História Ponte do Brooklyn - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias The Tomorrow People
Personagens John Young, Stephen Jameson
Visualizações 10
Palavras 693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - John - Breaking The Habit


Em passos apressados eu passava encarando o Refúgio a minha volta. Os Seres do Amanhã que viviam conosco me encaravam preocupados, provavelmente achando que algo tinha acontecido. Para a minha sanidade, eu esperava que não.

A maior e mais alta de todas as modestas casas do Refúgio estava logo à frente, próxima ao lago Thanatos, como batizamos. Entrei sem abrir a porta, simplesmente me teleportando para o que antigamente era a sala de jantar de Marla Jameson, também conhecida como, Mãe de Stephen.

Stephen estava ao lado de Cara, que lhe dava um esporro merecido enquanto o ajudava com alguns machucados. Stephen estava com um olho roxo e o braço apoiado numa tipoia improvisada feita por nossa amiga, Cara.

– Graças à Deus que está bem! – Eu disse, beijando-o aliviado, antes que alguém tivesse tempo de qualquer reação.

– Ai! – Eu tive que socá-lo. Como ele poderia ser tão estúpido?

– Posso ajudar? – Perguntou Cara – Stephen já foi mais inteligente.

– O que deu em vocês dois? Eu só quis abordá-lo sem violência. Não achei que o Liam fosse… Rápido desse jeito.

– Ele é faixa preta, pelo amor de Deus – Cara disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Por que não me pediu ajuda? – Perguntei

– Não achei que fosse apanhar. Minha cabeça parece que vai explodir.

– Devia – Cara comentou.

– Cara, eu agradeço por cuidar do inconsequente do meu namorado, mas posso dar um esporro nele a sós?

– Ele é todo seu. Literalmente. – Disse Cara antes de se teleportar sabe-se lá pra onde.

– John – Stephen se levantou com certa dificuldade, com a mão na região lombar e uma careta aparentando dor em todo o corpo.

Eu não o respondi. Apenas o encarei sério. Suas palavras, pareciam ter se perdido também. Provavelmente no momento em que nossos olhares se cruzaram. Era possível sentir pulsações psíquicas vindo de Stephen e provavelmente ele sentia o mesmo vindo de mim, mas nós dois sabíamos que não era de um jeito bom, sinérgico, como havia sido na outra noite ou em todas as outas em que nos deitamos e nos amamos. Não. Era um misto de preocupação e ansiedade exalando tanto de Stephen quanto de mim.

Ele ainda tentou dizer algo. Começou a gaguejar um pouco, quase como se estivesse se desculpando, mas não pode terminar. Era difícil fazer isso com meus lábios sobre os seus. Stephen deixou escapar um gemido, visto que eu devia estar pressionando seu braço entre nossos corpos, sem contar que sua coluna devia estar toda dolorida, mas como castigo, eu simplesmente continuei a beijá-lo, novamente.

Movia os lábios enquanto pensava na frase “Eu não posso perdê-lo”. Eu sabia que ele havia lido o que pensei, tanto que parou de queixar-se das dores. O ar começou a se fazer necessário, mas eu não conseguia parar. Não queria. Diminuí o ritmo e a intensidade dos beijos, enquanto acariciava seu rosto com suavidade e ternura.

– Eu sinto muito – Stephen disse baixinho, quase sussurrando.

– Eu sei. Também sinto muito. Não sou de me preocupar desse jeito, mas foi burrice ir atrás desse cara sabendo que ele é um ótimo lutador e…

– Eu sou um ótimo lutador também!

– Você é habilidoso. Você dominou os Três T's, apesar de Cara ainda ser a melhor telepata que já vi e ainda pode dobrar o tempo, mas lutador físico? Huh… Não. Você não é. Por que você fez isso?

– Eu não sei. Não quis incomodar vocês, eu acho. Eu não pensei. Não planejei nada.

– Você não é assim. Costumava ser, quando te conheci, mas depois da queda da Ultra você amadureceu.

– Você tem razão. Desculpe. – Stephen beijou-me rapidamente e logo em seguida gemeu baixinho, sentindo dor em algum lugar por fazer um movimento para me beijar – Eu, huh, queria acabar com isso logo. As coisas ficaram calmas por algum tempo. Astrid, Jedikiah, minha mãe e meu irmão não deram notícias, então… Queria passar mais um tempo com você.

– Se matando no processo?

Stephen tentou rir, mas a coluna e a cabeça o lembraram de que ele não deveria fazê-lo. Por fim, eu beijei seu rosto de leve e o acariciei novamente.

– Vem. Vou cuidar de você.

– Valeu, John. Te devo uma.

– Deve mesmo!



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