História Por que não me ama? - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Romance, Triângulo Amoroso
Visualizações 7
Palavras 930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi meus amores, viu, só pra avisar, essa é uma história que eu tô escrevendo com uma amiga minha (eu escrevo os caps do ponto de vista da Olivia, e ela,do Pedro), mas como ela não tem uma conta aqui eu não consigo colocar ela como coautora. Enfim, boa leitura :)

Capítulo 2 - Olivia


"E existem aquelas pessoas que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas que, passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, mostraram, pelo que nos fizeram sentir. É isso... As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós... E quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa."

 -Caio Fernando Abreu      

Existem duas coisas nesse mundo que eu sempre vou amar. A primeira é a vista do céu estrelado que tenho da minha janela, onde recorro toda vez que preciso de algo para seguir em frente . Existe alguma coisa nelas que me faz encontrar o caminho de volta sempre que preciso. E a segunda são os livros.     

Sabe qual é o problema das pessoas reais? Elas nos enganam, nos decepcionam, nos prejudicam, dizem coisas que são capazes de nos atravessar em poucos segundos. Chega uma hora em que se entediam e simplesmente vão embora, nos abandonam. Os personagens não, eles sempre estão lá, e sempre estarão esperando. Não importa se você é constante ou não, se precisa deles com frequência ou ocasionalmente. Eles sempre vão te motivar, te alegrar, te emocionar, quantas vezes você quiser.

     É por isso que tenho uma estante cheia deles. E é por isso que continuo solteira. Há algo de errado na ideia de abrir exceções para se apaixonar ou para permanecer com alguém. As garotas não deveriam fazer isso. Um dia elas vão olhar para trás e ver todas as coisas que talvez poderiam ter conquistado, formado, vivido.   

   E as palavras "e" e "se" não são uma boa companhia para o futuro. Só quem as já usou juntas sabe o quão são capazes de destruir a felicidade de qualquer um.  

   É por esses e outros motivos que todas as noites vou em direção à minha janela e ao olhar para cima desejo que, se um dia eu me apaixonar, que seja como nos romances que leio. Que seja perfeito, que seja duradouro, mesmo que por um tempo.   

  Talvez essas sejam exigências que nunca serão atingidas, mas , na minha opinião, é melhor viver uma vida inteira sozinha do que uma repleta de relacionamentos frustrados e corações partidos.     

 Sei que algumas pessoas não concordam comigo, Amanda, minha amiga, é uma delas. Ela diz que a qualquer momento eu posso me surpreender e conhecer alguém, e então vou ter que admitir que estava errada. Não acho que isso aconteça.  

    Ao contrário de mim, Amanda vive em relacionamentos, alguns são menos piores do que os outros. Apesar do que ela diz sobre a minha "indiferença", sempre me procura para pedir conselhos. E normalmente não são as coisas que ela gostaria de ouvir.     

Apesar de entrar e sair de relacionamentos com mais frequência com que respira, ela já se apaixonou uma vez. Uns dois anos atrás ela conheceu um garoto em uma festa. Ela diz que foi mágico, mas que o relacionamento apenas durou dois meses por causa de uma briga. Ela diz que as palavras saíram de sua boca sem que ao menos passassem pela sua mente. Ambos disseram coisas que atravessaram um ao outro, e depois disso ela jurou que nunca mais o veria novamente, e ambos foram orgulhosos o bastante para manter a promessa.      Amanda diz que devo sair mais e tem o apoio de meus pais nessa afirmação. Me recuso a pensar que sou antissocial. As pessoas são previsíveis ao ponto de se tornarem entediantes, não preciso sair para saber como uma festa vai acabar.  

   O que não faz muita diferença, já que aparentemente estou sendo obrigada a comparecer em uma festa hoje à noite. Todos os anos a minha escola promove uma festa para os alunos que estão no último ano. Na minha opinião não é nada além de um pedido de desculpas adiantado aos alunos pelo o que eles passarão ao longo do ano.    

  Talvez você possa estar se perguntando o que pretendo fazer no ano que vem. Bom, não preciso me preocupar em tomar decisões, ao que parece todas as decisões possíveis já foram tomadas há muito tempo pelos meus pais. Minha única função é seguir o roteiro deles.    

  Respiro fundo. Muitas pessoas poderiam se sentir aliviadas se estivessem em meu lugar. Eu não. Sinto como se o peso do mundo inteiro estivesse sobre os meus ombros.       Ouço alguém bater na porta e desvio o olhar do livro que estou lendo. Minha mãe aparece, com uma alegria que parecia não caber dentro de si, segurando o vestido que ela havia escolhido para que eu usasse esta noite. Ela pergunta se pode entrar e respondo com um movimento. 

     -Está animada? - Ela pergunta, sentando- se ao meu lado. 

   -Claro. -Respondo, forçando um sorriso.   

 -O que é aquilo? -Ela se levanta e vai até a minha estante, onde um dos porta retratos está virado. Ela o segura e sorri ao olhar para a fotografia. Desvio o olhar. Sei exatamente de qual foto se trata, teria jogado fora, mas por algum motivo não consegui.

    -Me lembro do dia em que eu tirei ela. Você devia ter uns oito ou nove anos. Algum motivo especial para ela estar assim? 

   -Não. 

   -Vocês ainda se falam? -Sinto um nó se formar em minha garganta.    -Acho que já está na hora de eu começar a me arrumar.  

  -Tem razão. -Ela coloca a fotografia no lugar antes de sair pela porta. Ando em direção à estante e a viro mais uma vez, evitando olhar em sua direção.  

 -Por favor, que não seja tão ruim assim. -Peço em voz alta ao olhar em direção ao vestido e perceber que não tenho outra saída.  


Notas Finais


Até o próximo cap :)


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