História Por Elas 1ª Temporada - Capítulo 13


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Allybrooke, Camilacabello, Camren, Dinahjane, Fifthharmony, Laurenjauregui, Normanihamilton, Norminah
Visualizações 471
Palavras 2.435
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Era Amor


Normani...

- Que foi? - Sofi se virou para encarar a irmã com o mesmo sorriso - Você tem a Mani como amiga, eu quero a Lolo como a minha amiga também

- Não é assim. Ela deve ter outra coisa para fazer, Sofi - Camila disse olhando diretamente para Lauren

- Na verdade... - Lauren colocou um sorriso sacana no rosto

- Você e esse seu na verdade - Lauren riu e Camila bufou

- Na verdade eu já tenho um almoço me esperando, Sofi. Só passei para pegar algumas coisas que não tem em casa

- Você sabe cozinhar? - Sofi perguntou animada

- Quer saber de um segredo? - Sofi assentiu - Eu e minha amiga vivemos de comida congelada, é mais fácil e rápido, mas quando você quiser, é só me ligar e vamos marcar de fazer um almoço juntas

- Você me deve uma visita e agora um almoço, eu vou cobrar. - Sofia se virou rapidamente para Camila - Kaki?!

- Que? - Eu queria rir muito, muito mesmo da Camila, o ciúmes estava nítido em seu rosto

- Cadê seu celular? - Camila mostrou que estava em suas mãos - Me dá ele - Nem deu tempo da Camila falar e Sofi puxou da sua mão - Aqui, Lolo, pode colocar seu número, eu te ligo. Eu me esqueci de pegar seu número no celular da Mama

- Claro - Lauren pegou o celular, colocou o número e devolveu direto para Camila - Agora eu tenho que ir, minha amiga já deve estar louca atrás de mim - Meu coração acelerou em pensar na tal amiga dela

- Tudo bem, Lolo. Eu não vou demorar para te ligou - Sofi deu um abraço nela e logo veio para o nosso lado

- Vou ficar esperando, até mais, Sofi.

- Tchau, Lolo.

- Tchau - Disse olhando para nós duas atrás da Sofia

- Tchau - Falamos juntas e Lauren se virou indo embora

- Lolo? - Lauren parou de andar e se virou - Eu ainda tenho o dinheiro guardado

- Continua guardando e quando quiser comprar alguma coisa, vai em frente. - Camila me olhou em busca de resposta, eu também não sabia

- Obrigada, Lolo. Até amanhã

- Até, Sofi! - Lauren se virou e dessa vez foi embora

- Sofia Cabello, que história é essa de dinheiro? - Camila ficou se ajoelhou

- A Lolo me deu. - Respondeu o óbvio

- E você vai devolver, Sofia.

- Não vou, ela me deu e é meu.

- Sofia!! - Camila quase gritou e se colocou de pé

- Não é justo, Camila - Que? Ela falou Camila? Sofi nunca chama ela assim

- Por que ela te deu o dinheiro, Sofi? - Perguntei

- A Mama deu pra ela quando ela me levou pra casa, ela não queria aceitar, eu vi quando estava pegando as coisas no carro dela, mas a Mama fez ela pegar, então ela me deu sem a Mama ver, mas agora eu vou atrás dela para devolver e é tudo culpa da Camila.

- Não... Não precisa, Sofi - Camila me olhou e eu assenti - Pode ficar com o dinheiro que ela te deu, não tem problema

- Se decide, Kaki - Foi impossível continuar segurando o riso com essas duas

- É todo seu, pode ficar com ele. - Sofia só assentiu e saiu pegando as coisas que queria

- Um ponto para a de olhos verdes - Falei só para Camila ouvir e a mesma revirou os olhos

Pegamos mais algumas coisas e fomos para fila, Camila não parava de olhar por cima do meu ombro e quando eu olhei, lá estava elas, Lauren e Dinah. Lauren falava algo e Dinah ria, como eu sentia falta de ouvir a risada dela, sentia falta de tudo o que envolvia ela. E vê-lá rindo mesmo de longe, eu já me sentia melhor

O caminho para casa foi tranquilo, eu dirigia, Camila trocava mensagem com alguém e Sofi jogava qualquer jogo em seu tablet, o caminho todo foi daquele jeito. Camila e Sofia pareciam estar em outro mundo, nem se deram conta que já estávamos na garagem de casa. Enquanto Sofia arrumava seu novo quarto, eu e Camila fazíamos o almoço

- Eu vi hein, Mila - Falei sem olha para trás

- Só foi um pouquinho, só para vê se estava bom

- Que? - Me virei e vi ela mastigando - Não estou falando disso, Mila

- E o que você viu então? - Disse ainda mastigando

- O jeito que você olhava para Lauren. Melhor, Lolo

- Ficou louca? - Camila ficou vermelha feito uma pimenta, eu estava certa - Que jeito?

- De um jeito que nunca te vi olhar para mais ninguém

- Um olhar de ódio? - Perguntou debochada - Eu nem conheço ela e já tenho uma raiva muito grande por ela

- Sei - Peguei os pratos no armário

- Você só pode ter bebido, eu não olhei de nenhum jeito pra ela

- Quanto tempo a gente se conhece?

- Que pergunta é essa? A gente se conhece desde criança

- Então você sabe que te conheço mais que qualquer pessoa, não sabe? - Ela assentiu - Até mais que a tia Sinu

- Isso é verdade - Sorriu - Mas nesse caso, você errou

- Não errei, você olhou diferente pra ela, não adianta negar, Camila. Eu vi

- Ta bom, Mani. Vou dizer que sim só para te deixar feliz - Camila colocou as coisas na mesa e chamou Sofi para o nosso almoço

- Ok, Mila. Vou fingir que acredito

- Pode acreditar!

- No que é para acreditar? - Sofia apareceu e se sentou

- Que vou comer muito!!

- Nisso todo mundo acredita, Kaki

Dinah..

- Dinah? - Olhei para o lado - Você veio calada o caminho todo

- Só estou cansada, Laur.

- Do que? A gente não fez nada.

- Acordar cedo não conta? Eu acordei sete e meia da manhã - Virei os olhos

- Depois do nosso almoço você pode dormir e pensar no que está ou já estava pensando o caminho todo.

- O trabalho dos meus sonhos, virou o trabalho dos meus pesadelos

- Não acredito que me escondeu isso por quatro anos

- Não era algo fácil de falar, tenta me entender.

- Você sempre me contou de tudo... Pelo menos eu pensava que era tudo

- Sempre contei tudo, só não contei isso. Só isso.

- Nada tão importante, não é? Eu vou fazer o almoço

Eu guardei o meu passado por tanto tempo e agora ele tinha voltado e não estava sozinho, Normani veio junto. Não que eu não via ela nos ligares e tudo mais, só que agora eu iria dividir uma sala com ela.

No começo eu nem ia nas festas na casa da Ally, depois voltei, eu não poderia parar minha vida pelo que Normani tinha feito comigo, ela não merecia mais nenhuma das minhas lágrimas. Não foi fácil esconder da Lauren, mas ela não estava quando eu precisei, não que a culpa fosse dela, não. O tio Mike e a tia Clara fizeram de tudo para tirar ela de perto da Keana. No começo do namoro delas o tio Mike fez o maior auê, depois fingia que aceitava, já a tia Clara sempre deixou claro que nunca iria aceitar aquilo. Para eles, só a opção sexual da filha era problema, das outras pessoas não, eles queriam manter "limpo" o sobrenome Jauregui de tudo, então o problema era só com a filha.

Já os meus pais, com eles foi bem diferente, aceitaram de primeira. Depois que Lauren saiu da faculdade, eu conheci a Normani por causa da Ally, a baixinha sempre esteve comigo antes e depois do que aconteceu, foi ela que viu as coisas da Normani no chão e me mandou ajuda-la.

Quando Lauren voltou, nós decidimos morar juntas, seus pais quiseram dar o apartamento e o carro, o que foi difícil dela aceitar, sempre tentava arrumar um trabalho e a tia Clara dava um jeito de estragar, então ela acabou aceitando e deixando de lado o Jauregui

- Dinah? Tem alguém aí? - Senti um tapa na cabeça e fui despertada das minhas lembranças

- Que merda, Laur. Doeu - Passei a mão no local do tapa - O que foi?

- Estou aqui falando que o almoço já está na mesa

- E precisava me bater?

- Claro, estou te chamando já faz dois minutos e nada de você responder.

- Eu estava pensando... Lembrando, tanto faz agora

- Em que?

- De como nossas famílias são diferentes

- Totalmente, ainda quero trocar, aceita?

- Não, eu gosto de ser uma Hansen

- Eu também queria ser, quer casar comigo e me dar seu nome? - Lauren perguntou divertida

- Já disse que não te quero, Laur.

- Não sabe o que está perdendo.. Uma foda bem gostosa com a melhor que existe

- Cala a boca, vai - Me levantei - Vamos comer.

- Vamos, parece que já faz dias que não como.

Nosso almoço era qualquer coisa com carne, não faço ideia do que era, mas estava bom e eu estava pensando seriamente em aprender a cozinhar. Viver de comida não é tão bom assim, é bom sim, mas não tão bom quanto o tempero de verdade. Ou eu poderia aprender... Ou Contrataria alguém para fazer isso pra gente. Bem melhor

- No que estava pensando antes? - Lauren brincava com o restante do suco em seu copo

- Que seus pais poderiam aceitar ver você com outra mulher.

- Sabe que não ligo mais para isso, já deixei claro que a opinião deles não vale mais de nada para mim.

- Não tem medo deles tirarem o apartamento e o carro? - Me levantei e levei os pratos até a pia

- Não, já está tudo no meu nome e eu poderia comprar outro apartamento e um carro novo. Não preciso mais do dinheiro deles.

- Tem falado com a Taylor?

- Todo dia, já o Christopher, quero esquecer que ele existe

- Meio impossível, já apagou pelo menos o número dele?

- Eu sei, mas eu prefiro imaginar que só tenho a Taylor como família e não, ainda não apaguei o número dele.

- E eu? Não conta? - Fiz um bico

- Claro que conta, como você não quis ser minha mulher, você é minha irmã

- Já falei que esse tanto de areia aqui, não é pro seu caminhãozinho não, Morgado

- Fica calada, Hansen. - Lauren sorriu quando levantou para deixar o copo na pia

- Então... - Limpei a garganta - Vamos assistir um filme até uma das duas dormir?

- Vamos, mas não esqueça que a louça é sua - Bufei e sai empurrando ela até a sala

Lauren era muito frouxa em algumas questões, aproveitei seu momento de distração e peguei seu celular. Abri sua agenda de contatos e procurei o nome do Christopher, tinha até foto da coisa de outro mundo. Selecionei e apaguei. Já fazia quatro anos que ela falava que ia apagar e nunca fazia isso. Já fazia quatro anos que ele tinha feito ela sofrer, já estava na hora de cortar relações de vez com ele. Frouxa

Ally...

Eu juro que não sabia que a Mani iria trabalhar com a gente, assumo que sempre quis juntar ela com a Dinah outra vez, mas aí apareceu o Harry e isso foi impossível de acontecer. Até eu saber que eles não tinham nada, algumas vezes eles bebiam e alguns beijos acontecia, mas coisa de gente bêbada, aproveitei isso e comecei a chamar elas para as mesmas festas, não foi grande coisa, a Dinah sempre ia embora e a Normani quase nunca ficava depois de ver ela indo embora. Me sentia um tanto quanto culpada pelo sofrimento da Dinah, afinal, foi eu que falei pra ela ajudar a Mani, mas eu acreditava na Mani, eu sabia que ela não teria coragem de fazer aquilo com a Dinah.

A Mani foi uma tonta em deixar o Dylan fazer o papel de namorado dela depois daquela noite, assim eu não conseguia ajudar elas. Eu não sabia operar milagres.

Quatro anos atrás...

- Ally... Me ajuda - Dinah apareceu chorando e naquela hora todo o álcool do meu corpo sumiu

- O que foi? Por que ta chorando desse jeito?

- A Mani... - Dinah me abraçou meio sem jeito

- O que aconteceu com ela? Eu vou lá..

- Não, Ally. Fica aqui comigo - Pediu ainda entre os prantos

- Eu fico, só fica calma. Vamos para um lugar mais calma. Vem, vamos lá pro fundo, não tem ninguém lá.

Puxei a Dinah até o fundo da minha casa, fechei a porta que antes estava fechada e segui até onde ela tinha se sentado. Dinah estava se acabando em lágrimas, eu não sabia o motivo, mas eu sabia que estava doendo só de ver ela daquele jeito. Quando me sentei ao seu lado, ela não disse nada, só me abraçou por alguns minutos e depois começou a falar

- Eu achei que ela era o amor da minha vida, Ally - Sua voz ainda saia trêmula

- O que aconteceu, DJ? - Ela se soltou de mim, as lágrimas caiam mais ainda

- Eu tinha um pedido para fazer pra ela - Tirou uma caixinha vermelha do bolso e colocou em minhas mãos - Eu não quero mais ver essa caixinha na minha frente, pode jogar fora?

- Ainda não estou entendendo, Dinah. - Peguei a caixinha de sua mão

- Eu ia pedir a Normani em namoro, hoje mesmo, aqui entre amigos. Tem várias pessoas que nunca vi na vida, mas você estava aqui, o Teddy, a Liza, Isa, Anne e o Henry

- Não quer mais fazer o pedido? - Fiz menção de devolver a caixinha, mas Dinah recusou

- Eu não quero mais nada que venha dela, nada que vá me fazer lembrar dela.

- Se você não me explicar o que aconteceu, eu não posso te ajudar. Me ajuda a te ajudar, Dinah.

- Ela bebeu muito, eu queria ela sã para aceitar o meu pedido de namoro, mas não, ela bebeu mais ainda, fez um showzinho e foi correndo atrás daquele idiota

- Dylan? - Dinah me olhou e assentiu - Já faz um tempo que não...

- Que não vê ele? Ou eles? - Concordei - Corre lá no seu quarto, quem sabe eles ainda estão de roupa

- Você está me dizendo que eles...

- Eu entrei no seu quarto e vi os dois lá, fiz a merda de ir atrás dela e agora estou aqui, estou chorando feito uma idiota que parece que quer morrer

- Por favor, Dinah. Nunca mais repita isso. Você não quer morrer e não vai.

- Era amor, Ally, eu amava ela e ela acabou comigo, me quebrou toda. Jogou tudo fora sem pensar.

- Eu sinto muito, DJ - Puxei ela para meus braços, Dinah chorava feito criança, eu queria mante-la em meus braços por um bom tempo, mas antes eu tinha que matar aquele idiota e bater na Normani. 



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