História Por que não meu melhor amigo? - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek
Exibições 712
Palavras 2.139
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Dezessete


- Você está brincando... me diz que isso é um trote. - Pedi já sem segurar as lágrimas. 

- Infelizmente não, de acordo com os documentos dele você mora perto, é no hospital do bairro mesmo. 

- Não me diz isso, por favor diz que é mentira. - Já não controlava o choro, estava quase gritando. 

- Não é, venha rápido. - A ligação foi encerrada e só não cai por que vi os olhos do Tae no mesmo estado que os meus e lembrei de que ele estava no meu colo. 

Me forcei a pegar o telefone de novo e ligar para a minha omma e pra a de Chanyeol, nenhuma delas deve estar sabendo. 

E mais uma vez senti meu mundo desabar. 

Por que coisas assim só acontecem comigo? Quando estou feliz sempre aparece algo para destruir, mesmo que não seja sério sempre tem alguém querendo destruir minha felicidade e agora não sei se meu amor está bem ou se vai ficar bem. 

- Omma.... Vem - Funguei alto. - Por favor... rápido. - Não esperei resposta e me deixei cair no sofá, mesmo com o Tae no colo, não deixei ele se machucar. 

Minhas lágrimas caíram como nunca. 

Eu queria estar no lugar dele. 

Chanyeol não merecia isso. 

Ele é uma pessoa boa, por que diabos esse tipo de gente não intende o modo que a gente escolheu ser feliz? 

Por acaso temos alguma doença grave que vai acabar com o mundo? 

O que leva uma pessoa a querer destruir uma vida só por que não segue o padrão da sociedade? 

Taehyung começou a chorar, eu tentei o acalmar, mas também só fazia chorar. 

Quando minha mãe entrou desesperada pela porta veio em minha direção rapidamente. 

- Baek, o que houve filho? - Pegou o Tae. - Por que estão chorando assim. 

- Omma... o Channie ele, e-ele está no hospital. - Chorei mais alto ainda. 

- Por que Baek? O que aconteceu com ele? 

- Não sei mãe, me leva pra lá? Eu preciso saber... 

- Vamos, cadê a malinha do Tae? 

- No quarto dele. 

Me esforcei para levantar e ajudar minha mãe, mesmo com os meus pensamentos em outro lugar não podia parar de pensar no meu filho. 

Pegamos tudo e fomos para o carro, e assim que coloquei o cinto de segurança desabei de novo. 

- Não fique assim Baek, vai ficar tudo bem. 

- NÃO VAI OMMA, ENQUANTO EXISTIR GENTE DAQUELE TIPO NÃO VAI FICAR NADA BEM. - Gritei com toda minha força deixando ela um pouco assustada. 

- O que fizeram com ele? - Perguntou tentando ser calma. 

- Homofóbicos. - Respondi baixo. 

Ela não respondeu apenas se deixou chorar controladamente. 

Como eu poderia ficar bem se as duas únicas pessoas que me fazem manter os pés no chão estão sofrendo pelo mesmo motivo? 

Como eu vou seguir a vida se algo pior acontecer? 

Eu nem tive tempo o suficiente para dizer e praticar todo o meu amor por ele. 

Minha vida não faz sentido sem ele. 

Me abaixei colocando o rosto entre as mãos me permitindo chorar alto. 

Chegamos no hospital e nem mesmo percebi. 

- Vai lá ver se está tudo bem, eu vou ligar para a mãe do Chanyeol e levo o Tae quando terminar, tudo bem? 

- Obrigado, omma. 

Sai do carro e quase corri para dentro do hospital, só de rever aquela recepção em menos de uma semana me fez ter uma sensação de que não seria a última. 

Fui em direção a mulher atrás do balcão. 

- Onde está Park Chanyeol? - Tentei falar sem tremer a voz. 

- Ele está na sala de cirurgia agora, espere uns minutos e o médico vem dar notícias sobre o estado de saúde dele. 

- Como ele estava quando chegou aqui? 

- Estava consciente até entregar o celular para um dos paramédicos e pedir para ligar pra você, e pediu que cuidassem do Tae. Esse nome é conhecido por você? 

- É o nosso filho. - Sai de frente dela e me sentei em um dos bancos daquela sala me permitindo chorar mais ainda. 
 

Minha mente ficou branca, não se passava nada a não ser a vontade de chorar, era melhor assim pois se ficasse pensando muito com certeza sairia coisas ruins dos meus pensamentos. 

E eu não queria pensar na minha vida sem Chanyeol. 

Senti uma mão tocar meu ombro e olhei para cima, era um policial. 

- Você é Baekhyun? 

- S-sim, sou eu. - Falei depois de secar as lágrimas. 

- Precisamos conversar. - Me olhou sério. - Sobre o Chanyeol. 

- Ok. 

- Me acompanhe por favor. - Saiu andando e me levantei logo em seguida, mesmo sem força, e o segui até uma salinha do lado da recepção, lá tinha uma mesa cheia de papéis e uma cadeira de cada lado. 

Ele se sentou em um a e indicou a outra pra mim. 

- Você sabe o que fizeram, certo? 

- Não exatamente, só sei que foi aquele tipo de gente. - Tentei me controlar, a tristeza por um mísero segundo sumiu perante o ódio. 

- Sim, ele foi espancado e ficou inconsciente até chegar ao hospital e pedir para ligar pra você. - Seu olhar estava sério. - Vocês têm um filho né? 

- Sim, ele está com a minha mãe agora. 

- Vou pedir para que não saia na rua desacompanhado com ele, esse grupo que atacou seu marido está rondando o bairro, pois nele tem o maior número de homossexuais e eles estão fazendo uma "limpeza" por aqui. 

/- Quer dizer que eu e meu filho corremos riscos? - Meu ódio aumentou só de pensar em alguém encostando no Tae só pelo fato de ter pais gays. 

- Sim, vamos deixar uma viatura de frente para sua casa por proteção e pelo que eu sei da condição de vida de vocês seria aconselhável contratarem um segurança pra você e um pra quem for cuidar do seu filho. 

- Vou fazer isso, você conhece alguma empresa de confiança? - Já estava mais calmo, de certa forma saber o porquê disso me fez me tranquilizar um pouco. 

Ele tirou um cartão preto de dentro da gaveta da mesa e me entregou. 

- Obrigada, vou ligar hoje mesmo. - Ele sorriu triste. 

- Vamos encontrar quem fez isso, ele vai pagar por tentar destruir sua vida e a de tantas outras pessoas. 

Isso me deixou feliz por momento, saber que ainda existe pessoas que se importam com a vida ao invés da orientação sexual, me fez me sentir protegido. 

- Obrigada, quando encontrar me avise quero olhar nos olhos de quem tentou destruir minha vida. 

- Não seja vingativo, isso não vai lhe trazer felicidade alguma. 

- Não é vingança, só quero fazer uma simples pergunta. 

- Pode deixar, vamos avisar. 

- Se precisar de alguma ajuda para as investigações é só me procurar. 

- Pode deixar. 

- Vou ver se meu filho está bem e se já tem alguma notícia do meu marido. 

Ele assentiu e eu sai da sala, encontrando minha mãe sentada em uma cadeira com o Tae dormindo e a Hyunae chorando descontroladamente. 

Me aproximei sentando ao lado delas, por pouco não voltei a chorar. 

- Segura ele um pouco, Baek? - Minha mãe pediu com os olhos cheios de lágrimas sendo presas. 

- Sim omma. - Estiquei e peguei meu pequeno que acordou meio assustado e quase começou a chorar, mas o segurei firme. - Não chore Tae, o appa está aqui e vai cuidar de você meu anjo. - Dei um beijo no alto da cabeça e ele pareceu se acalmar. 

- Nenhuma notícia até agora? - A mãe do Chanyeol perguntou. 

- Não. - Respondi virando o rosto na direção oposta tentando não chorar. 

Passaram se duas horas e nada. 

Nenhum sinal dos médicos. 

Nesse tempo meu appa apareceu com a minha noona e levou o Tae para dormir, não era bom para ele ficar em um hospital. 

Enquanto fitava o teto sem demonstrar emoção alguma, um homem de branco apareceu na minha frente. 

- Baekhyun, Hyunae e Sunhee? - Perguntou. 

- Sim. - Respondi de modo afoito. 

- Podem me seguir por favor? 

Assentimos e fomos atrás por um corredor que parecia não ter fim até uma sala completamente branca. 

Entramos e segurei as mãos das duas tentando buscar algum apoio. 

- Vou ser direto, Chanyeol está a salvo. 

Suspirei em alívio. 

- Mas está em coma e não tem tempo definido para acordar. 

- Por que?- Hyunee perguntou chorando outra vez. 

- Ele levou uma pancada muito forte na cabeça e durante a cirurgia ouve complicações graves, ele pode acordar hoje, amanhã, daqui um ano ou dez, tudo vai depender da recuperação dele. - Ele falou de um modo tão frio que me deixou pior do que já estava. 

- Eu posso ver meu filho? - Hyunae perguntou. 

- Sim, mas será pelo vidro ele está na unidade intensiva. 

Assentimos e saímos da sala voltando ao corredor, entramos no elevador. 

Nunca pareceu demorar tanto. 

Paramos no terceiro andar. 

Quando a porta abriu dei de cara com um corredor vazio e silencioso, completamente sem vida. Era tudo branco e mórbido. 

Andamos por ele até o médico parar de frente para uma porta. 

- Ele está ai, mas vocês não poderão entrar por enquanto. 

Assentimos e ele abriu a porta. 

Coloquei os olhos no Chanyeol. 

Ele estava com a cabeça enfaixada, o corpo cheio de curativos e as partes de pele que estavam sem ataduras estavam roxas. 

Não parecia o meu Chanyeol. 

Não parecia o homem sorridente que alegra a todos a sua volta. 

Não parecia o motivo da minha felicidade. 

- C-Channie... - Chamei colocando a ponta dos dedos no vidro e deixando as lágrimas saírem novamente. 

- Baek meu filho, seja forte. - Minha omma me abraçou tentando me acalmar. 

- Como? Como eu vou viver sem ele? - Tentava não cair. 

- Por ele Baek e pelo Tae você tem que ser forte. - Hyunae me abraçou me dando forças. 

Ficamos abraçados em silêncio olhando de longe o motivo das nossas lágrimas por um bom tempo, mas não o suficiente. 

- Vocês têm que sair agora. - Ainda me perguntava com esse médico conseguia ser tão frio. 

Saí de cabeça baixa e nem me dei conta quando estava dentro do carro. 

- Baek você vai lá pra casa tá bom? - Minha omma perguntou. 

- Não omma, vou passar lá só pra pegar o Tae. 

- Baek você vai ficar sozinho na casa que divide com o Chanyeol, você vai sofrer mais assim. 
 

- Omma o Channie não está morto, ele vai voltar e eu vou esperar ele na nossa casa, junto com o nosso filho pelo tempo que for necessário. - Falei firmemente com uma calma que eu não tinha no momento. 

- É pela sua segurança Baek. 

- Eu vou contratar seguranças para a casa, um pra mim e um pra você ou para a Hyunae quando vocês forem ficar com o Tae, eu não quero sair de lá como se o Chanyeol não fosse voltar e... - Sequei uma lágrima. - E mesmo que não volte eu não vou sair, minha vida já está lá, a gente escolheu aquilo junto, é lá que eu vou seguir a minha vida. 

Ela começou a chorar mais alto, não me controlei e me entreguei as lágrimas outra vez. 

- Tudo bem Baekhyun, só tome cuidado, não quero sofrer mais. 

- Você não vai omma. - Parou o carro de frente o portão da casa dela e saiu e em poucos minutos voltou com o Tae dormindo e as coisinhas dele. 

- A Jinhee disse que ele já está trocado e já comeu, quando chegar é só colocar ele na cama. 

- Ok. - Olhei para trás e vi ele dormindo, deixei um sorriso triste sair pelos lábios. 

- Não fique assim, vai dar tudo certo. - Acenei positivamente e ela voltou a dirigir. 

Não demorou muito e já estávamos no portão. 

Peguei tudo o que tinha que pegar e entrei rápido pra dentro só dando um aceno com as mãos para me despedir. 

Sozinho naquela imensidão de casa. 

Estava muito triste, mas não queria chorar. 

Eu sei que Chanyeol vai ficar bem e vai voltar. 

- Vamos pra cama meu anjo? Hoje você vai dormir com o appa, mas não se acostume é porque hoje eu estou carente. - O coloquei mais próximo a mim e fui para o quarto. 

Deixei ele no meio de alguns travesseiros e fui tomar um banho. 

Foi bem rápido, eu estava exausto mentalmente. 

Me deitei rapidamente, aninhei meu pequeno nos braços e senti o sono tomar conta de mim. 

E pela primeira vez em muito tempo dormi sem os braços de quem eu amo me protegendo.

 


Notas Finais


Twitter: @byunbibu <3


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