História PokéTrainers (Reescrita) - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Matheus_Xavier

Postado
Categorias Pokémon
Tags Luta, Pokémon, Pokétrainers, Tortura
Exibições 70
Palavras 4.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Harem, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá treinadores, tudo bem? ^^

Trazendo para vocês o episódio de hoje, vamos lá! ^^

Capítulo 6 - Treinamento com Alice na Rota 2!


 

— Matheus! Matheus! – Alice batia freneticamente na porta do quarto do garoto. — Que droga, acorda logo!

 

    Pouco a pouco, Matheus foi abrindo seus olhos, o garoto sentia uma pequena dor de cabeça. Sonolento, ele olha aos arredores, e notou que a luz solar invadia seu quarto pela janela de vidro, graças a cortina, a luz tomava um leve tom rosa.

 

    O garoto virou seu olhar para a cabeceira, o despertador tocava sem parar. Matheus apoiou a mão em sua cabeça, a cada toque do despertador, ela latejava. O garoto fitou a hora, era 11:42, com raiva, ele joga o despertador pela janela.

 

“Que droga de dor de cabeça…” Pensou o garoto, olhando para o teto de seu quarto. “11:42… Ainda é muito cedo… Por que raios você colocou pra tocar tão cedo, eu do passado?”

 

    O garoto pensava enquanto fitava o teto de seu quarto, até que lembra o por que do despertador: Ele tinha que sair com Alice às 07:30!

 

— Merda, merda… Ela vai me matar! – Murmurava o garoto, levantando-se rapidamente e pegando sua roupa em sua mochila, após isso, correu para dentro do banheiro.

 

(...)

 

    Matheus abriu a porta de seu quarto devagar, vendo se Alice estava no corredor, porém a enfermeira não estava. O moreno suspirou aliviado, e andou de fininho até as escadas.

 

    Matheus se vestia com uma regata listrada – branca e preta – deixando á mostra seu braço enfaixado. Uma calça de moletom preta e sapatos cinzas com a solas pretas. Seu cabelo castanho escuro continuava bagunçado, e sua mecha azul caída na lateral direita.

 

    Descendo as escadas devagar, Matheus olhou aos arredores, encontrando Alice no balcão, lixando suas unhas, com uma cara furiosa. Também encontrou Myke, sentado na mesma mesa da noite passada, o ruivo dormia com a boca aberta, enquanto babava. Seu copo e sua garrafa estavam vazios em cima da mesa.

 

“Ok… Passou a noite toda bebendo…” Pensou Matheus ironicamente. “Como será que ele luta nos desafios?”

 

    O moreno se aproximou do balcão, Alice viu o garoto e cerrou um olhar furioso, gelando o sangue do mesmo.

 

Y-Yoi tsuitachi… (Bom dia) – Disse Matheus, tentando esconder o medo de encarar a enfermeira.

 

— Hmff… Bom dia… – Disse Alice, seu tom não era o dos mais felizes. — Você disse que iria acordar às 07:30, não?

 

— S-sim… E-eu me lembro disso… – Falou Matheus. — M-me desculpe mesmo…

 

— Tudo bem… – Respondeu a azulada, guardando sua lixa. — Eu também não consegui acordar na hora, então… Me desculpe também… – Ela abriu um sorriso sem graça.

 

— Então, não corro risco de vida? – Perguntou o rapaz, e Alice balança a cabeça negativamente. — Isso!

 

— Bem, de qualquer maneira, teremos que ir caminhando… – Disse Alice.

 

— Já esperava por isso… – Murmurou o rapaz. — Então, com ou sem você, eu iria andar por mais dois dias… Que coisa triste… – O garoto foi interrompido por um alto ronco de Myke, Matheus olhou de canto para o mesmo. — E ele?

 

— Ah, nós bebemos um pouco mais depois que você subiu, e ele acabou dormindo aí. – Respondeu a azulada, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

 

— Ok então… Quando vamos partir? – Perguntou Matheus.

 

— Quando você quiser. – Respondeu Alice. — Seus pokémon estão te esperando na Sala de Emergência, Gothitelle cuidou muito bem deles.

 

“Tenho que agradecê-la depois…” Pensou Matheus.

 

— Então, apenas avisarei a minha mãe que cheguei aqui, e nós podermos ir. – Falou o garoto, e Alice assentiu.

 

A enfermeira foi para a Sala de Emergência, e Matheus foi para os videofones, o garoto ligou para sua casa. Alguns minutos se passaram, e alguém atende. O garoto foi recebido por uma careta, assustando-o.

 

— Aff… É só você, Molga… – Disse o garoto, se acalmando.

 

— Emo, Emo… – Riu Emolga.

 

— Cadê a mãe? – Perguntou o garoto, ele viu Emolga planando para longe, uns segundos se passaram, e ela volta, agora no ombro de Elize.

 

Yoi tsuitachi, filho! – Disse ela, animada com a ligação.

 

Yoi tsuitachi… Como está aí em casa? – Perguntou o garoto.

 

— Como sempre, parado, com bastante trabalho pra fazer. – Respondeu a mulher, abrindo um doce sorriso.

 

— Quando eu voltar, ajudarei a senhora com o jardim. – Disse o garoto, contente.

 

— A-ah… Como está o pacote? – Perguntou Elize, lembrando do plano dela e de Emolga.

 

— Está bem, estou tomando o máximo de cuidado com ele. – Respondeu o rapaz, fazendo sua mãe abrir um sorriso forçado. — O que tem nele?

 

— A-ah… Só… Umas… C-coisas de mulher, você não vai querer saber! – Mentiu ela.

 

— Tá bem… – Comentou o garoto, sem entender nada.

 

— Como é aí em WoddenFirin Town? – Perguntou Elize, curiosa.

 

— É bem bonito, ainda mais de noite. A lua e as estrelas ficam lindas no céu. – Falou Matheus, Elize abre um singelo sorriso, e nota o braço enfaixado de seu filho.

 

— O que houve com seu braço?! – Gritou Elize, preocupada.

 

— Ah… Foi um… pokémon que tentei pegar… – Mentiu o garoto, ele não sabia o que iria acontecer se sua mãe soubesse a verdade, e nem queria saber. — Acabei caindo de um barranco enquanto o perseguia…

 

— Ah sim, e conseguiu pegá-lo? – A mulher estava curiosa, com um tom de animação.

 

— Na verdade não, mas eu peguei um Starly, e escolhi o Treecko como inicial. – Respondeu Matheus.

 

— Que legal. Bem, eu comecei com um Chespin, mas admito que Treecko’s são fortes também. – Disse Elize animada. — Minha primeira captura foi a Molga, desde então somos inseparáveis.

 

    A mulher havia mergulhado em um rio de lembranças, contando sua jornada para seu filho, que apenas ouvia com um singelo sorriso no rosto. Mesmo não querendo ser um treinador, Matheus adorava ouvir as histórias de sua mãe de quando era treinadora, a ponto de passar dias ouvindo elas.

 

— Também me lembro de quando lutei contra seu pai pela primeira vez, sabia que ele havia começou com um Bulbasaur? Ele chegou atrasado no laboratório e só tin… – Elize botou sua mão em sua boca rapidamente ao perceber o que estava falando, o sorriso no rosto de seu filho se desmanchou instantaneamente, e pequenas lágrimas começaram a escorrer de seu rosto. — De-desculpe filho… E-eu…

 

— N-não… Tudo bem, não é nada… – O garoto tentava disfarçar sua tristeza, enxugando suas lágrimas que caiam sobre o videofone.

 

— Não filho, realmente, me desculpe. – Perdoou-se Elize. — Não devia ter começado a contar essas coisas… Bem, se eu ficar conversando com você, nunca chegará em Steel Down Town.

 

— Ah… É mesmo, acho que a Alice vai me matar se eu demorar mais. – Indagou Matheus. — Até, chegando em Steel Down Town, eu ligo pra você novamente.

 

— Estarei esperando! – Disse Elize sorrindo, desligando logo em seguida.

 

    Assim que Elize desligou, Matheus deu um breve suspiro, e se sentou na mesa de Myke, enquanto esperava Alice retornar. O ruivo roncava alto, o que estava começando deixar o moreno incomodado.

 

“Como será que ele batalha nos desafios de ginásio…?” Se perguntou mentalmente.

 

(...)

 

    Matheus continuava fitando o Líder de Ginásio dormindo por um bom tempo, esperando a azulada retornar. Um pequeno barulho foi ouvido na direção da Sala de Emergência, o garoto a fitou, e avistou Alice retornando, com Gothitelle ao seu lado, Treecko e Eevee em seus ombros, e Starly voando em torno de sua cabeça. A enfermeira segurava uma prancheta em sua mão, parecia estar revisando alguma coisa.

 

— Potion’s, Revive’s e Antidote’s, estão na dispensa… Paralize Heal’s e Burn Heal’s estão na Sala de Tratamento… E temos Ervas da Cura no segundo andar… – Murmurava Alice, anotando na prancheta. — É… Ela não vai se perder.

 

    Assim que Starly avistou seu treinador, voou em alta velocidade em direção ao mesmo, recebendo-o com um forte abraço, assim como Treecko, que desceu do ombro da enfermeira e derrubou seu dono no chão.

 

— Hahahah! Pelo visto, vocês estão bens. – Riu o garoto, retribuindo o abraço. — Obrigado, Alice e Gothitelle.

 

— Apenas fizemos o nosso trabalho. – Respondeu Alice, sorrindo, e Gothitelle assentiu.

 

    Eevee desceu do ombro da azulada, e se aproximou devagar de Matheus, com um pouco de medo.

 

— Vem, não tenha medo. – Indagou o garoto. — Não irei te machucar, garoto, pode vir.

 

— Caham… Garota. – Disfarçou Alice. — Não é “ele”, e sim “ela”.

 

— Sério?! – O garoto estava visivelmente surpreso. — Jurava que era macho… Acho que deveria ter olhado isso antes.

 

— Não estou surpresa, a maioria dos treinadores não sabem exatamente o sexo de seus pokémon. – Disse a enfermeira. — São mínimas a diferença, por exemplo, Eevee’s fêmeas têm seu rosto um pouco mais arredondado que os machos. – Explicou.

 

— Essa eu não sabia… – Murmurou Matheus, fitando a pequena Eevee se aproximando de si lentamente.

 

    Eevee, bem próxima ao rapaz, começou a acariciar a barriga do mesmo com sua cabeça, agradecendo-o por tê-la salvado noite passada.

 

— Não à de que, garota. – Disse o garoto alegremente, acariciando a cabeça de Eevee, porém a pequena se encolheu de medo ao tocá-la.

 

— Ela ainda deve ter medo, deve achar que você irá bater nela. – Teorizou Alice.

 

— Eu nunca faria isso com você. – Disse Matheus. — Não precisa ter medo de mim.

 

    Os olhos da pequena Eevee começaram a brilhar, pouco a pouco, ela subiu no ombro do rapaz, e começou a lamber sua bochecha.

 

— Bem, podemos ir? – Perguntou a azulada. — Lembra que eu tenho que chegar lá o quanto antes.

 

— Ah sim, claro. Vamos. – Respondeu Matheus, se levantando.

 

    Alice deixou a prancheta em cima da mesa de Myke, com um recado para o mesmo. Ela e Matheus deixaram o Centro Pokémon, e seguiram caminho para à direita do mesmo, onde havia a Divisão de Rotas, que levava os treinadores para a Rota 2.

 

    Matheus, com Eevee em seu ombro, e Alice, com sua Gothitelle ao seu lado, seguiram caminhada pela Rota 2, uma enorme Rota que conectava WoddenFirin Town com Steel Down Town.

 

A rota em si, era perfeita para a fauna de vários pokémon diferentes, tendo enormes árvores para pokémon insetos e voadores, um lago à esquerda, onde alguns Magikarp’s e Feeba’s nadavam, e várias flores em torno da trilha.

 

— Então, como chegamos lá? – Perguntou Matheus, apoiando suas mãos atrás de sua cabeça.

 

— Vejamos… – Alice pegou um Town Map em seu bolso, e começou a fitá-lo. — Iremos seguir a trilha, até chegarmos na Rota 3, e dela, faremos uma pequena curva para chegar em Steel Down… – A azulada fechou o mapa, e deu um breve suspiro. — Devíamos ter acordado cedo pra pegar o ônibus…

 

— Ficar reclamando não mudará nada, vamos curtir enquanto não chegamos lá. – Disse o garoto, tentando animar a enfermeira. — Agora que notei… Você não vai trocar esse uniforme, não?

 

— Por que eu trocaria? – Alice o respondeu com outra pergunta.

 

— Ah, sei lá… Não se sente incomodada com ele? – Questionou o rapaz.

 

— Não, ele é bem confortável, até. – Respondeu ela. — As vezes, nem me dou conta de que estou usando ele.

 

— Ok… – Disse o moreno. A rota ficou em um silêncio absoluto por um bom tempo, podendo ouvir apenas os ruídos e grunhidos dos pokémon, às vezes, era visto alguns pokémon voando pelos céus da rota. O rapaz tentou quebrar o silêncio. — Então… Como é sua namorada?

 

— A-ah… Ela é linda… – Respondeu Alice, levemente corada. — Tem cabelos lindos e sedosos… Uma pele macia como a neve… Olhos azuis como uma safira… – A azulada ficava mais corada só de falar dela.

 

— Então, você é muito sortuda. – Brincou Matheus.

 

— Sim… Muito… – Disse Alice coradissima.

 

— Ei, você tem algum outro pokémon além da Gothitelle? – Perguntou o rapaz, com certa curiosidade.

 

— Bem, sim e não. – Respondeu Alice. — Gothitelle’s são as ajudantes das enfermeiras em Makin, enquanto em Ranox, são as Gardevoir’s. Eu tenho ela, um Solosis, e uma pokémon recentemente abandonada pelo seu treinador.

 

— Sério? Posso vê-los? – Perguntou Matheus, e Alice assentiu, jogando duas pokébolas para cima.

 

    Dois feixes de luz atingiram o chão, materializando em dois pequenos pokémon. O primeiro feixe foi tomando forma de uma bola verde flutuante, com um pequeno topetinho encaracolado na parte esquerda de sua cabeça.

 

    O segundo feixe foi se formando em um pequeno ser bípede de pele rosa claro, quase branco, com cabelo azul que cobriam seus olhos, e dois chifres vermelhos em sua cabeça, o garoto analisou os dois pokémon em sua pokédex:

 

Solosis - O pokémon Célula

Graças a seu corpo envolvido por um líquido especial, eles podem sobreviver em qualquer ambiente.

 

Ralts - O pokémon Sentimento

Se seus chifres capturar os sentimentos quentes de pessoas ou Pokémon, o seu corpo se aquece rapidamente.

Forma atual do Pokémon: Ralts Shiny

 

— Ralts… Shiny? – Questionou o moreno.

 

— Sim, pokémon shiny’s são extremamente raros, por isso, possuem um alto valor. – Explicou Alice.

 

— Você disse que são muito raros, então por que alguém a abandonaria? – Perguntou Matheus.

 

— Seu antigo treinador a capturou, porém achou ela muito fraca, então a abandonou na porta do meu Centro Pokémon. – Respondeu Alice, suspirando. — Sinceramente, acho isso a maior idiotice… Agora, eu cuido da Ralts enquanto procuro um treinador pra ela. Por que não fica com ela?

 

— Não, obrigado. – Respondeu Matheus, surpreendendo a azulada. — Não sou muito chegado com Gardevoir’s, então… Não valeria muito a pena treinar uma…

 

— Você é a primeira pessoa que vejo recusar um shiny. – Retrucou Alice. — Muitos aceitariam apenas pelo fato dela ser rara.

 

— Sendo shiny ou não, não importa. Acho que ninguém abandonaria um pokémon só pelo fato dele não ser shiny. – Falou Matheus, dando os ombros. — Por que você não fica com ela?

 

— Acho que vai ser isso que vai acontecer. Não deixarei ela sozinha na floresta, tem pokémon muito fortes que podem acabar matando-a. – Disse Alice, acariciando a cabeça de Ralts. — Então, acho que você precisa de um nome. Que tal… Ravena?

 

— Pfff… Que original… – Ironizou Matheus.

 

— Blue Lady, então? – Sugeriu a azulada.

 

— Piorou… – O garoto continuava com a ironia em seu tom.

 

— Que nome você daria, então? – Perguntou a azulada.

 

— Sei lá… Ela vai evoluir para uma Gardevoir algum dia, chama ela de… Gardy, que tal? – Sugeriu.

 

— Ok, então, espertão. Será Gardy. – Disse Alice, com certa ironia em seu tom. — Afinal, me fale, por que você queria ver meus pokémon, mesmo?

 

— Ah, queria saber se você aceitaria uma batalha em dupla. – Sugeriu Matheus. — Queria treinar para derrotar alguém, e ele domina esse modo de batalha melhor do que eu…

 

— Ah, então é por isso. – Indagou Alice. — Tudo bem, Gardy e Solis serão seus oponentes.

 

— Ok, Starly, vai! – Gritou o garoto, lançando sua pokébola para cima, dela surge Starly animado, voando em torno dos dois. — E agora… – O rapaz foi pegar sua outra pokébola, quando Eevee o interrompe com um grunhido, virando o olhar do moreno para a mesma. — O que foi, Eevee?

 

— Acho que ela quer batalhar com você. – Teorizou Alice. — Talvez, seja um meio de agradecer a noite passada.

 

— É verdade, Eevee? – Perguntou o garoto, e a pequena raposa marrom assente. — Então vai lá, dê o seu melhor!

 

    Eevee desceu do ombro de Matheus animada, e Starly aterrissa ao seu lado. Os dois pokémon encaravam seus adversários: Solosis e Ralts. Matheus analisou Eevee em sua pokédex:

 

Eevee - O pokémon Evolução

Graças a sua composição genética instável, este pokémon especial possui inúmeras possibilidades evolutivas.

 

“Você sabe Tackle, Swift, Double Team, Tail Whip, Helping Hand e Take Down, são bons movimentos, vamos ver o que podemos fazer.” Pensou o garoto.

 

— Temos o primeiro golpe! – Alertou Alice. — Gardy, Confusion!

 

    Os olhos da pequena Ralts azul começaram a brilhar de uma tonalidade azul clara, enquanto seu corpo ficou em torno de uma aura da mesma cor.

 

— Eevee, Double Team! – Ordenou Matheus.

 

    Eevee começou a emitir um pequeno e fraco brilho branco, criando assim vários clones de si mesma, rodeando e confundindo Ralts.

 

— Tente acertá-la agora. – Disse Matheus ironicamente.

 

— E quem disse que era ela? – Perguntou Alice, com um tom debochado. — Agora! Acerte o Starly!

 

    Em um piscar de olhos, a aura azul sumiu do corpo da Ralts, transferindo-se para Starly, causando uma dor interna absurda no mesmo.

 

— Você tem que ficar atento, não em apenas um, mas nos seus dois pokémon. – Comentou Alice. — Em uma batalha dupla, os pokémon tem que se ajudar, defendendo ou atacando.

 

— Ok, entendi… – Retrucou Matheus. — Starly, use Wing Attack no Solosis!

 

    Starly energizou suas asas, tomando uma tonalidade branca, após isso investiu contra Solosis.

 

Reflect! – No último segundo possível, Solosis criou um escudo rosa em sua frente, Starly atingiu o escudo em cheio,porém boa parte do dano de seu golpe foi absorvido, o pokémon Célula recuou por conta do impacto, com poucos ferimentos. — Devolva!

 

    Os olhos do pokémon Célula brilharam de uma tonalidade azul, desfazendo seu próprio escudo rosa, transformado-o em uma aura rosa. Rapidamente, a aura rosa contornou Starly, e devolveu o dano que o pássaro havia causado no escudo. após isso, Solosis empurrou Starly para longe com uma onda psíquica, batendo em uma árvore e caindo dentro de um arbusto.

 

— Rápido Gardy, Magical Leaf! – Ordenou Alice.

 

    A pequena Ralts azul levantou seus braços, deixando-os acima de sua cabeça, no processo, várias folhas ao redor da pequena começaram a brilhar e se levantar. Ralts apontou seus dois braços para um dos clones de Eevee, e todas as folhas voaram em sua direção.

 

    As folhas brilhantes se aproximavam de Eevee velozmente, assim que a atingiu, Eevee desapareceu, era um de seus clones. Matheus abriu um sorriso, porém as folhas não pararam, e continuaram o ataque, acertando todos os clones da raposa marrom até sobrar a verdadeira.

 

— Rebata com Take Down! – Ordenou o garoto.

 

    Eevee disparou em direção às folhas, seu corpo ficou em torno de uma forte aura branca. Com um salto, Eevee interceptou as folhas brilhantes, gerando uma pequena explosão, lançando a raposa contra uma árvore.

 

— Starly, Steel Wing na Gardy! – Surpreendendo Alice, Starly saiu do arbusto com suas asas metalizadas, acertando um forte golpe em Ralts, causando um alto prejuízo na mesma. — Isso! Eevee, levante-se e use o Swift!

 

    Eevee se levantou um pouco tonta, porém nada que a impedia de atacar. Sua cauda começou a brilhar de uma cor dourada, e a pequena girou em torno de si, várias estrelas foram lançadas de sua cauda, todas voando em direção a Ralts.

 

— Rápido Solis, defenda a Gardy! – Gritou Alice, cerrando seu punho direito.

 

    Solosis pulou na frente de Ralts, levando todo o dano do ataque de Eevee, o pokémon Célula saiu bem ferido após o golpe.

 

— Gardy, Solis, Future Sight! – Ordenou Alice, estalando seus dedos de maneira exibida.

 

    Os olhos dos dois pokémon psíquicos brilharam de um tom azul escuro, ficando em torno de uma forte aura azul. Várias pedras azuis foram sendo formadas em torno dos pokémon, que logo em seguida, decolaram para os céus, sumindo no ar.

 

— O que foi isso…? – Murmurou Matheus, confuso. — B-bem, Starly, Steel Wing outra vez!

 

    Novamente, Starly metalizou suas asas, e investiu outra vez em Ralts, porém Solosis pulou em sua frente novamente, levando todo o dano sozinho.

 

“O que ele vai fazer?” Pensou o garoto.

 

— Solis, Psyshock! – Ordenou Alice, se animando com a luta.

 

    Sobre a boca de Solosis, foi criando uma esfera multicolorida – piscando inúmeras vezes em rosa, verde, branco e amarelo – Starly se afastou do pokémon Célula voando alto. Solosis disparou vários raios psíquicos multicoloridos para todos os lados, os raios começaram a seguir Starly, que tentava desviar com muita dificuldade.

 

— Starly, aumente sua velocidade! – Gritou o rapaz, e seu pokémon assentiu, ele tentava ao máximo aumentar sua velocidade para assim, desviar dos golpes.

 

    Os raios foram perdendo força, Matheus abriu um sorriso, porém notou Ralts atacando a Eevee com uma aura azulada, causando a pequena raposa muita dor.

 

— Mas… C-como? – Perguntou o garoto, confuso.

 

— Eu te disse para prestar atenção em seus dois pokémon! – Retrucou Alice, chamando a atenção de Matheus. — Se não conseguir fazer isso, seu inimigo pegará você de surpresa toda hora.

 

“É mesmo… Ryan me venceu por que eu não conseguia prestar atenção em meus dois pokémon ao mesmo tempo…” Pensou Matheus. “Está bem, então, que o show comece!” Ele cerrou um olhar vitorioso em seus dois pokémon.

 

— Aumente a força de seu Psyshock! – ordenou Alice, e os raios de Solosis começaram a se fortalecer outra vez.

 

— Starly, Steel Wing! – Gritou Matheus, e seu pokémon energizou suas asas, voando por todos os lados do céu, aquilo confundia Alice. — Agora, ataque!

 

    Starly começou a voar baixo, na altura do chão, pronto para desferir uma forte investida em Solosis. O pokémon Célula se preparou para receber a forte investida, porém, Starly sobrevoa por baixo de Solosis, confundindo tanto o mesmo, quanto Alice. Solosis foi logo atingido pelo seu próprio ataque, causando um alto prejuízo no mesmo, e Starly desfere um forte ataque em Ralts, obrigando-a largar Eevee da levitação agonizante.

 

— Boa, Starly! – Elogiou.

 

— Heh, agora! – Gritou Alice, confundindo Matheus.

 

    As pedras de antes começaram a cair do céu, atingindo diretamente Eevee e Starly, os pokémon estavam distraídos, e não conseguiram ver ou desviar da chuva de pedras.

 

— O que é isso?! – Perguntou o garoto surpreso. — De onde veio isso?!

 

— Se lembra daquelas pedras que voaram uns instantes mais cedo? – Perguntou Alice, e Matheus balança a cabeça positivamente. — Este ataque vem depois de um tempo, ficando mais forte com o passar do tempo, é um bom golpe, só precisa de tempo.

 

— Acho que você falou muito “tempo” pra fazer uma simples explicação… – Ironizou Matheus.

 

— O que importa é que minha estratégia está dando certo. – Falou Alice. — Solis, Pain Split!

 

    Os machucados de Solosis começaram a brilhar de uma cor vermelha, os de Eevee também começaram a brilhar da mesma maneira, Matheus começou a estranhar. Fumaça branca começou a exalar dos ferimentos dos dois pokémon, causando uma dor absurda nos pokémon.

 

— Droga, o que é isso? – Murmurou Matheus. — Starly, Whirlwind!

 

    Starly começou a bater suas asas, fazendo uma forte ventania, tentando desequilibrar Solosis, porém os brilhos nos ferimentos de ambos pokémon continuavam.

 

— Já deve estar bom. Solis, pode parar. – Disse Alice, e Solosis cessa o brilho nos ferimentos, de alguma maneira, Solosis se sentia melhor, enquanto Eevee sentia-se pior, como se a dor fosse transferida.

 

“Eevee e Starly não irão aguentar outro golpe…” Pensou Matheus.

 

Magical Leaf! – Ralts levantou seus braços novamente, várias folhas coloridas começaram a rodeá-la. A pequena azulada aponta seus braços em direção a seus adversários, e as folhas começaram a voar.

 

— Starly, Whirlwind! – Gritou Matheus rapidamente, sem pensar direito.

 

    Starly bateu suas asas novamente, as folhas entraram em conflito com a forte ventania. Pouco a pouco, as folhas foram retornando para Ralts, não demorou muito, e elas acertaram tanto Ralts, quanto Solosis, dando um forte dano nos dois pokémon.

 

— Starly! Wing Attack! Eevee! Helping Hand! – Gritou Matheus, sem pensar.

 

— O que?! – Questionou Alice, desesperando-se.

 

    Starly aterrissa ao lado de Eevee, e cruza suas asas na frente de seu corpo, em formato de X, as duas foram tomando um forte brilho branco. A pata direita de Eevee fica entorno de uma aura verde, e a pequena raposa toca nas costas de Starly, dando-o apoio. O brilho das asas do pássaro fica mais forte, ficando em torno de uma forte aura branca.

 

— Agora! Finalize eles! – Gritou o rapaz.

 

    Starly levantou voo rapidamente, a cada batida de asas, fugia um pouco de brilho, o pássaro investiu com uma velocidade monstruosa, pronto para finalizar Solosis e Ralts.

 

R-Reflect! – Gritou Alice, impressionada com o ataque.

 

    Os olhos de Ralts e Solosis começaram a brilhar novamente, um enorme escudo rosa foi formado na frente dos dois pokémon. O forte golpe de Starly atingiu diretamente o escudo, criando uma vasta explosão.

 

    Matheus e Alice foram obrigados a botar seus braços frente a seus rostos para se defender da forte ventania. Quando cessa, Starly volta a ficar ao lado de Eevee, e Ralts e Solosis ofegantes, cambaleando um pouco.

 

— Isso foi bem… inesperado. – Disse Alice. — Segure essa! Solis, Thunder!

 

    Os olhos de Solosis emitiram um pequeno brilho vermelho, os céus foram tomados por nuvens negras sobrecarregadas de raios, rodeando o campo de batalha. Um forte e poderoso trovão caiu dos céus, Starly e Eevee jogaram seus corpos para os lados, desviando do trovão por pouco.

 

“Que força…” Pensou Matheus, impressionado.

 

— Ei Matheus, que tal terminarmos em um último golpe? – Sugeriu Alice, com um sorriso vitorioso no rosto.

 

— Pode vir, então! – Respondeu Matheus, e seus parceiros assentiram. — Starly, Eevee!

 

— Gardy, Solis! – Gritou Alice.

 

    Um forte trovão interrompeu os dois, deixando os céus claro por uns segundos, logo após, começou a chover fortemente, com direitos a trovões e ventanias. Era como se o mundo estivesse caindo.

 

— Que droga… – Reclamou Alice, cobrindo seu cabelo com seus braços.

 

— Venha, eu sei de um lugar para nos proteger! – Indagou Matheus, retornando seu Starly e pegando Eevee em seu colo.

 

    Alice apenas assentiu, retornando sua Ralts e seu Solosis de volta para as pokébolas. Matheus entrou no meio dos arbustos correndo, Alice estranhou, porém o seguiu. O rapaz correu por uns minutos dentro da floresta, e a azulada estava estranhando o caminho que eles estavam seguindo.

 

    Os dois chegaram em outra trilha, esta era feita de barro, com algumas pegadas rasas marcadas, os arbustos eram cortados, como se alguém tivesse feito aquele caminho. Matheus parou perto de uma pedra enorme, com um arbusto tapando algo, Alice apenas fitava-o.

 

    O moreno tirou o arbusto da frente da enorme pedra, revelando uma passagem secreta. Matheus entrou na passagem, e Alice estranhava cada vez mais, junto com Gothitelle.

 

— Vamos, podem entrar. – Falou Matheus, dentro da passagem.

 

    Alice engoliu seco, mas entrou, junto com Gothitelle. As duas se depararam com uma espécie de caverna, com várias tralhas dentro da mesma, muita poeira, e alguns pokémon pequenos dormindo no meio das tralhas, como Rattata’s, Venipede’s, Durant’s e um Raticate.

 

    O curioso dos Rattata’s e do Raticate, era a cor de seus pelos, normalmente são roxos, mas os deles eram pretos por algum motivo. Os ratos estavam encolhidos em um canto, procurando se esquentar.

 

— Bem, seja bem-vinda à minha Base Secreta! – Disse o garoto, animado e um pouco sem graça. — Bem… Não esperava visitas nela, e já faz uns bons anos que não venho vê-la, então… Me desculpe pelo estado.

 

— Não tem problema, eu acho… – Falou a azulada, olhando aos arredores. — Será apenas até a chuva passar, então… Acho que sobrevivemos até lá. – Brincou.

 

— Heheh… – Riu um pouco sem graça, coçando a nuca.

 

Alice e Matheus continuavam conversando, quando dois brilhos vermelhos surgem de uma montanha de tralhas. Sem os dois perceberem, os brilhos se aproximaram das costas do garoto. Matheus virou seu olhar, e se deparou com uma enorme pilastra de pedra indo em sua direção.

 

— Ah não, Matheus! – Gritou Alice desesperada.

 

— AAAAHHH!!! – Gritou o garoto.

 

— GIGAAAHH!!! – Urrou a montanha.

 

Continua…


Notas Finais


E esse foi o episódio de hoje, desculpe se tiver algum erro ^^'

Vejo vocês em breve, treinadores! ^^


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