História Ponte sobre águas turbulentas - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Escrita Criativa, Grupo D
Visualizações 19
Palavras 756
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Sobrenatural, Terror e Horror

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Yay!! Segunda história do Nível 1 do Projeto Escrita Criativa! Foi bem estranho escrever nesse gênero, embora eu goste bastante, nunca pensei em escrever algo do tipo xD Obrigada MamiDriane pela ajuda com a ideia <3 No final eu passo o link da música: Brigde over troubled waters - Elvis Presley

Capítulo 1 - Capítulo Único


O dia começava a clarear na pequena vila de Ashmore, em Ilinóis, um lugar bem simples, com construções rústicas, um rio cortando pelo meio da cidade. Conforme os habitantes levantavam e se arrumavam para mais um dia de trabalho, o dia ia tomando mais a cor nublada e acinzentada de um dia de chuva. Claire não era exceção, e assim que terminou de se arrumar, saiu de casa em direção a seu trabalho em uma pequena loja no centro. Ela era uma mulher bonita, que chamava bastante a atenção de todos na vila.

                No serviço fazia tudo o que era possível para ajudar, mesmo que não fosse sua responsabilidade, o que a levava sempre a um dia cheio e cansativo, mas ela era assim, ajudava a quem precisasse. Em casa, depois de um dia de trabalho, quando estava pronta para ligar o chuveiro, ouviu o telefone tocar. Com um suspiro cansado desceu e atendeu:

                - Alô?

                -Claire? – era a voz de uma de suas amigas – Desculpe ligar agora, mas é meio urgente, eu preciso sair agora a noite, você pode cuidar das crianças, por favor?

                Claire pensou por um momento, com uma expressão exausta e frustração por seus planos, mas a sua vontade de ajudar os outros era sempre maior – “Meu jantar particular pode esperar até amanhã”.

                - Tudo bem Maggie, em alguns minutos estou aí.

                Após desligar, subiu para o quarto e pegou uma troca de roupas simples, mas ajeitadas, a sua beleza era acompanhada de uma vaidade enorme, então por mais simples que fosse a roupa, deveria mostrar certa graça. Aquela saída poderia esperar até amanhã.

                Ligou o carro e seguiu. Sua amiga morava do outro lado e para chegar lá, era preciso passar sobre a ponte do rio, ela era simples e com as águas abaixo, todo cuidado era pouco.

                A noite havia passado com certo tédio seguido pela chuva que caía. Quando sua amiga voltou, foi embora o mais rápido possível, a chuva não estava tão forte, se fosse devagar, chegaria bem em casa. Saindo com o carro, algo estava diferente. Seus pensamentos estavam voltados ao porque de sempre ajudar os outros e nunca conseguir um tempo para si mesma. De vez em quando murmurava com um tom de raiva:

                - Qual o problema em ter uma noite para mim?

                Seus pensamentos dividiam-se nisso e em como estaria o nível do rio. Conforme a raiva aumentava, o carro acelerava, o rio havia perdido espaço em sua mente. A única coisa que conseguiu pronunciar antes de acelerar na ponte foi um “QUE DROGA!”. Não enxergava mais nada com a escuridão aliada à chuva e ao carro girando. Suas últimas sensações foram de uma dor de cabeça terrível devido à pancada no volante e da água fria tocando sua pele aos poucos. Aquelas águas turbulentas arrastaram seu carro até onde conseguiram.

                No dia seguinte, apenas seu carro foi encontrado às margens do rio, por mais que procurassem seu corpo nunca apareceu. As pessoas começaram a comentar que aquilo tinha acontecido por ela se preocupar demais com os outros, outros diziam ser um castigo por sua beleza e vaidade.

                Por seu ódio às pessoas e seu maior desejo nunca realizado, seu espírito não alcançou a luz, sendo condenado a ficar naquela ponte, e cada vez que seu rancor crescia, sua aparência deformava cada vez mais. Ela não ficava na ponte apenas por não ter para onde ir, ficava para descontar sua ira em quem passasse naquela ponte.

                Sua aparência de besta com enormes chifres tragava através das águas qualquer um que passasse por ali e que aparentasse felicidade. Não importava o tamanho, ninguém deveria tê-la. Se alguém que passou a vida toda ajudando os outros encontrou um fim assim, por que deveria ficar sozinha? Por que não podia voltar a ser a bela moça que atraía olhares por onde quer que passasse? Sua forma refletida na água só aumentava sua fúria.

Os moradores começaram a ouvir gritos na ponte durante as noites de chuva, provavelmente seria a agonia de Claire sendo demonstrada antes de levar alguém consigo para as profundezas. Além disso, diziam que só havia uma maneira dela voltar à sua aparência original: ter consciência de que por mais que os outros não faziam nada para ela, ela também não fazia. Não pensava em si mesma quando devia, trabalhava demais, ajudava demais. Seu rancor deveria mirar a própria besta. E até que esse dia chegue, a ponte deveria ficar isolada e o rio desviado, para que mais ninguém fosse tragado por aquelas águas turbulentas.


Notas Finais




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