História Por acaso - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Anneliese van der Pol, Erik Durm, Roman Bürki
Personagens Anneliese van der Pol, Erik Durm, Roman Bürki
Tags Bvb
Visualizações 222
Palavras 1.923
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Minhas sinceras desculpas pela demora em postar, mas estou com muitas provas e trabalhos pela frente!

Capítulo 5 - Capítulo cinco.


Fanfic / Fanfiction Por acaso - Capítulo 5 - Capítulo cinco.

 As mãos de Erik lentamente começam a descer pelo o meu rosto e ir parar sobre a minha cintura. Coloco as minhas mãos sobre o ombro do loiro na intenção de empurrá-lo para longe, mas por impulso minhas mãos vão parar no pescoço do jogador e eu correspondo ao beijo do loiro.

    Um beijo calmo acontecia no estacionamento, poderia ser um beijo qualquer. Mas eu me sinto diferente. Uma luz de um poste distante não conseguia iluminar perfeitamente nós dois, mas as lindas e numerosas estrelas que no céu enfeitavam, dava um pouco de brilho azulado em nós dois.

      Erik parecia estar sem graça ou apenas queria ir devagar para recordar cada passo e por isso seu beijo era repleto de tranqüilidade.

        Quando o ar faltou, antes de nós separamos por completo, Durm deu vários selinhos e em seguida ficamos alguns segundos próximos um do outro, com a testa praticamente grudada com a testa do outro.

-Desculpa, fui muito impulso. – Erik se distancia com o rosto corado de vergonha

-Não se desculpe, bobinho. - Digo sorrindo.

-Vamos, vou lhe deixar em casa. -  Durm carinhosamente pega em minha mão e vamos caminhando assim até o carro do loiro.

     O caminho até a casa do meu primo foi bastante silencioso, talvez cada um quisesse colocar os pensamentos em ordem, ou apenas não sabíamos o que falar.  Assim que chegamos na casa do Roman, Erik desce do carro junto comigo e deposita um beijo na minha bochecha.

-Muito obrigada pelo passeio, narigudo. -  Pego no nariz do jogador, como se faz com crianças.

-Disponha, ruiva falsa. - Erik sorrir e ergue sua mão para bagunçar de leve o meu cabelo.

     Erik volta para o seu carro e assim que ele dar partida, eu dou um rápido aceno de mão e entro na casa. Dou de cara com o Roman e Nasstasja aos beijos, sem fazer barulho, tiro meu sapato, colo no canto da porta e vou para o quarto de hóspedes.

        A semana passou muito rápido. Já era novamente final de semana e na segunda-feira eu iria voltar para sua casa. Eu estou sentada no chão da varanda, tentando ler um livro, mas Bürki não queria colaborar.

-Vamos Julie, para de ser chata. – Roman toma o livro da minha mão.

-É meu último final de semana aqui e você quer que eu passe boa tarde do meu sábado em um estádio, você que é chato. - Digo cruzando os braços e olhando brava para meu primo.

-Por isso mesmo, uma chance de ver seu primo gato jogando, antes de voltar para Leipzig. - Bürki começa a folhear o livro e fazer algumas caretas engraçadas.

-No dia que eu tiver um primo gato, eu vou ver ele jogando. – Entre as minhas gargalhadas, eu tento pegar de volta o meu livro.

-Isso, esnoba mesmo. Mas depois quando precisar de mim, não me procure. Sua ingrata. - Roman coloca a mão no coração e fingi estar indignado comigo.

-Tentando fazer chantagem emocional? – Olho para Roman com sombracelha direita arqueada e uma mão sobre o meu queixo.

-Estou conseguindo? – Bürki me olha com um sorriso esperançoso.

-Isso é golpe baixo, sabe que sou coração mole. - Reviro os olhos, sempre odiei esse meu lado de coração mole, sempre acabo fazendo algo que não gosto para agradar alguém, principalmente quando gosto muito desse alguém.

-Eu sei que é, por isso a chantagem. Vamos vai ser legal, com certeza vai ter a namorada de alguém do time, vai poder fazer novas amizades. – Roman devolve o meu livro e me puxa para um abraço desengonçado.

-A Nasstasja não vai? – Empurro o Bürki para longe de mim e abraço o meu livro.

-Ela vai ter que trabalha. – Bürki se aproxima de mim novamente, mas dessa vez com os dedos engatilhados para fazer cócegas em mim.

-Agora que não vou mesmo, não vou sair da minha zona de conforto, para ficar sozinha num lugar cheio de bêbados. Eu prefiro dar uma volta por Dortmund. – Tento impedir que ele avance, mas ele é mais forte que eu e logo começa a tirar várias gargalhadas minhas, tanto que meus olhos se enchem de lágrimas. Depois de alguns minutos de tortura, Roman para de fazer cócegas e me aperta em um abraço.

-Nossa Julie, pensei que eu significava algo para você, tanta coisa que fizemos juntos desde de pequenos e agora nem quer mais a minha companhia. - Roman me aperta ainda mais em seus braços e faz drama com direito a carinha fofa.

-Não terei sua companhia, você vai estar em campo e eu na arquibancada. -Digo me soltando do abraço do Bürki.

-Mas vou saber que vai estar lá, me vendo jogar. -  Bürki estica sem braços e em seguida fica em pé.

-Posso lhe ver jogar pela televisão. - Dou de ombros e em seguida fico de pé.

-Não é a mesma coisa. Mas tudo bem, pode ficar aqui em casa, eu vou sozinho, desolado, abandonado, posso até jogar mal por causa disso e não causar boa impressão. Sabe, sou novato no time, tenho que fazer um bom serviço para gostarem de mim, mas tudo bem, você não quer saber disso mesmo. Roman coloca a mão no bolso e logo tira a chave de seu carro e gira entre seus dedos.

                 Encaro meu primo e fico fascinada com a facilidade que ele tem em fazer drama e ainda usar o meu lado de coração mole para me convencer, eu solto o ar preso no pulmão e pego a chave das mãos de Bürki e vou andando em direção ao carro dele,  mesmo de costas ele, eu posso jurar que ele está com um sorriso vitorioso estampado no rosto.

              O caminho da casa do goleiro até o estádio foi bastante rápido, ainda mais comigo dirigindo loucamente e Roman rezando para chegar vivo no estádio. Assim que chegamos no estádio, Bürki se despede de mim e vai se reunir  com o seu time, depois de muito andar para conseguir achar o setor de lanchonete, pego a fila para comprar algo para comer. Como sou uma eterna criança, eu opto por pipocas, balas e refrigerante.

            Me aconchego na minha cadeira e ajeito a pipoca no meu colo e o refrigerante sobre o braço da cadeira. Em quanto o jogo não começa e os jogadores estão se aquecendo, olho para Durm, que está fazendo alguns movimentos engraçados com o quadril, meus olhos alternam os jogadores em campo até que paro no Roman, balanço a cabeça negativamente para o que ele fez. Achei que não íamos conseguir o ingresso em cima da hora, mas meu primo muito esperto e como me conhece bem, sabia que ia conseguir convencer-me e já tinha reservado um ingresso para mim, na arquibancada vip. Começo a comer minha pipoca, todo o estádio está lotado e a famosa muralha amarela está fazendo uma algazarra imensa. Fico algum tempo encantada com a alegria da torcida amarela, essas abelhas realmente são ferozes, tem uma energia contagiante, só de olhar para a muralha amarela eu já queria levantar e pular gritando o nome do time, mas acho que seria muito errado fazer isso na área vip. Para tentar me manter calma, olho para o lado e estão sentados um senhor careca e do seu outro lado uma mulher vestida basicamente para uma festa de gala e não para um jogo de futebol. Olho para a minha roupa e começo a rir, o que eu poderia falar dos outros? A minha roupa também não é adequada para sair de casa e aqui estou eu, num estádio repleto de pessoas.

-Do que rir, madame? – O senhor careca me chama a atenção, fazendo eu me virar para ele.

-Nada demais senhor, só rindo de mim mesmo. – Sorrio par ao senhor, e fico pensando será que eu incomodei ele com minha risada?

          Alguns minutos depois, que para mim, foi uma eternidade, finalmente os jogadores dos dois times entram em campo.  A minha pipoca já havia acabado por completo apenas em 20 minutos depois que o jogo começou, não estou prestando total atenção no jogo, via alguns lances, mas logo dispersava, perdia o foco.

-Senhorita, poderia pegar minha caneta que caiu, está perto do seu pé direito. – Novamente o senhor careca me tira de meus pensamentos.

-Claro. – Me abaixo para pegar a caneta  - Aqui está. - Entrego a caneta para o senhor.

-Muito obrigada querida.

-De nada.

       Assim que o primeiro tempo acaba, levanto-me do meu assento e vou à procura de um lixo para jogar o saco de pipoca, assim que volto para o  meu lugar, o senhor careca parecia estar numa reunião em plena arquibancada.

-Com licença. - Digo antes de passar pelos homens de terno para voltar para a minha cadeira.

-Sua filha? - Pergunta um dos homens para o homem careca

-Não, uma desconhecida. - O senhor careca responde, sem ao menos olhar para mim.

-Muito prazer, me chamo Julie. -  Abre um enorme sorriso e olho para todos ali presentes.

    O senhor careca me encara, com certa repugnância e como se não tivesse entendido porque eu me apresentei a eles.

-Que foi? Só não quero ser lembrada como a desconhecida da arquibancada. – Digo dando de ombros e voltando a minha atenção para os jogadores reservas que estão em campo tocando a bola.

-Você é sempre espontânea assim? - Pergunta outro homem

-Só quando estou acordada. Não sei se já lhe disseram isso, mas o senhor parece muito um ator de série, Mark Harmonn, devem ser irmãos. É irmão dele? – Não consigo me conter e começo a rir.

-Não sei de quem está falando. Não lembro de ter visto você por aqui antes, sua primeira vez aqui no estádio? - Pergunta o senhor careca

-Segunda vez, mas nenhuma vim por livre e espontânea vontade. – Olho com cara de tédio para os senhores e um deles solta uma risada sem querer, mas logo para de rir e se ajeita em sua cadeira.

-Não gosta de futebol? - Pergunta um dos outros três caras

-Sei que vocês deve ser hiper mega fã do Borussia, mas eu, particularmente, não gosto de futebol. – Respondo, tentando não magoar ninguém com a minah resposta.

-E porque veio? - Pergunta o senhor careca

-Meu primo me forçou, usou chantagem emocional. - Digo gargalhando, e olho de relance para o senhores bem vestidos.

-Seu primo é torcedor fanático? - Pergunta um cara.

-Na verdade, ele é jogador, ele é o goleiro do Borussia. – Respondo antes de pegar o meu celular.

-É prima do Roman? -  Pergunta o careca.

-Vai depender de que Roman estiver falando, se for do Bürki, sim, sou prima dele. -  Com a câmera focada, tiro uma foto da muralha amarela e outra dos jogadores reservas, tanto do Borussia, quanto do jogadores rivais.

-Muito legal conhecer os parentes dos jogadores. - Diz o senhor careca.

-E os senhores, são torcedores assíduos? – Coloco meu celular no bolso e me viro para os senhores.

-Somos além disso, eu sou Watzke, presidente do Borussia e eles são os dirigentes.  - Responde o senhor com poucos cabelos

           Dou um sorriso tímido para todos e olho para o campo, quero enfiar a minha cabeça na grama, não consigo acreditar que chamei o presidente do time do meu primo de ator de série e ainda falei para todos que não gosto de futebol. Coloco o rosto sobre a cabeça e respiro fundo, levanto a cabeça e presto atenção no jogo, tento evitar qualquer troca de olhares com os chefões do time. E torço para que Roman nunca descubra isso.

 


Notas Finais


Toda vez que vejo a foto da "Julie" me lembra a Chelsea Daniels, rsrsr, eu amava a série As visões da Raven, uma pena que não passe mais na televisão.
"Oh velho carvalho, de galhos em flor..."" rsrsrs
Obrigada por ler e espero que tenham gostado!


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