História Por Enquanto - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias House
Tags House, Huddy
Exibições 13
Palavras 1.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi Gente ><
Eu sei, eu sei. Demorei tipo, mil anos para postar, mas a vida está corrida :( Assim que eu sair de férias prometo que vou me dedicar mais.

Bom, o título do capítulo está meio grande, porém achei ele perfeito para a situação co capítulo (Vou deixar explicado nas notas finais) Ele veio da música Sozinho na versão Rock (Mas a original é perfeita também)

Enfim, vamos ao capítulo

*Em itálico são lembranças
*Qualquer erro me desculpem

Capítulo 7 - Quando a Gente É Claro Que a Gente Cuida


Capítulo 7 – Quando a Gente É Claro Que a Gente Cuida

“O pai de vocês não está aqui, e você sabe bem porque, não é Lisa? ”

Essas palavras não saiam da cabeça de Lisa. Ela realmente se sentia culpada, mas sabia que a mãe também tinha a sua parcela, mas apenas jogava na cara de Lisa, talvez para amenizar a própria memória.

 -Amor? – Greg a achou sentada no balanço do jardim, ela estava virada para a rua, então ele se aproximou

-Greg, me deixa sozinha – Ele até pensou em sair, mas quando finalmente conseguiu olhar para ela, a única vontade que teve foi de abraça-la. As lágrimas caíam dos olhos dela sem pedir licença.

-Lisa, amor, vem cá – Ele e levantou e a abraçou com toda delicadeza que tinha, a fazendo chorar ainda mais

-Eu quero ficar sozinha – Mas ela não se afastava                                                            

-Você pode querer, mas não vou te deixar – Ele a olhou – Me conta – Ela fez que não com a cabeça – Pelo que entendi sua mãe te culpa, e você se culpa também

-Eu me culpo – Ela tentou enxugar o rosto –Eu me culpo sabe, me culpo mesmo, mas a culpa é dela também. – Mais lágrimas caíram – Ela nem amava meu pai mais, entende? Ela se faz de vítima, mas ele nem se quer o amava mais. – Greg a puxou para atrás da árvore em que o balanço era pendurado, ele se sentou e a puxou para sentar de frente para ele

-Pode começar - Lisa respirou fundo

“Eu tinha acabado de entrar da faculdade, meu pai estava tão feliz, ele estava orgulhoso, sabe? Eu vim passar um final de semana em casa, estava morrendo de saudade já, e meu pai insistiu tanto... como era começo de semestre eu nem me importei. Cheguei na sexta à noite mesmo, quando eu entrei pela porta, foi a maior festa, menos da parte da minha mãe. Eu sempre soube que ela não gostava de mim a tal ponto de um abraço apertado, mas eu nunca entendi, nunca fiz nada para ela. Naquela noite, minha mãe queria ir para uma fazenda que nós tínhamos, ela não é tão distante, mas a estrada é extremamente perigosa. Eu estava louca para me divertir, lá era enorme e tinha meu cavalo, então apoiei a ideia da minha mãe, já minha irmã não, ela foi totalmente contra, ela disse que estava escuro, e que era muito perigoso. Meu pai de início foi contra, mas depois acabou aceitando. As minhas malas já estavam arrumadas, então minha família arrumou tudo rápido, era quase 9 horas da noite quando saímos, a previsão era chegar lá por volta das 11. Chegamos, e o final de semana foi o melhor que eu tive em anos, fora a minha mãe.

No domingo cedo decidimos ir embora, tinha começado uma chuvinha chata, e eu tinha que pegar o ônibus para voltar para a faculdade. O problema foi que eu e minha mãe saímos discutindo de lá. Antes de ir para a faculdade, eu tinha ouvido ela no telefone com o que parecia ser um homem, não precisou investigar muito nas coisas dela e eu descobri, ela traia meu pai. Eu fiquei louca, briguei com ela, e disse que contaria tudo, mas ela me ameaçou, disse que meu pai tinha o coração fraco, e que não queria contar nem para mim nem para minha irmã. Acabou que eu não contei nada pela vida do meu pai, mas desde então eu passei a ter mais nojo dela do que nunca.

No carro minha mãe começou a me ofender, me chamar de tudo que era nome, meu pai mandou ela parar, mas ela continuou. Disse que não sentia nada por mim, apenas pela minha irmã. Disse que teria me abortado, mas meu pai não deixou, e que eu era um erro na vida dela. Ela queria ter apenas uma filha, mas eu fui o pior acidente dela. Eu fiquei destruída depois disso, imagina, minha própria mãe falando aquilo para mim. Então eu simplesmente esqueci que estávamos em uma estrada, e nem se quer consegui perceber que o trecho era o mais perigoso de todos. Eu falei em alto e bom som que a única vadia que existia no carro era ela porque ela traia meu pai. Assim que eu falei, me arrependi. Não por ela, mas pelo meu pai. Tudo aconteceu rápido, eu olhei os olhos dele pelo retrovisor, estavam em choque, vi o caminhão vindo em nossa direção, mas meu pai não virava o volante. Minha mãe pulou em cima de mim e me deu um tapa tão forte na cara, só que eu não me importei, não doeu. Eu só me concentrava na dor que meu pai sentia, e ainda olhando nos olhos dele pele retrovisor, o caminhão nos acertou. Ele morreu na hora. Ele nunca mais voltou para casa. ”

Quando Lisa terminou a história, ela suspirou pesadamente. E pela primeira vez ela percebeu que nunca tinha contado essa história para ninguém, nunca tinha percebido que seu pai morreu olhando para ela. A dor que Lisa sentia no peito nesse momento não poderia ser pior.

Quando ela olhou para Greg, o viu assustado, tentando processar todas as informações

-Viu como sou culpada? – Ela chorava mais – Eu nem pensei nele Greg, eu estava cega de raiva, e.... e eu nem pensei nas consequências – Lisa soluçava – Se eu não tivesse falado, ele não teria batido no caminhão, ele não teria morrido – Greg a abraçou

-Amor, você não é culpada, entendeu? – Ele a olhou nos olhos – Sua mãe é uma pessoa horrível, vamos sair daqui agora, você não precisa disso na sua vida, você me tem agora.

-Eu nem pude pedir perdão para ele Greg – Lisa chorou mais

-Olha para mim – Ele segurou o rosto dela com as mãos para ela o encarar – Eu tenho certeza que onde seu pai esteja, ela está olhando para você agora, e está sentindo orgulho da filha que ele tem

-Você nem é cristão Greg

-Não sou mesmo – Ele sorriu – Mas eu realmente acredito nisso, e quero que acredite também! Sua mãe é uma pessoa ruim, e ela não merece a filha que tem. – Greg a beijou – Agora nós vamos entrar lá, pegar nossas coisas e ir para casa dos meus pais. Meu pai me odeia, mas a gente lida com isso também. Depois nós vamos para a nossa casa esperar a data do nosso casamento, deitados, abraçados, nos beijando, ok? – Ele disse tudo de modo calmo, ela apenas acenou positivamente, e percebeu que com ele ela nunca estaria sozinha.

******

-Ela é a mulher mais louca do mundo – House estava sentado no balcão do bar, bebendo e conversando com o doo do local

-E o que eu tenho a ver com isso? – O homem estava realmente irritado, afinal ouvir o mesmo cara falar da mesma mulher à pelo menos uma hora não é a coisa mais legal do mundo

-Hey – House o olhou, vendo dois do homem – Tenho que desabafar com alguém. Meu único amigo é amigo dela também

-Vem cá amigo – John, o dono do bar, se inclinou no balcão – Se ela é tão complicada, porque ainda é casado?

-Boa pergunta – House tomou mais um gole da bebida forte – Mas é que, quando ela chega perto, meu coração bate tão rápido – Ele olhou para o nada – E olha que faz 10 anos que sou casado com ela, fora o tempo de namoro, e mesmo assim meu coração ainda bate mais rápido. Cara, ela é a mulher mais linda do mundo – House olhou novamente para John – Manda mais um aí – Ele estendeu o copo para o homem alto e barbado, cheio de tatuagens

-Chega por hoje parceiro – John pegou o copo – Melhor você ir para casa e se entender com a sua mulher

-Se eu chegar assim em casa, ela me mata – House foi pegar a chave de sua moto no bolso mais não achou – E já pode me devolver a minha chave

-Nem pensar, passa o celular aí, vou ligar para sua esposa – House revirou os olhos, mas passou o celular

-Acha Wilson aí

-Wilson é sua mulher? – John levantou uma sobrancelha e riu – Não me engane, eu sei que é Lisa, você fala dela todos os dias que vem aqui

 - Wilson é a amante – House piscou para John e riu

-Alô? É a Lisa, esposa do House? – House prestava atenção em John, quando uma loira sentou ao seu lado. Ele a analisou bem, parecia ter uns 30 e poucos, era bonita, estava com um decote enorme, e as coxas a mostra pela saia curta, mas nem se comparava a beleza de Lisa, ele pensou

-E aí gato – Ela sorriu para ele, depois tomou um gole da sua cerveja – Vejo que o John quer te complicar, se quiser te dou uma carona, mas não garanto que vai ser para sua casa – House riu com a ousadia da mulher.

-Acho que não percebeu a aliança no meu dedo – House balançou a mão na cara da mulher, lhe mostrando a aliança de ouro – Odeio usar, mas é útil quando seduzo alguém em um bar apenas com o meu charme

-Eu sei que é casado – A loira disse

-Hey doutor – John lhe devolveu o aparelho – Ela ta vindo, parecia brava. Vê se não faz mais besteira – O homem olhou para a loira, e depois se afastou

-Não me apresentei – House olhou para a mulher – Kelly, e você é?

-Ninguém que você precise conhecer

A mulher continuou ali, ao lado de House, ele sabia que Lisa não demoraria, o bar era perto de casa, não dava nem 10 minutos, por isso precisava que a loira saísse de perto dele o mais rápido possível, não queria que Cuddy desconfiasse mais ainda dele.

-Olha mulher – House a fitou duramente – Sai daqui ok? Veja esse bar, está cheio de homens querendo transar com você, mas eu não sou um deles. Tenho sexo em casa, e pense em um sexo bom, então cai fora.

-Eu posso até sair – Ela sorriu e se levantou aproximando-se de House – Mas antes, vou provar você – Dizendo isso ela o beijou. Ele não teve qualquer reação nos primeiros momentos, mas quando ele a afastou bruscamente, olhou para a porta do bar, e só viu a mágoa no olhar de Lisa. 


Notas Finais


É isso,

Explicando do título, "Quando a gente gosta é claro que a gente cuida" nesse caso tem um duplo sentido, pois nas lembranças ele cuida realmente dela, mas na vida atual não '-'

Outra coisa, e essa história ai da Lisa, gente... Sim, fiz a mãe dela uma megera pq não gosto daquela mulher mesmo! Eu achei legal colocar um drama a mais na vida dela. Não aprofundei nos pais do House, mas se vocês quiserem posso me dedicar a fazer um capítulo.

Queria pedir desculpas de novo pela demora, e agradecer quem está acompanhando e pa <3

Bjos ><


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