História Por fora frio, por dentro quente - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Tags Eren, Ereri, Levi
Visualizações 106
Palavras 2.057
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite. Gente agradeço os favoritos e comentarios, valeu mesmo.

Capítulo 2 - Peso na Consciência


 

 

Parecia um fraco deitado na cama e coberto lençol fino branco. Dentro do meu peito uma agonia insistia em me torturar.

“Eren você é fraco…”

E o pior disso tudo, é que sempre me arrependo de ter dormido com Heichou. Ainda alimentava a esperança de que mudasse.

Tentei me recompor e fui ao refeitório pegar minha comida. Mikasa acenou de longe e eu tentei ao máximo sorrir animado, para que não a fizesse desconfiar de nada. Se qualquer um fosse bem detalhista, poderia ver a cara de dor que se estampava em mim. Se as palavras que Heichou dissesse não me machucassem tanto, nunca ficaria exibindo meu desanimo em meio à multidão.

Peguei a bandeja, que continha um pouco de guisado de frango e do lado um miserável pão dormido. Eu nunca reclamara de nada da tropa, no entanto, as coisas parecem perder a graça cada dia mais. Fiquei revirando a comida com a colher, tomando forças para ingeri-la, e só me vinha a cena deplorável do Cabo me descartando.

“Eu realmente odeio Levi...”.

Larguei o prato de comida na mesa, e sai do local. Fui para a parte exterior e olhei pro céu, respirando o ar, ao menos o dia claro e o cheiro natural de natureza, fazia-me sentir vivo, mesmo quando parece que estou morto dentro.

E se eu me afastasse de Rivaille? Seria mais saudável, porém, sentia uma força magnética sempre me empurrando para ele.

Pensei nele, sendo interrompido por um barulho na grama. Eram passos calmos e suaves.

— Eren? — a voz delicada e masculina ecoou nos meus ouvidos. Virei-me vendo a figura sorrir fraco e sentar do meu lado.

 

— Hoje no refeitório ficamos preocupados — Armin parecia triste, sem um motivo exato. — o que aconteceu? — como eu ia contá-lo que a culpa é daquele ser repugnante?

— Nada demais — voltei a encarar o céu.

— É por causa do Heichou?

A saliva parecia nem querer descer quando o ouvi falar dele.

— Anh?! Claro que não — tossi engasgado.

— O vi sair do seu quarto bagunçado, e com um curativo, parecia transtornado. Por quê ele estava lá? — percebi que ia ter de inventar uma desculpa ou dizer a verdade.

— Bem... Levi se machucou, e pediu para ficar, porque Hanji sumiu com suas chaves — parecia convincente, já que foi o que realmente ocorreu.

— Seja lá o que for, pode me contar. — deu-se por encerrado, talvez ele tenha percebido que o assunto me incomodava. — Hanji disse que vai fazer uma festa para comemorar o declínio dos Titans — sorri irônico.

— Nunca pensei que Hanji faria uma festa para comemorar, ela gostava daquelas criaturas!

O loiro sorriu e se levantou animado.

 

— Siga a regra: é preciso ir de terno — terno? Formou-se um cenho nas minhas sobrancelhas. — ela quer uma festa formal.

 

— Céus! Onde vou achar um terno a essas horas?! — fiquei atônito, porque não uso ternos, e a regra da maldita festa é essa. — Argh! Hanji não bate bem da cabeça.

 

— Seja lá como for te vejo na festa — acenei em direção a ele, que sumiu do gramado minutos depois.

 

 

Passei duas horas vasculhando meu guarda roupa, e nada de encontrar um terno, as únicas coisas existentes são as fardas e as roupas que uso para dormir. Abri novamente a cômoda e surrupiei a camiseta branca social, eu já havia lavado de qualquer jeito. No final das contas achei uma gravata e a calça social guardada no fundo da gaveta.

 

Tomei um banho e me vesti sem demorar muito. No fundo me sentia ansioso pela presença de todo mundo, e sobre quem eu mais estava curioso para ver. Desci as escada correndo, chegando logo em seguida no corredor. Dali podia-se escutar as vozes de pessoas conversando, e uma música alta tocando. Andei agora em passos lentos, ainda mais ansioso. Bem na porta pude ver a sala com bexigas e bandeiras penduradas. Hanji pulava e e festejava fazendo barulho com um apito, enquanto o cara de cavalo reclamava rosnando de ódio. Parecia que ambos se divertiam, mas preferi deixá-los sozinhos e ir ao bar. Minha mente estava cheia demais pra festejar.

 

—  Eren! — Hanji apareceu apitando. Ela estava bonita, com um vestido cinza e os cabelos soltos. — que cara é essa? Isso é uma festa precisa se animar! — puxou-me pela mão me girando pelo espaço, uma vez ou outra esbarrávamos em alguém que só ria sem entender.

 

Fiquei tonto e resolvi sentar. Só ela podia me fazer isso, estando nesse estado deprimido.

 

— Nah! Eren-kun! parece mal, brigou com o Levi? — arregalei os olhos sem responder. — eu sei que é por causa daquele tampa de garrafa!

 

— Hanji, prefiro não falar disso — supliquei encolhendo o corpo na cadeira. — Ele alias... Nada!

 

— Ele vem sim! Provavelmente ficar de olho em sua refeição. — olhei-a desconcertado. — Nah! Sei que Levi é possessivo, tenha paciência Eren.

 

— Hanji!! — exasperei ficando de pé, e de costas para a mesma.

 

— Tudo bem Eren, eu já sei, o próprio me contou o que vem acontecendo... Tente não se machucar — a mão tocou meu braço gentilmente e voltou a ir animar a festa.

 

Hanji ficou a festa toda me vigiando e sorrindo, e tentou me convencer a beber, mas eu não tinha força para o álcool, com certeza faria alguma besteira do tipo: invadir o quarto de Rivaille e ter a grande fraqueza de fazer sexo selvagem com o mesmo. Balancei a cabeça afastando aquele pensamento.

 

Minutos depois a morena voltou ao bar, totalmente fora de si e me arrastou para dançar. As luzes estavam fracas e trocavam de cor, nem havia percebido que tinha aquelas lampadas no teto.

 

Hanji colocou os braços no torno do meu pescoço e nos guiou de um lado pro outro.

 

— Hanji!

 

— Quieto! Quem sabe Levi aparece, hummm?! — não entendi e dei de ombros — ciúmes Jaeger lerdo!

 

Sorri frustrado.

 

— Nunca sentiria ciúmes de mim, não transforme realidade em fantasia, Hanji.

 

Tinha tanta falta de esperança que duvidava que Heichou nutrisse sentimentos por mim a ponto de ter ciúmes.

 

Hanji apertou mais os braços em torno do meu pescoço e dançou sensualmente na minha frente, seu hálito baforou no meu ouvido.

 

— É mesmo?! E porque ele não para de nos encarar?

 

Virei para trás e o vi sentado em dos bancos com queixo apoiado na mão. Sua face estava instável, como se fosse explodir ali mesmo. O terno cor de musgo lhe deixava ainda mais serio. Merda! Levi estava lindo, e eu não conseguia parar de olhá-lo. Ele por sua vez me desprezava e ria ironicamente ao lado de Erwin.

 

— Vou voltar a atormentar as pessoas, tchau. — ela acenou e fiquei no bar.

 

Na verdade meu corpo se cansava e resolvi deixar a festa.

 

 

Cheguei no corredor passando perto do quarto de Levi. Passei a mão pela nuca cansado e rumei para o meu quarto, passei as chaves na maçaneta, mas nem pude ter o prazer de abrir. As mãos gélidas e suspeitas me puxaram pelo braço.

 

— Que diabos, me deixe em paz Levi — vociferei deixando as chaves cair. O menor se opôs de frente para mim com seu braço no alto da minha cabeça. O cheiro dele me embriagava, seria algo como lavanda. Delicado demais para alguém como Heichou.

 

— O que pensa que estava fazendo se esfregando na quatro olhos?

 

— Hora, não és da sua conta.

 

— Não me provoque pirralho! — segurou meu queixo erguendo para si. — diga, estava caindo nos encantos daquela míope?!

 

Bufei quase o empurrando, entretanto sua força se duplicava em me manter preso a ele.

 

— Eren, estas me deixando sem paciência — seu joelho atingiu meu membro me fazendo gemer. — pare de tentar me tirar do sério — a língua quente contornou o lobulo da minha orelha me fazendo respirar pesado.

 

— Não vou ceder Heichou...

 

— Cedeu me chamando de Heichou moleque.

 

Virou-me de costas para a parede e roçou seu intimo nas minhas nádegas. Era tão rápido que não tinha tempo de conter os grunhidos.

 

— Vou te punir por isso — as mão livre que não me prendia puxou meus cabelos para trás, fazendo-o alcançar meu ouvido — você é meu Jaeger, não vou dividi-lo — arrepiei- me por inteiro sendo fraco.

 

Voltei a ficar de frente para ele, e todo o ódio em seus olhos transbordava, assim como a agressividade. Heichou me pegou pela gola e chupou meu pescoço enquanto abria os botões da minha camisa e desfazia o nó da graveta.

 

A linguá dele deslizou da minha clavícula descendo ao meu abdômen. A sensação era de que eu ia gozar apenas com o menor me chupando por todas as partes. Levi retirou seu fraque e abriu sua blusa, deixando o color exposto ao meio. Voltou, sugando meu mamilo direito. Conforme sua boca abocanhava, minhas unhas cravavam fortemente seus em ombros.

 

Parou o que fazia me puxando pela cintura e lambendo a minha olheira.

 

— Pra onde vamos? — mal conseguia perguntar para onde me guiava, pela respiração que falhava.

 

— Quero foder você no meu quarto — corei com comentário obsceno, sentindo minhas costas bater contra a porta, o choque da madeira pesada fez eriçar meus poros. E Heichou continuou me chupando, entrando no quarto e me jogando na cama. Minha blusa foi lançada junto da sua.

 

— Devia te torturar pirralho! — me surpreendi quando abriu o zíper da minha calça e abocanhou meu intimo.

 

A maciez da boca dele foi capaz de me fazer arquear as costas no colchão. Tapei a boca com o peito da mão e mordi tentando não gemer. O quarto era próximo de Erwin, e isso me constrangia. Se o loiro ouvisse, poderia querer saber! Mas o cabo é sádico, e segurou meus braços no alto da cabeça, me estimulando com a outra mão.

 

— Heichou! — gemi abafado. — vou... goz..

 

Meu ápice foi impedido, quando a mão pequena apertou meu falo, me impedindo de soltar o líquido.

 

— Vai gozar quando eu quiser. — mordiscou minha orelha me virando de costas.

 

Levi abriu sua calça e deixou que seu sexo saísse enrijecido e roçasse na minha entrada, me deixando desesperado. Penetrou-me com força, e estocou devagar.

 

— Sempre apertado. — gemeu em meu ouvido.

 

Mexeu mais depressa me masturbando novamente. Minha mão segurou os braços de sua blusa, e minha cabeça se mexia de um lado pro outro, totalmente anestesiado.

 

Em um impulso troquei de posição e passei a ficar em cima do menor e a me movimentar depressa querendo senti-lo chegar no meu ponto fraco. A mão fria apertava minha coxa. Finalmente atingi onde queria e mantive os movimentos.

 

— Pirralho.... maldito!

 

Não aguentei e gozei no abdômen de Heichou, sendo acompanhado por ele segundo depois.

 

Respirei cansado caindo no peito do Cabo, mesmo hesitante me deixou ficar ali deitado, até que eu adormecesse.

 

_

 

Dormi durante um tempo, e escutei o despertador tocar logo em seguida. Meus ouvidos doíam, junto da minha cabeça que parecia entrar em combustão. Me ergui da cama e vi que estava no quarto de Levi sem roupas, obvio que me lembrava da noite anterior, mas era fora constrangedor estar no quarto do mesmo. Vesti minhas roupas e tentei sair do quarto sem fazer o mínimo de barulho possível, e foi em vão, pois o acordei sem querer.

 

— Podia fazer menos barulho quando acordar!

 

— Desculpa, eu tenho que ir, Erwin pode precisar de você.

 

Levi me puxou de volta para a cama e ficou por cima de mim rindo maliciosamente.

 

— Está preocupado comigo Eren? — zombou abrindo minha blusa, que tinha apenas poucos botões fechados.

 

Não respondi e tentei me desvencilhar dos braços fortes dele, e sempre me dava por vencido. Fora impossível lutar contra sua força toda a vez que precisava fugir.

 

Heichou roçou novamente os lábios contra a minha pele, e massageou meu membro que me traiu querendo ganhar vida, tentei resistir, mas não conseguia. Segurei em seus ombros e forcei minha ereção contra a sua de maneira que o mesmo entendesse o que eu queria. Abaixou minha peça, e deslizou a mão até minha glande não parando de sugar minha pele. De repente parou e me encarou intensamente, vendo meu rosto que devia estar vermelho. Minhas maças esquenteram e meus olhos ardiam quando tinha visão do peito forte dele exposto.

 

— Posso passar o dia fazendo isso com você. — sussurrou.

 

— Heichou...

 

— Eren... Prometa-me não deixar ninguém te tocar.

 

Se eu era apenas como um objeto para ele, porquê insistia em não querer me ver tendo qualquer tipo de relação com outra pessoa. Sentei na cama segurando em suas costas e gozando logo em seguida.

 

Naquele momento minha consciência pesou.



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