História Por amar você (Gastina) - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
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Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OI GENTE. To feliz. Pq? Vcs amaram o cap de ontem :3 teve gente que concordou comigo sobre ser o melhor pedido kkk. Bem, como sempre eu não sei oq escrever, então vamos ver no que deu. Até as notas finais ^^

Capítulo 24 - Aceitar


P.O.V NINA

Eu estava com uma sensação muito boa, alguma coisa feliz estava acontecendo, e isso acabou me fazendo soltar um sorriso.

- O que foi meu amor, está sorridente - Gas me perguntou, acho que me acostumei a chamar ele assim, é fofo. Quando ele fez a pergunto sorriu por me ver feliz.

- Tenho a sensação de que alguma coisa muito boa está acontecendo agora. Será que ta acontecendo alguma coisa com as meninas? (N/R: EITA VIADO, É MÃE DINÁH ESSA AI?) - perguntei curiosa.

- Falando em meninas... você vai mesmo pedir aquilo pra sua mãe? - ele perguntou um pouco preocupado - é bem capaz de ela levantar essa casa pra jogar em cima de você - ele disse e nós rimos.

- Eu tenho que fazer isso, é injusto que isso esteja acontecendo - eu falei ficando séria, mas do séria pra triste, não do séria para fria.

- É injusto agora, mas antes era bem merecido, não que tenha deixado de ser né Nina, isso não vai apagar o que aconteceu - ele falou, era verdade, mas eu me sentia tão mal.

- Só que eu não consigo ver isso acontecendo Gastón, eu sofro também, e me sinto culpda, por mais que eu saiba totalmente que não tenho culpa, eu me sinto culpada, e isso me machuca Gas - eu disse e comecei a chorar.

Ele pegou minha cabeça e colocou sobre seu peito e depois me abraçou. Fiquei alguns minutos assim, deitada sobre ele me abraçando. Era incrível como ele me acalmava, sentir o cheiro do seu perfume era como estar anestesiada, simplificando, ele é perfeito (N/R: vlw flw).

- Eu juro que já tentei encontrar seu cheiro em frasco e nunca consegui achar - eu disse e ele riu.

- Meu perfume não é vendido aqui na Argentina, por isso é bem capaz de você nunca encontrar, eles não vendem pela internet, só pessoalmente ou por pedido de telefone. - ele explicou, faz bem mais sentido agora.

- Onde exatamente é vendido esse perfume - perguntei levantando minha cabeça para olhá-lo super curiosa.

- Na França - ele riu - mais exatamente em Paris. - eu o olhei de uma forma estranha (N/R: sabe quando uma pessoa te diz uma coisa e você fica fuzilando ela com o olhar mas na vdd vc n ta com raiva, só quer dizer alguma coisa contra ela? Então, esse olhar).

- Rico - eu disse ainda com o olhar estranho sobre ele, o mesmo riu.

- Sou mesmo, e só um pouquinho mimado. - ele disse.

- Ah ta, bem pouquinho, quase nada - rebati irônica e ele riu.

- Tudo bem, mas mesmo assim você gosta - ele brincou.

- Eu amo - falei o puxando pelo pescoço para um beijo bem demorado.

Queria que nós não precisássemos respirar, assim nunca teríamos que parar um beijo nosso, mas infelizmente a vida não é assim. Quando nos separamos por falta de ar, eu fiquei fazendo carinho em seu rosto e logo depois em sua barriga, que como sempre estava despida, ele gosta de ficar sem camisa, e eu amo ele gostar disso (N/R: safadenha). Fiquei encarando seus olhos por um longo tempo, até que ele tirou os meus óculos.

- Gas, devolve meus óculos - falei um pouquinho séria.

- Não - ele respondeu divertido - você fica mais bonita sem eles - ele disse me encarando serenamente e eu voltei a olhá-lo nos olhos.

- Acha mesmo? - perguntei em tom suave.

- Porque você não usa lentes? - ele perguntou curioso. - eu sei que você tem porque já te vi usando.

- Eu não sei, sempre usei óculos, além de ser chato colocar as lentes minha mãe sempre ficava dizendo que "tem riscos" e "tem que ter cuidado" - eu ri lembrando da minha mãe.

- Você devia usar elas, além do mais, as vezes parece que você se esconde atrás dos óculos, acho que parar de usar eles pode ser uma boa lição de auto-confiança - ele mencionou, e o pior de tudo é que ele estava certo, as vezes queria que simplesmente meus óculos pudessem me esconder, e isso me lembra a tímida que eu sou.

- Quer saber? Você tem razão, eu não posso ficar me escondendo do mundo - eu disse determinada - me da os óculos - eu pedi e ele me entregou.

- O que você vai fazer? - ele perguntou preocupado.

- Pergunta se minha mãe vai me matar por isso.

- Ok. Sua mãe vai te matar por isso? - ele perguntou divertido.

- Totalmente - disse e depois gargalhei, e logo depois quebrei meus óculos. Gastón ficou boquiaberto com meu ato.

- Nina sua louca, eu disse pra você parar de usar eles, e não pra quebra-los sua doida - ele disse pegando os óculos da minha mão e eu só consegui cair na cama de tanto gargalhar.

- CHEGUEI - minha mãe gritou do andar de baixo e só ai eu percebi a besteira que fiz.

- Gastón me dá esses óculos, eu tenho que concertar rápido - eu falei desesperada.

- Não adianta Nina, eles tão ferrados - eu peguei os óculos da mão dele e corri pra minha mesa pra colar com super bonder, não é que funcionou? - você é uma bruxa, só pode - ele disse admirado pelo que eu consegui fazer.

- Bem, só concertei pra não levar bronca, você tem razão, eu tenho que parar de usar eles - ele sorriu e me beijou - agora me deixa ir que eu tenho que enfrentar a fera - eu disse nervosa.

- Volte viva - ele brincou e depois riu, eu mostrei a língua e saí do quarto em direção a sala no andar de baixo. - oi mãe - falei lhe dando um abraço super apertado e depois um beijo na bochecha.

- Você quer que eu faça o que Nina? - ela perguntou, sabia que quando eu era carinhosa de mais queria alguma coisa.

- Então mãe - eu disse com ela andando até a cozinha - lembra da Delfi e da Ámbar?

- Nem me fale dessas duas crápulas filha. - ela disse visivelmente irritada.

- Isso vai ser mais difícil do que eu pensei - eu olhei pro teto bufando e ela parou o que estava fazendo para olhar pra mim, acho que ela está criando idéias na cabeça sobre o que eu quero falar, pois me olhou com um pouco de indignação - eu falei isso muito alto não foi? - perguntei com um pouco de medo.

- Sim, falou, e agora você vai dizer logo o que quer, antes que eu tire conclusões precipitadas - ela disse já com um tom de raiva.

- Então mãe - eu tentei enrolar um pouquinho - eu queria que a senhora - enrolei de novo - pedisse pro diretor tirar a suspensão da Delfi e da Ámbar - falei já fechando os olhos pro impacto. Ela pegou o pote de maionese que estava em sua mão e o colocou com muita força na bancada, fazendo um barulho muito alto.

- VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ ME PEDINDO? - ela disse com muita raiva -  ESSAS DUAS TE SEQUESTRARAM, TE TORTURARAM E AINDA TE DROGARAM, EU NÃO AS EXPULSEI PORQUE VOCÊ ME CONVENCEU DE NÃO FAZER ISSO, E VOCÊ AGORA QUER QUE EU PEÇA PARA TIRAR A SUSPENSÃO DELAS? - ok, se a intenção dela era me assustar, conseguiu.

- Mãe, me escuta por favor, eu só quero que você me ouça - ele fez sinal pra eu continuar a falar, mas ainda estava com muita raiva (N/R: simplificando, ela tava puta da vida com a filha, pronto. É tão difícil falar isso?). - eu sei que o que ela fizeram foi errado, MUITO errado, mas nesses dois dias elas sofreram mais com a invisibilidade do que eu sofri e vida inteira, e eu me sinto culpada por isso, mesmo sabendo que eu não tenho culpa de nada eu me sinto mal por elas, porque eu já senti o que elas sentiram, e ver elas assim me faz sentir tudo de novo. - falei já entre lágrimas, e deixei minha mãe se pronunciar.

- Tudo bem filha, você pode estar sofrendo por vê-las assim, mas isso não apaga o que elas fizeram, e não vai impedir o que elas vão fazer, imagina o que elas estão planejando pra você agora? Se elas quiserem se vingar de você eu não vou poder te proteger filha, ou você vai me dizer que aconteceram milagres pra elas se tornarem boazinhas do nada? - ela agora já tinha seu tom de voz mais calmo.

- Esses milagres tem nomes e sobrenomes. Simón Álvarez e Pedro Arias. - ela me olhou, sua atenção em mim dobrou - hoje elas perceberam que estavam apaixonadas por eles e viram que valia a pena mudar, tanto que as duas hoje até me pediram perdão por tudo que fizeram, e disseram até que eu tinha o direito de perdoá-las e que entenderiam se eu não quisesse mas mesmo assim eu as perdoei. - eu falei e ela ficou calma. Ela abaixou o olhar, eu conseguia ver o lado do seu rosto, já que ela o virou pro lado.

- Vou ligar pro diretor e pedir pra ele reduzir e suspensão pra duas semanas - ela disse se dando por vencida.

- Obrigada mãe - eu sorri - sabia que ia entender - eu a abracei de leve e ela correspondeu, e depois eu subi novamente.

- Quantas feridas de batalha você ganhou? - Gastón brincou e eu ri.

- Olhe pelo lado bom, deu certo. Bem, parcialmente - ele me olhou confuso enquanto eu sentava na cama.

- Ela concordou em diminuir a suspensão delas pra duas semana - eu disse e me deitei ao seu lado, o encarando.

- Me ensina a domar a fera - ele disse levantando da cama bruscamente e arregalando os olhos, eu gargalhei até minha barriga doer.

- Ela aceitou, não sei como mas aceitou. - eu me sentei no colo dele. - talvez seja isso que as pessoas devessem fazer sabia? Aceitar, aceitar que o que passou ficou no passado e olhar pra frente, e aceitar que as pessoas mudam, ou por amor, ou pela falta dele - falei a última frase mais baixo.

- Isso me lembrou de uma das minha citações favoritas. - ele disse me encarando.

- Qual? - perguntei curiosa.

- "O ontem é história, o amanhã é um mistério, e o hoje é uma dádiva, e é por isso que se chama presente" - ele contou, já tinha ouvido essa citação, também é uma das minhas favoritas.

- Temos que aceitar que o ontem é uma história passada, e o hoje é um presente para aprendemos com nossos erros. - eu disse e depois ele nos deitou.

- Você tem um coração de luz sabia? - ele me perguntou serenamente.

- Talvez isso seja porque eu não quero que as pessoas sofram como eu sofri - eu respondi no mesmo tom.

- Você não tem que sofrer mais - ele disse pegando minha mão e colocando sobre seu peito, eu tomei até um susto ao perceber o quanto seu coração estava acelerado - eu estou aqui, e nunca vou deixar de estar.

- E eu acredito em você - eu disse e depois o beijei.

Talvez fosse isso que fizesse as pessoas sofrerem, serem quem elas são, mas não terem a aceitação das pessoas. Tudo que precisamos fazer é acreditar nelas, pois como é dito "Até milagres demoram um pouco". As pessoas não mudam de uma hora para outra, claro, mas quando elas olham para o seu passado elas tem duas opções, ignorá-lo ou aprender com ele, para viver o presente, e quando elas aprendem e mudam é isso que devemos fazer. Aceitar, que as coisas mudaram e que podemos conviver sem ter que lembrar das coisas ruins, pois elas vão embora, mas as boas ficam sempre guardas, e para isso só temos que aprender a aceitar.

CONTINUA


Notas Finais


AIOU. Postei tarde hj né? Desculpinha e.e a Nina e o Gastón sendo filósofos, melhor coisa kk <3 mas eles não deixam de ter razão né gente? :P bem como sempre mais um capítulo encerrado. Vejo vcs no próximo cap ^^ bjs de glitter :*


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