História Por amar você - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~JadyEduarda

Postado
Categorias Justin Bieber, Sara Sampaio
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais, Sara Sampaio
Tags Fama, Romance
Visualizações 1.407
Palavras 5.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, faz tempo que eu não venho soltar um capitulo para vocês, estava com saudades. Mas a Jady deixou tudo atualizadinho, amém!

Muito obrigada a todos os favoritos e comentários, estamos nos dedicando muito a essa estória e realmente gostamos de ver o resultado. Nos desculpem por não estar conseguindo responder todos, mas são muitos e fica meio difícil. Mas somos gratas demais a vocês, sério!!

AVISO: desculpem o capitulo estar todo escrito no presente, espero que isso não seja um incômodo a vocês. Quando eu (ka) escrevi estava lendo um livro e a autora escreve assim, então foi no automático. Mas prometo que não vai mais acontecer.

Desculpem qualquer erro que passar despercebido, o capitulo foi revisado mas vocês sabem que tem sempre um erro que passa.

Aproveitem!!

Capítulo 6 - Dia 2


Fanfic / Fanfiction Por amar você - Capítulo 6 - Dia 2

Capitulo 5

Skyler Humphrey P.O.V

Stratford, Canadá - 20 de Agosto de 2013

Dia 2

Acordo com uma claridade ardendo meus olhos e logo sinto um ar quente batendo no meu rosto. Viro-me para o lado e escondo o rosto com as mãos. Estava tendo um sonho maravilhoso; depois de conhecer o Justin Bieber no meet dele, ele tinha me levado a um chalé e dormido de mãos dadas comigo. Não queria acordar desse sonho maravilhoso. 

— Skyler. 

A voz rouca em meu ouvido fez meu corpo se arrepiar. Abro os olhos um pouco assustada e fito os olhos castanhos de Justin. Então não era um sonho? Puta que pariu! 

— Aí, caralho! — exclamo em um sussurro. 

— Você estava roncando. — ele se senta na cama e me olha bem nos olhos. 

— Eu não ronco. — resmungo e sento na cama, passando a mão no cabelo. 

— Ronca sim, parecia o barulho de uma obra, sabe? — riu. Justin franze a testa — Eles estão verdes... Não, estão azuis... — chega mais perto — Com certeza estão verdes! — garante. 

Dou risada e me espreguiço, deitando de barriga para baixo. Afundo meu rosto no travesseiro e respiro fundo. O cansaço de horas pulando no show estava dominando todo o meu corpo. 

— São que horas? — resmungo, com o rosto grudado no travesseiro. 

— Quê?! — grita. 

Levanto a cabeça e o encaro com tédio. 

— Não grite, estou com ressaca pós-show. — rosno — Estou com depressão pós-show também, acabou muito rápido. — faço bico. 

— Faremos um show particular depois. 

Engulo a seco, tentando controlar meus pensamentos. Não queria pensar em coisas insanas com o Justin. Não na frente dele. Abro um sorriso ao ver que ele ainda usava apenas a cueca. 

— Vou te esperar na cozinha para tomar café. Deixei uma escova de dentes para você em cima da pia. — ele se levanta e caminha até a porta — Se você voltar a dormir, vou te acordar com um balde de água gelada. 

Bufo, revirando os olhos. Caminho até o banheiro e me olho no espelho, até que acordei bonitinha. Se Justin me visse acordando depois de uma madrugada estudando, com toda a certeza desse mundo ele me jogaria dentro do carro e me levaria para casa. Faço minha higiene matinal e prendo meu cabelo com o elástico que sempre deixo no braço. 

Saio do quarto e caminho com os pés descalços até a cozinha. Justin me olha com um sorriso e aponta para os ovos e bacon. 

— Você queimou o bacon?! — faço careta. 

Ele franze o nariz e solta o ar de uma maneira engraçada. 

— Eu não sou bom com frituras... Mas sou ótimo em outras coisas. — abre um sorriso de lado — Agora sente para comer. 

— Eu me recuso a comer isso! — sento em cima do balcão e fito o bacon. 

— Não estão tão ruins assim. — ele pega um e leva a boca, mastigando-o. Justin disfarça a cara feia e sorri falso para mim — Estão ótimos. 

Dou risada, pegando um garfo e como os ovos. 

— Você é terrível na cozinha. — engulo os ovos e faço careta — Vou anotar isso na minha lista. 

— Que lista?! — para ao meu lado e pega o garfo da minha mão, comendo os ovos. 

— Lista de coisas que você não sabe fazer. Número um: cozinhar. 

— Eu sou um ótimo cozinheiro. Chefe Bieber. — leva o garfo até a minha boca e eu sorrio ao pegar a pequena quantidade de ovos que tinham ali. 

Justin fita meus olhos enquanto abaixa o garfo e solta um suspiro longo. 

— O que foi? — pergunto, com as bochechas coradas. 

— Estão azuis. — sussurra, chegando mais perto de mim. Muito perto. 

Forço uma tosse e dou risada para disfarçar. Queria poder beija-lo, mas talvez seja muita audácia minha achar que posso simplesmente colar a minha boca na dele. Se ele me beijasse, eu iria deixar de boa, mas não posso beija-lo. Pode ser errado.

Justin abre um sorriso enorme e se afasta, colocando uma garfada de ovos na boca. Tento não parecer triste, queria que ele me beijasse. 

— Eu tenho uma ideia! — desço do balcão agitada e abro um sorriso — Vamos fazer bolo hoje! 

— Bolo?! 

— Sim! — bato palmas — Bolo de chocolate com calda de chocolate e morangos, podemos colocar chantilly também. — grito — Meu Deus, eu amo chantilly! Tipo, nas frutas sabe?! 

— Cala a boca, ursa. — gargalha. 

— Ei! — faço uma careta — Por favor, vamos fazer isso, será engraçado. 

— Eu vou mostrar a você meus dotes culinários. — sorri. 

— Precisamos comprar ingredientes. — faço um bico e abaixo o olhar — Não podemos sair daqui, né?!

Justin respira fundo e me encara por alguns segundos. Ele me parece bem pensativo, mesmo achando que o conheço bem por ser fã, vejo que ainda é cedo demais para o conhecer e que ainda não sei desvendar suas caretas de dúvidas. Talvez ele não esteja feliz com nosso primeiro dia juntos, talvez esteja sendo muito chato para ele. 

— Podemos nos fantasiar e ir até o mercado na cidade. — seus ombros relaxam. 

— Fantasiar? — murmuro. 

— Sim! Tem roupas dos meus avós aí e podemos vesti-las, ninguém vai nos reconhecer com o visual... Com certeza não vão me reconhecer, eu nunca usaria as roupas que meu avô usa. — ele enruga o nariz e torce a boca, fazendo talvez a careta mais linda da face da terra. 

Tento conter o suspiro apaixonado e abro um sorriso para aliviar o clima. 

— Ah meu Deus, sim! — dou alguns pulos a sua frente — Isso vai ser sensacional. Imagina só, vou me sentir como um ninja em uma missão. — abro um sorriso e afasto os cabelos que se soltaram do rabo dos meus olhos — Vou tentar não...

— Ok, ursa, chega! — ele segura meus ombros e os sacode abrindo um sorriso — Por que eu não te conheci antes? — abro um sorriso — Algumas coisas podiam ser diferentes. 

— Tipo?! 

Ele balanças os ombros para cima e para baixo algumas vezes.

— Não sei definir, mas sei que algumas coisas seriam bem diferentes. 

Abraço sua cintura e escondo meu rosto em seu peito. Justin é uma pessoa alta, mas não tão alta para a minha altura. Meus pais são altos demais e a mistura dos dois gerou meu um metro e setenta e dois. Mesmo assim, nossos corpos se encaixavam perfeitamente. 

— Vamos tomar banho e ver as roupas dos seus avós. — me afasto dele e sorrio — Isso vai ser divertido. 

Antes que Justin me responda, já me vejo correndo até o quarto e me abaixando na altura da bacia cheia de roupas. Droga, não tenho roupas íntimas. Pego um top e me viro para o ser humano que me encarava com a testa franzida. 

— O que foi? — pergunto. 

— Você é espontânea demais, eu fico meio perdido. — resmunga. 

— Você que é lerdo demais. — caminho em sua direção desdenhando. 

— Você me chamou de lerdo? 

Antes que eu pudesse responder ele me joga na cama, senta em cima da minha cintura - controlando bastante o peso para não me machucar - e faz cócegas em minha barriga. Solto um grito estridente caindo na gargalhada e me contorço embaixo dele. 

— Por favor! — grito, tentando estapear seu braço — Justin, eu vou morrer! 

— Diga que eu sou o amor da sua vida. — ele diz, movimentando os dedos rapidamente em minha barriga. 

Isso não era muito. Era fácil para mim dizer que ele era o amor da minha vida, eu poderia gritar isso para todo mundo ouvir. Berrar aos quatro ventos. Mas não falaria assim tão fácil.

— Se você continuar, eu vou vomitar! — grito rindo.

Justin faz uma careta, mas para de fazer cócegas em mim. Me concentro em seu rosto de porcelana e abro um sorriso ao reparar que estamos bem próximos. Eu tinha apenas seis dias para aproveitar a pequena intimidade que estávamos tendo um com o outro. Seis dias para abraçá-lo até não poder mais. Seis dias para estar perto dele. Depois eu não sei o que vai acontecer.

— Por que está me olhando assim? — ele se senta ao meu lado e passa a mão no meu rosto, para afastar meu cabelo. 

— Acho meio louco eu estar com você nesse momento. Para você pode não ser nada, sabe? Mas pra mim é muito. — dou de ombros e me sento, olhando em seus olhos. 

— Para mim também está sendo muito. Você tem noção de como é loucura sair da minha realidade? Como topou isso?

Dou de ombros novamente. 

Por amar você sou capaz de muito, Justin. 

Ele abre um sorriso e assente, puxando meu corpo de encontro ao dele. 

— Vamos nos arrumar logo, temos que fazer o bolo, lembra? Quero mostrar para você como sou maravilhoso em tudo o que faço. — mesmo com o rosto escondido em seu pescoço, sei que ele está sorrindo — Tenho apenas seis dias para tornar isso inesquecível. 

— Garanto que não vou esquecer. 

— Então me prometa. — ele se afasta e levanta o dedo mindinho — Promessa de mindinho é muito séria, ursa. 

— Eu sei. — entrelaço meu dedinho no dele e sorrio — Prometo de dedinho!

Tomo um banho rápido, já que Justin estava na porta do banheiro cantando: "A ursa demora muito, assim eu vou mofar. A ursa demora muito, assim eu vou mofar. A ursa demora muito, assim eu vou mofar". Ele deve ter repetido isso umas cem vezes até eu estar totalmente banhada. 

Enrolo meu corpo na toalha e deixo os cabelos molhados grudados nos meus ombros. Abro a porta e Justin cai em cima de mim, já que tinha todo seu peso na madeira. 

— Nossa. — resmunga e afasta o corpo do meu — Skyler... 

— Desculpinha! Esqueci a minha roupa em cima da cama, sem contar que preciso de uma cueca sua. Você viu a roupa que eu escolhi? Vou estar meio irreconhecível! — vibro animada. 

— Você fala muito. — ele se aproxima com os olhos fixos nos meus. 

— Desculpa. — sussurro. 

Justin passa a mão pelo meu rosto e pelo meu cabelo molhado. Fecho os olhos aceitando o carinho e torço mentalmente para que ele pare de se controlar e me beije. Por favor, Justin Bieber, eu preciso disso e não vou negar. Saímos do nosso pequeno mundinho ao ouvir o som dos dois celulares tocando ao mesmo tempo. Me afasto.

— Eu disse para não ligarmos o celular, você me escuta? Nunca vi menina mais teimosa. — reclama, enquanto caminha até o celular — Scooter... 

— Atenda! — caminho até o meu celular e suspiro vendo o nome da minha tia — Vou atender também. 

Ele assente e seu celular para de tocar, mas dois segundos depois volta. Entra no banheiro e fecha a porta. Me sento na cama e aceito a ligação da Tia Lilian. 

— Skyler Humphrey! — grita — Oh meu Deus, finalmente! Eu estava pirando, e estávamos quase recorrendo a polícia, tem noção disso? Scooter está uma fera. 

— Oi, tia, tudo bem? 

— Tudo bem? Skyler! — exclama — Eu não estou nada bem, menina. Como você faz uma coisa dessas? Seus pais confiaram em mim! Volte para casa.

— Tia, calma, ok? Eu não posso voltar para casa agora...

— Aonde você está?

— Eu não sei! — digo, e sou sincera. Não sei mesmo onde estamos. 

— Skyler, aonde você está?

— Eu não sei, não tem civilização!

— Está me dizendo que Justin e você foram sequestrados?

— Não! — grito, antes que ela faça um alarde e disque o número da polícia — Estou dizendo que estamos tirando férias juntos. 

— Férias juntos? Skyler, você só tem 17 anos. 

— Quase 18, na verdade. 

— Eu sempre acreditei que você era madura, pelo menos a mais madura dos seus primos, mas você está se mostrando uma irresponsável! Como faz uma coisa dessas comigo? Seus pais vão me matar!

— Tia, por favor, tenta me entender. — solto um suspiro cansado — Não sei bem por que eu concordei com isso, mas não conseguia negar. Ele estava na minha frente, me chamando para passar um tempo com ele, sem câmeras e sem pressão nenhuma. Não consegui negar, eu o amo e estou realizando um sonho. 

— Meu Deus, Skyler. — suspira baixo — Scooter está uma fera com vocês porque os funcionários do hotel fizeram uma queixa contra a bagunça que vocês deixaram na lavanderia e ainda roubaram roupas! Sem contar que roubaram o carro da gravadora.

Abro um sorriso, mordendo o lábio inferior. 

— Não sabia... Eu não sabia que nós estávamos comentando tantos crimes. — tento não rir, mas é falho e ela acaba rindo comigo. A capa de tia durona e chata não faz o tipo de Lilian — Fala que estamos muito arrependidos e depois vamos devolver tudo, só não queríamos passar em casa e correr o risco de você me impedir de sair.

— Claro que eu ia te impedir! Você está fazendo uma loucura... Meu Deus, você transou com ele?

— O que? Não! — infelizmente. Minha voz sai até mais triste do que eu queria — Não transei com o Justin! 

— Você quer? — pergunta num sussurro. 

— Tia!

— Skyler!

— Para com esse tipo de pergunta. — sinto meu rosto esquentando e bufo — Por favor, me desculpe por fugir de você e por causar problemas no hotel, mas não me mande voltar. Quero muito curtir esses dias com Justin. 

— Ah Skyler...

— Você não consegue ver que isso é um sonho para mim?!

— Tudo bem.

— O que?

— Eu não vou ser a tia chata que fode com a sua vida e com seu sonho, Sky. Mas eu só espero que você tenha muito juízo... Com isso, quero dizer que use camisinha. Vou tentar acalmar as coisas por aqui, mas o trabalho de contar para os seus pais será seu! — bufa. 

Solto um gritinho animada e me seguro para não pular, ainda estava com a toalha amarrada no meu corpo e não queria correr o risco dela cair. 

— Obrigada, tia!

— Eu quero fotos, ok? E, por favor, responda as mensagens da sua mãe para ela parar de me ligar!

— Pode deixar! — vibro — Tenho que desligar, vamos nos vestir de velhinhos e ir até o mercado fazer compras, isso não é sensacional?

— Velhinhos?! — debocha aos risos. 

— A ideia foi dele! Estamos tomando cuidado para que não nos vejam, por favor, acalme o Scooter e faça-o não sentir raiva de mim. — no fundo eu realmente estou com medo dele me odiar. 

— Tudo bem, Sky. Fale comigo todos os dias, ok? Me mande mensagem para dizer se está bem ou não! Não posso ficar por fora disso.

— Pode deixar.

— Faça todas as suas refeições e escove os dentes antes de dormir. 

— Ok, tia.

— E use chinelos. Não quero que pegue uma gripe ou sei lá. 

— Eu já entendi!

— E, o mais importante, use camisinha! 

Ela praticamente grita no meu ouvido e faz um pequeno discurso de como a minha vida mudaria se eu não tomasse esse tipo de cuidado. Mudaria mais ainda se eu engravidasse de um famoso como o Justin.

Quando desliguei a ligação a porta se abriu e Justin saiu secando os cabelos enquanto mexia no celular. Ele usava uma cueca vermelha e eu me obriguei a desviar o olhar. 

— Ainda não está pronta?!

— Eu estava no celular com a minha tia. — me levanto e ajeito a toalha. Olho disfarçadamente para o Justin e vou até ele — Preciso de uma cueca. 

— Pega na mochila. — responde — Eu também falei com o Scooter. Não sei dizer se ele está bravo porque fugimos, se esta bravo porque roubamos as roupas dos hóspedes do hotel ou se está bravo porque peguei emprestado o carro dele. 

— Acho que é uma mistura dos três. — visto a cueca sem tirar a toalha e vou até a roupa — Olha esse vestido! — solto uma risada e o passo pela minha cabeça, deixando a toalha cair e meu corpo ser coberto pelo tecido fino do vestido. Nunca gostei muito de sutiã, então nem me incomodei de ficar sem. 

— Você parece a minha avó. 

— Jura?! — minha voz sai debochada e nos dois caímos na risada. 

Justin veste uma calça preta larga e uma blusa com estampa de palmeiras amarelas, coloca um chapéu de pescador, um casaco jeans e óculos escuros. Não consigo conter a risada ao vê-lo assim. 

— Não tem graça nenhuma! — bufa — Vamos logo. 

Durante o caminho para o mercado o rádio preenchia o silêncio agradável entre mim e Justin. Ele cantarolava baixo e eu quase pedi para que ele cantasse mais alto, mas não queria fazer isso e parecer uma maluca. 

Justin estaciona o carro num pequeno mercado, muito pouco frequentado. Faço uma careta e desço do carro, ajeitando o óculos de sol no meu rosto. Ele para ao meu lado e segura a minha mão, me causando um pequeno calafrio. Boba nem nada, aperto nossos dedos entrelaçados enquanto adentramos o mercadinho. 

— Eu não sei fazer compras. — sussurra. 

— Como assim? — dou risada. 

— Ué, não sei. Eu tenho uma pessoa que faz isso para mim, e a minha empregada sabe tudo que eu gosto e o que eu não gosto. 

— Que garoto mimado. — debocho — Pega um carrinho. 

Justin abaixa um pouco a cabeça e caminha até onde estavam os carrinhos, pega um e volta para o meu lado. Olho todas as prateleiras, vendo o que seria necessário para a casa. Mesmo com bastante comida nos armários, ainda faltavam algumas coisas que eu gostava. Não queria abusar, mas queria tudo muito perfeito para os próximos dias. 

— Pegue tudo para todos os dias, não podemos dar mole saindo sempre. — avisou, empurrando o carrinho

Balanço a cabeça concordando com ele e começo a encher o carrinho com comida e produtos de limpeza. Enquanto lia a embalagem de uma massa de pizza, senti um olhar queimar na minha pele e logo senti um flash. 

— Hãn?! — viro-me para Justin que segurava a Skytin em minha direção. 

A foto se revela, ele sacode e a olha com uma sorriso. 

— Tenho uma nova meta. — declara. 

— Qual seria? — coloco a massa no carrinho e paro a frente dele. 

— Fazer você sair feia numa foto. — me entrega a pequena foto e bufa — Mas essa foto é minha! — ele puxa da minha mão, tira a carteira do bolso e a guarda. 

— Ah não, está feia, Justin. 

— Como se fosse possível, ursa. — ele me abraça e eu suspiro feliz — Agora termine essas compras, não quero chamar atenção. 

Uma parte egoísta de mim joga na minha cara o fato do Justin não querer ser visto comigo, esta pequena parte de mim tenta me convencer que ele sente vergonha de estar ao lado de uma garota tão simples e normal, não com uma modelo da Victoria Secret. Mas, a parte apaixonada em mim, diz que tudo isso tá maravilhoso. Esse maldito suspense de não ser vista como mais uma na lista de Justin me deixa feliz. Só eu e ele saberíamos o que aconteceu, talvez Briana. Mas ela nunca saberá em detalhes, serão coisas que vou guardar para mim. 

Coloco a última coisa no carrinho e vejo Justin vindo na minha direção com uma garrafa de champanhe e duas de vinho. Faço uma careta e me apoio no carrinho, tomando cuidado para não cair. 

— Que cara é essa? — pergunta 

— Não bebo. 

— Não gosta? — franze a testa. 

— Não é isso, eu até bebo, mas apenas socialmente.

— Ué, não me diga que você é uma nerd que vive trancada no quarto. 

— Não! Claro que não sou, vou a festas com meus amigos, mas não bebo. — olho para os lados e volto meu olhar para ele — Sou fraca para bebidas e tenho certeza que meus amigos bêbados não vão me ajudar se eu passar mal, prefiro não arriscar. 

— Então você não bebe por medo de passar mal?

— Acho que sim, em festas. — dou de ombros. 

— Vamos mudar um pouco isso. 

— Você vai me levar a uma festa? — franzo a testa. 

— Queria poder fazer isso. — responde antes de segurar a minha mão e me arrastar até o caixa. 

Depois de pagar pelas compras nós voltamos para o carro e fomos em direção ao chalé, que ficava muito afastado da cidade. Peguei a Skytin e bati algumas fotos com Justin distraído. Algumas vezes ele olhava para a foto, outras mantinha os olhos na estrada, ora sorrindo ora fazendo careta. 

Ajudo Justin a guardar tudo, deixando de fora apenas o que usaríamos para fazer o bolo. Mas só tinha um detalhe: eu não sabia fazer um bolo. 

— E então, por onde começamos? — pergunto, fazendo uma careta. 

— Não é óbvio? — debocha e segura o  batedor de ovos — Temos que usar esse negocio. 

Dou risada, parando ao lado dele. 

— OK, chefe Bieber. O que mais?

— Colocamos os ovos nessa bacia aqui. — ele pega uma vasilha transparente e coloca os ovos lá dentro. 

— Acho que tem que quebrar os ovos, Justin. — faço careta. 

Ele me olha, depois olha para os ovos de novo. Pega um ovo, quebra e joga dentro da vasilha de novo. 

— Os outros também?! — me encara. 

— Não é pra colocar a casca, Justin. — solto uma bufada e pego o pote. 

— Como vou quebrar o ovo assim? Não da para tirar a casca! — afirma. 

— Está dizendo que os ovos que eu comi hoje tinham casca?

— Claro! Não estavam bons?

— Porra, Justin! — exclamo. Jogo o ovo da vasilha no lixo e quebro três ovos lá dentro de novo. Entrego um ovo a ele — Você vai dar umas batidas na lateral e depois abri o ovo. — Justin faz o que eu digo e sorri feliz com o resultado — Agora tem que bater. 

— Com o que? 

— Com o que está na sua mão, acho. — observo enquanto ele bate os ovos e dou risada — Preciso aprender a cozinhar logo, droga. 

— Também acho. Quando nos vermos de novo, quero que cozinhe para mim. — sorri. 

Não consigo esconder a surpresa e a felicidade ao ouvir aquilo. Então ele pretende me ver de novo? Puta que pariu. Sinto uma vontade de assistir canal de culinária o dia todo. 

Saí dos meus pensamentos ao sentir as mãos de Justin tocando meu rosto. Ele gargalha e eu faço uma careta ao ver que meu rosto estava sujo de ovo. Era fedido de mais. 

— Justin! — exclamo. Pego o saco de farinha e jogo um pouco em sua direção, vendo que ele ficou com o rosto e metade da blusa cobertos — Oh meu Deus! — gargalho, apoiando-me no balcão — Você tá ridículo.

Justin me encara boquiaberto antes de pegar o chocolate em pó e jogar no meu cabelo. Solto um grito, o empurrando. 

— Você tá horrível! — grita rindo. 

Faço careta e pego a garrafa de leite, jogando em sua direção. O líquido faz com que a farinha escorregue um pouco pelo seu rosto, o que me faz rir. 

— Você continua lindo. — digo sincera. 

Justin me puxa para perto, mas acaba tropeçando e nós dois caímos no chão todo sujo. Não sinto dor, afinal caio em cima do corpo largo de Justin. Respiro fundo, vendo que estamos próximos demais. Sinto que tenho que me levantar, mas não quero e ele parece não querer também já que seus braços me prendem de uma forma protetora. 

— Jus... — sussurro. 

Ele nega com a cabeça. Leva a mão até meu rosto e afasta meu cabelo. Sinto o contato de seus longos dedos na minha bochecha e fecho os olhos para sentir o carinho. Justin suspira e passa a pontinha do nariz na minha bochecha. 

— Eu posso, ursa? — seu tom de voz é tão baixo que me arrepia até o couro cabeludo. 

Abro meus olhos e encaro os seus piedosos. O que ele estava pedindo exatamente? 

— O que? — sussurro. 

— Quero beijar você. — confessa. 

Arregalo um pouco meus olhos, mas por dentro estou pulando de alegria. Minha deusa interior solta fogos de artifício e grita para que eu cole a minha boca na dele. 

— Por favor. — peço. 

Seus lábios tocam os meus de uma maneira suave e eu rapidamente fecho meus olhos para aproveitar a sensação. Sinto sua língua tocando meu lábio inferior e abro a boca para que minha língua possa encostar na dele. Sua mão enrosca em meu cabelo sujo e puxa suavemente a minha cabeça, para poder aprofundar nosso beijo. Naquele momento eu entendi a expressão "borboletas no estômago". Me sentia nervosa, mesmo estando no melhor e mais calmo beijo da minha vida. 

Me afasto e reclamo mentalmente por sentir falta de ar, não queria parar. No mesmo momento me sinto tímida e sei que meu rosto está vermelho. Abro meus olhos e encaro os olhos de Justin com calma, estava com medo dele dar ataque. Como poderia imaginar uma reação vinda dele? Era impossível. Eu, particularmente, queria sair correndo e gritando feliz com a situação. Mas não queria o assustar. 

— Por que eu não fiz isso antes? — ele se senta, mas não me deixa sair de seu colo — Caramba, ursa! — exclama e passa a mão no meu rosto, antes de me beijar novamente. Desta vez o beijo é mais rápido e eu não preciso me esforçar para acompanhar seus movimentos; nos encaixamos de uma maneira única e perfeita. Ele se afasta e encara meus olhos — Este é o melhor beijo da minha vida, mesmo tendo gosto de ovo e chocolate. 

Acabo dando risada e reviro os olhos, concordando em seguida. Também foi o melhor beijo que eu dei até agora. Com certeza será o melhor beijo da minha vida, ninguém vai conseguir superar. 

Olho a nossa volta e depois encaro nossas roupas. 

— Acho que não somos bons na cozinha. — chego à conclusão — Você quer tentar fazer o bolo?

— Acho que devemos procurar na internet e fazer o bolo. Somos capazes, certo?! — faz careta. Nem Justin acredita no que está dizendo. 

— Claro que somos! — afirmo. 

Tento me levantar, mas ele me segura pela cintura e me encara bem nos olhos. Sempre me senti tímida quando me encaravam nos olhos, mas quando Justin faz isso, me sinto muito bem. Me sinto a melhor pessoa do mundo. 

Se ele me beijou quando queria, eu também posso o beijar quando sinto vontade, certo? Certo! Direitos iguais.

Me inclino para frente até encontrar sua boca. Ele recebe a minha língua em movimentos rápido e aperta a minha cintura fracamente, guiando-me em um beijo rápido, mas suave. Seus lábios eram o encaixe perfeito para mim. Parecia ter sido desenhados para me beijar. Mordo seu lábio inferior antes de me afastar e tenho o privilégio de vê-lo ainda com os olhos fechados. 

— Hm... — ele resmunga — Ah ursa, me beije todos os dias até nosso momento acabar, por favor. Preciso me lembrar disso.

— Não vou deixar você me esquecer. — controlo a minha vergonha ao máximo e digo olhando em seus olhos — Será meio impossível de você me esquecer, para ser sincera. Eu sou inesquecível, como já deve ter percebido e eu...

Ele me cala com um beijo e eu dou risada. É uma ótima maneira de me fazer calar a boca, definitivamente. 

(•••)

Fotografo Justin e eu com a Skytin enquanto terminamos de fazer o bolo. Não nos limpamos e nem nada, apenas nos levantamos do chão que também estava todo sujo e terminamos de fazer o bolo. Desta vez olhamos da receita na internet, mesmo assim, não me parecia bom. 

Quando terminamos, ele me ajuda a arrumar a cozinha. Completamente exausta, me sento em cima do balcão e solto um suspiro. 

— Temos cadeiras, ursa. — ele para no meio das minhas pernas. 

— Gosto de sentar em mesas, me sinto mais alta. 

— Você já é enorme! — exclama. 

— Não sou, não. 

— É sim, ursa. Você é quase do meu tamanho. — resmunga — E, de uma maneira estranha, eu amo o fato de você ser quase mais alta que eu. 

— Eu tenho um metro e setenta e dois, e você? — pergunto. Depois de muito pensar, chego à conclusão que preciso conhecê-lo melhor. Quero saber mais do que a internet fala. Quero saber as verdades e as mentiras. Quero saber até a cor da cueca favorita dele, ou o tipo de meia que ele gosta. Quero saber tudo. 

— Eu tenho um metro e setenta e seis, temos muito pouco de diferença. 

— Ainda podemos crescer bastante, não temos 21 anos ainda. Eu li na internet que as pessoas param de crescer com 21.

— Eu pensei que era 18. — faz um bico pensativo. 

— Não sei, vou ter que esperar para ver. 

— Você acredita em tudo que está na internet?

— Não! Mas a internet é uma boa fonte de informação. — dou de ombros — Sempre procuro pelas merdas que você faz por lá, me deixa bastante informada. 

— E você acredita em tudo que dizem de mim?

— Se algum dia acreditei, hoje eu não acredito mais. Nada vai mudar a opinião que vou formar se você nesses sete dias, Justin. 

— Então vou ser tudo que você precisa em sete dias. 

— Seja. — abro um sorriso. 

Decidimos que esta na hora de tirar toda a sujeira do corpo. Justin me deixa tomar banho primeiro, mas fica na porta do banheiro reclamando pela minha demora. Enquanto lavo meu cabelo, canto alto "Kiss and Tell" para o irritar. Posso ouvir sua risada e sua voz abafada dizendo:

— Isto é uma indireta? Não vou contar do nosso beijo a ninguém!

E eu termino meu banho. Enrolo meu corpo e meu cabelo em toalhas, saindo do banheiro. Justin esta a minha frente de novo e sorri para mim. 

— Posso me acostumar com a ideia de você saindo todos os dias com a toalha enrolada no corpo. 

— Desculpinha. — abro um sorriso e passo por ele indo até o quarto. 

Visto a cueca de Justin e antes de vestir uma das camisolas que roubamos, avisto uma camiseta dele jogada perto da mochila. Caminho até ela e a visto, vendo que ficou um pouco abaixo da minha bunda. Abro um sorriso e inspiro seu cheiro. Nossa, como ele é cheiroso. 

Pego a pequena caixa de sapatos que tínhamos separado para colocar nossas fotos e me sento na cama. Abro e jogo todas as fotos na cama, dando um sorriso. Quando eu iria imaginar que isso aconteceria? Nunca, nem em meus melhores sonhos. 

Olho todas as fotos até achar uma que batemos hoje. Estávamos sujos de ovo, farinha, chocolate em pó e tentávamos fazer o bolo. Mordo o lábio inferior e suspiro. Corro até a única bolsa que trouxe, e pego a mesma caneta hidrográfica preta que guardei ali ontem. Com a pequena foto em mãos, escrevo com a melhor caligrafia que eu conseguia.

"20 de Agosto de 2013: dia 2. 

Hoje tentamos fazer um bolo; foi um completo desastre. Mas terminamos aos beijos e talvez eu tenha tido o melhor beijo da minha vida"

Tampo a caneta com um sorriso, assopro a foto para secar a tinta e guardo na minha bolsa. Aquela ficaria comigo para sempre. 

Deixo minha bolsa no canto de novo, aproveitando para pegar o carregador e coloco meu celular para carregar. 

Escuto o barulho do forno apitando e corro até a cozinha para tirar o bolo do forno. Pego dois panos de prato e tiro o tabuleiro do forno, colocando em cima do balcão. A calda já estava pronta e eu só a jogo por cima, depois pego as frutas e começo a decorar o bolo. 

Justin entra na cozinha de cueca e segura a respiração. 

— Você está com a minha blusa? — ele sussurra. 

— Ah sim, tem algum problema?! — pergunto envergonhada. 

Ele abre um sorriso e abraça a minha cintura por trás. 

— Claro que não. — responde. Ele olha para o bolo e sorri — Tá bonito. 

— Beleza não define gosto.

— Tenho certeza que está gostoso também. — ele vai até a geladeira e pega um suco. 

Abro a gaveta, pego duas colheres e sento no balcão. Justin coloca o copo cheio ao meu lado e pega uma colher da minha mão. 

— Não parece ruim. — digo. 

Ele concorda comigo. Comemos o bolo juntos e cuspimos ao mesmo tempo. Pego o copo e bebo o suco de uma vez. Estava horrível, parecia borracha e o ultimo gosto que tinha era chocolate. 

— Puta que pariu, somos péssimos! — exclama, fazendo careta. 

Desço do balcão e caminho até o fogão. Pego a panela com o resto da calda e coloco no balcão. Jogo os morangos ali dentro e começo a comer. 

— Coma, é melhor que sentir fome. — resmungo — Juro que vou aprender a cozinhar. 

Justin e eu comemos as frutas antes de arrumar toda a cozinha. Ele reclamava mais do que arrumava, dizia: "Não faço faxina, ursa. Eu sou Justin Bieber!" Mesmo assim o obriguei a arrumar a tudinho. 

Estava me sentindo cansada demais e o dia parecia mais longo do que ele realmente tinha sido. Entro no banheiro e coloco creme dental na escova antes de começar a escovar os dentes. Logo Justin está atras de mim fazendo o mesmo. Corro até o quarto e pego Skytin, queria registrar aquele momento. 

Enxáguo minha boca e abro um sorriso para o espelho. Apenas por mania. 

— Por que você sorriu para o seu reflexo? — Justin pergunta rindo, depois de enxaguar a boca. 

— Desde pequena eu faço isso. — dou de ombros — Minha mãe me mandava sorrir para ver se meus dentes estão limpos mesmo. — me viro para ele e sorrio — Esta vendo? Branquinhos! 

Justin ri e se aproxima de mim. 

— Verdes. 

— Hãn?! — franzo a testa. 

— Eles estão verdes, meio escuros até. — abre um sorriso e beija meus lábios — Vamos nos deitar e assistir um filme. 

Concordo com ele e corro até o quarto me jogando na cama. Cubro meu corpo com o lençol e espero Justin deitar ao meu lado. Escolhemos um filme qualquer. 

(•••)

Já é madrugada e a única coisa que escuto são as árvores batendo lá fora. Eu me sentiria num filme de terror se não tivesse abraçada a Justin, mas aquela me parecia a cena perfeita. 

— Acho que está na hora de dormir. — ele resmunga após observar meu bocejo. 

— Você tem razão. — desligo a tv. 

— Vou arrumar a minha cama. 

Justin se levanta e vai até os lençóis pegando um por um. O observo jogar tudo em cima do colchão. 

— Justin. — chamo. 

— Fala, ursa. — se vira para mim. 

— Dorme aqui. — sussurro e escondo meu rosto no travesseiro. 

— O que? Desculpa, não ouvi direito. — ele estava sorrindo. 

— Deita aqui comigo. — encaro seus olhos — Não quero você dormindo no chão. Não há problema de você dormir aqui… Certo? 

— Claro que não! — ele joga as coisas no chão e caminha até a cama. 

Desligo o abajur e o quarto fica todo escuro. Não posso vê-lo, mas sinto quando seu corpo deita ao meu lado. Caça a minha mão e quando a encontra a segura com força. 

— Boa noite, Justin. — resmungo, abraçando sua cintura e entrelaçando nossas pernas. Tenho que aproveitar, os dias estão passando rápido. 

Sinto um beijo na minha testa e logo a voz rouca dele:

— Boa noite, ursa.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado!
(Leiam as notas do autor)

xoxo até o próximo!!


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