História Por Favor, Vire Esta Página - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Alunaxprofessor, Drama, Hetero, Homo, Romance
Exibições 4
Palavras 899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, espero que gostem, de verdade, estarei postando mais histórias aqui, mas não é que eu não vá continuar com essa.

Capítulo 1 - Uma constelação que lê


Fanfic / Fanfiction Por Favor, Vire Esta Página - Capítulo 1 - Uma constelação que lê

Virava-me na cama, não conseguia dormir, eram quatro e meia da manhã e decidi levantar-me, pois já estava quase na hora de acordar, fui até a cozinha e peguei a caixa de leite começada e tomei no bico, como faço sempre, já que moro sozinho, depois disso fui ao banheiro e me observei no espelho.
 “O que aconteceu com você?” perguntei.
De repente já não era mais o cara boa-pinta de dezesseis anos atrás e sim uma versão mais velha, séria e enrugada dele, respirei fundo e enxaguei o rosto, daqui a algumas horas iria enfrentar uma classe cheia de alunos desrespeitosos e queria estar preparado para todo tipo de brincadeira, mas nunca estava, mesmo sendo aquele tipo de professor que os alunos adoram tem sempre aquele aluno que não respeita ninguém, que faz brincadeiras destrutivas e isso é um dos muitos motivos que os professores públicos vivem em greve — ninguém é de ferro.
Ao perceber que acordei Baleia, minha cadela, veio choramingar na porta dos fundos querendo entrar.
— Já vou Baleia, já vou!
Abri a porta dos fundos e a pequena bola de pelos veio correndo para cima de mim, pulando, lambendo, latindo, cheirando, abanando, contente de estar comigo.

— Bom te ver também amiga. — Disse acariciando sua cabeça. — E agora o que vamos ter de café da manhã?
Baleia latiu.
— Tem razão, pão sempre é uma boa opção. — Peguei um pão francês e comecei a cortá-lo no meio, fui tirando o miolo e dando para Baleia, ela adora miolo de pão.
Depois peguei requeijão na geladeira, passei no pão e comecei a comer.
— Hm, bom. — Baleia balançou o rabo.
Acabei não comendo todo o pão e dando para Baleia, fui para o meu quarto e abri o guarda-roupa procurando algo para vestir, minha camiseta de Red Hot Chili Peppers e uma calça jeans clara pareciam ser boas opções, então joguei as duas em cima da cama e fui para o banheiro.
“ Uma ducha fria de manhã é boa para clarear as ideias.” lembrei.
Tirei a roupa e entrei em baixo da água fria, senti um arrepio na espinha, comecei a me esfregar, lavar cabeça e depois enxaguar, quando terminei me enrolei na toalha e fui para o quarto.
Me joguei na cama, olhando no teto respirando fundo, não estava a fim de trabalhar, nunca estava, se existiam dias ruins, existiam dias piores, claro que ás vezes tinha os bons, mas era raramente.
Vesti minha roupa e coloquei Baleia para fora.
 “Ainda são 6:30.”
Corri até o mercadinho 24 horas na rua de trás e comprei café da máquina, depois me sentei nos banquinhos da praça e fiquei observando o céu passar.
— Bom dia Gabriel. — Disse minha vizinha de idade.
— Bom dia senhora Adelaide. — Cumprimentei-a.
— Esperando para ir á faculdade, suponho.
Assenti com a cabeça.
— Hoje nem mais os professores de faculdade são respeitados, ainda mais das particulares.
— Imagino, herdeiros não tem muita noção da realidade, tem tudo de mão beijada, não ligam para o valor do trabalho. — Disse dona Adelaide. — Eu, por exemplo, trabalhei desde os quatro anos no sítio.
— Deve ter sido duro. — Comentei.
Dona Adelaide riu.
— Duro é ver essa molecada não aproveitando as oportunidades que tem.
— Sim, é mesmo. — Concordei. — Dona Adelaide, gostei de conversar com a senhora, mas tenho que trabalhar.
— Ah sim, vai que você ainda é jovem, tem muita carga horária ainda pela frente.
Corri para minha casa e percebi que não estava vestido apropriadamente — não lecionava mais em ensino médio e sim em uma universidade particular — corri para o armário e me troquei depressa.
”Droga, vou me atrasar de novo”
—Senhor Malastra, está atrasado. — Disse a voz sem interesse da secretária Gilda.
— O reitor sabe disso?
— O que o senhor acha?
“Ah não”
— Vou para minha aula, com licença.
Secretária Gilda deu de ombros e continuou lendo a papelada.
Subi as escadas ás pressas e logo em seguida me deparei com uma garota de cabelos castanhos do lado de fora da sala.
— O que está fazendo aqui fora? — Perguntei.
— Esperando o professor. — Disse a menina sem tirar os olhos do livro que estava lendo avidamente.
— Mas por que aqui fora?
— Já viu como está lá dentro? Não dá para ficar lá! É uma zona! Prefiro o silêncio do corredor para a leitura.
— Ok, sou seu professor, vamos entrar.
— Ok. — Ela continuou lendo enquanto entrava.
“ Raridade”
— Ei, ei, sei que o papo deve estar bom, mas vamos parar com a bagunça e começar com as apresentações. — Falei indo em direção a minha mesa. —Sou o senhor Malastra e darei aulas sobre Teoria da Literatura.
— Teoria da Literatura? — Perguntou um garoto loiro.
— Sim. — Respondi cético.
— Tipo a Teoria Disney-Pixar?
— Teoria o quê?
—A Teoria Disney-Pixar, é aquela que fala...
— Está bem, está bem, não, não é esse tipo de teoria.
— Então que tipo de Teoria é? — Perguntou uma garota de cabelos violetas.
— Sabe vamos analisar os textos, ás épocas e...
 — Chato... — Alguém sussurrou no fundo.
— Ok, ok, vamos direto para as apresentações então.
— Sou o Daniel Valera, o mais lindo da sala. — Falou o senhor Disney-Pixar.
— Sou o Tadeo Santos.
— Gabrielle Santoro. — Falou a de cabelos violetas.
— Magali Pedreira.
—Fernando Matoso.
— Giovana Talares.
E mais nomes foram surgindo até que.
— Andrômeda Delari. — A menina do livro falou.
— Nome interessante senhorita Delari. — Falei.
Ela me encarou por uns instantes.
— Parabenize meus pais. — E se enfiou nos livros novamente.
“ Interessante, muito interessante”


Notas Finais


Espero que tenham gostado, nos vemos no próximo capítulo.


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