História Popozuda Problems - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bumbum, Bunda, Popozuda, Protagonista Feminina, Protagonista Mulher
Exibições 6
Palavras 723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Coisas que só a bunda dela escuta


Babalu guarda um caderno do colégio e um da faculdade onde anotou tudo que costumava ouvir em sala ou pelos corredores. Amigas, amigos, colegas, professores, professoras, coordenadores, sempre teve alguém que, em algum momento, soltava algum comentário malicioso, fazia alguma brincadeira, dava uma cantada, colocava um apelido.

Aliás, os apelidos eram muitos. Alguns tinham uma criatividade absurda e nem ela entendia, tinha que perguntar para saber o sentido. Popozuda, Bunduda, Rabuda, Rabão, Bundão, Bumbunzão, Tanajura, Saúva, Babunda, Sereia, Jacaré, Pavão, Almofadão, Coxão, Quilômetro, Açougue, Frigorífico, Lua Cheia, Carreta, Porta-Copos, Caldeirão, Gelatina, SmarTV, Caixa-Forte… enfim, cada um tinha sua lógica. Babalu sempre achou engraçado e muitas vezes perguntava ao autor uma explicação. Mas os mais simples e diretos também eram os mais comuns. As mulheres eram mais atrevidas na hora de chamar, a maior parte dos garotos que usavam desses termos eram aqueles que já tinham uma certa intimidade e a quem Babalu dava uma certa abertura.

Lembram do finado Orkut? Babalu ganhou sua homenagem por lá. Suas amigas fizeram uma comunidade, o Bumbum da Babalu. Era lá que muitos desses apelidos surgiram. O avatar da comunidade mudava constantemente, sempre uma foto indiscreta que sua melhor amiga (muy amiga!) Michelle conseguia tirar quando ela estava desprevenida. Claro que a comunidade era privada e moderada. Só faziam parte as amigas e alguns poucos amigos, os que as meninas confiavam que não iam falar nenhum absurdo.

Além dos apelidos e da comunidade do Orkut, tinha as exclamações que ela costumava ouvir. “Que bundão!”, “Que bumbum grande!”, “Que rabão!”, “Que bundona!”, por exemplo, eram as mais comuns. Algumas vezes acontecia numa abordagem mais direta. “Você tem o bumbum tão grande!” Por sinal, “bumbum” era a forma light de se referir. Bunda, rabo, cu eram as mais íntimas ou atrevidas.

“Vai, Popozuda!” era uma frase de “incentivo” que costumava escutar quando ia fazer qualquer coisa. “Acaba não, mundão!” e genéricas tipo “Ai, meu Deus!”, “Meu Pai do Céu!”, “Nossa senhora!” também eram muito corriqueiras.

As vendedoras eram outras a proferir frases épicas. Sempre tinha dificuldade em encontrar uma calças jeans com o seu número, porque ela era, ao mesmo tempo, magra, então a calça não podia ser toda larga demais. Mas os quadris largos e bunda grande exigiam uma certa elasticidade… então ela já ouviu um monte. “A gente não faz calças só pra sua bunda”, “Calça do seu número, a gente tem. Do número da sua bunda, não”. “Menina, dá um pouco dessa bunda pra mim que a calça entra”. “Eu ia te dizer pra prender a respiração, mas isso só tira a barriga, não dá certo com o bumbum”. No fim das contas, era muito comum precisar do auxílio de uma costureira, que dizia que Babalu era duas clientes em uma, porque a bunda dela merecia uma dedicação à parte.

E tinha as perguntas. “Menina, pra que isso tudo?”, “Isso tudo é teu mesmo?”, “É natural ou é silicone?” Essa última muitas vezes era usada por espertalhões que pediam pra “conferir” depois. Claro que ela na maioria das vezes não deixava. Mas as garotas geralmente tinham liberdade para fazer a aferição. Alguns e algumas até preferiam a abordagem mais direta mesmo. “Posso pegar?”, “Posso apalpar?”, “Posso apertar?” Mas era muito mais comum mulheres fazerem isso.

A propósito, tinha muitas outras perguntas que eram feitas muito mais por mulheres que homens, como, por exemplo, “Menina, tu passou quantas vezes na fila da bunda?” ou “Umas com tanto e outras com tão pouco! Dá um pouquinho pra mim?” Na maioria das vezes, claro, eram mulheres com “pouca” bunda que diziam esse tipo de coisa, ora com inveja, ora só com admiração mesmo.

Mas foi no assunto sexo que Babalu registrou a frase mais inusitada e, ao mesmo tempo, desrespeitosa. Tudo pela sua negação em fazer sexo anal. Era como se fosse um insulto ser popozuda e não dar a bunda. “Como assim você não dá o cu? Essa bunda toda só serve pra cagar?” E não só os homens com que relacionava, mas as próprias amigas faziam essa pergunta cretina. Tinha algumas pequenas variações. “Você é virgem atrás? Sério?”, “Nunca tentou?”, “Está guardando o que tem de melhor em você pra quem?”

E foi aí que Babalu começou a repetir o mantra “Minha bunda, minhas regras”. De tanto escutar, uma hora ela tinha que responder alguma coisa, afinal.



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