História Popstar! - Capítulo 18


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Categorias Demi Lovato, Justin Bieber, Miley Cyrus, Selena Gomez, Taylor Swift
Personagens Dallas Lovato, Demi Lovato, Justin Bieber, Miley Cyrus, Personagens Originais, Selena Gomez, Taylor Swift
Tags Delena, Demi Lovato, Diley, Jelena, Miley Cyrus, Selena Gomez, Semi
Visualizações 152
Palavras 1.618
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Orange, Romance e Novela, Visual Novel, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Mutilação
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demi percebendo que gosta da Selly!!

Capítulo 18 - Oh my gosh! I like you!


Point of view: Demetria.

 

Nós duas caminhávamos pela areia descalças enquanto eu procurava as palavras exatas para explicar a garota ao meu lado que meu acesso de raiva não tinha um motivo aparente. Graças a Deus ela parecia estar tão tímida quanto eu para começar qualquer conversa relacionada ao acontecimento da festa. Minha cabeça parecia se dividir entre duas coisas: o que eu queria e o que eu deveria fazer. Eu a queria. Eu deveria me explicar, desculpar e dispensá-la. Envolver-me com uma garota era quase assinar minha sentença de morte, ou colocando de outra forma, a Disney quebraria meu contrato sem nem ao menos se importar com a quantia que envolvia. E creiam, eram milhões. Parei de andar quando julguei estarmos afastadas o suficiente de tudo. Maurice era apenas um ponto negro próximo do carro que mais parecia uma miniatura.

- Selena... Acho que devo começar me desculpando pela forma como te tratei na festa. – eu sorri, mas logo fiquei séria novamente – Eu posso explicar.

- Tudo bem. – ela assentiu com um sorriso – Acho que você deve explicações somente ao Joe agora. De novo.

- Talvez você deva explicações ao seu namorado.

- E você ao seu. – a voz dela praticamente não saiu.

- Joe e eu terminamos, você sabe disso.

- Depois do que aconteceu na sua festa eu não sei de mais nada.

Eu poderia ter mantido aquela mentira por mais tempo, porém eu percebi o quanto aquilo provavelmente a estava machucando e me senti totalmente estúpida por estar usando Joe para atingir Selena sem nem ao menos saber por quê.

- Eu vou dizer a você exatamente o que disse a ele: não precisamos mentir e enganar mais ninguém, nada entre nós dois foi real. Há algum motivo para machucar mais pessoas com isso? – tentei me lembrar das palavras exatas que usei – Joe foi apenas um brinquedo que usei para... para...

- Para?

- Para atingir você. Mas isso não importa agora. Já que eu não estou com o Joe apenas você deve se explicar para o seu namorado.

- Já conversei com o Justin e nós estamos bem.

Permiti-me sentar na areia com a mesma sensação de possessão me tomando. Desviei o olhar do mar para o rosto de Selena e percebi o quão atraente ela poderia ser. Fechei os olhos para o pensamento e abaixei a cabeça, escondendo-a entre os joelhos. Selena deveria ser minha.

- Selena.  – meu sangue fervia nas veias exatamente como fez quando descobri que ela namorava – Se você realmente me ama como diz, por que namora esse garoto? – minha voz saiu abafada por eu ainda estar com a cabeça entre os joelhos.

- Tenho mesmo que explicar isso? Justin não é qualquer garoto. Ele é o melhor amigo que eu tenho e acho que é o melhor amigo que sempre vou ter. Ele não me deixa só nunca, acho que não me lembro de ter chorado sozinha uma só vez sem ele estar presente para me amparar. Quando Justin soube o que aconteceu na sua festa ele chorou. Ele chorou, Demi! – estremeci ao sentir o nível de raiva aumentar a cada segundo – Ele simplesmente engoliu o orgulho e disse que entendia.

- E isso faz dele o herói da história! – levantei a cabeça de uma só vez – Selena! – ajoelhei na areia de frente para ela - Você não o ama! E quanto a tudo o que você me disse? Aquilo foi só um momento?

- Não, não foi só um momento, mas o que você quer que eu faça, Demi? – ela abraçou as pernas ao mesmo tempo em que eu me sentei nas minhas – Eu ainda não consegui entender o motivo de tantas cobranças. Eu e você não temos e nunca teremos nada além do que aconteceu na festa, não é?

- É.

- Então... Isso não tem nada haver com amor. Eu ainda amo você com todas as forças que tenho, mas não vou ficar sozinha esperando que um milagre aconteça.

- De que milagre estamos falando? – cocei minha nuca desconfortável com o rumo da conversa.

- Você se apaixonar de verdade por mim. Esse milagre.

- De verdade? Como assim de verdade?

- Já parou para pensar na possibilidade de gostar de mim, Demi? Mesmo que seja 0,01% de gostar?

Permaneci imóvel enquanto meu olhar se encontrava com o de Selena. Pisquei diversas vezes enquanto meu cérebro processava as últimas palavras dela me dando a confirmação de que em algum lugar que eu não tinha idéia eu realmente gostava dela. Não chegava a estar apaixonada ou amando, mas gostava da presença, do jeito, do sorriso, da forma de falar, do olhar, e principalmente do beijo. E gostava muito do conjunto todo. Dar-me conta disso foi como sentir uma flecha acertando meu coração.

- Ai. Meu. Deus. – pronunciei cada palavra separadamente – Isso não pode estar acontecendo. – levantei-me de sobressalto e puxei Selena para que ela começasse a caminhar junto comigo – Não. Não. É impossível!

- Acho que agora quem não está se sentindo bem é você.

- Shiu! Eu estou me dando conta de uma coisa. Fique quieta.

Parei de andar diversas vezes durante o percurso até o carro, a maioria delas porque meu coração estava acelerado demais devido a minha descoberta, e as outras vezes parei por estar prendendo a respiração quando os dedos de Selena tocavam meu ombro. Praticamente joguei-me dentro do carro puxando uma garrafa de água de um compartimento embutido no meu banco e tomei metade do conteúdo enquanto a outra metade vazava pelas laterais do meu rosto. Coloquei a garrafa ao meu lado antes de pegar outra e repetir todo o processo num ato inconsciente de desespero. Eu não poderia gostar de uma garota! Ia contra os meus princípios, contra a lei natural das coisas, contra a minha família, contra a minha profissão, contra a minha religião e contra a minha ética. Ia contra mim. Outra vez era eu contra eu mesma. Perdi a conta de quantas vezes cocei lugares diferentes do meu corpo sem nem mesmo estar sentindo algum tipo de incomodo.

- Demi, você est...

- Selena por favor! Só mais um minuto.

Demorei aproximadamente 20 minutos para controlar meu ataque nervoso e mirei a janela o resto do caminho até a casa dela. Como era possível que aquilo estivesse acontecendo comigo? Tinha que ser coisa da minha cabeça, tinha que ser passageiro, tinha que ser momentâneo. Eu deveria estar sonhando. Fechei os olhos forçadamente e abri-os instantes depois observando Selena piscar demoradamente com uma expressão confusa. Virei a cabeça para trás quando percebi não estar sonhando e deixei todo o ar do meu corpo sair pela boca.

- Tchau.

- Ei, espere. – segurei-a pelo pulso – Preciso fazer uma coisa.

Fiz com que ela sentasse ao meu lado e fechei a porta, aproveitando que meu gesto havia aproximado nossos corpos para segurar o pescoço pálido. Eu tinha outras formas de descobrir se estava realmente sentindo algo por ela, mas nenhuma outra forma seria tão prazerosa quanto beijá-la. Quando nossos lábios roçaram uns nos outros me dei conta de que havia esperado por aquilo o dia inteiro. Suspirei. Por que a boca dela tinha que ser tão perfeitamente irresistível? Dessa vez foi Selena quem tomou a iniciativa e tornou o leve roçar de lábios em um beijo de verdade, fazendo com que um frio percorresse toda a minha barriga. Aquele era o maldito sinal que eu temia! Minha outra mão antes livre agora se ocupava com a cintura dela, e numa velocidade que até eu mesma julguei rápida meus dedos conseguiram percorrer toda a barriga de Selena. Sentir as linhas do abdome que julguei ser definido fez um arrepio percorrer meu corpo e meu coração pareceu disparar tiros contra meu peito. Outro sinal. Ajoelhei no banco sem parar o beijo e segurei as duas mãos da garota com as minhas, puxando-as até a parte de trás do meu corpo. Estremeci. Permiti a mim mesma sentir novamente a textura da pele sedosa que se mostrava ao meu dispor, então deixei que minhas mãos fossem até o quadril dela, apertando-o por debaixo da roupa. O fato de minhas mãos estarem quentes porém molhadas me fez crer que elas estavam suando. Eu já tinha sinais suficientes. Me dei conta de que meu corpo estava imprensando Selena contra a porta do carro enquanto nossas línguas se misturavam de uma forma totalmente sexy, e que se fosse por mim nós acabaríamos em uma cama. Sim, parece vulgar, mas eu estava completamente entregue a ela naquele momento e faria qualquer coisa que ela quisesse. Não pude evitar de apertar ainda mais os dedos no quadril dela quando os lábios quentes tocaram meu pescoço, provocando um arrepio em todo o meu corpo. A sensação de vazio na minha boca logo foi esquecida pela mordida que se seguiu na região onde antes havia sido depositado um beijo. Antes que pudesse raciocinar, a voz de Selena soou rouca no pé do meu ouvido. “Eu te amo, Demi.” Estremeci outra vez. Reuni as últimas forças que me restavam para sussurrar com a voz distorcida pelo desejo.

- Você tem 2 minutos para sair desse carro e ficar em segurança na sua casa onde o seu anel de castidade vai continuar significando algo.

- Posso tirá-lo se esse for o problema.

- Não. Vá para casa. Eu te ligo.

Caí exausta no banco quando o corpo de Selena desocupou o espaço ao meu lado. Parecia que eu havia corrido uma maratona. Eu tinha muitas coisas passando na minha cabeça, mas precisava de um banho para acalmar meus hormônios e conseguir raciocinar. Além de me deixar a um passo de me apaixonar, Selena conseguia deixar meu corpo a um passo de um colapso.



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