque de recolher? Eu não sabia que tinha isso aqui. – Respondeu Matheus, alisando a área de sua bochecha que Alice apertou. — Myke não me disse nada, se ele tivesse dito, eu não teria saído.

 

— Então, foi culpa dele… – A azulada cerrou um olhar furioso em Myke, o mesmo notou, e gelou.

 

    Alice se aproximou de Myke, e começou a puxar sua orelha. Matheus apenas os observava, pareciam estar brigando, o garoto se aproximou, e conseguiu ouvir a discussão.

 

— Por que não disse à ele do toque de recolher?! – Perguntou a enfermeira, brava.

 

— Eu tinha me esquecido… Desculpa! – Respondeu Myke, e Alice notou o copo na mesa.

 

— Está bem então… Pelo visto você não tem jeito… – Disse ela, se acalmando.

 

— Err… Vocês estão namorando? – Perguntou Matheus.

 

— Não. – Respondeu Myke, surpreso com a pergunta.  

 

— Casados?

 

— Também não. – Respondeu Alice, da mesma maneira.

 

— Ficando?

 

— Não… – Disse Myke. — Por que raios você está perguntando isso?

 

— Vocês parecem marido e mulher brigando… – Comentou Matheus, fazendo Alice corar levemente.

 

— Não seja tapado. – Alice deu um forte cascudo na cabeça de Matheus. — Eu já tenho uma namorada…

 

— Aii… Desculpa… – Disse o garoto, alisando a área atingida.

 

— Falando nisso, ainda vai visitá-la amanhã? – Myke puxou assunto.

 

— Sim, ela quer me mostrar algo importante. – Respondeu Alice, corando levemente.

 

— Sei… “Importante”... – Disse Myke, com um tom malicioso.

 

— É-é importante, sim! – Gritou Alice corada. — N-não pense em besteira!

 

— Eu não disse nada, você que está botando palavras em minha boca… – Disse Myke, enchendo seu copo outra vez.

 

— Que bebida é essa? – Perguntou Matheus, com certa curiosidade.

 

— Uma misturinha caseira… Acho que você não aguentaria… – Falou Myke, bebendo um gole.

 

— Ok… Alice, você disse que está indo onde? – Perguntou o garoto, virando seu olhar para a enfermeira.

 

— Steel Down Town, vou partir amanhã às 08:00, e deixar o Centro Pokémon sobre os cuidados de uma amiga aqui da cidade. – Respondeu Alice. — O único ônibus sairá amanhã, o próximo voltará apenas na semana que vem… E ela me mandou ir o mais rápido possível… Se eu perder o ônibus, terei que ir a pé.

 

— Será que eu posso ir com você? – Perguntou Matheus. — Tenho que ir para lá entregar um pacote.

 

— Ah… Claro, porque não. – Disse Alice. — Amanhã, às 07:30, eu te acordarei para sairmos.

 

— Ok, às 07:30, estarei de pé! – Afirmou Matheus.

 

— Então, aqui está as chaves de seu quarto. – A azulada entregou um chaveiro para Matheus, contendo uma etiqueta com o número cinquenta e dois. — Seu quarto fica no segundo andar, no final do corredor à esquerda.

 

— Ok, mas, e os meus parceiros? E o Eevee? – Perguntou Matheus, pegando as chaves.

 

— Ficarão bem, só precisam descansar. – Respondeu Alice. — Recomendo que eles fiquem na Sala de Emergência descansando, Gothitelle cuidará bem deles.

 

— Ok então. – Matheus se sentiu aliviado pela notícia, suspirando logo em seguida. — Bem, eu vou indo, até amanhã, Alice.

 

— 07:30, e eu te chamarei! – Avisou Alice, sentando-se na mesa com Myke.

 

— Sem problemas! – Afirmou o garoto, subindo as escadas e andando em direção à seu quarto.

 

    O quarto que Alice o deu era enorme, com uma cama kingsize no centro, uma cabeceira ao lado da cama, e uma TV de tela plana na parede. O piso era feito de madeira escura, e a janela com uma cortina branca e rosa.

 

    Matheus apenas se jogou em cima da cama kingsize, e ligou a TV, o garoto olhou para os remédios que Alice havia lhe dado, e bebeu. Alguns minutos se passaram, e Matheus se sentiu cansado – um efeito colateral do remédio – o garoto desligou a TV, e logo adormeceu.

 

Continua…


Notas Finais


E esse foi o episódio de hoje, desculpem qualquer erro ^^'

Vejo vocês em breve, treinadores! ^^


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