História Por algum motivo uma parte de mim pertence a você - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia
Tags Finlândia, Suécia, Sufin, Suomi, Sverige, Vikings
Exibições 12
Palavras 1.732
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hei Folk (Oi pessoas) estreando uma nova fic do meu casalsinho 10 de 10 Suécia e Finlândia.

Amem este casal ou sofram a eternidade com Hell.

Brinks, vamos ser todos boas pessoas para irmos pra Valhala.

Capítulo 1 - Em pró de uma vitória sem honra ou glória


 

                Ser folho de um renomado Lord viking, significava ter vocação garantida para inteligência, habilidade e força, ser filho de um renomado Lord viking descendente Berserker significava ter tudo isso ao cubo, ou pelo menos era assim que Berwald pensava quando era mais novo.

                - Berwald, venha aqui. – O pai chamou um garoto. – Observe bem o condado lá em baixo, um dia será você o Lord dele, terá de defender seu título em batalhas, e guia-los em pró de expedições que nos tragam riquezas, vai sentir vontade de fraquejar as vezes, mas não o faça esqueça e prenda todo o seu sentimentalismo bobo, ter piedade não salva vidas e muito menos evita as guerras.

                Ponderou bem aquelas palavras, queria dizer alguma coisa, mas será que devia? Por um momento pensou que aquela era uma responsabilidade grande demais para um garotinho de dez anos carregar, pensou, e se não quisesse esse destino para si? NÃO! Ideias tolas, indignas de um verdadeiro berserker. Calou o pensamento em pro das ideologias de seu progenitor, decidira que daqui em diante só elas lhe importavam.

                O tempo passara, e seu pai veio a falecer em um campo de batalha, pela ordem de sucessão o trono de Lord passaria para Berwald, mas poucos confiavam em um líder tão jovem, o que abriu espaço para um usurpador de terras tomar o seu lugar, o mesmo dissera poupar a vida de Berwald por ainda ser muito jovem e que agradecesse seu ato de piedade. Amaldiçoou tais palavras, e reafirmou a si mesmo que jamais sentiria isso por nem um outro alguém. Mais alguns anos de treinamento e Berwald finalmente tomou coragem para desafiar o usurpador de trono que mal se importou de lembrar o nome, mas se lembrou com riqueza de detalhes da maneira como enfiou-lhe o machado no pescoço, várias e várias vezes até ouvir os gritos cessarem e a vida esvair-se, mas junto a sensação de vitória, um mal estar se instalava em sua alma, uma leve pontada de sensação de vazio.

                Como Lord daquele condado se tornou ainda mais conhecido que o próprio rei, os músicos cantavam suas proezas por toda a Suécia, conseguira cada vez mais seguidores, em suas explorações retornara quase sempre com muito ouro, terras conquistadas e escravos vulgo prisioneiros de batalhas. Sentia-se bem, sentia-se vivo toda vez que participava de uma exploração e demonstrava suas habilidades, mas era tudo uma mentira momentânea, posta à prova logo após os níveis de adrenalina baixarem, e a sensação de vazio voltava cada vez mais forte em seu peito ao estar comemorando a vitória sobre as terras de outros Lords.

                Berwald não era capaz de entender a si mesmo, tinha fama, sucesso, riquezas, posses e todas as damas e meretrizes que um dia ousasse desejar, então por que se sentia tão... incompleto? Era um blefe toda aquela felicidade era remorso tingida de comemoração, pensou o quanto todos ali eram idiotas, mataram, pessoas, destruíram aldeias e condados, perderam companheiros de vida, em troca de que? Um pedaço de terra? Uma chance de demonstrar poder? Nem ao menos ele sabia. Talvez fosse por isso que invejava tanto o Lord Lukas Bondevik da Noruega, um jovem viking com teor de diplomata, tinha-o como um irmão mais novo, ouvira várias cantigas contando sobre suas explorações movias apenas a negociações onde sua principal arma era o dom da palavra, jovenzinho sagas, conseguiu em seu curto período de existência fazer dar certo uma hipótese que muitas vezes falhava na pratica. Tentara se igualar a Lukas tornando seus escravos homens livres, por algum motivo achou que isso fosse ter algum tipo de impacto positivo na tentativa de diminuir seu remorso, nada mudou, só o fato de que agora teria que se virar sozinho em casa.

                Mas mesmo Lukas pecava as vezes e quando estava disposto a guerrear fazia questão de ter a completa e total certeza de que seria capaz de pisar em seu inimigo, com todos os aliados e armas em que lhe fosse possível apostar. Por isso marcaram uma reunião isolada só os dois. Quando Lukas chegou, Berwald apontou para uma cadeira qualquer vaga na ampla mesa, o norueguês se sentou, uma taça com hidromel foi colocada a sua gente, a garrafa colocada entre o local em que Lukas e Berwald ocupavam, e a outra taça se encontrava na mão do Lord sueco.

                - Seja lá qual for o motivo de sua visita eu estou dentro. – O sueco bebericou um gole da taça.

                - Se continuar a concordar sem nem ao menos ouvir a minha proposta vai acabar se metendo em alguma espécie de roubada. – Lukas abriu um sorriso.

                - Diga logo o motivo.

                - Em minha última expedição encontramos um lugar chamado Suomi, lá as terra são mais férteis, as paisagens mais bonitas, e o gado mais farto, tentei negociar com o rei regente daquelas terras, ele zombou de meus esforços, disse que não queria ligação alguma com outros reinos e após as nossas insistências utilizou da guerra para nos forçar a deixar o país. – Lukas escarrava só de lembrar.

                - Quer vingança?

                - Quero retribuir a hospitalidade do rei de Suomi, sejamos objetivos, eles tem posses, podem vir a se tornar nossos inimigos um dia, é melhor fazermos algo agora enquanto estamos na vantagem, o rei Mathias da Dinamarca também se posicionou à favor de minha proposta, e quanto a você velho amigo?

                - Eu já não lhe disse, seja o que for, estou ao seu lado.

                Brindaram ao novo acordo verbal e se despediriam, ficou decidido que dentro de um mês partiriam para Suomi, isso deu tempo para Berwald designar quem iria lhe acompanhar nesta missão, organizar os navios e os suprimentos. Pensou que seria bom fazer essa viagem, há tempos não lutava em um campo de batalha, e só sentia repleto quando estava em um, o fato de poder se concentrar apenas em uma coisa, permanecer vivo, lhe era reconfortante.

                O dia de partida chegou, foram dois dias de viagens, o circo havia se formado, mais de duzentos navios seguiam para Suomi, nem ao menos um grito de guerra para anunciar o ataque, uma explicação plausível de porquê aquele condado, os moradores só tiveram a noção do perigo quando o massacre já estava acontecendo, definitivamente eles eram os piores, não poupavam as mulheres e nem as crianças, todos ali deveriam ser dizimados em pró de um recado sangrento endereçado a vossa majestade, o rei de Suomi.

                O castelo real ficava próximo ao condado atacado, porem o rei não estava, presentes, apenas os escravos, os serviçais e o príncipe Tino, um considerado pelo povo viking como um soluço, pouco hábil com armas, incapaz de matar e se defender, quando a notícia de que o reino de seu pai estava sendo invadido, mesmo sabendo de suas desvantagens foi o primeiro a desembainhar sua espada, convocar o exército, montar em um cavalo e ir para guerra, as senas que presenciava eram grotescas, homens parrudos, empunhando, lanças, escudos, machados, espadas e até martelos, aniquilando um a um de seus súditos com tamanha brutalidade e violência que nunca antes havia presenciado.

                Avistou vindo em sua direção um ruivo parrudo, com tranças tanto quanto no cabelo quanto na barba, pelo aspecto sujo e seboso do cabelo e da pele, aquele homem também não ligava muito para sua higiene pessoal. Caiu do cavalo e quase teve a cabeça arrancada pelo machado que o ruivo empunhava, Tino levantou rapidamente do chão, enfiou a espada em seu buxo e depois cortou lhe o pescoço, o príncipe de Suomi estava virando-se bem considerando sua desvantagem física, porém seus momentos de glória logo desapareceram, quando uma figura loira, quebrou um escudo em sua face, de modo a fazê-lo despencar ao chão, tentou se levantar, tentativas em vão, sua visão estava turva, sentia que alguém ainda o surrava, aos poucos fora perdendo os sentidos desfrutando da trilha sonora de gritos e choros desesperados, seguidos por tilintares das armas se chocando umas contra as outras. Não havia mais esperança para o seu reino e quem sabe nem para sua vida.

                Doce equivoco, poderia ter morrido naquele campo de batalha como um herói defendendo seu pais, e quem sabe Odin fosse misericordioso o bastante para permitir sua entrada em Valhala, mas invés disso acordara amarrado junto a outros dois no mastro de um navio viking, Tino sabia bem qual o destino pútrido que lhe aguardara, seria levado como escravo para um país desconhecido do qual talvez ele não entendesse o idioma, correndo o risco de ser usado como boneco de treino de alguma arma ou até pior, de ter seu corpo violado por um daqueles parrudos. Uma grande parte dos tripulantes comemorava a vitória sobre o condado mais próximo do castelo do rei.

                - Brindemos irmãos, esse é o nosso trunfo, sem nenhum orgulho sobre os tolos que ousaram nos menosprezar. – Lukas erguia a taça com rum tendo o movimento imitado pelos outros.

                Olhou para o mastro, onde o Tino permanecia amarrado, notou que o prisioneiro lhe olhava com um olhar indagador. Lukas desceu da parte ais alta do navio, foi em direção ao prisioneiro amarrado, o observando de cima a baixo, o olhar sádico sem expressão na ace de Lukas causava arrepios em Tino. Lukas ajoelhou-se à frente de Tino, passou a mão direita na face do prisioneiro com a intenção de acariciar o local, notando a inútil tentativa de esticar o pescoço em pró de fugir do toque.

                - É a primeira pessoa que eu conheço que tem olhos violáceos. – Lukas sussurrou no idioma natal do prisioneiro. – Você é um garoto ou uma menina?

                A resposta não veio, apenas as tentativas de se debater e por fim em uma demonstração de completo escarro Tino, cuspiu no rosto de Lukas. A ação de insubordinação chamou a atenção dos outros vikings, em especial a de Berwald. Lukas limpou a saliva, procurou agir como se não fosse nada.

                - Tudo bem, não precisa me dizer, tenho certeza de que tem gente aqui disposta a descobrir isso e fazer bom proveito seja lá qual for a resposta para a minha questão. Por hora apenas beba isso, a viagem vai ser longa e ela não vai ficar melhor pra você quando acabar.

                Lukas forçou o prisioneiro a beber a taça de rum, embora por conta da resistência o líquido tendia a se dispersar mais sobre a roupa e o chão do que a boca de Tino.



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