História Por fora frio, por dentro quente - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Tags Eren, Ereri, Levi
Visualizações 80
Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente. Estava pensando que a fic poderia ter mais capítulos ao invés de apenas 5, o que acham?

obg pelos favoritos e comentários.

Capítulo 3 - Paradoxo Sentimental


 

Levi

Ouvia a voz irritante de Erwin, enquanto estava apoiado na mesa no mais absoluto tédio. Geralmente fico atento nas coisas que me falam, mas nos últimos dias nem me concentrar conseguia. Meus reflexos estão ruins, minha atenção deplorável. Parecia que o velho Rivaille teve sua morte trágica, dando espaço a um ser inútil. Minha cabeça passa boa parte do tempo pensando no sexo com o fedelho... Desde de quando fiquei tão pervertido? "Tesc". De qualquer modo parecia que ia ser assim. Todos as minhas frustrações e cansacos mentais se esvaiam quando possuía Jaeger, me pergunto porquê fora procurar refúgio logo num moleque.

 

Meia hora se passou no relógio de parede, parecia mais o momento da tortura. Ter de ouvir planos de estrategia contra um possível retorno de Titans, deixava meu humor uma porcaria.

 

Suspirei cansado.

 

— Oe Rivaille?! está em que mundo? — resmungou batendo a mão na mesa. Se não fosse três vezes mais forte que eu, teria lhe dado um soco no meio da cara. — estou falando coisas de extrema importância, e o senhor está dormindo de olhos abertos? — por fim sentou na cadeira de modo irritado, quase a quebrando pela força.

 

— Ah, não acha que está na hora de parar de pensar em Titans? Eles morreram, contudo, estamos livres dessas pragas, pare de querer arrumar trabalho Erwin.

 

— Para quem sempre se dedicou a tropa, você esta bem despreocupado não? — Erwin aproximou seu rosto me observando curiosamente — está havendo algo Cabo Rivaille?

 

Verdade seja dita, eu estava farto de andar do lado dele, de ter que suportar as malditas investidas que me fazia. Desde que vencemos o período apocalíptico, o loiro sempre vira atras de mim com provocações, eu pensava no pirralho e não cedia. Pergunto-me se Eren ficaria enciumado, porém, devo constatar que não temos nada sério.

 

Sai da cadeira sobressaltado, mas Erwin segurou meu braço numa pressão forte e ameaçadora, fiquei apreensivo com aquela reação. Consegui encontrar uma criatura tão possessa quanto a mim.

 

— Escute, odeio ser ignorado Cabo — sussurrou próximo ao meu ouvido. Quando dei-me pela realidade, estava sendo prensando pelo corpo maior, na porta do escritorio. — diga-me, estas de casinho com algum desses moleques daqui? — minha respiração automaticamente falhou. E se isso me causasse problemas a ponto de perder meu posto? — creio que ande fodendo algum fedelho, ou achas que sou tolo?

 

Empurrei o ser longe de mim, a força foi tanta que o fiz arregalar os olhos e rosnar como um animal temeroso. Na minha cabeça não tinha espaço para outro caso, e eu não iria querer ser o submisso da historia...

 

— Minha relação com vossa pessoa é nada mais que profissional, e eu não tenho caso com ninguém, e se tivesse seria da minha conta, sem ofensas. — assentiu seriamente, acompanhado pelo indicador que ordenou minha retirada dali.

 

“Que momento constrangedor..."

 

Deixei a sala, e andei em direção a qualquer lugar que me deixasse na mais extrema solidão. Maldito estorvo de momento, será que estou pagando penitência? Essa foi a segunda vez da atitude impulsiva por parte dele, eu não aguentaria uma terceira e quarta. E, por que eu pensava em Eren e no seus sentimentos?

 

Andei pelo corredor enorme e vislumbrei uma enorme janela, que dava acesso a visão do gramado. O vento batia contra o meu rosto, fazendo as mechas negras dos meus cabelos voarem

 

“Queria vê-lo, tocá-lo..."

 

— Oe Levi-Chan!

 

Lá vai-se minha paz!

 

— O quê você quer quatro olhos? — disse rispidamente.

 

— Nah! Que mau humor... Novidade Heichou estar estressado — ela gargalhou e ficou perto, apoiando os braços na janela. — sabe... Você esta bravo comigo? — lembrei-me da festa, e mesmo assim, fiz de desentendido. — eu estava dançando com Eren, você pareceu ficar irritado, e estava desprezando o pobre garoto.

 

— Argh, Hanji não diga asneiras. — bati o pé e virei a face para o outro lado.

 

— Levi, tudo bem. Sei que gosta do Eren, mas pare de agir feito um troglodita, ele é sensível e parece estar sofrendo com essa sua atitude. — meu coração acelerou exagerado, e Hanji sorriu feito idiota ao perceber a minha reação. — para de te deixar feliz, eu estava apenas lhe provocando. Tente esconder, faça o que for, porém, não magoe-o, isto é egoísta.

 

Lamentei e senti minha mente me condenar.

 

— Hanji — chamei-a num tom tranquilo — ele disso algo?!

 

— Não, mas eu sei. Uso óculos, mas não sou cega idiota!

 

Silencio profundo... até que a mesma me olhasse com cara de boba e sorrisse.

 

— Levi, acho que Eren te acha especial apesar de seu rancor e falta de paciência. Mesmo vocês não terem se dado bem na primeira vez, agora prova que as coisas evoluem, não é?

 

— Filosofando quatro olhos? — mencionei sarcástico.

 

— São apenas verdades, pare de ser tão bronco, acho que Jaeger deve enfrentar prova de fogo, porque lhe aguentar deve ser difícil.

 

— Vou me deitar, suas baboseiras me deram mais dor de cabeça. Hunf! — bufei e sai em direção ao dormitório.

 

Assim que cheguei no meu quarto, pude agradecer mentalmente, me livrando do uniforme e o jogando no canto da cama. Os braços foram para trás da cabeça. Precisava esvaziar essa pertubação de Erwin, e agora para completar, precisava pensar no fedelho. Poderia desistir dessa coisa de aventura sexual. Só de pensar na possibilidade, fico irritado, frustrado.

 

 

Acordei uma hora depois de adormecer na cama, sem blusa e completamente arrepiado. A janela central do quarto aberta é o resultado da corrente de ar frio. Dito isto, me direcionei ao banheiro e despi as roupas do corpo — a calça, as botas e o espartilho que envolve a espada. Mergulhei a cabeça na água, a qual abri o quanto podia pra que água saísse com mais força. Gostava de sentir a potencia do jato cair na minha cabeça, isso me relaxava de tal forma. A única coisa que poderia vir a calhar, é se o pirralho deixasse meus pensamentos por um segundo.

 

“Pensando demais num simples moleque."

 

Parecia fugir fora do controle, assim que toda as vezes que me lembrara de seus gemidos chamando pelo meu nome, e as mãos dele cravadas em minhas costas. Ficava excitado apenas em pensar.

 

“Será que estou virando algum tipo de ninfomaníaco?"

 

Sacudi a cabeça freneticamente, se eu continuasse imaginando as cenas, é claro que iria acabar parando no quarto dele e fazendo o mesmo de sempre.

 

“Controle-se Heichou..."

 

A insonia persistiu, então resolvi deixar meus aposentos e fui a cozinha fuçar o refrigerador. A única coisa que eu encontrei foi água e um pedaço de queijo velho. E de novo vinha a maldita insatisfação, junto dar dor de cabeça.

 

“Eren resolveria esse meu humor..." Sorri ao pensar, mas me condenei pela vasta fraqueza.

 

Resolvi voltar ao corredor e ir pro quarto, poucos passos depois vi o mais novo perambulando próximo ao meu quarto. Andava de um lado para o outro roendo as unhas.

 

— Pirralho? Por que está fora do quarto a essa hora? — Coloquei o copo na outra, abrindo a porta do meu quarto.

 

— Bem... — pôs o peito da mão no rosto, escondendo a vergonha. Aquela cor avermelhada em suas maças o deixava ainda mais adorável — Hanji disse que você estava com dor de cabeça...

 

— Sim, mas estou melhor, não há com o que se preocupar.

 

— Hhu! Vou dormir. — antes de sair segurei em seu braço e o joguei contra a parede.

 

Olhei-o fixamente na tentativa de desconcertá-lo. Aqueles olhos verdes tímidos me faziam querer devorá-lo ali mesmo no corredor.

 

— Me tentou fazer ciúmes Jaeger?

 

— Hãm? Do que está falando?

 

— A Hanji me disse, pirralho, não se faça de bobo... — Eren olhou pro lado, corando novamente.

 

— Foi ideia dela... Eu sei que não sentiria ciúmes de mim, sou apenas seu objeto. — arregalei os olhos e abri os lábios. Ele me empurrou decepcionado.

 

— Volte moleque! — peguei-o de novo. Quando o virei seu rosto estava umido pelas lágrimas que escorriam.

 

— Pra quê? Pra me jogar numa cama e transarmos e depois você vir me tratar friamente. Eu não quero mais isso Heichou....

 

— Desde quando isso passou a ser importante para você Eren? — comecei a me irritar, odiava melodrama

 

— Desde que percebi que não sinto só atração por você... — os batimentos do meu coração aceleraram, meu corpo queimava, sem saber qual o motivo.

 

Sentimentos... Eu não sabia lidar com isso, nem mesmo sei se tenho algum. Permaneci calado e encarei o chão. Nem sei como o copo continuava na minha mão, pela minha falta de atenção poderia ter derrubado.

 

— Isto é muito pra mim Jaeger, você sabe que não sei lhe dar com tais sentimentos.

 

— É por isso que não quero mais nada com você.

 

 

Eu tinha olheiras visíveis, a noite tinha sido mal dormida e atordoante. Nem me lembrava se haveria dormido.

 

Fui no estabulo cuidar dos cavalos e tentar esparecer, é difícil pensar que Jaeger não quer mais ver me afete tanto.

 

Não estava apaixonado ou algo do tipo, só que, eu tinha encontrado nele um refúgio.

 

Precisava concertar isso de alguma forma...



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