História Polaroid (bts) - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtanboys, Bts, Drama, Mistério, Suspense
Exibições 553
Palavras 2.559
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OIEEEEEEEEEE xente!! Eu disse q polaroid ia ficar um tempo sem atualizar ne, entao eu vou tentar postar um cap por semana, mas num tem dia especifico, ok?

Capítulo 42 - Aceito


Fanfic / Fanfiction Polaroid (bts) - Capítulo 42 - Aceito

Yoongi on

- Minah? - eu a reconheci. - O que faz aqui?

- Eu não sei, eu só sei que apareci de repente.

- Você está mesmo aqui ou é só fruto da minha imaginação?

- O quê? - ela expressou incredulidade. - Está dizendo que não passo de uma lembrança? Claro que sou eu, Yoongi.

Deus amado, era de fato o espírito dela.

Nessa hora Soo adentrou o quarto com meus pais. Minha mãe chorava desconsolada e meu pai lhe abraçava fortemente, não deixando de derramar uma lágrima.

- Olha só pra ele, querido - ela disse, se aproximando da minha maca. Chegou a depositar um beijo na minha testa o qual eu senti imediatamente.

- Como eu posso sentir isso?

- Atos de amor sincero são sentidos por nós.

Meus pais me amavam de fato, como eu suspeitava há muito tempo não me amarem. Imagino o quão devia ser difícil ter um filho em coma, ainda que eles não aprovassem minhas atitudes, eu era o filho deles.

Depois deles entraram meu irmão e Namjoon. Nam não deixou de expressar sua tristeza por me ver daquele modo. Meu irmão também não, mas ele era mais durão, assim como eu. Pelo menos fora o único da minha família a me apoiar na decisão de viver de música.

Depois Lizy e Tae, Soo ficou bem abalada quando eles entraram. Eu não entendia porque ela se sentia tão mal, ela havia salvado a minha vida.

Se eu sobrevivesse eu a agradeceria completamente pelo resto de minha vida. Cheguei a me aproximar dela, observei sua expressão de pesar. Como eu gostaria de dizer que devia muito a ela.

Havia algo a mais naquele rosto.

Eu nunca reparara no quão serena e bela eram as suas expressões. Ela era realmente bonita.

- Yoongi? - Minah me chamou. - Vamos dar uma volta.

Assenti.

Caminhamos pelo bosque o qual costumávamos nos encontrar para contarmos das nossas vidas. Era tão estranho ver as pessoas, ver a felicidade nos rostos delas e não estar ali de fato.

- Eu não quero ficar aqui - eu disse, apesar de não sentir nada dos sentimentos humanos como fome, sono ou sede.

Mas eu sentia uma profunda tristeza olhando todas aquelas pessoas vivas.

- Então para onde vamos?

- Eu não sei, Minah, qualquer lugar.

- Já sei.

De repente não havia mais nada. Nem verde, nem pessoas, nem o sol e muito menos o mundo. Era um branco infinito.

- É aqui que eu passo a maioria do meu tempo sabe?

- Como? Mas não existe essa coisa de céu e inferno? Você devia estar...

- Alguns demoram mais para ir, na verdade não estão prontos para ir. Algo os liga à Terra.

- Sem ofensas, mas você tem alguém aqui o qual está ligado a você?

Ela sorriu para mim.

- Bobinho - disse. - Claro que tenho.

Era eu? Ela estava ali por mim? Iria me guiar para onde?

- Ah não é você pelo que você está pensando - disse ela.

- Você lê meus pensamentos?

- Claro, você é um espírito, eu posso ver tudo.

- Ah, saco.

- E sei também que está doido para me beijar.

- O quê? Ei, isso não vale!

- Claro que vale, ou melhor, eu não posso controlar. Você também pode ler os meus.

Olhei diretamente para seus olhos avelãs. Tentei obter alguma coisa, mas estava realmente difícil.

- Droga - eu desisti -, eu não consigo.

- Claro que não, eu estava mentindo - ela disse. - Isso é só para quem já partiu dessa vida, no caso, eu.

Sua expressão de tristeza me tocou e me fez sentar ao seu lado. Rocei meu dedo indicador em sua face. Ela deixou escapar uma lágrima.

- Você sente saudades de mim? – indaguei. Ela assentiu.

Cheguei a abraçá-la.

- E pensar que naquele dia eu ia te dizer que te amava.

- Como? - suas lágrimas cessaram um pouco.

- Ah não se faça de boba, você lê pensamentos.

- Só os do que estão nesse plano espiritual. - Ela ficou um pouco sem graça. - Isso é verdade?

- A mais pura. Eu visito seu túmulo quase todos os dias.

- Você é incrível, Yoongi - ela sorriu mediante as lágrimas. - Quero que você volte à vida e seja feliz.

- Feliz? - abaixei a cabeça e comecei a andar. - Não há felicidade para eu lá fora. Perdi você, perdi não sei mais o que, depende das sequelas desse coma.

- Você é tão pessimista, Yoongi - disse ela. - Não está vendo o quanto alguém está lutando por você?

Suspirei.

- E eu não vou te beijar se é o que pensa - disse ela. - Se eu te beijar você corre o risco de querer ficar aqui para sempre. Além do mais eu não carrego mais os sentimentos humanos, só alguns me são permitidos, para te ajudar a retornar. Então esse beijo não teria amor.

Compreendi o que ela disse.

Yoongi off

Soo on

Depois que todos foram embora eu fui para casa descansar. Não demorei muito, tomei banho e deitei imediatamente na minha cama.

Antes de deitar ainda pensei no Yoongi. Será que eu realmente havia feito o certo? Seus pais estavam tão abalados.

Não consegui pensar muito tempo nisso. Adormeci imediatamente.

 

- quebra de tempo: dois dias depois -

 

- Soo - eu ouvi alguém me chamar. - Paciente na sala cinco.

- Não posso agora - eu disse, correndo -, preciso trocar as drogas de um paciente.

- Soo...

- Sinto muito.

Fui até o quarto de Yoongi e o observei. Seus batimentos estavam normalizados, mas logo desestabilizariam então troquei o fornecimento da droga e já o alimentei. Era oito horas da noite, minha rotina havia se tornado a seguinte:

20:00 – drogas e alimentação

00:00 – higienização

03:30 – drogas

07:00 – soro

10:00 – drogas

13:00 – alimentação

17:00 - higienização

Era uma rotina muito cruel, tinha que admitir, mas não havia outra forma de fazer. Minha vida agora era aquele rapaz, eu ia praticamente morar dentro do hospital. Pelo menos era perto de minha casa e eu poderia descansar as horas preciosas na minha cama.

Cinco dias se passaram e lá fui eu retirar a sedação para realizar o teste de glabela. Não houve resposta a nenhum estímulo: sonoro, visual, tato, olfato, nada. Yoongi ainda estava no mesmo estado clínico de coma.

Dez dias depois refiz os procedimentos e nada. Não houve melhoras.

Quinze dias depois os resultados foram os mesmos.

Aquele foi o primeiro dia que eu desabei.

- Merda! – eu gritei à meia noite naquele hospital assim que recoloquei a sedação nele. Me sentei no sofá espaçoso que havia ao seu lado e o olhei. Não pude conter as minhas lágrimas.

- Não faça isso comigo... – minhas mãos foram direto ao meu rosto. Eu não comia bem, não descansava bem, minha vida era aquele hospital.

Soo off

Yoongi on

- Talvez você devia fazer algo, Yoongi – disse Minah a mim.

Não sei por que tive essa ideia louca, mas me aproximei dela e sentei ao seu lado no sofá. Ainda que meus toques a atravessassem eu coloquei minha mão sobre seu ombro. Observei Minah me olhando e dando um sorriso.

- Vocês dariam um casal...

- Do que você está falando? – me ergui.

- Nem posso mais brincar? – disse ela. – Pelo menos ela parece estar fazendo de tudo por você e você não.

- O que você quer que eu faça? Sabe que eu não posso ajudar a Soo.

- Você tentou?

- Argh! – praguejei. – Eu não sei como! Você sabe?

- Eu não sou você então eu não posso saber.

- Minah...

- Desculpa, é assim.

Olhei de volta para Soo, que agora se rendera ao sono e adormecera no sofá. Eu queria ajuda-la, realmente, era tudo o que eu mais queria fazer. E estranhamente eu começara a sentir algo por ela que era difícil de descrever.

Durante todos esses quinze dias eu vira Soo acordar e realizar aquela maldita rotina, doando-se fisicamente, emocionalmente e psicologicamente por mim. Não acreditava que ela tivesse um interesse amoroso por mim, era mais pelo medo de me perder.

Eu seria um idiota se no mínimo, quando acordasse, não a chamasse para sair. Ou não enviasse um buquê de flores, ela estava se doando por mim e ia fazer aquilo até eu acordar, não importava quando.

- Infelizmente você vai esquecer de tudo quando acordar.

- O quê?

- É o que acontece quando alguém fica em coma – disse Minah. – Tudo o que essa pessoa sentiu, sonhou etc desaparece.

- Então como vou agradecer a tudo que Soo fez por mim?

- Sabe, Yoongi – disse Minah -, nem sempre existe apenas um só caminho para uma só solução.

Yoongi off

 

- alguns dias depois –

 

Lizy on

Eu estava saindo do fã café quando Tae veio me encontrar para voltarmos para casa. Exausta eu disse a ele que o dia seguinte era minha folga (quarta-feira) e que eu gostaria de passar o dia no hospital com o Yoongi. Os meninos e nós íamos fazer uma espécie de estadia com o Yoongi. Quem pudesse e tivesse com vontade, ficaria com ele o tempo desejado.

O dia seguinte era a minha vez, a primeira a ir.

- Acho muito legal sua ideia, o pessoal gostou bastante, Lizy.

- Pelo menos eu sou um pouco produtiva – ri.

Quando chegamos em casa Tae tomou banho e logo depois eu. Ele entrou no meu quarto e notei que estava bem arrumado e vestido.

- Aonde vai?

- Aonde vamos, mocinha – ele disse, aproximando-se. – Vai, se arruma. Anda.

- Nossa, que cavalheiro você.

Ele chegou bem perto de mim e pôs um dedo sobre minha boca.

- Eu tenho uma surpresa para você.

- Ah, Tae... – expressei pesar. – Tinha que ser hoje?

- Tudo bem, Lizy, tudo bem! – ele retirou o celular do bolso e fingiu fazer uma ligação. – Alô... dispensa aquela limusine com champagne por favor? Ah a reserva do restaurante francês também e as cinco estadias do hotel à beira mar do próximo feriado?

- Tae, para, PARA! – ri e pulei nele.

- Tô brincando, mas eu realmente reservei um restaurante para jantarmos essa noite.

- É claro que eu vou, Tae, há tempos não saímos por conta do Yoongi e dos meninos. Vou me trocar.

- Posso ficar?

- Só feche a porta, por favor.

Retirei minhas roupas e procurei por alguns conjuntos para sair.

- Ah, nossa, Lizy, você tem um corpo tão lindo.

- Ei, você vai me ajudar com isso ou vou ter que apagar o seu fogo?

- Ah eu preferia que você apagasse meu fogo – ele exibiu um sorriso sedutor.

- Engraçadinho – eu disse. – Nesse caso é só eu te pôr pra fora do quarto.

- Ah, não vale.

Eu apenas sorri e voltei a escolher a roupa. Pelo o que Tae vestia eu coloquei uma camisa e dobrei as mangas, calça de couro e salto alto fino. Seria um lugar elegante, suspeitei, mas não tão chique.

Coloquei alguns acessórios, arrumei meu cabelo o deixando solto e passei uma maquiagem leve. Eu ia acordar cedo no dia seguinte para visitar o Yoongi então eu não queria perder muito tempo tirando tanta maquiagem.

- Vamos?

Tae pegou as chaves do carro do Jin e logo já estávamos no trânsito. Ligamos o rádio para ouvirmos música, mas estava passando noticias locais.

 

... ainda não se sabe o autor do crime contra o delegado. Daniel foi encontrado com o rosto desfigurado e com marcas de agressões semelhantes ao que o mesmo fez contra um dos integrantes da boyband coreana bangtan sonyandan, Suga. A polícia suspeita de vingança, embora não possa...

 

Desliguei o rádio.

- Eu não quero ouvir mais nada disso.

- Você fez bem, Lizy.

Chegamos ao restaurante alguns minutos depois. Era um lugar encantador. Havia uma área verde grande repleta de árvores e bancos caso os clientes quisessem desfrutar de uma bebida ou mesmo da sobremesa ao ar livre.

Escolhemos uma mesa na parte interna do restaurante. O ambiente era maravilhoso. A luz era penumbra e deixava o clima romântico. Eu e Tae conversamos sobre trivialidades, era bom jogar papo fora dentre tantas tribulações as quais havíamos passado.

Nunca imaginei que eu fosse capaz de amar alguém como eu o amava.

Ele estivera sempre ao meu lado desde o começo, me defendendo quando nem me conhecia direito. Me apoiando, aconselhando. De certa forma fizemos a nossa amizade se tornar forte e o amor que resultou dela também.

Mesmo nas horas em que nos entregamos um ao outro ele não me desrespeitou em momento algum, foi gentil, carinhoso e soube esperar pelo meu “sim”. Tae não sabia o quanto eu era capaz de amá-lo porque isso era algo impossível de medir para mostrar.

Depois do jantar apetitoso Tae pediu uma batida e a dividiu em dois copos. Fomos para a área verde onde não havia ninguém, ele me pegou pela mão e me fez sentar junto a ele, debaixo de uma árvore, em um banco.

- Está gostando da noite?

- É perfeito – eu disse, sorrindo. – Estávamos precisando disso. Nossas vidas estavam paradas.

- Bom saber.

- Tae, eu... – eu quase comecei a chorar, mas segurei as lágrimas. – Eu te amo tanto.

- Ainda não é hora de dizer isso – ele disse, segurando minhas duas mãos.

- O quê? Desculpa, como?

- Lizy – ele me fitou no fundo dos olhos -, eu queria dizer que você é a minha luz. Você apareceu de repente, ainda que por causa de uma tragédia, mas não estou aqui para falar dela. Eu vejo o quanto você me ama e faz de tudo para ver não só a mim quanto aos meninos felizes também. Cada gesto seu, cada sorriso seu faz os meus dias valerem a pena.

- Tae...

- Espera – disse ele -, o que eu sinto por você é bem difícil de dizer. Mas você me salvou de um momento tão difícil. Você parece sempre saber do que eu preciso na hora que eu preciso. Quando eu quero ficar sozinho você me deixa, quando eu preciso de amor você está lá. É como se você fosse tão ligada a mim que já entende sem que eu peça.

Sorri, ainda segurando as lágrimas.

- E é por isso que primeiramente eu queria pedir desculpas por não ter feito isso antes porque nossa vida estava tribulada em meio à polaroid, Daniel e tudo o mais. – Ele procurou algo no bolso. Não, não podia ser. Meu Deus, eu não estava preparada. Socorro! – Mas acredito que não há momento melhor.

Ele então se ajoelhou, maldito, ele sabia o quanto eu amava essas coisas medievais.

- Lizy – abriu a caixinha e vi uma aliança prateada -, você aceita namorar comigo?

Meu coração triplicou as batidas. Agora já não havia mais como segurar as lágrimas, minha mão foi à boca espantada e eu gritei:

- É claro que sim!

Ouvimos as pessoas nos saudar enquanto eu o abracei. Ele colocou a aliança no meu dedo e eu coloquei a dele no dedo dele. Nos entregamos em um beijo calmo e silencioso, ele pediu passagem com a língua e eu cedi.

E daí que havia pelo menos quinze pessoas nos vendo?

Eu amava o Tae e queria que o mundo inteiro soubesse disso.


Notas Finais


Demorou mas saiu essa aliança, hein? EITAAAAAAAAAA e aí? Gente me dói o core escrever essa parte da Soo tadinha ta muito sofredora, como sempre né eu aqui fazendo vcs sofrerem com a fic kkkkkkkkk!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...