História Polaroid - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Chanchen, Chanyeol!bottom, Chen!top, Jongdaefest, Lemon, Professor X Aluno, Pwp
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Palavras 11.044
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Lá vem eu com mais uma pwp, já não aguento mais escrever lemon HAHAHA. Então galerinha, essa é minha singela contribuição pra Jongdae!fest (plot #35)! Atrasei um pouquinho pra postar, mas cheguei.

Relevem qualquer erro, eu mesmo reviso e não consigo ler mais do que duas vezes sem cansar de tanta putaria. :(
Relevem qualquer erro sobre fotografia também, não entendo muito das partes técnicas, mas vamos fingir que sim.

Espero que gostem, principalmente a pessoa que doou esse plot gostosinho. <3
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único: Picture me.


 

Jongdae destrancou a porta e adentrou na sala, respirando fundo pois já sabia o que lhe esperava ali. Caminhou em passos firmes até a mesa no centro do pequeno cômodo, contornando-a e deixando o corpo cair na cadeira.

 

De fato, lá estava o envelope pardo.
 

Seus olhos caíram sobre ele como se o negócio fosse capaz de criar vida. Jongdae sabia muito bem o que continha ali dentro, não era novidade. Todas as noites, no final de suas aulas, seu assistente coletava as fotografias de seus estudantes e deixava-as naquele envelope sobre sua mesa. Bem, não era nada demais. Ele, como professor da cadeira de Introdução à Fotografia, tinha o costume de pedir aos seus alunos que todos entregassem uma fotografia no final de cada aula para que ele pudesse analisar e indicar os defeitos e pontos de melhoria, para que, no final do semestre, os alunos pudessem ter a relação de seus aperfeiçoamentos ao longo da cadeira. Jongdae sempre adotara essa prática e nunca tivera problema algum em relação a ela.
 

Até aquele momento.
 

Mais precisamente, desde que o semestre começara e junto a ele iniciara uma nova turma de iniciantes, como o esperado. Mas junto à turma, viera um certo aluno que tomara gosto em provocá-lo. E era por isso que ele estava receoso em abrir aquele envelope.
 

Mas bem, só poderia ir para casa quando terminasse de corrigir as fotografias da última aula, portanto, se inclinou e pegou o envelope em mãos, abrindo-o com certo receio como se ali houvesse uma bomba prestes a explodir em sua cara.
 

Retirou de dentro as fotografias de seus alunos. Não era uma tarefa obrigatória ou que contasse como nota, portanto não eram todos estudantes que participavam, mas, ainda assim, era um número considerável. Jongdae sempre se sentira orgulhoso a respeito disso, pois acreditava que suas aulas eram interessante o suficiente para fazer com que aqueles adolescentes se tornassem participativos, embora alguns ainda reclamassem sobre precisar entregar fotos impressas ou invés de digitais, mas Jongdae alegava que preferia tê-las em mãos para indicar os pontos de melhoria. Portanto, não havia um padrão ali. Alguns alunos entregavam fotos impressas em papéis, outros em folhas propícias para fotografias e mais alguns que exageravam e colocavam sua fotografia em uma folha A3, quase um pôster. E claro, os hipsters, que adoravam uma polaroid.
 

O próprio Jongdae segredava ser um hipster, polaroids eram o seu fraco.
 

Encarou o pequeno monte de fotos, desistindo de fugir e abrindo a gaveta da mesa, catando ali sua caneta vermelha para que começasse a análise. Pegou a primeira fotografia da pilha, um pequeno sorriso nascendo em seus lábios ao notar que era do seu assistente. Jongdae, a cada semestre, selecionava um estudante para ajudá-lo a recolher as fotografias e auxiliar com os equipamentos. Sehun, o escolhido da vez, sempre colocava sua foto na frente de todas para que fosse analisada primeiro.
 

Observou a fotografia do estudante, que tinha um olhar muito delicado para a natureza, mas quando se tratava de retratos ainda havia muito o que aprender. Destampou a caneta e estava pronto para começar a escrever os comentários, mas seus olhos não desgrudavam da pilha ao seu lado. Queria mentir para si mesmo, mas a verdade é que estava se corroendo de curiosidade para ver como seria a fotografia do certo aluno que desde o começo do semestre resolvera lhe provocar.
 

Antes que percebesse, catava entre a pilha a polaroid que esse estudante sempre mandava, não demorando para encontrá-la em meio a tantas impressas em papel comum. Engoliu em seco, trazendo a fotografia para mais perto. Reconheceria o estilo dele em qualquer lugar. Não somente por sua visão única para contraste de cores e ângulos, mas bem… Além disso, seu estudante, Chanyeol, era aficionado por nudez artística. Claro, haviam muitos estudantes que se interessavam pela área e não era algo incomum. O problema, para Jongdae, era que Chanyeol não só lhe mandava fotografias de nudez artística… Ele também modelava para essas fotos.
 

E Chanyeol era gostoso pra caralho.

 

Veja bem, Jongdae sempre se orgulhou do profissional que se tornara. Em todos os anos que esteve metido em fotografia, presenciara inúmeros ensaios sensuais e nunca, nunquinha, fora um problema. Porque Jongdae levava sua carreira muito a sério, mantendo sempre seu profissionalismo. Mas lá estava ele, perdendo a cabeça por um estudante, provavelmente, dez anos mais novo que ele.  

 

Observou a fotografia em suas mãos, sentindo a ansiedade aquecer seu peito. Lá estava Chanyeol, despido, dessa vez de costas pra câmera – amém. A foto enquadrava suas costas, o contraste da pele alva mesclando com os lençóis da cama e a luminosidade banhando os contornos quase como se os pintasse em uma moldura. Jongdae se viu perdido naquela imagem durante alguns minutos, observando cada detalhe, notando algumas pintinhas espalhadas na pele, quase estratégicas. Dessa vez, Chanyeol não ousara tanto na foto – amém de novo, mas, mesmo assim, Jongdae se viu sentindo algumas coisas antiéticas enquanto analisava a polaroid. Era evidente a visão artística de seu estudante com o corpo humano, quase nenhum amadorismo podendo ser identificado. De qualquer maneira, aquela fotografia era muito problemática para si.
 

Se isso já não fosse um problema, Chanyeol sempre escrevia provocações no verso de suas fotos.

 

E dessa vez não seria diferente.

 

"Adorei a camisa, mas tenho certeza que você fica melhor sem ela. ;)

Vamos tomar um café?"

 

 

Aquilo era tão antiético que Jongdae tinha vergonha de si mesmo.
 

Era evidente que estava interessado demais naquele estudante, uma parte muito específica de seu corpo confirmava isso.
 

Respirando fundo, o professor pegou sua caneta vermelha e riscou a frase escrita por Chanyeol. Embaixo, passou a escrever sobre os detalhes da foto que mereciam atenção para uma melhoria.
 

Jongdae era um profissional íntegro.
 

Só não sabia até quando.



˟

 

Jongdae não havia feito quatro anos de Comunicação Social, sobrevivido a todas as noites insones com os inúmeros trabalhos, criado coragem para encarar um mestrado fora do país – cujo diploma de Master of Fine Arts - Photography Emphasis ele exibia com muito orgulho em sua sala – para ser cantado por um estudante na frente da turma inteira.
 

As risadinhas de seus alunos alcançavam seus ouvidos enquanto ele abria e fechava a boca, as palavras parecendo ter lhe abandonado diante o sorrisinho safado que Chanyeol exibia, os olhos fixos aos seus em um brilho desafiador.
 

O professor não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. E, internamente, não conseguia acreditar no quanto Chanyeol conseguia ser atraente com aquele cabelo platinado todo desalinhado e toda a postura despojada que assumia sentado na carteira.
 

Engoliu em seco, tentando ignorar a encarada nada singela que recebia.
 

– Eu perguntei se alguém tinha alguma dúvida em relação ao conteúdo, Park.
 

O sorriso naqueles lábios cresceu ainda mais.
 

– Mas acho que minha dúvida é bem válida, professor. – Jongdae detestava a maneira provocativa que Chanyeol se dirigia a si. – Até quando vai ignorar meus convites? Se não curte café, podemos fazer qualquer outra coisa. Eu tenho várias ideias.
 

A sugestividade gritava naquelas palavras, arrancando mais risadas de seus estudantes. Jongdae suspirou, desviando o olhar daquela cara que era desenhada em lascividade, rezando aos céus que lhe dessem forças para suportar a tentação do diabo em pessoa.
 

– Se você não quer levar a sério, a porta está logo ali. Mas devo dizer, Park, que deveria prestar atenção nessa aula, você sempre peca no ISO em suas fotos.
 

Dito isso, se virou de costas e passou a ignorar o burburinho de seus alunos enquanto procurava em seu notebook os próximos slides para o restante da aula. Estavam recém na metade do semestre e já sentia que enlouqueceria com a perseguição que sofria pela personificação do pecado em quase dois metros de altura.
 

– Eu sempre presto atenção em você, professor.
 

Apesar disso, o restante da aula passou com certa tranquilidade, ainda era um professor bom o suficiente para tomar a atenção de seus estudantes em um assunto não tão interessante. Chanyeol não dissera mais nada que lhe constrangesse na frente de todos, mas, ainda assim, Jongdae conseguia sentir os olhos dele cravados em si até o final do período. Claro, todos seus alunos o encaravam enquanto assistiam sua aula. Mas diante aos olhos de Park, o professor se sentia quase nu.
 

Terminado o período, ele estava reunindo as coisas para voltar para sua sala particular depois de anunciar que a próxima aula seria trabalho de campo – para a felicidade de todos os estudantes que adoravam passear fora da sala de aula, quando sentiu dedos tocarem seu braço, chamando sua atenção. Sobressaltou quando viu Chanyeol ao seu lado, para sua própria infelicidade. O desgraçado estava mais invasivo que o normal.
 

– Posso ajudar?
 

Diante sua pergunta cheia de profissionalismo, Jongdae viu Park lhe sorrir como se dissesse, em palavras silenciosas, que sim, o professor podia ajudá-lo de diversas maneiras.

 

– Minha foto de hoje. – O estudante lhe estendeu um envelope de carta.
 

– Entregue para o Oh, ele é o responsável por reunir as fotos.
 

Chanyeol se aproximou mais alguns passos para a desgraça de Jongdae que se viu obrigado a olhar para cima diante a diferença de altura. Qual era a dificuldade do infeliz tirar aquele maldito sorriso safado do rosto? Mas a ousadia aconteceu quando Park colocou o envelope no bolso interno de seu paletó, como se estivesse alheio que estavam em uma sala de aula e que aquele ali era seu professor e que não deveria roçar a ponta de seus dedos no torso dele, mesmo que pretendesse que não era intencional.
 

Eu quero que só você veja.
 

Jongdae descobriu que, quando sussurrava, Park Chanyeol tinha uma voz rouca que poderia ser classificada como o oitavo pecado capital.

 

Com um último sorriso, Chanyeol se afastou, levando com ele toda o resquício de sanidade de Jongdae que permaneceu tenso durante todo o diálogo.
 

Assim que todos os alunos abandonaram a sala de aula, Jongdae trancou a porta e tirou o envelope de seu bolso na velocidade da luz. Não reconhecia a si mesmo. Normalmente conferia as fotografias no final do dia, depois de todas suas aulas e antes de ir para seu pequeno apartamento no centro da cidade. Mas ali estava ele, largando o corpo na cadeira em frente a mesa do professor e tratando de tirar a polaroid para finalmente ver o que tanto tinha de especial. Jongdae não se considerava uma pessoa curiosa, mas Park conseguiu despertar esse lado que, sinceramente, ele não gostaria que existisse.
 

E com aquela fotografia, com certeza despertaria mais algumas coisas.
 

Se tinha uma coisa que Park Chanyeol sabia fazer, essa coisa era provocar.
 

Na verdade, Jongdae não conseguia acreditar no que seus olhos estavam vendo.
 

Não conseguia acreditar que o Park realmente havia se fotografado batendo uma.
 

Não conseguia acreditar que recebera uma nude vintage.
 

De seu aluno.
 

De seu aluno gostoso pra um caralho.
 

E que caralho.
 

Jongdae afrouxou a gravata, sentindo o corpo subitamente quente e um calor terrível, o que nem fazia sentido no outono em que se encontravam. Seu rosto estava inteiramente vermelho e ele não conseguia desgrudar os olhos daquela fotografia. Apesar de obscena, Park realmente tinha um talento considerável e aquela foto podia ser considerada quase artística.
 

Mas pelo amor de tudo o que é sagrado, Park Chanyeol estava com o pau duro na mão, o foco se estendendo por todo seu torso que, apesar de magro, era muito bem definido e… Jongdae estava com um problema. Um problema muito grande.
 

No espaço branco embaixo da fotografia, ele tivera a ousadia de escrever palavras piores ainda.
 

“Estava pensando em você, professor.”
 

Estava ferrado. Muito ferrado. Um certo volume que se formou entre suas pernas apenas com uma foto comprovava isso. O quão patético aquilo era? Jongdae era um profissional bem-sucedido que faria 30 anos dali alguns meses e estava ao ponto de enlouquecer por conta de um estudante que provavelmente nem saíra da adolescência. Jongdae nunca havia sido cantado tão descaradamente assim, ou talvez sempre estivesse ocupado demais com seu trabalho para perceber. Mas Chanyeol tinha algo que lhe chamava atenção, talvez seu método em tentar conquistá-lo com aquelas polaroids que, infelizmente, estava dando certo.
 

Faltava apenas vinte minutos para sua próxima aula e Jongdae não conseguia desgrudar os olhos daquela fotografia, sua própria ereção latejando sob o toque de seus dedos quando livrou-a de todos os tecidos. Ah, bem, que se foda. Melhor daquela maneira do que ir procurá-lo e acabar com todo o profissionalismo que havia construído ao longo de sua carreira.
 

Jongdae ainda era um profissional íntegro.
 

Mas estava muito ferrado.


 

˟


 

– Junmyeon, eu tô muito ferrado!

 

Seu colega de trabalho apenas suspirou e lhe entregou uma xícara de café, repreendendo-o para que não falasse alto daquela maneira no meio da sala dos professores. Junmyeon lecionava para as cadeiras de História do Cinema, um fissurado em filmes que auxiliou Jongdae em seus primeiros dias como professor daquela universidade e, desde então, fazia parte de seu pequeno círculo social em meio a tanta dedicação ao trabalho.
 

– Que foi agora?
 

Junmyeon estava acostumado com as cenas do amigo que, por fora, parecia uma parede impenetrável, mas era um verdadeiro drama queen.

 

Jongdae engoliu em seco, bebendo um grande gole de café. Ponderou muito sobre contar ao outro o que estava acontecendo, mas sentia que enlouqueceria e Junmyeon sempre foi muito bom em aconselhar.
 

– Você já saiu com um aluno?
 

O que não esperava era ver toda a cor do rosto do professor desaparecer.
 

– P-Por que pergunta? – Os braços foram cruzados sobre o peito, claramente na defensiva. Então, ele olhou para os lados, para em seguida se inclinar para mais perto do amigo e falar em um tom de voz mais baixo. – O que o Sehun te disse?
 

Espera aí, espera aí.
 

– Você tá fodendo o Oh? – Jongdae falou em um grito sussurrado, sendo repreendido mais uma vez pelo colega que só faltava se jogar no chão e fingir de morto diante o desespero evidente em suas feições.
 

Deveria ter sacado todas as perguntas de Sehun a respeito do amigo e de todas as vezes que o vira saindo da sala de Junmyeon com as roupas amassadas e cabelo desalinhado. Nunca suspeitara por conta de toda postura de certinho que o outro professor tinha, tão ético quanto Jongdae.
 

Mas, pelo jeito, ambos estavam indo para o fundo do poço.
 

– Porra, fala baixo! Mas sim, eu tô saindo com ele, ok? Ele é maior de idade, não me olha com essa cara!
 

– Cara, você não tem medo de perder o emprego?
 

Esse era o maior medo de Jongdae: foder com sua carreira.
 

– Ele não é mais meu aluno, teve aula comigo no semestre passado. Acha que sou louco? Ele ficava me secando, mas eu disse que me procurasse só quando passasse na minha cadeira. E sabe o mais engraçado? Ele passou com a melhor nota da turma. – Um sorriso tímido nasceu nos lábios de Junmyeon, evidentemente orgulhoso daquele feito, já que o Oh era conhecido por suas notas terríveis em todas as cadeiras teóricas.
 

Jongdae resmungou, escondendo o rosto entre as mãos enquanto choramingava. Claro que Junmyeon não ousaria fazer nada antiético.
 

Mas certamente Sehun não mandava fotos pelado para ele.
 

– Eu tô muito, muito ferrado…
 

– Ok, o que houve? Você tá sendo mais dramático que o normal.
 

– Um aluno tá me deixando louco. – As palavras foram despejadas de sua boca, sua voz saindo abafada por estar com o rosto entre as mãos. – Desde o início do semestre ele me manda fotos, er… Comprometedoras. E ainda fica me convidando pra sair na frente da turma inteira!
 

– Diz que você não sai com alunos, ué.
 

Ah, se fosse fácil assim.
 

– Você não entende. – Choramingou mais, desejando se afogar em sua xícara de café. – Ele… Ele é gostoso pra caralho.
 

Um silêncio se formou entre eles.
 

– Pera aí, Kim Jongdae tá mesmo interessado em alguém? – O tom de surpresa do amigo o fez ter vontade de socar aquela cara que o olhava em divertimento, ignorando seu desespero. – Quem é?
 

– Park Chanyeol. – Um gosto amargo se alojou em sua boca quando pronunciou aquele nome, como se fosse uma maldição.
 

– Ah, o gigante de cabelo cinza? – Jongdae acenou em concordância, voltando a esconder o rosto. – Ele faz minha cadeira de quarta. Nunca presta atenção, só dorme.
 

Ou a aula de Junmyeon era muito chata, ou Chanyeol realmente só prestava atenção em Jongdae.
 

– Eu não aguento mais. – Seu sussurro foi mais um grito por socorro.
 

– Se você tá mesmo interessado nele, o que me deixa muito surpreso, diz pra ele te procurar no final do semestre, simples.
 

Claro, muito simples. Seria muito simples se Jongdae não recebesse duas vezes por semana uma foto do dito cujo que ousava um pouco mais a cada aula. Não queria nem imaginar a próxima foto que receberia, mesmo que, bem, já estivesse imaginando.
 

– Você tá certo…
 

Se quisesse ter qualquer coisa, teria que esperar até o final do semestre. Nem morto arriscaria seu emprego daquela maneira, nem que precisasse queimar as fotos que recebia antes mesmo de olhá-las.
 

Jongdae seria um profissional íntegro, amém.


 

˟
 

 

Sexta-feira. Sua última aula da semana que, infelizmente, era no último período e se estendia até quase às onze horas da noite. Mas Jongdae amava o que fazia e não é como se tivesse planos além de ficar em casa, dormir e talvez assistir a um filme antes de se enfornar nos estudos para sua tese de doutorado. Sua vida sempre fora em torno dos estudos e nada disso nunca o incomodou.
 

Mas, bem, estava incomodado naquele momento.
 

Já havia encerrado a aula da noite e acabara de corrigir a pilha de fotografias que Sehun deixara em sua mesa mais cedo.
 

Algo estranho havia acontecido. Chanyeol não entregara uma fotografia.
 

Nos últimos quatro meses, duas vezes por semana, Chanyeol sempre entregava uma fotografia.
 

Jongdae não estava preocupado, claro que não.
 

Só achara esquisito.
 

Não estava decepcionado.
 

Diversos estudantes não entregavam suas fotografias regularmente, era completamente normal. Decidido a desencanar disso – por que estava bem tranquilo, verdade mesmo – Jongdae reuniu suas coisas para finalmente ir para casa, até que a porta de sua sala particular foi aberta inesperadamente, tomando sua atenção para quem adentrava no cômodo sem ser convidado.
 

Ficou sem reação por alguns segundos.
 

– Não sabe bater na porta, Park?
 

O intruso parou próximo a entrada, o costumeiro curvar desenhado em sua boca.
 

– Boa noite, professor. Posso falar com você? Vou ser breve.
 

Jongdae suspirou, olhando as horas em seu celular. Estava mais tarde do que gostaria, mas a curiosidade do assunto a ser tratado era ainda maior. Apesar de ser invasivo, Chanyeol nunca pisara em sua sala. Por fim, fez um breve aceno, permitindo que o estudante se aproximasse logo que ele fechou a porta.
 

– No que posso ajudá-lo? – Perguntou, mantendo toda a postura enquanto se sentava em sua cadeira, indicando para que Park sentasse na que havia do outro lado da mesa.
 

Mas ele permaneceu de pé, com o maldito sorriso estampado na cara.
 

–  Eu não consigo tirar da cabeça o que me disse na aula de segunda-feira. – O estudante tirou a mochila de seus ombros e a deixou sobre a cadeira, prosseguindo a falar enquanto vasculhava seu interior. – Sobre como peso no ISO. Eu queria saber se pode me mostrar como mexo nas configurações dessa velharia.
 

Voltou a olhá-lo quando ele colocou sobre a mesa a câmera de fotografia instantânea, que Jongdae reconheceu sendo a que revelava as polaroids que Chanyeol costumava entregar. O modelo da máquina era o sonho molhado de muitos hipsters.
 

– Com esse tipo de câmera, o caso é um pouco diferente. Que filme você usa, Park?
 

Chanyeol se aproximou um pouco mais da mesa, tomando a atenção de Jongdae que ergueu os olhos para fitá-lo, mas se arrependeu no segundo seguinte. A maneira que o estudante lhe encarava era tão intensa que ele se sentiu subitamente desconfortável, aquele pequeno sorriso de canto parecendo socá-lo na cara.
 

– Sabe, eu esqueci... – Ele tirou do bolso de sua calça uma polaroid, próximo o suficiente para estendê-la com o braço e exibi-la em frente ao rosto de Jongdae, que encarou a fotografia estupidamente, sem exibir qualquer reação. Mas tinha certeza que seu rosto estava inteiramente vermelho. Que tipo de reação ele deveria ter quando um estudante lhe mostrava uma fotografia em que o dito cujo se encontrava de quatro sobre uma cama, completamente nu? O foco está perfeito, mas a iluminação estourou um pouquinho, o que nesse caso não é tão ruim, porque né, deixou algumas coisas mais visíveis. – Que tipo de filme eu uso, professor?
 

Jongdae piscou algumas vezes, os olhos fixos na polaroid. O ar subitamente pareceu quente demais e a gravata parecia lhe sufocar.
 

– S-sx70 iso70. – Sua voz quase falhou e ele desviou o olhar da fotografia antes que seu corpo começasse a corresponder demais, ouvindo um riso grave por parte de Chanyeol.
 

– Eu não entendo muito de fotografia, admito que sou melhor em escrever roteiros. Mas você deixa isso muito mais interessante. – Enquanto falava, a voz aos poucos decaía alguns tons e ele se inclinava mais sobre a mesa. – Quando vai aceitar tomar um café comigo?
 

Diante daquele sussurro grave propositalmente tentador, Jongdae ergueu os olhos, seus olhares finalmente se encontrando. Percebeu como o estudante estava perigosamente próximo de si, fazendo-o engolir em seco enquanto tentava suportar aquele olhar tão intenso.
 

– Eu não saio com alunos.
 

Aquilo não pareceu surtir efeito algum em Chanyeol, que apenas sorriu mais.
 

– Então por que não devolveu minha foto?
 

Touché. Jongdae fora estúpido o suficiente para guardar aquela polaroid pornográfica, mas não conseguira escrever nada que pudesse ser melhorado na foto quando tentava analisá-la sem se desconcentrar por conta do… Bem, por conta de Chanyeol.
 

– Tudo bem se quiser ficar com ela. – Prosseguiu diante da falta de resposta, deixando a fotografia sobre a mesa. – Pode ficar com essa, também. Todas eu tiro pensando em você, de qualquer maneira. – Com passos lentos, Chanyeol deu a volta na mesa, parando ao lado do professor que apenas o acompanhava com o olhar, na defensiva, as palavras parecendo ter fugido de sua boca. – Mas o que eu preciso fazer pra você pensar em mim também?
 

Ah, como Jongdae queria socar aquele sorrisinho sacana.
 

– Eu não saio com alunos. – Repetiu o que fixava em sua mente como um mantra pra conseguir resistir a toda aquela provocação. – Se você já disse o que queria, pode se retirar. – Apenas ouviu Chanyeol rir grave diante seu profissionalismo, aparentemente, incorruptível.
 

– Você ainda não me explicou como configuro o ISO. – Sentiu seu corpo tensionar quando viu o aluno se aproximar mais alguns passos.
 

– Na próxima aula, Park.
 

– Mas eu quero tirar as melhores fotos pra você, professor. – Chanyeol estava tão próximo que Jongdae já prendia a respiração inconscientemente, tentando ignorar o perfume que desprendia de seu estudante. – Eu não sei mais o que faço… Você não sai da minha cabeça. Eu não paro de pensar em como seria te tocar por baixo dessa roupa certinha, em ser tocado por você… – A voz de Park não passava de um sussurro grave e ele deslizou os dedos pela gravata do professor enquanto falava, brincando com o tecido entre seus dedos. – Chame de fetiche, chame do que quiser, mas eu só consigo pensar em ser seu.
 

Jongdae sustentou o olhar que recebia, tentando não demonstrar reação alguma enquanto Chanyeol brincava com sua gravata, os dedos roçando propositalmente em seu peito. Ele virou a cadeira de maneira que ficasse de frente para o estudante, vendo um sorriso depravado nascer naqueles lábios em consequência. Frisou as palavras de Junmyeon em sua mente, tentando a todo custo conter qualquer reação que demonstrasse que estava curtindo aquela proximidade.
 

– Final do semestre. – Disse o mais firme que conseguiu, engolindo em seco quando Chanyeol começou a afrouxar sua gravata. – Me procure no final do semestre, Park.
 

– Eu não quero esperar.
 

– Eu não saio com alunos. – Repetiu uma última vez, afastando as mãos de Chanyeol quando este puxou sua gravata, retirando-a de sua camisa.

 

– Agora não estou pedindo pra que saia comigo. – Ah, como Jongdae detestava aquele sorriso sacana, como detestava aquela voz grave que sussurrava próxima demais. – Estou pedindo pra que me foda.
 

Diante tais palavras, o professor congelou por um segundo. Seus olhos estavam fixos no estudante que lhe encara com as íris brilhando em malícia, sua gravata na posse daqueles dedos longos que brincavam com o tecido, quase como uma provocação. Naquele momento, já não conseguia conter o fervor que tomava conta de seu corpo, fazendo-o morder o lábio inferior com força enquanto gritava mentalmente para si mesmo que tudo aquilo era antiético para caralho.
 

Diante o seu silêncio, Park voltou a falar.
 

– Se você prefere ao contrário, pode ser também. – Chanyeol apoiou uma das mãos no encosto da cadeira, inclinando seu corpo sobre o outro e deixando seus lábios perigosamente próximos do pescoço do professor agora livre da gravata, segredando contra a pele que se arrepiou com o sopro quente. – Eu faço o que você quiser, professor.
 

Quer saber?
 

Que se foda seu profissionalismo.
 

Não estava realmente pensando quando segurou com força os braços de Park, muito menos quando o empurrou contra a mesa e se colocou de pé, pressionando o corpo contra as costas dele e ouvindo um pequeno grunhido em resposta.
 

– Você trancou a porta? – Foi tudo o que disse enquanto jogava todo o resquício de seu autocontrole para o alto, seus dedos apertando a cintura ainda coberta e quase enlouquecendo quando Park rebolou levemente o quadril, roçando a bunda contra sua pélvis.
 

– Claro. – O tom risonho tornou óbvio que o estudante já esperava que tudo aquilo fosse acontecer e Jongdae se sentiu um pouco estúpido por ceder de maneira tão fácil.
 

Mas bem, se servir de consolo, até que ele resistiu muito bem na situação em que estava, nem se lembrava da última vez que dispusera de um tempo para buscar qualquer tipo de relação. E não é como se Chanyeol fosse menor de idade. Parando para pensar, Jongdae não fazia ideia qual seria a idade de seu estudante e isso o fez se afastar alguns centímetros, esse pensamento corroendo-o.
 

– Quantos anos você tem, Park?
 

Assistiu Chanyeol se virar de frente para si, apoiando o corpo com os braços à mesa e exibindo aquele sorriso depravado que nunca abandonava seus lábios.
 

– Idade o suficiente pra que me foda em cima dessa mesa.
 

A respiração de Jongdae tremeluziu um pouco em consequência daquelas palavras e ele deu mais um passo para trás, por segurança.
 

– Que seria? – Insistiu, encarando Chanyeol com toda a seriedade que conseguiu e o vendo revirar os olhos, impaciente.
 

– Tenho 21 anos, quer ver minha identidade?
 

Jongdae abriu a boca para dizer que sim, gostaria de ver a identidade. Não confiava em Park, embora ele aparentasse ter mais idade do que lhe dissera, mas claro que era apenas o tamanho que enganava. Mas no segundo seguinte teve sua boca calada quando o estudante lhe puxou pela cintura, segurando-o com as mãos em um aperto firme e unindo os lábios aos seus. Jongdae foi momentaneamente desarmado com o singelo selar, provando da maciez da boca que tantas vezes se pegara imaginando como seria quando observava as fotos que recebia de Park.
 

Se permitiu relaxar entre aqueles braços, quase surpreso com a delicadeza em que o aluno movia os lábios contra os seus, até que uma nada delicada mordida o fez grunhir, suas mãos agarrando a camisa de Park que enfim lhe beijou de verdade, puxando-o ainda mais de encontro ao seu corpo, as línguas se encontrando entre as bocas enquanto as mãos grandes de Chanyeol desciam para sua bunda, apertando a carne com força e fazendo os quadris se roçarem em consequência.
 

Jongdae já estava pouco se fodendo com o quanto aquilo era antiético, já nem lembrava de seu profissionalismo gravemente ferido. Tudo o que conseguia pensar era o quanto Park Chanyeol beijava bem pra caralho. Parecia saber perfeitamente o que fazer enquanto deslizava a língua contra a sua e sugava-a vez ou outra, tomando certo controle naquele beijo, os lábios intercalando entre pequenas mordidas e ofegos quando os quadris se encontravam com mais intensidade.
 

As mãos de Park se aventuraram entre os corpos e, em um movimento brusco, ele abriu a camisa social do professor, fazendo alguns botões voarem ao chão. Jongdae pensou em reclamar do estrago que ele causara, mas o pensamento fugiu tão rápido quanto chegou quando sentiu os dedos longos tocando a pele desnuda de seu torso, apertando e marcando cada pedaço que alcançavam.
 

Jongdae desfez aquele beijo quando uma de suas mãos agarrou os fios descoloridos do cabelo de Chanyeol, puxando-os de maneira que ele pendesse a cabeça para trás, com os lábios partidos em um gemido mudo. O professor logo atacou a pele imaculada do pescoço de seu estudante, beijando a extensão com certa agressividade, deixando a região avermelhada quando encerrou com uma mordida. Subiu novamente os lábios, roçando-os próximos ao ouvido de Chanyeol, onde deixou sua voz soprar em um sussurro rouco.
 

– Vai mesmo fazer o que eu quiser, Park? – Sua mão agarrava os cabelos do aluno com mais força do que o necessário, mas bem, precisava retomar sua autoridade. E vê-lo daquela maneira, tão entregue, o deixava muito excitado. Chanyeol se limitou a murmurar um “sim” em meio a um gemido contido, arrancando o primeiro sorriso da noite dos lábios de Jongdae.
 

Inesperadamente, o professor se afastou e voltou a sentar em sua cadeira. Park o buscou com os olhos, sua expressão moldada em uma pergunta muda. Até que viu o sorriso coberto de malícia nos lábios do professor, o que o fez exibir um curvar tão depravado quanto. Seus olhos desceram por aquele corpo definido, se demorando no torso nu, para então os olhares voltarem a se encontrar.
 

– Me chupa. – Jongdae ordenou, a firmeza naquela voz causando um arrepio na pele de Park que não deixou o sorriso morrer em seus lábios enquanto ajoelhava em frente ao professor, os olhos fixos aos dele.
 

Antes de abrir o botão da calça, Chanyeol roçou a ponta dos dedos no volume evidente por debaixo do tecido, observando o professor suspirar com o pequeno contato. Uma pequena parte de si queria provocar até que ele implorasse para foder sua boca, mas já estava salivando em expectativa de sentir o pau dele pulsando sob sua língua, tão ansioso quanto. Portanto, abriu a calça com certa afobação, recebendo auxílio de Jongdae que ergueu o quadril para que o tecido descesse até metade de suas coxas. Observou por alguns segundos o contorno do início de uma ereção sob a roupa íntima e mordeu o lábio inferior em expectativa.
 

Apertou o volume com sua mão, sentindo o sexo latejar sob sua palma, e estava pronto para descer aquela última peça, quando Jongdae segurou suas mãos com firmeza, tomando sua atenção.
 

– Com a boca, Park.
 

Chanyeol sorriu ainda mais com toda a autoridade imposta no tom de voz, um tanto surpreso com as atitudes do professor que sempre aparentara ser todo certinho, mas, naquele momento, estava demonstrando ser mais interessante do que Park esperava.
 

Sentindo uma das mãos de Jongdae em seu cabelo, o aluno fez o que lhe foi ordenado e prendeu o tecido da roupa íntima entre seus dentes, puxando-o para baixo com certa lentidão por conta da pequena dificuldade em fazer isso sem as mãos, estas que se limitaram a apertar as coxas desnudas do professor, sentindo a maciez da pele sob o toque. Enfim, conseguiu se livrar da peça, libertando a ereção que pulsou em contato com sua respiração quente.
 

Com um sorrisinho em lábios, Chanyeol levantou o rosto para o professor, sentindo seu próprio sexo latejar dentro de sua calça diante o olhar escuro de desejo que recebia. Com os olhos fixos aos dele, Park deslizou sua língua por toda extensão do falo e se demorou na glande, circulando-a e provando do pré-gozo que vertia da fenda, sorrindo ainda mais depravado para Jongdae que apenas puxou os fios platinados de seu cabelo e ofegou com aquela provocação.
 

– Quantas vezes você pensou em foder minha boca, professor?
 

– Chupa logo, Park. – Rosnou, puxando os cabelos do aluno com mais força, ouvindo um gemido rouco em retorno. Seria humilhante demais admitir que se pegara desejando aquilo mais vezes do que deveria.
 

– Não se preocupe, eu passei muito tempo pensando nisso também. – O sorrisinho safado apenas morreu quando Jongdae forçou sua ereção contra aqueles lábios e Park o recebeu sem protestos, envolvendo a glande em sua boca e chupando-a com força, arrancando um grunhido do professor.
 

O estudante deslizou a língua por toda a extensão, umedecendo o sexo com sua saliva. Subiu os lábios novamente e deu maior atenção à cabeça, atento às reações de Jongdae que se remexia vez ou outra e ofegava baixinho. Park apertou as coxas dele com força enquanto forçava o falo dentro de sua boca, sentindo-o tocar em sua garganta que se fechou em torno da glande e fazendo Jongdae gemer contidamente.
 

Começou um vai e vem lento, preocupando-se em umedecer a ereção enquanto repetia os movimentos com a língua que notava que arrancavam suspiros mais altos de Jongdae. Estava tão concentrado que nem notara que ele agora buscava algo sobre a mesa, só teve sua atenção tomada quando a luz de um flash iluminou ainda mais o cômodo, fazendo-o erguer os olhos e fitar o professor que tinha em mãos sua câmera fotográfica, a foto que ele tirara sendo revelada instantaneamente.
 

– Você é um pervertido. – Chanyeol afastou sua boca da ereção, as palavras desenhando o sorriso safado em seu rosto novamente.
 

– Eu disse que você podia parar? – Jongdae largou a câmera junto a polaroid na mesa outra vez, suas duas mãos agarrando os cabelos de Chanyeol e forçando seu sexo dentro daquela boca outra vez, passando a mover o quadril contra os lábios de forma quase brusca. – Eu vou ter que te ensinar como fazer isso direito, Park?
 

Chanyeol não se atreveu a dizer mais nada – não que fosse possível com Jongdae estocando sua boca –, apenas manteve os lábios abertos, chupando e percorrendo a língua pela ereção enquanto o professor investia com o quadril. Aquela brutalidade o deixava ainda mais duro de tesão, fazendo-o tocar seu próprio sexo ainda coberto pela calça, gemidos graves se formando em sua garganta.
 

Seu maxilar já estava dolorido quando Jongdae o afastou do falo, puxando-o pelos cabelos e fazendo-o se erguer enquanto se levantava junto, empurrando-o contra a mesa. Chanyeol se precipitou para beijá-lo, mas foi afastado pelas mãos bruscas do professor.
 

– Tira a roupa. – A voz firme o fez grunhir em expectativa e ele logo levou as mãos para a barra de sua camiseta, erguendo-a e se livrando da peça.
 

Jongdae se inclinou sobre a mesa e o estudante tentou beijá-lo outra vez, mas o professor tão breve se afastou quando alcançou a câmera, se distanciando alguns passos e mantendo os olhos fixos no torso desnudo de Park que parecia ferver sob aquele olhar desejoso.
 

– Vai tirar fotos minhas, professor? – Perguntou, certo deboche moldando sua voz. Ele deslizou os dedos até o cós da calça, abrindo o botão com lentidão. – Não tem nada aqui que você já não tenha visto.
 

– Você não queria tirar as melhores fotos? Vou te mostrar como se faz. – Jongdae não sabia dizer exatamente o que estava fazendo-o agir daquela maneira, talvez fosse a excitação do momento, talvez fosse todo o desejo que reprimira durante o semestre, talvez fosse o sorrisinho safado nos lábios de Chanyeol, mas, sinceramente? Estava pouco se fodendo, não iria se preocupar com nenhuma consequência no momento. – Tira a roupa, Park.
 

Chanyeol fez o que lhe foi ordenado sem nenhum protesto, não demorando para se livrar de seus tênis junto às meias e da calça jeans que vestia, tudo sob o olhar atento do professor. Permaneceu apenas com sua roupa íntima, sua ereção sendo marcada pelo tecido, mas não havia nenhum pudor em si diante toda a exposição. Permanecia com o pequeno sorriso no rosto, sentindo o olhar de Jongdae pesar em seu corpo, queimando sua pele diante da intensidade em que era observado.
 

Para ser sincero, Park já não estava aguentando toda aquela espera. E ver o professor daquela maneira, a camisa que ele rasgara pendendo por seus ombros, o torso definido quase clamando para que fosse marcado por sua boca e a ereção à mostra, estava deixando o estudante muito impaciente.
 

Quase agradeceu aos céus quando Jongdae se aproximou em passos lentos, tocando sua cintura com a mão livre e colando o corpo ao seu. A respiração quente do professor bateu contra seu pescoço e Park não demorou para inclinar a cabeça para o lado, em um pedido mudo para que ele fosse beijado naquela região, pedido que foi atendido de prontidão pelos lábios de Jongdae que passou a marcar a pele com chupões e mordidas, sem a menor delicadeza, bem como Chanyeol gostava de ser tratado.
 

Gemidos roucos se formavam na garganta do estudante, desistindo de reprimi-los quando Jongdae deslizou os dedos por seu torso nu, arranhando a pele com as unhas curtas e terminando próximo de sua virilha, logo apertando o sexo teso ainda coberto. Chanyeol permitiu que suas mãos se aventurassem nas costas largas do professor, descontando ali toda a ansiedade que sentia no momento.
 

– Eu disse para tirar toda a roupa, Park. – Jongdae murmurou contra a pele de seu pescoço, pousando a câmera sobre a mesa novamente apenas para levar ambas as mãos para a roupa íntima do outro, puxando-a para baixo em um movimento brusco.
 

Chanyeol riu grave, se impulsionando e se sentando sobre o tampo da mesa de forma a auxiliar na remoção da última peça de roupa. Jongdae retirou o tecido por cada perna de forma lenta e por fim o largou no chão, percorrendo ambas as mãos pelas coxas de Chanyeol, sentindo a maciez sob o toque de seus dedos que logo marcavam a pele com um tapa estalado, arrancando um grunhido do estudante que abriu ainda mais as pernas, permitindo que o outro se encaixasse melhor entre elas.
 

Ele tremeu quando sentiu a ereção do professor em suas nádegas, rebolando o quadril contra o dele em expectativa. Isso fez Jongdae se afastar em um passo, agora com a câmera em mãos novamente, fazendo Chanyeol bufar contrariado.
 

– Porra, pode parar de enrolar?
 

– Vira de costas. – Foi tudo o que disse, seu olhar caindo para a câmera em suas mãos, ligando-a e configurando-a rapidamente. Logo, voltava a olhar para o Park, que fizera o que fora mandado e agora estava debruçado sobre a mesa, de costas para si. Seu olhar se demorou naquele corpo, percorrendo desde as costas largas marcadas por músculos, até a bunda que era levemente empinada em sua direção. – Olha pra mim.
 

Chanyeol olhou para o professor por cima dos ombros, sentindo o efeito daquela voz autoritária percorrer seu corpo. Logo, o flash da câmera o fez piscar, incomodado com a luz, a foto sendo revelada instantaneamente. Qualquer pessoa em sua situação estaria um pouco desconfortável, mas tudo aquilo apenas deixava Chanyeol estranhamente mais excitado.
 

– Abre mais as pernas.
 

Como um bom aluno, Park fez o que o professor instruía, o flash iluminando o cômodo mais uma vez.
 

– Vai ficar me torturando? Quer que eu implore pra que me foda?
 

Ah, Chanyeol imploraria. Sua ereção já latejava dolorida de tão duro que estava.
 

– Cala boca, Park. – A agressividade no tom fez o garoto de cabelos platinados gemer baixinho, logo sentindo a mão firme de Jongdae em uma de suas nádegas, apertando a carne com certa força. – Você é muito apressado…
 

– Vai me punir, professor? – Disse com certo deboche, brincando com a situação.
 

Um estalo ecoou pelo cômodo, a pele logo ficando vermelha diante da força que fora implicada naquele tapa. Chanyeol abriu a boca em um gemido mudo, surpreso pela ação repentina e sentindo sua pele ferver. Jongdae enquadrou a região que era marcada em vermelho pelo contorno de sua mão e fotografou, colocando a polaroid junto às outras na mesa.
 

– Você é um excelente aluno, Chanyeol. – Park gemeu baixinho quando Jongdae o chamou pelo nome, tremendo quando a mão dele acariciou a região dolorida de suas nádegas. – Eu vou te recompensar, não se preocupe.

 

Park sentiu os dedos do professor tocarem seus lábios e ele abriu os olhos, olhando sobre os ombros diretamente para ele enquanto colocava os dedos em sua boca, chupando-os e passando a língua em torno deles.

 

Jongdae logo buscou a câmera novamente, enquadrando o rosto de Chanyeol que chupava seus dedos, um fio de saliva escorrendo até seu queixo. Fotografou aquela cena, o flash iluminando o rosto corado de seu estudante que era uma bagunça de ofegos e fios platinados que cobriam o rosto. Voltou a colocar a câmera sobre a mesa e retirou seus dedos da boca dele, juntando sua gravata do chão enquanto deslizava os dígitos lambuzados de saliva por entre as nádegas de Park, tocando seu orifício e vendo-o tremer em expectativa.
 

– Seja um bom garoto e cubra sua boca. – Com a mão livre, entregou a ele sua gravata, permanecendo a massagear aquela região sensível. – Não queremos que ninguém saiba o que estamos fazendo, não é?
 

Achava difícil que naquele horário houvesse mais do que alguns poucos professores corrigindo provas e seguranças no campus, mas preferia não arriscar. Assistiu Park abrir a boca, encaixando o tecido da gravata ali e passando-o em torno da cabeça, finalizando com um nó desajeitado. Só então Jongdae forçou o primeiro dígito para dentro de Chanyeol, ouvindo-o grunhir abafado e remexer levemente o quadril em sua direção.  Moveu seu dedo durante poucos segundos, não esperando que o aluno se acostumasse antes de inserir um segundo dedo, ouvindo-o gemer abafado.
 

Em sua defesa, Jongdae fora torturado durante meses por aquele aluno e já não queria mais esperar. Sua mão livre deslizou pelas costas desnudas do Park quase em uma carícia, admirado com aquele corpo esbelto que, mesmo tendo o visto diversas vezes em fotografia, finalmente sentir a pele macia sob seu toque fazia crescer o ímpeto de marcar cada centímetro de sua extensão com a boca. Enquanto movia seus dedos, o professor pressionava sua ereção contra uma das nádegas de Chanyeol, vendo como o estudante tremia com o mínimo de contato.
 

Percebeu que Park agora olhava sobre os ombros, fitando-o diretamente com um olhar quase súplico, o rosto corado e a gravata entre os lábios apertando um pouco a pele, deixando sua boca aberta e o tecido levemente úmido, o que o deixava impossivelmente mais excitante. Jongdae não conseguiu evitar um sorriso ao perceber o quanto ele estava entregue a si naquele momento.
 

– Que foi, Park? Não quer mais esperar? – Sua voz soava rouca em excitação. Viu o estudante assentir e sorriu ainda mais, fazendo um movimento brusco com seus dedos em uma estocada forte, ouvindo o gemido rouco que foi abafado pela gravata e o corpo sob si se contorcer. – Sabe, estou com muita vontade de tirar essa gravata só pra te ouvir implorando pra ser fodido. – Permaneceu penetrando fundo com seus dedos, os abrindo e fechando dentro de Park. – Mas...
 

Jongdae parou o que fazia e retirou seus dedos, ouvindo uma lamúria como resposta.
 

– Continua. Eu quero ver você se tocando. – Chanyeol o olhou novamente, dessa vez a impaciência sendo visível em seu olhar. Talvez Jongdae estivesse o torturando demais, mas bem, ele meio que pedira por isso depois de tanta torturar o próprio Jongdae. Sua mão encontrou novamente a bunda do estudante, marcando a pele com seu tapa bruto. – Continua, Park.
 

Depois disso, Chanyeol obedeceu, um gemido quase manhoso se formando em sua garganta quando ele inseriu três dedos dentro de si mesmo, seus olhos permanecendo fixos aos de Jongdae que apenas suspirou pesado com aquela cena, envolvendo sua própria ereção que latejava dolorida e apertando a glande lambuzada pelo pré-gozo, mordendo o lábio inferior com certa força enquanto se masturbava com os olhos presos ao estudante que estocava a si próprio, os gemidos graves sendo abafados pelo tecido em sua boca. Os olhos dele, quase cobertos pelos fios platinados que caíam sobre o rosto suado, estavam nublados de prazer e um misto de impaciência, como se implorasse para Jongdae, em palavras mudas, que o fodesse logo.
 

Bem, Jongdae também já não aguentava mais esperar. Enquanto via seu aluno rebolar contra os próprios dedos, acreditou ter chego em seu limite. Só havia um problema: ele não tinha nenhuma proteção. Não é como se ele estivesse esperando por aquela foda, ainda mais em sua sala dentro do campus. Rezando para que Park estivesse preparado, Jongdae buscou pelos bolsos da calça do estudante que estava no chão até encontrar a carteira dele, vasculhando seu interior e quase agradecendo aos céus quando encontrou um pacote de preservativo.
 

Buscou Chanyeol com os olhos, vendo em seu rosto a sombra de um sorriso talvez debochado que era quase coberto pela gravata em sua boca. Como um pequeno castigo por aquilo, Jongdae desferiu outro tapa na pele já machucada da bunda do estudante, vendo-o arquejar com a ardência.    
 

– Posso te deixar assim por mais um tempo, se é o que quer. – O viu balançar a cabeça negativamente, a cabeça baixa enquanto o corpo tremia. Jongdae sorriu com aquela reação, afagando a pele avermelhada com a ponta dos dedos. – Foi o que eu pensei.
 

Jongdae tão logo vestiu o preservativo, talvez mais ansioso do que deveria. Se aproximou novamente de Chanyeol que agora se apoiava com as duas mãos na mesa e o olhava tão ansioso quanto, talvez um pouco desconfortável por ser o único completamente nu, mas certamente era apenas o desejo de ver seu professor livre de todas aquelas roupas. Não reclamou, ainda mais quando sentiu a ereção de Jongdae roçar em sua entrada, espalhando o lubrificante que vinha no preservativo e fazendo-o ofegar em expectativa.
 

Quase sentiu-se derreter quando, em um movimento rápido, o professor puxou o seu quadril para mais perto, simulando a penetração, os braços o envolvendo firmemente e o corpo colado ao seu, as peles quentes transpirando uma contra a outra e se arrepiando com o contato íntimo. Novamente, sentiu a ereção alheia roçando em sua entrada e, antes que Jongdae pudesse provocá-lo mais uma vez, Chanyeol forçou seu quadril para trás e fez com que a glande escorregasse para dentro de si, arrancando um gemido rouco que soou abafado pelo tecido em sua boca.
 

Mais uma vez, um tapa estalou na pele já sensível de sua bunda, como um castigo por sua pressa, fazendo o estudante choramingar em meio a um grunhido, rebolando o quadril quase que suplicante. Mas Jongdae não recuou, respirando pesadamente e logo desistindo de se controlar, penetrando-o em um movimento brusco e entrando sem encontrar muita resistência embora pudesse sentir o corpo abaixo do seu tensionar conforme se colocava por completo dentro da cavidade que lhe apertava de forma quase sufocante. Com suas mãos, apertou com força o quadril do Park, tentando conter ali toda a impulsividade de se mover enquanto sua respiração soava falha em meio a pequenos grunhidos que escapavam de sua boca.
 

Chanyeol mantinha a cabeça baixa, sentindo a costumeira ardência na região em que era penetrado, que se misturava com a pequena dor em suas nádegas  já doloridas pelos tapas, mas, secretamente, tudo aquilo o deixava ainda mais duro de tesão. Seu sexo latejava cada vez que sentia a ereção dentro de si pulsar e ele não conseguiu conter o impulso de levar uma das mãos até seu falo, tocando-o apenas para aliviar a dor da excitação, mas logo foi repreendido por uma estocada, que o fez lamuriar pela ardência que se intensificou.
 

– As duas mãos na mesa. – A voz autoritária estava nublada pelo prazer e quase saíra trêmula por conta da respiração desregulada, mas as mãos permaneceram firmes no quadril do estudante, deixando a pele avermelhada com a intensidade em que a pressionava. Assim que o viu se apoiar novamente com ambas as mãos, Jongdae se retirou daquela cavidade que lhe apertava, para logo impulsionar o quadril contra o dele outra vez, seu próprio gemido contido se misturando com o sôfrego de seu estudante. – Isso… Bom garoto.
 

Chanyeol apenas gemeu em resposta, mantendo a cabeça baixa enquanto sentia a ardência aumentar cada vez que o professor se movia, as estocadas sendo curtas e firmes, sem muita intensidade. Um pequeno sorriso se formou em seus lábios quando realizou que ele estava indo com calma para não machucá-lo. Mas Park não era nenhum virgem, portanto moveu o quadril contra o de Jongdae, fazendo-o penetrá-lo mais fundo e forte, arrancando um gemido abafado de seus lábios quando o prazer se mesclou com a dor de maneira que fez sua própria ereção pulsar, o pré-gozo vertendo de sua glande.
 

Jongdae entendeu o recado, sorrindo lascivo e agarrando os fios dos cabelos platinados enquanto investia com força para dentro de Chanyeol, vendo-o tremer e fraquejar com o peso de seu corpo, se inclinando sobre a mesa.
 

– É assim que você gosta de ser fodido? – Recebia como resposta os gemidos roucos de Chanyeol cada vez que o estocava com força. Ele permanecia apertando os olhos com força, as mãos pressionando o tampo da mesa como se pudesse descontar ali todas as sensações que sentia no momento. Jongdae puxou ainda mais os fios platinados, fazendo-o erguer a cabeça de forma que pudesse ter plena visão de suas feições extasiadas. – Olha pra mim, Park.
 

Chanyeol tão logo abriu os olhos, encontrando diretamente os do professor enquanto rebolava o quadril de encontro ao dele, sentindo suas pernas fraquejarem conforme o prazer entorpecia cada centímetro de seu corpo. Jongdae apenas mordeu o lábio inferior com força para que não gemesse alto demais com a maneira que Park lhe encarava, com os olhos nublados de desejo, o rosto corado e a boca entreaberta onde a gravata abafava os gemidos, o tecido úmido de saliva.
 

Movido pelo desejo de beijar aqueles lábios, Jongdae moveu o corpo de seu estudante até que ele estivesse deitado de costas sobre a mesa, tão breve sentindo as pernas dele envolverem seu quadril em um pedido para que não parasse. O professor penetrou-o novamente, arrancando a gravata da boca de Park com uma das mãos enquanto a outra apertava com força a coxa dele, em seguida tomando os lábios inchados em um beijo dominante, abafando o gemido de Chanyeol quando o estocou mais forte.
 

Sentia as unhas dele maltratarem a pele de suas costas sob o tecido da camisa e a ereção roçar em seu abdômen, lambuzando-o com o pré-gozo. Park o beijava como se sua vida dependesse disso, as línguas se entrelaçando lascivas e um pouco atrapalhadas por conta dos movimentos bruscos dos corpos, o som obsceno dos quadris se chocando se mesclando com os gemidos roucos que eram abafados pelas bocas.
 

Chanyeol tateou a mesa em busca da câmera, quebrando o beijo assim que a encontrou. Pressionou os lábios, tentando conter que qualquer barulho saísse por eles enquanto estendia a câmera para o professor.
 

– E-Eu… Eu quero que grave, a-ah… – Tentava falar entre os gemidos que se formavam teimosos cada vez que Jongdae investia quase brusco dentro de si, sua voz soando rouca em um sussurro. – M-Meu rosto enquanto me f-fode.
 

Jongdae grunhiu diante aquilo, arrancando a câmera da mão de Park e diminuindo o ritmo em que se movimentava apenas para enquadrar o rosto dele, o flash iluminando as feições torcidas em prazer do estudante que tinha os olhos parcialmente cobertos pelos fios platinados, grudados pelo suor. Logo, abandonava a câmera junto a polaroid sobre a mesa, voltando a segurar o quadril de Chanyeol com firmeza e o estocando com força, tendo que cobrir a boca de Park com sua mão por conta do grito rouco que deixou os lábios dele quando teve sua próstata estimulada.
 

Shhh. – Repreendeu, permanecendo a surrar aquele ponto e vendo como o corpo abaixo do seu se contorcia com aquilo. Se inclinou, deslizando os lábios pelo pescoço do estudante, seu sussurro soprando contra a pele. – Eu gostaria muito de te ouvir gritando meu nome, mas não quero que ninguém ouça além de mim, entendeu, Park?
 

Chanyeol assentiu em concordância, mordendo os lábios com força quando o professor retirou a mão de sua boca e tentou não gritar cada vez que sentia seu baixo-ventre se contorcer em prazer por conta das estocadas certeiras. Agarrou a mão do professor que apertava seu quadril, guiando-a para sua ereção neglicenciada.
 

Me toca. – Pediu súplico, a voz grave se perdendo entre gemidos. Achou que fosse gozar no momento que ele acatou seu pedido e envolveu seu falo teso, masturbando-o conforme se enterrava dentro de si, o prazer sendo tão estonteante que Park sentiu-se tonto com toda a estimulação, a cabeça pendendo para trás enquanto seu corpo inteiro se contorcia.
 

– Goza pra mim, Chanyeol.  – O pedido veio em um sussurro, desregulado pela respiração pesada.
 

Bastou ser chamado por seu nome com aquela voz rouca para que Park se desfizesse em jatos fortes, sua porra sujando todo o torso do professor que permaneceu estimulando seu sexo até que o sêmen parasse de verter pela glande. Chanyeol cobriu a própria boca com as mãos para abafar seu gemido arrastado, tremendo por inteiro com a sensação quente que tomava todo seu abdômen, fazendo-o se contorcer e sentir-se ainda mais tonto com o ápice que nublava sua mente.
 

Jongdae o incentivou com palavras desconexas, ainda penetrando-o com força e podendo sentir seu próprio ápice se aproximando só de observar as feições bagunçadas de prazer de seu estudante, o interior lhe sufocando ainda mais com as contrações do corpo dele. Levou a mão lambuzada pela porra de Chanyeol até os lábios, lambendo o que escorria por sua palma. Suas estocadas já estavam irregulares e ele estava a um passo de gozar, quando as mãos de Park o forçaram a parar.
 

– Goza na minha boca. – Pediu, os olhares se encontrando.
 

Jongdae teve que se segurar para não gozar ali mesmo diante aquelas palavras, mas se forçou a se retirar de dentro dele, tão logo se livrando do preservativo. Park foi ainda mais rápido, descendo da mesa e se colocando de joelhos em frente a Jongdae, tomando o sexo inchado de tesão em sua boca e chupando-o com força, descendo e subindo os lábios de forma obscena, tentando controlar a respiração desregulada.
 

Foi só ter sua glande chupada com mais intensidade para que Jongdae se desfizesse na boca de Chanyeol, agarrando-se aos fios descoloridos enquanto grunhia extasiado, movendo o quadril inconscientemente contra os lábios que não protestaram, apenas engoliram a porra que enchia sua boca e gemia abafado, a língua recolhendo cada gota que vertia da glande.
 

O professor apoiou as mãos à mesa, buscando suporte para seu corpo que parecia tremer por completo, zonzo pelo prazer arrebatador. Chanyeol se ergueu entre os seus braços, envolvendo seu pescoço com os dele e unindo os lábios em um beijo mais lento, as respirações irregulares dançando uma com a outra, logo se afastando pela falta de ar. Jongdae conseguiu sentir seu próprio gosto na boca do aluno, mas nem de longe se importava com isso. Park lhe dirigia um sorriso tão grande e satisfeito que o professor não pôde fazer outra coisa além de retribuir, mesmo que minimamente.
 

– Quem sabe agora você aceita tomar um café comigo, né?
 

Jongdae não conseguiu evitar de rir do tom quase inocente de Chanyeol.
 

– Não ficou satisfeito? – Ainda ofegante, se afastou minimamente apenas para arrumar sua roupa íntima, erguendo a calça que estava nas coxas e fechando o botão.
 

– Ah, claro que fiquei. – Lá estava aquele sorriso depravado brincando nos lábios inchados de Chanyeol. – Mas pode ter certeza que eu vou querer muito mais.
 

Apenas riu soprado do tom malicioso, não protestando quando Park uniu as bocas novamente em um selar quase casto se não fosse a mordida que depositou em seu lábio inferior no segundo seguinte. Os dedos dele passearam por seu torso despido e melecado por seu próprio gozo, o sorriso ainda brincando em seu rosto.
 

– Você me deve uma camisa nova. – Foi tudo o que Jongdae disse, descendo os olhos pelo corpo ainda nu de seu estudante, apreciando todas as marcas que desenhara na pele alva.
 

– Vamos tomar um café que eu dou o que você quiser.
 

Jongdae revirou os olhos diante de toda a sugestão implícita na frase, se afastando novamente e abrindo a gaveta de sua mesa, retirando dali uma caixa de lenços e tratando de tentar limpar sua pele gozada com eles.
 

– Se vista, Park.
 

Por estar ocupado demais tentando parecer apresentado para ir embora, Jongdae não notou o sorriso de orelha a orelha que Chanyeol exibia enquanto catava as roupas pelo chão e as vestia. As respirações de ambos já estavam normalizadas e o silêncio entre eles era um pouco desconfortável, ao menos para Jongdae que, enquanto tentava abotoar a camisa com o que sobrara de botões nela, finalmente estava realizando a cagada que havia feito.
 

Só voltou a si quando Chanyeol, já vestido, o puxou pela cintura, depositando um beijo na curva de seu pescoço, a respiração quente lhe causando arrepios.
 

– Acho melhor você ir. – Tentou não parecer rude enquanto se desvencilhava do estudante, mas secretamente estava apavorado que alguém descobrisse o que fizeram.
 

Chanyeol apenas lhe sorriu, com aquele maldito sorriso e maldito cabelo perfeitamente bagunçado e estupidamente sexy.
 

– Tudo bem. – Ele se afastou, recolhendo sua máquina fotográfica e todas as polaroids que foram tiradas, logo guardando-as na mochila. – Vou ficar com elas, se quiser alguma vai ter que me procurar.
 

Dito isso, lhe dirigiu uma piscadela, para depois rir baixinho. Por fim, colocou a mochila sobre os ombros, passando as mãos pelos cabelos platinados e dando um mínimo sorriso antes de destrancar a porta. Estava pronto para sair por ela, quando a voz de Jongdae lhe chamou a atenção.
 

– Te vejo na próxima aula, Chanyeol.
 

O sorriso que nascera no rosto do Park fora tão grande, tão sincero, que parecia uma criança depois de ganhar um presente.
 

– Até, Jongdae.
 

Mas logo o tom malicioso desconstruía as feições inocentes do estudante, fazendo o professor balançar a cabeça negativamente sem conseguir conter o pequeno curvar em seus lábios. No segundo seguinte, Chanyeol saiu da sala, fechando a porta e deixando Jongdae sozinho com seus pensamentos.

 

Estava muito, muito ferrado.

 

 

ˣ


 

Sua consciência pesara tanto que, no final de semana, Jongdae não progredira em nada com seu doutorado. Toda vez que se olhava no espelho e via as marcas roxas deixadas em seus ombros, o professor inevitavelmente relembrava do que acontecera em sua sala particular e inevitavelmente acabava com as duas polaroids pornográficas que Chanyeol lhe dera em mãos e, bem… A única coisa de que tinha certeza é que cruzara uma linha que estava começando a achar que não tinha mais volta e isso o fez recorrer a sua última esperança: o incorruptível Kim Junmyeon.
 

Mas no instante em que o outro professor pisou em seu apartamento, Jongdae já se arrependera amargamente de sua decisão. Fora um domingo torturante de sermões e mais sermões e no fim Jongdae saíra mais arrependido do que estava no início.
 

Ainda assim, não conseguia tirar Park e seu maldito sorrisinho safado da cabeça.
 

Chegava a ser engraçado. Um professor renomado de quase trinta anos e um currículo invejado, perdendo os escrúpulos por conta de um estudante e uma única foda. O quão patético aquilo era?
 

Quando a semana chegou, trazendo junto a ela a cadeira em que dava aula para a turma de Park, Jongdae estava uma pilha de nervos. Passara mais tempo do que o desejado escolhendo o que vestir, se sentindo mais patético a cada minuto que se passava. No momento em que pisara na sala de aula para dar sua primeira aula do dia, o professor pareceu esquecer momentaneamente de toda aquela ansiedade. Mas assim que a noite caiu e as horas se passaram até o momento em que estava parado em frente a porta da sala onde daria sua última aula da noite, consequentemente para a turma de Park, acabou por estar alguns minutos atrasado apenas por estar parado em frente à porta feito um abobado.
 

– Vai ficar parado aí? Relaxa, Jongdae, essa é a sala certa.
 

O professor tensionou no mesmo instante, se virando em um pulo. Reconheceria aquela voz grave em qualquer lugar.
 

– Não lembro de ter dado permissão para que me chamasse pelo nome, Park.
 

Se tinha orgulho de uma coisa, era em como conseguia manter sua postura mesmo que estivesse quase gritando internamente ao ver o sorriso depravado grudado no rosto do estudante que estava o enlouquecendo.
 

– Achei que eu tinha conquistado esse direito... – Abaixou o tom de voz, não passando de um sussurro rouco que lembrou Jongdae algumas situações impróprias no momento. – … depois de você ter me fodido em cima da mesa da sua sala, professor.
 

Jongdae prendeu a respiração por um segundo, olhando em volta para assegurar que não havia ninguém próximo.
 

– Fica quieto, porra. – Chanyeol arqueou as sobrancelhas diante do palavrão vindo do professor todo certinho, mas manteve o curvar safado nos lábios. – E tira esse sorriso imbecil da cara. Preste atenção, Park: eu vou entrar na sala, você vai esperar alguns minutos e só então vai entrar, entendeu?
 

O aluno pressionou os lábios, tentando conter o sorriso que insistia em se formar quando via o professor agir daquela maneira toda correta. Por fim, assentiu, vendo o outro se virar de costas para si e erguer a mão para abrir a porta. O curvar voltou instantaneamente para seus lábios quando ele pousou ambas as mãos na cintura de Jongdae, colando brevemente o corpo ao dele e vendo-o tensionar novamente.
 

– Eu não parei de pensar em você no final de semana… – Segredou contra a pele do pescoço do professor, vendo como ela se arrepiava em contato com sua respiração. Não resistiu e selou os lábios ali, suas mãos grandes escorregando pelo peito do professor que o afastou rapidamente.
 

– Não faça isso em público. – Ralhou com a voz firme, embora seu coração houvesse resolvido brincar com sua cara e pulsava enlouquecido em seu peito.
 

Chanyeol ergueu as mãos em sinal de rendimento, se afastando em um passo enquanto sorria largamente. Jongdae não olhou mais nenhuma vez para o Park e adentrou na sala de aula, imediatamente se desculpando com os alunos pelo atraso.
 

Chanyeol fez como o instruído e entrou bons minutos depois, ocupando o lugar de sempre na primeira carteira da fileira no meio da sala, bem em frente a Jongdae. Não era do feitio dele passar a aula sem dizer nenhuma provocação ao professor, mas, estranhamente, ficou em silêncio até o final. Ainda assim, Jongdae conseguia sentir os olhos dele fixos em si e vez ou outra arriscava olhar em sua direção, ficando um pouco desajeitado com a intensidade em que era encarado.
 

Mas o universo parecia conspirar ao seu favor e a aula se passou sem nenhuma situação indesejada. Quando o período encerrou, todos os alunos se retiraram apressados para irem para casa, menos um, é claro. Jongdae já esperava por isso e se limitou a organizar suas coisas para sair quando Chanyeol parou em sua frente, o sorrisinho brincando em seus lábios.
 

Porém, ele apenas retirou do bolso do moletom um envelope de carta, estendendo ele a Jongdae.
 

– Toma, presente.

 

E riu com aquela risada estupidamente grave.
 

Jongdae olhou do envelope para Chanyeol e de Chanyeol para o envelope. Hesitou por alguns segundos, mas por fim o arrancou da mão do estudante, guardando-o no bolso de seu paletó. Estranhamente, o Park não disse mais nada, apenas lhe dirigiu uma piscadela antes de se dirigir para fora da sala de aula, sem olhar para trás quando fechou a porta.
 

Assim que foi deixado sozinho, o professor tirou o envelope do bolso e o abriu tão rápido que quase rasgou o papel. Algo lhe dizia que ele já sabia o que havia ali dentro e foi com um tremor quente em seu corpo que constatou estar certo.
 

Lá estava uma das polaroids que tiraram naquela fatídica noite.
 

E era justamente a que enquadrava as feições retorcidas em prazer de Park enquanto transavam.
 

O rosto inteiramente corado, os lábios inchados e avermelhados entreabertos em um gemido, os olhos escuros e nublados de prazer fitando diretamente a câmera, os cabelos platinados e desalinhados colados ao rosto devido ao suor.
 

E uma frase.
 

“Acho que essa é minha preferida, me relembra o quanto é bom ser fodido por você.

Eu tenho várias ideais para outras fotos, caso tenha interesse, é só me mandar uma mensagem ;).”
 

 

Jongdae encarou o número escrito ali, o coração batendo em sua boca e, bem, em outro lugar também.
 

O dilema que pesou em sua mente durou apenas alguns segundos quando, em um impulso, tirou o celular de seu bolso e mandou uma mensagem para aquele número. Apenas duas palavras escritas sem pensar muito na consequência delas.
 

“Volta aqui.”
 

Foi com surpresa que ouviu o som monofônico de um toque de celular no corredor. Logo, a porta da sala de aula era aberta e por ela adentrava Park Chanyeol, com seus 1,85cm de pura provocação.
 

O filho da puta estava esperando fora da sala.
 

– Foi mais rápido do que eu pensei.
 

Ele trancou a porta atrás de si e caminhou até Jongdae, largando a mochila no chão e não esperando uma resposta quando avançou até os lábios dele, puxando-o pela cintura como gostava de fazer e não recebendo nenhuma resistência quando aprofundou o beijo, as línguas se encontrando afoitas entre as bocas e as mãos logo buscando caminhos por de baixo das vestes, sentindo sob o toque a pele quente que tão logo correspondia, arrepiando-se.
 

Chanyeol desceu os lábios para o pescoço do professor, beijando a pele e marcando cada centímetro que alcançava, sentindo uma das mãos dele percorrer suas costas, arranhando a pele sob o tecido, enquanto a outra puxava os fios platinados de seu cabelo, estranhamente entregue.
 

– Hoje eu vou tirar fotos suas, professor. – Sussurrou com sua voz rouca que causava estragos muito visíveis em Jongdae, que apenas grunhiu quando o quadril de Park roçou contra o seu. – Tira a roupa.
 

Ele não sabia dizer exatamente onde fora parar toda sua preocupação, mas não conseguia pensar em nenhuma consequência enquanto sentia aquelas mãos grandes lhe tocarem da forma certa para fazê-lo se entregar.
 

Jongdae nem hesitou.
 

Mas, sinceramente?

 

Já nem se importava se era um profissional íntegro, ou não.

 

Mais do que nunca, o professor tinha certeza que estava muito, muito, muito ferrado.

 


Notas Finais


Queria eu tá ferrada assim que nem o Jongdae :(
Confesso que eu adoooooooooro o Chanyeol passivo, vocês que me desculpem rsrsrrssrs.
Espero que tenham curtido, adorei escrever esse plot! Aproveito pra recomendar que todos deem uma passadinha na tag #jongdaefest, estão postando histórias maravilhosas!

Comentários são super bem-vindos, tanto elogios quanto críticas!
Beijão! <3

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