História Policial Love - Paulicia - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Jorge Cavalieri, Margarida Garcia, Paulo Guerra
Tags Jorgerida, Paulicia, Tyleria
Visualizações 177
Palavras 2.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Xoxo ✨💗

Capítulo 4 - O Pai Te Ama


HOSPITAL - UM POUCO MAIS TARDE

Valéria caminha apressadamente pelo corredor do hospital, carregando uma bolsa no braço. Tyler caminha logo atrás dela. Os dois chegam até Paulo, que está sentado em uma das cadeiras dá sala de espera.

PAULO: você demorou. 

VALÉRIA: Trânsito de sao Paulo, bebê. - ela senta na cadeira ao lado.

TYLER: Cadê a Alicia? - ele pergunta preocupado.

PAULO: Tá na emergência. Preciso que você preencha isso aqui. - ele diz antes de entregar a ficha de Alicia para Tyler.

PAULO: Eu mesmo teria feito isso, mas não sei nada sobre a Alícia.

TYLER: ta falhando. - ele diz se referindo a caneta - Eu vou ver se consigo outra com a recepcionista.

Tyler vai até o balcão dá recepção, para tentar falar com a recepcionista.

VALÉRIA: Agora será que você pode me explicar o que é que tá acontecendo?

PAULO: A Alicia... Ela é agente dá Boe. - Valéria arregala os olhos ao ouvir isso.

VALERIA: ela o que?! - pergunta surpresa - Você só pode estar brincando.

PAULO: Queria que fosse brincadeira...

VALERIA: então, quer dizer que você é o chefe dela? 

PAULO: bem por aí.

VALERIA: gente... Eu tô chocada. 

PAULO: A gente teve a primeira missão, de subir o morro do Cavalieri, para acabar com o tiro cruzado. E a alicia levou um tiro no braço.

VALERIA: você já falou com o médico? - ela pergunta preocupada.

PAULO: não apareceu ninguém até agora. - ele olha para os lados - devem estar fazendo o curativo. Foi tiro de raspão.

TYLER: Eu falei com a recepcionista. - ele diz voltando - e ela olhou no sistema, a Alicia vai poder ir embora daqui a pouco. Ela tá na enfermaria.

PAULO: Menos mal.

TYLER: Passaram a noite juntos mesmo? - ele pergunta tentando conter o riso.

PAULO: Pensei que não ia ver ela nunca mais depois.

VALÉRIA: É pecado rir? Rsrsrsrsrsrs.

TYLER: Se for, nós dois vamos pro inferno rsrsrsrsrsrs.

PAULO: Debochem mesmo, isso... - ele bufa.

ENFERMEIRA: Alguém aqui é acompanhante dá Alicia Gusman? - Ela pergunta se aproximando.

TYLER: Eu sou!

PAULO: nós três. - ele se levanta.

ENFERMEIRA: Ela já está liberada, mas vai precisar ficar em repouso por causa das ferida.

TYLER: Pode deixar comigo. Ela vai ter que faltar uns dias no trabalho. - ele fala olhando para Paulo, que assente.

ENFERMEIRA: Vou leva-los lá.

-

[...]

(TYLER ON)

Ajudamos a Alicia a entrar no carro lá no estacionamento, e fomos para a casa dela. Paulo quis vir junto, nem me importei com isso.

TYLER: Cuidado. - digo abrindo a porta - você não pode fazer esforço.

ALICIA: Tá bem. - ela revira os olhos - não acredito que peguei um atestado de 5 dias.  - ela diz chateada.

PAULO: passa rápido. - ele observa a casa dela - Vou avisar os superiores que você vai ter que faltar.

VALÉRIA: eles vão entender.

ALICIA: Se prenderem o Jorge antes de eu voltar... Eu juro que quebro aquele batalhão todinho. - ela diz irritada. 

Tyler ajuda ela a ir até a cama do quarto. Valeria vai até a cozinha preparar algo para Alicia comer. Paulo vai até o quarto e ajeita os travesseiros antes de tyler ajudar Alicia a se deitar.

VALÉRIA: Não sei fazer muita coisa, então vai um sanduíche mesmo. - ela coloca o prato ao lado dá cama.

ALICIA: Valeu, mas eu não tô com fome, Valéria. - ela se ajeita na cama.

TYLER: Eu vou passar a noite aqui porque eu sou um bom amigo. - ele diz convencido.

PAULO: Eu já vou indo... Fica bem. - ele coça a cabeça meio sem jeito.

ALICIA: Vou querer saber tudo o que aconteceu no batalhão enquanto eu fiquei fora.

PAULO: Eu conto pra você quando você voltar. Você vem Valéria? 

VALÉRIA: Vamos, porque eu ainda nem fiz o jantar. - ela bufa e pega a bolsa.

VALÉRIA: Tchauzinho Alicia, melhoras. - ela beija a bochecha dá morena e sai do quarto.

PAULO: Tchau. - ele se aproxima para dar um beijo na bochecha dela, mas ela estende a mão, cortando ele.

ALICIA: Tchau. - ela diz sem jeito.

* * *

(PAULO ON)

Já fazia uns 3 dias que Alicia não aparecia no batalhão. A mesma ainda estava de repouso em casa. Confesso que fiquei um pouco preocupado. Consegui arrancar algumas informações de Valéria, e Alicia aparentemente estava bem, mas eu queria ir vê-la. Mas talvez ela não goste muito dá minha visita.... Nosso clima era completamente estranho por conta do que tivemos.

Assim que saio do batalhão, pego o carro e vou direto para o outro lado dá cidade, onde Alicia mora. Bato na porta umas duas vezes, até ouvir uma voz conhecida.

VALÉRIA: JÁ VAI CARAMBA! QUER ESPANCAR A PORTA?! - Ela abre a porta e se assusta ao me ver.

PAULO: Oi pra você também. - digo irônico.

VALÉRIA: Você?! Por que veio aqui?

PAULO: Mesmo não sendo dá sua conta... - ela revira os olhos - só quero ver a Alicia, ela tá aí?

VALERIA: Lá no quarto... Tyler acabou de levar café pra ela.

TYLER: E já voltei. - ele aparece na sala - Paulo?

PAULO: Por que o espanto comigo? - pergunto confuso - Não posso visitar uma agente do meu batalhão que se machucou?

TYLER: Se você não tivesse dormido com a sua agente... - ele cochicha para Valéria, que dá risada.

PAULO: Vocês dois se merecem. - reviro os olhos - eu mesmo acho o quarto. - digo antes de sair dá sala.

TYLER: Pizza? - ele virá para Valéria.

VALERIA: eu ligo pra pizzaria. - Ela diz pegando o telefone.

TYLER: E eu arrumo a mesa. - ele grita indo para a cozinha.

[...]

Paulo abre a porta do quarto com cuidado, e se depara com Alicia bebendo uma xícara de café, abafada nos cobertores.

PAULO: Pelo visto não está sentindo tanta falta do trabalho... - ela se assusta com a voz dele.

ALICIA: Que susto! - ela põe a mão no peito - Achei que era assombração.

PAULO: Eu venho te fazer uma visita, e é assim que você me trata? - ele faz um beicinho de bebê.

ALICIA: Entra aí. - ela termina de falar e ele fecha a porta, e se senta perto dela na cama.

PAULO: E aí... Como você tá?

ALICIA: Já consigo mexer melhor o braço. - ela demonstra balançando-o - e como está tudo no batalhão?

PAULO: Na mesma, não tivemos nenhuma missão importante.

ALICIA: Nenhuma notícia do Jorge Cavalieri?

PAULO: Ele tá no morro né, mas a gente não arquitetou o plano pra pegar ele ainda.

ALICIA: Por que a gente simplesmente não invade o morro e rende ele?

PAULO: Porque não é bem assim... Tem que conhecer bem ele. Saber com quem ele se relaciona, quem são os capangas, as partes do morro que ele frequenta...

ALICIA: Do meu jeito é mais fácil. - ela cruza os braços. - Aí! - ela solta um gemido de dor ao cruzar o braço machucado.

PAULO: Você podia ser um pouquinho mais cuidadosa, não? - ele pergunta irônico.

ALICIA: tenta andar com um braço só, pra você ver. - ela revira os olhos.

PAULO: Como entrou pra polícia? - ele pergunta curioso.

ALICIA: por que quer saber?

PAULO: Curiosidade. - ele dá de ombros.

ALICIA: Meu pai era policial, e eu achava isso o máximo. - ele senta ao lado dela e se encosta na cabeceira - Então eu fiz faculdade de direito, e prestei concurso.

ALICIA: E você?

PAULO: Só amor pela profissão mesmo. 

ALICIA: Como era seu trabalho no rio de janeiro?

PAULO: Era... Complicado. - ele estala os dedos enquanto fala - Invadiamos o morro frequentemente, vários morros, e quase sempre alguém morria.

ALICIA: Nossa....

PAULO: é o risco que se corre quando se invade a toca do lobo.

ALICIA: E você era quem dava a notícia as família? - ele assente.

PAULO: Era bem difícil, acho que era a coisa mais difícil que eu fazia nesse trabalho.

ALICIA: E por que voltou?

PAULO: Conheci seus superiores em uma ação no Rio de janeiro, eles gostaram muito de mim, e me proporam comandar essa operação do Jorge Cavalieri.

ALICIA: Vai voltar pro rio depois?

PAULO: Nem sei... - ele a encara - gostei de são Paulo.

ALICIA: Você morava aqui né? Me disse isso na boate aquele dia...

PAULO: Nasci aqui, fui pro rio depois que me formei. 

ALICIA: Você mora na casa dá Valéria, nao?

PAULO: Não tive tempo de alugar um apartamento ainda, ela me deu um quarto na casa dela. É provisório pra mim, mas por ela eu posso ficar por lá mesmo.

ALICIA: Entendi. - ela puxa o cobertor - tá frio aqui ou é impressão minha?

PAULO: Frio? Tá calor pra caramba.

ALICIA: Tyler tava achando que eu estava com febre. - ela diz colocando a mao na própria testa.

PAULO: Deixa eu ver. - ele coloca a mão na testa dela, verificando a temperatura.

PAULO: Tá um pouco quente.

Paulo escorrega a mão dá testa de Alicia, pelo rosto dela, parando no queixo. Ele puxa o rosto dela para perto, a beijando.

Alicia cede passagem para ele, mas logo separa o beijo e vira o rosto.

ALICIA: Paulo, isso não pode acontecer. Você é meu chefe e isso não é legal.

PAULO: Eu não conto pra ninguém. - ele tenta aproximar o rosto de novo.

ALICIA: mas eu não me sinto bem com isso. Se eu soubesse que você era meu chefe, lá naquela boate, eu nunca teria nem falado com voce.

PAULO: uma hora ou outra eu ia te ver no batalhão. - ele dá um beijo no pescoço dela.

ALICIA: Melhor você ir embora. - ela desvia o olhar para a parede.

PAULO: Você é quem sabe. - ele levanta dá cama e pega o casaco - Você tem meu número de telefone, se mudar de ideia.

PAULO: Tchau. - ele dá um beijo na bochecha dela, a asustando. E vai embora em seguida.

-

VALÉRIA: Já vai? - ela pergunta surpresa.

TYLER: Eu nem cheguei a ouvir o Pow pow tey tey. - ele diz estranhando.

PAULO: Parece que pra Alicia nós somos só colegas de trabalho. - ele dá de ombros - que seja assim então.

VALÉRIA: Eu vou dormir na casa do tylerzinho hoje, o apartamento é seu se quiser levar... Companhia.

PAULO: Eu não saio com prostituta Valéria, se você chegou a pensar nessa hipótese.

VALERIA: tá bem, mas se quiser levar alguém pra lá, fique a vontade.

PAULO: Sabe que você tem razão... - ele pensa um pouco - tchau.

Paulo sai pela porta, com a chave do carro na mão.

TYLER: O que será que rolou lá dentro? - ele pergunta intrigado.

VALÉRIA: Deve ter dado uma treta.

TYLER: Provável. - ele dá de ombros. - vou ver se a Alicia tá com febre.

VALERIA: pra dispensar o Paulo, deve estar mesmo. 

* * *

( PAULO ON )

Nunca fiquei mal por mulher nenhuma, e não é agora que vou começar a ficar. Não foi difícil achar alguém que quisesse terminar o que eu comecei com a Alicia e ela rejeitou. 

Fui para a primeira boate que encontrei. Depois de umas 3 taças de drink, encontrei uma garota de cabelo castanho escuro, e olhos verdes. Depois de uma breve conversa e mais um drink, a levei para o apartamento de Valéria.

MARIA JOAQUINA: Você nem me disse seu nome - ela diz entre os beijos.

PAULO: E precisa? - ele volta a beijar o pescoço dela.

Paulo leva Maria Joaquina até o quarto e a joga na cama. Ela tira o vestido e ele a calça, até que....

MARIA JOAQUINA: Tá tudo bem? - ela pergunta ao ver a expressão preocupada dele.

PAULO: É que... Não tá... Subindo... Aqui embaixo. - ele diz envergonhado.

MARIA JOAQUINA: como assim? - ela pergunta confusa - Espera... Você não tá conseguindo ficar ereto?

PAULO: Me desculpa mesmo. - ele sai de cima dela e se joga na cama.

MARIA JOAQUINA: bom.. isso nunca aconteceu antes, mas tudo bem. - ela veste o vestido de volta.

PAULO: Eu juro que isso nunca me aconteceu. - ele diz sem jeito - desculpa ter te trazido até aqui pra nada.

MARIA JOAQUINA: tudo bem rsrs, foi engraçado. Mas valeu os beijos pelo menos. - ela pega a bolsa - tchauzinho.

PAULO: tchau, desculpa, mais uma vez. - ela ri e vai embora.

-

(VALERIA ON)

Eu sei que disse pro Paulo que o apartamento era todo dele hoje, mas eu e o Tyler acabamos tendo uma briguinha por causa de uma vizinha dele que veio pedir açúcar.

Abro a porta do apartamento com cuidado, não queria atrapalhar a f*dá alheia. Me assusto ao ver Paulo na cozinha, servindo café numa caneca.

PAULO: Pensei que ia dormir com o Tyler.

VALERIA: a gente brigou... - ela diz chateada - mas e você? Tá sozinho?

PAULO: Você promete que não vai rir?

VALÉRIA: Não prometo nada.

PAULO: Senta ali. - ele aponta para o sofá e senta do lado dela.

VALÉRIA: e entao?

PAULO: Eu trouxe uma garota pra cá.

VALERIA: e cadê ela?

PAULO: foi embora...

VALERIA: Já? Pensei que você fosse menos rapidinho.

PAULO: Não rolou nada Valéria.

VALERIA: Nada? Como não? Você é Paulo guerra!

PAULO: eu sei! Mas o negócio aqui embaixo não entendeu o recado.

VALÉRIA: do que você tá falan... - ela abre a boca num perfeito "O" - espera aí... Você broxou?

PAULO: Xiu! Você não vai contar pra ninguém!

VALERIA: meu Deus eu não tô acreditando nisso rsrsrsrsrsrs.

PAULO: Você disse que não ia rir.

VALERIA: Você que disse rsrs eu não prometi nada Rsrsrs.

PAULO: Isso nunca me aconteceu antes, eu não sei que diabos aconteceu.

VALERIA: Não é óbvio? Rsrs.

PAULO: er... Não. - ele diz sem entender.

VALERIA: Você queria ter ficado com a Alicia lá na casa dela, né? 

PAULO: eu beijei ela, mas ela me deu um fora porque eu sou o chefe dela no batalhão. - ele revira os olhos.

VALÉRIA: na sua cabecinha linda, você tentou procurar outra pessoa. Mas o seu corpitchu quer ela. Rsrsrs. - ela volta a rir - desculpa rsrsrsrsrsrs.

PAULO: Isso é ridículo. Eu não gosto dela.

VALÉRIA: Você pode até não gostar. Mas seu amigo ai debaixo gosta. - ela dá um tapinha no ombro dele e levanta do sofá - eu vou dormir porque já está tarde. Boa sorte aí.

Ela beija a bochecha dele e vai para o quarto. Paulo deita no sofá pensativo.

PAULO: não... Isso não tá acontecendo...



Notas Finais


Eu ri mas meu coração diz que é errado.


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