História Por erros como este - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jin, Jinmin, Kim Seokjin, Min Yoongi, Suga, Sugajin, Yaoi, Yoongi, Yoonjin
Exibições 48
Palavras 1.750
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Irei tentar escrever capítulos mais longos.
Boa leitura.

Capítulo 4 - Memórias de uma memória


Fanfic / Fanfiction Por erros como este - Capítulo 4 - Memórias de uma memória

Yoongi 

Eu mandei o que escrevi para ele por mensagem, mas ele nem visualizou. Talvez esteja dormindo... estou ansioso para saber o que ele achou, escrevi pensando nele, não que eu vá admitir é claro.

Desde que nós conhecemos naquele dia chuvoso, não pude deixar de notar como sua voz era calma e seu sorriso acolhedor. Fazia me esquecer por um breve momento tudo que eu havia sofrido, eu poderia até dizer que ele me trazia lembranças boas de minha falecida mãe. Eu não cheguei a conhecer meu pai. Sempre que eu tocava no assunto, minha mãe apenas dizia.

-Eu estou aqui por você e você aqui por mim.Não precisamos de mais ninguém.-Ela estava sempre sorrindo, mas as vezes seus olhos entregavam a tristeza que ela mantinha escondida. Ela passava muito tempo no trabalho, mas o pouco tempo que passávamos juntos eu me sentia feliz, ela me amava verdadeiramente e isso era recíproco.

De fato ela estava certa, eu não precisava de mais ninguém além dela, mas depois de ela ser diagnósticada com uma doença sem cura, eu tive de me conter para não deixar o mundo junto dela. Seus últimos dias foram os piores de minha vida, ela estava desacordada. Eu não pude dizer o quanto a amo, nem me despedir decentemente, eu acreditei até o último instante que ela me ouviria e levantaria daquela maca fria, me abraçando e dizendo que estava tudo bem, que iriamos juntos para casa. Mas isso não aconteceu, depois daquele dia, eu apenas a vi deitada em seu local de descanso eterno, meus olhos não suportavam mais derramar lágrimas, eu não consegui dizer uma sequer palavra. De qualquer forma dizer algo agora não adiantaria mais. Faz 11 anos que não vejo seu rosto, ouço sua voz ou sinto seu toque.

Ficar lembrando dessas coisas não me fazia bem, era melhor voltar para casa logo. Deixando a xícara de café vazia e o pagamento embaixo da mesma, caminhei até meu prédio em passos lentos, não era longe da faculdade, eu sempre parava em um café próximo dali para pensar um pouco enquanto tomava algo.

Entrei no apartamento, encontrando um bilhete na mesinha da sala.

"Não irei dormir em casa hoje, deixei o jantar pronto na geladeira, é só esquentar. Volto amanhã a noite.

Mamãe te ama,Suguinha. 

                           XOXOXOXO"

A senhora Yuri, minha mãe adotiva, tentava esforçadamente à 8 anos me fazer chama-la de mãe, lembro da primeira vez que a chamei assim, ela sorriu vitoriosamente a semana inteira e estava mais animada que nunca, mas eu não a chamo assim com frequência. Era uma pessoa maravilhosa, cuidava muito de mim...como uma boa mãe faz, mas ela não era minha mãe de verdade e eu notava o quanto ela ficava chateada ao ver que eu pensava dessa maneira. Eu a amo, é claro, mas não da forma que amei minha mãe verdadeira, isso doia nela e eu me sentia culpado por não poder retribuir por inteiro seus sentimentos. 

Eu lembro de meu tempo no orfanato, da primeira vez que a senhora Yuri e eu nos vimos. Era um rapaz quieto, reservado, nos primeiros meses as pessoas me tratavam como coitado, mas para elas o luto tem validade, então começaram a me tratar mal conforme o tempo passava e eu não superava, se afastaram de mim e passaram a dizerem coisas maldosas.

-Ela foi embora porque não gostava de você.

-Você não quer viver sem ela?Então por que não morre?-Diziam aos risos, se divertiam com meu sofrimento prolongado, se divertiam com minha falta de força, mas isso não duraria muito.

As implicâncias foram parando conforme eu parava de dar reações, meus olhos não refletiam mais nada, não havia luz para ser refletida em minha existência, essa luz me fora arrancada sem direito a contestação. Como as palavras não me machucavam mais, as agressões se tornaram mais comuns, me faziam tropeçar, puxavam meus cabelos e beslicavam meu corpo para que eu reagisse, eles queriam que eu chorasse, que eu gritasse e sofresse, mas eu simplesmente não sabia mais como fazer tais coisas, eu havia desaprendido a sentir. É engraçado como os seres mais supostos como puros, as crianças, sabem muito bem como agirem feito demónios. Eu estava sentado na cama abraçando meus joelhos e fitando o branco da parede, enquanto o restante das crianças estúpidas e barulhentas brincavam no parquinho do orfanato, quando uma das mulheres responsáveis me chamou, estava sorrindo de forma solidária, aquilo me passou tranquilidade.

-Esta é a senhora Min Yuri, ela quer te conhecer. Espero que goste dela.- Disse a mulher, num tom doce e calmo, abrindo a porta e revelando uma mulher de cabelos curtos e castanho escuros, seus olhos eram cor de mel, ela usava um terninho social preto, com uma camisa branca, estava muito elegante.

-Qual é o seu nome, rapazinho?-Seu sorriso me surpreendeu, meu coração palpitou ao vê-lo.

-Yoongi...- Respondi tímido e com medo, não era a primeira vez que alguém vinha ao orfanato na intenção de me adotar por ter um passado sofrido, mas elas desistiam ao ver o quanto me afundei.

-Que nome lindo, para um menino ainda mais.-Disse sorrindo e levantando se da cadeira.-Venha aqui, quero te ver direitinho.

Obedeci, meio sem jeito. Notei que se olhos perderam o brilho quando a mesma notou uma hematoma em meu braço. Seu sorriso se desmanchou ao ver que haviam mais hematomas em minhas pernas.

-Ah meu Deus...-Ela me abraçou forte, me surpreendendo.- Eles te machucaram?Quem fez isso?

-Os outros meninos...- Disse puxando mais a blusa, tentando cobrir o machucado.

-Como vocês permitem que esse tipo de coisa aconteça?-Disse para a responsável, sem a olhar. Sua voz era calma, ela acariciava meus cabelos, mas podia se notar certa agressividade em suas palavras.

-Eu... Eu não fazia ideia que tinha chegado a esse ponto, eu conversei com os meninos e eles pareciam ter parado de implicar com Yoongi, mas...-Ela fitou os próprios pés. Ela não sabia, ninguém sabia, eu não queria ajuda.

-Parte da culpa disso é sua.-Disse Min Yuri erguendo meu braço, mostrando um arranhão avermelhado nas costas de minha mão e uma hematoma no antebraço.-Você quer vir comigo, Yoongi? Você terá uma nova casa, eu serei sua mamãe e eu irei cuidar de você, te proteger, ninguém te machucara mais.-Disse beijando minha testa. Ninguém demonstrara carinho por mim por tanto tempo, que era difícil assimilar a situação naquele momento. Assenti com a cabeça, seu sorriso se abriu novamente, agora mais largo, mais feliz.

-Vou pegar minhas roupas...-Digo saindo da sala, só notei que estava sorrindo quando passei pelas pestes e elas me olharam com desdém.

-Tá feliz por que Yoongi?Sua mãe voltou em forma de zumbi?-Um dos garotos levantou imitando um morto vivo. Ridículo.

Os ignorei, fui até minha cómoda e arrumei minhas poucas roupas numa mochila, não tinha brinquedos nem nada ali que eu quisesse levar.

Notei que as crianças se entre olharam e cochicharam algo umas as outras quando sai do quarto com minhas coisas."Quem iria adota-lo?" Era isso que se questionavam?Talvez, nem eu conseguia pensar num motivo para aquela mulher me escolher e não a qualquer outra criança mais animada, nova ou...viva.

Ela estava assinando uma pilha de papéis antes de vir em minha direção.

-Vamos Yoongi?-Disse sorridente me estendendo uma mão para que eu a segurasse, assim o fiz. A responsável me olhava com certa tristeza no rosto, apesar de estar feliz por mim.-Se não gostar de seu quarto, podemos mudar ele como preferir, amanhã sairemos para te comprar roupas novas, e... Alguns brinquedos talvez.-Disse olhando as poucas coisas que eu levava comigo.

A paisagem mudou de casas pequenas para montanhas e campos que pareciam infinitos, haviam alguns animais em cercados  e outros mais espalhados e soltos. Era um lugar lindo. Até que adentramos uma cidade,  eram tanto prédios em tão pouco espaço, não sabia que cabiam tantas casas num edifício só e que podiam ser tão altos. Haviam muitas pessoas nas ruas, pareciam todas ligadas no automático para ir à algum lugar todas juntas.

O carro parou em frente a um prédio grande, sua decoração era bonita, flores lindas em vasos brancos e dourados contrastavam com as paredes beges e o chão de madeira escura coberto por um tapete vermelho em seu centro. Não era necessário observar muito para saber que aquele lugar deveria ser para os ricos.

-Gostou? Nosso apartamento é lá em cima.- Disse se virando para a  recepcionista, ainda segurando minha mão.

-Quem é esse rapazinho lindo?-Disse a mulher loira atrás do balcão da recepção.

-Meu filho, o trouxe hoje do orfanato, eu te falei sobre ele.-Disse Yuri sorrindo.

-Qual é seu nome, fofinho?-Disse a loira se apoiando no balcão para chegar mais perto.

-Yo... Min Yoongi.- Disse envergonhado, olhei Yuri para saber se fiz certo em usar seu sobrenome.

Seu sorriso pareceu uma aprovação, seus olhos pareciam cheio de orgulho.

-Bem vindo então, Yoongi.-Disse a loira, bagunçando meu cabelo.Fiquei feliz por ter saido daquele lugar, de poder começar novamente num mundo novo. Mas ainda estava um pouco confuso, como as coisas poderiam mudar tão rapidamente?Elas estavam para boas?Estava perdido em minha mente quando uma mão suave tocou meu rosto, fui puxado de volta a realidade pela voz doce e acolhedora de Yuri.

-Vamos subir querido, quero te mostrar sua nova casa.-Disse segurando minha mão andando até o elevador.

O apartamento era muito espaçoso, era decorado com preto, branco e moveis antigos de madeira escura, mas parecia tudo muito moderno, uma coisa me aprendeu minha atenção foi o piano de madeira clara destacado num canto da sala.

-Você gostou?Era dos meus pais.-Disse ela andando até o piano, puxando seu banco e fazendo menção para que eu me sentasse. Ela pôs sua mão por cima, me guiando ela começou uma melodia calma, pressionando levemente meus dedos contra as teclas brancas.

-Eu adorei Mãe!-Apenas notei o que havia dito quando ela me olhava surpresa, seus olhos marejaram e ela me abraçou forte, ela estava sorrindo, mas estava chorando.-Você está triste?-Perguntei confuso.

-Eu estou feliz, muito feliz.-Eu não sabia que felicidade nos fazia chorar, não sabia como reagir, então apenas acariciei o topo de sua cabeça.

-Quero te mostrar seu quarto.-Disse me soltando e enxugando as lágrimas ainda sorrindo.

Fui tragado de minhas lembraças ao ouvir o alarme do microondas. Comi assistindo um programa chato qualquer no qual não prestei muita atenção. Chequei novamente meu celular, nenhuma mensagem de Jin. Após um banho quente eu me deitei, fazia tempo que eu não mergulhava tão profundamente em minhas lembranças, a única pessoa que me fazia lembrar minha mãe era Yuri, mas agora Jin também me remetia a lembrar dela, isso é estranho, já que Jin é homem. Ri de meus próprios pensamentos bobos e fechei meu olhos esperando que o sono me viesse, o que não demorou muito.





Notas Finais


Obrigada por ler até aqui.


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