História Por que não meu melhor amigo? - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek
Exibições 488
Palavras 2.601
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Penúltimo q

Capítulo 21 - Vinte e um


Acordei com o som estridente do telefone. 

 

Queria amaldiçoar quem estava ligando pois tinha acabado de pegar no sono, mas não fiz, poderia ser notícias de Chanyeol. 

 

- Alô - Falei sonolento. 

 

- Baekhyun? - Reconheci a voz de uma das secretarias do hospital. 

 

- Sim...

 

- Venha pra cá, Chanyeol acordou. Eu não deveria ligar agora, mas eu sei que ficaria feliz em saber. 

 

- OMO ele está bem? Como ele está? - Fiquei eufórico, tão feliz que achei que não caberia no meu peito.

 

Meu amor acordou, não iria sofrer como nos filmes onde a pessoa amada fica anos e anos em coma. 

 

Eu terei minha família de volta. 

 

- Eu não sei muito bem, mas acho que não teve sequelas e vai poder sair logo, se você quiser pode vir agora ou amanhã de manhã. 

 

- Não, já estou indo só vou ligar para o meu amigo.

 

- Tudo bem, até mais.

 

Desliguei e rapidamente disquei o número do Luhan.

 

- Luhan? 

 

- Sim? - Sua voz estava cansada. 

 

- O Chanyeol acordou. - Gritei extremamente feliz. 

 

- Jura? Não está tirando uma com a minha cara não né? 

 

- Ah com certeza iria te ligar as 2 da manhã e brincar com uma coisa assim. - Ri soprado. - Bom eu preciso que você fique com o Tae de novo, ele vai dormir aí.

 

- Folgado, deixa que eu vou pra sua casa, já está tarde e se ele acordar vai fazer birra, o Sehunnie fica com ele enquanto eu te levo. 

 

- Tudo bem, vem logo. 

 

Desliguei, corri para o quarto e me arrumei de qualquer jeito. 

 

Não iria precisar de segurança agora, Luhan iria me levar e de carro não tem perigo. 

 

Dei uma olhada rápida no Tae que dormia tranquilamente e estava seco, dormiria até de manhã e desci as escadas correndo. 

 

Passou uns dez minutos e o interfone tocou, era Luhan. Liberei sua entrada.

 

- Vamos logo, Sehun, Tae está dormindo e está de fralda limpa ele vai ficar bem até de manhã ou quando o Luhan voltar. 

 

- Ok, vou dormir na sua cama e nem pense em dar piti. - Subiu correndo.

 

Eu não estava nem aí pra minha cama agora, só queria saber de Chanyeol e se ele estava bem.

 

Saímos de casa de novo e durante o percurso até aquele hospital nunca me pareceu tão longe. 

 

Bufava sempre que Luhan parava no sinal, não tinha necessidade, não tinha nenhum carro por perto ou circulando. Ele sempre me respondia "se acalme Baekhyun, não vai querer entrar em coma agora que Chanyeol saiu"

 

Ele tinha razão, mas eu estava nervoso e queria saber logo como Chanyeol estava. 

 

Quando finalmente parou em frente ao hospital desci o mais rápido possível e corri para dentro, dando de cara com o médico com cara de bunda que cuida do meu amor. 

 

Agora meu senso de humor voltou. 

 

- Como Chanyeol está? - Perguntei eufórico e cutucando seu braço. 

 

- Ele está bem, amanhã terá alta. 

 

- Amanhã amanhã ou quando amanhecer? 

 

- Quando amanhecer, quando faço turno me perco nos horários. Por volta das 8 da manhã ele já pode ir pra casa. 

 

Só faltei pular no colo do homem de tão feliz. 

 

- Eu posso ver ele? 

 

- Sim, ele não quer dormir. Ficou dizendo que quer você, então vai lá, é o mesmo quarto.

 

Peguei o crachá e corri em direção ao quarto, fui pelas escadas mesmo não estava com paciência pra esperar elevador.

 

Estava eufórico na frente da porta tentando normalizar a respiração e quando fiz entrei sorridente. 

 

- Baek, vem eu preciso de um abraço e sentir seu cheiro. - Esticou os braços.

 

Corri um pouco e pulei na cama o abraçando forte.

 

Ele gemeu um pouco por conta da dor, mas não desfez o abraço.

 

- Eu achei que fosse ficar mais triste com isso Baek. - Falou em tom de brincadeira. 

 

- Yah, e quem disse que eu não fiquei? - Desfiz o abraço e fiquei com bico irritado. - Você não faz ideia. 

 

- Eu estou brincando meu amor, cadê o Tae? 

 

- Ficou em casa com o Luhan e o Sehun. 

 

- Você acordou eles só pra vir aqui? 

 

- Não porque eles já estavam acordados e fazendo coisas.

 

- Eu iria ficar muito irritado se alguém me interrompesse nessas horas. - Me puxou pra perto e colou seus lábios no meu pescoço. - Estou doido de vontade de te pegar aqui mesmo. 

 

- Chanyeol você vai ficar sem sexo essa semana e vai descansar. - Me afastei. - E não adianta ficar emburrado. 

 

- Ah Baek, não faz isso. - Fez biquinho. - Eu preciso matar a saudade. 

 

- Eu vou continuar perto de você só não vai ter sexo. - Sorri. - Você tem que dormir agora meu amor, você vai ter alta daqui a pouco. 

 

- Não quero, vem aqui me dar meu beijo. - Me puxou de novo e roubou um selinho. - Vem logo. - Me beijou direito dessa vez. 

 

Como senti falta do beijo dele. 

 

Não protestei, apenas me deixei aproveitar. 

 

Não fazia tanto tempo assim, mas para mim um segundo longe dele é uma eternidade. 

 

Separamos por falta de ar e encostamos a testa na intenção de não separar totalmente. 

 

- Agora você vai dormir. 

 

- Dorme comigo? - Fez aegyo. 

 

- Chega pra lá então. - Me deitei ao seu lado ficando assim de conchinha com seus braços em volta da minha cintura. 

 

Me senti feliz outra vez.

 

E recebendo um carinho na cabeça adormeci. 

 

X - - - X

 

Acordei com batidas leves na porta, olhei no celular conferindo as horas.

 

Uma hora para voltar pra casa.

 

Levantei apressado e abri a porta, deveria estar com uma cara monstruosa por ter acabado de acordar. 

 

- Omo, como você é fofo. - Era uma enfermeira que segurava uma bandeja com um café da manhã mísero típico de hospital. 

 

- Obrigado. - Abaixei a cabeça envergonhado. - Entre.

 

Chanyeol já tinha acordado e só se sentou.

 

- Vem Bacon, come comigo. 

 

- Não Channie, eu vou comprar alguma coisa na lanchonete aqui em baixo. - Sai deixando ele comendo corri até a lanchonete e comprei dois lanches naturais e um suco e voltei o mais rápido possível para o quarto. 

 

- Ai que fome. - Exclamei feliz ao abrir o pacote de um deles.

 

Percebi o olhar de Chanyeol no meu lanche, era uma carinha tão fofa.

 

- Você quer? 

 

- Quero. - Me levantei e fui até ele deixando ele dar uma mordida boa.

 

Ficamos assim até o médico entrar e entregar a alta dele.

 

- Ele precisa de repouso e não vai poder ir para a escola durante uma semana e meia. 

 

- Mas quem vai cuidar do meu Bacon? 

 

- O Tao meu amor. - Fiz carinho nele. 

 

- Quem é Tao? - Perguntou com raiva. 

 

Fiquei com vontade de rir, ele fica muito fofo com raiva e ciúmes. 

 

- É o segurança que eu contratei Chanyeol, não precisa ficar com ciúmes, bebê. - Sorri e dei um selinho rápido porque o médico pigarreou, completamente incomodado.

 

- Bom, já podem ir para a casa. - Entregou o papel. - O policial responsável pelo caso dos homofóbicos está te esperando, disse que tem uma notícia pra você. 

 

- Tudo bem. - Me virei para Chanyeol. - Você vai tomar banho aqui ou em casa? 

 

Aproximou sua boca no meu ouvido. 

 

- Em casa, com você e fazendo coisas gostosas no chuveiro. 

 

- Yah, já disse que não vai ter sexo por uma semana. - Falei irritado e o médico riu pela primeira vez. 

 

- Não precisa disso senhor Byun, desde que ele não faça muito esforço está tudo bem. 

 

Queria um buraco pra enfiar a cabeça de tanta vergonha. 

 

- Viu amorzinho, a hora que a gente chegar em casa eu vou matar a saudade. - Tentou me agarrar, mas saí de perto. 

 

- Se você não sair logo daí, não vai ter nada por um mês. - Fiz biquinho e mostrei a língua. 

 

- Tô indo. - Se levantou e procurou a roupa que estava em uma malinha que a mãe dele trouxe. 

 

Não demorou mais do que cinco minutos se arrumando e apareceu com o cabelo bagunçado, uma calça jeans branca rasgada nas coxas e uma regata preta.

 

Apesar dos machucados e alguns curativos, ele estava extremamente sexy.

 

- Já disse pra não babar Baek. 

 

Mostrei a língua e fui em sua direção. 

 

- Eu te amo. - Abracei forte. 

 

- Eu também te amo bebê. - Beijou minha testa. - Vamos? 

 

- Sim, eu vou ligar pro Luhan vir buscar a gente. - Tirei o telefone do bolso e liguei. 

 

Chamou, chamou e nada.

 

Disquei de novo e dessa vez atendeu.

 

- Alô Baekhyun. - Sua voz estava cansada e saindo quase em um gemido. 

 

- Luhan o que você está fazendo ai?

 

- Ahh ... nada não Baekhyun, humm isso Hunnie, não é nada. 

 

- LUHAN SE VOCÊ ESTIVER FAZENDO COISAS NA MINHA CAMA EU JURO QUE EU TE MATO. - Gritei com raiva. 

 

- Ammm não to fazendo nada, Bacon, ahh agora diz o que você quer. - Ouvi uma risadinha do Sehun bem próxima ao telefone. 

 

- Vem me buscar com o Chanyeol e traz o Tae. 

 

- Ok. - Desligou na minha cara. 

 

- Vou falar com o policial, você vem? 

 

- Sim. - Peguei a mochila dele e coloquei nas costas. 

 

Nos abraçamos e saímos finalmente daquele quarto.

 

Segui até a salinha do lado da recepção e bati na porta. 

 

- Senhor Byun, temos uma ótima notícia. - Esperei a resposta. - Pegamos o líder do grupo que estava atacando. 

 

- Onde ele está? 

 

- Na delegacia, você ainda quer falar com ele? 

 

- Sim, vamos pra lá agora mesmo. 

 

- Baek, o que você quer com o homem que quase me matou?

 

- Não é nada de mais Chanyeol, eu só quero fazer uma simples pergunta. 

 

- Tudo bem então, mas não fica perto dele. - Me abraçou de forma protetora. - Não confio nele.

 

- Não vai acontecer nada com ele, pode ficar tranquilo. - O homem veio até ele e deu dois tapinhas no seu ombro. - Ele está preso. 

 

- Você pode ir com a gente? - Perguntei.

 

- Sim, se quiser eu levo vocês. 

 

- Não, meu amigo está vindo. Você vai em um carro e a gente vai no dele. 

 

- Tudo bem então, quando ele chegar me chamem. 

 

Assenti e saímos voltando a recepção. 

 

Nos sentamos abraçados nas cadeiras e recebia os olhares das duas secretarias que sorriam toda vez que Chanyeol beijava minha bochecha ou pescoço. 

 

Luhan demorou bastante a aparecer e quando apareceu meu bebê estava chorando no colo do Sehun. 

 

Corri em direção a eles.

 

- O que esse tio feio fez com você meu anjo? - Perguntei já com ele no colo.

 

- Me deixa pegar ele? - Chanyeol apareceu atrás de mim e antes de pensar em entregar o bebê para ele, Luhan grudou no seu pescoço e começou a chorar. 

 

- Ainda bem que está bom Channie, eu fiquei muito triste quando soube, mas agora estou aliviado em te ver bem. 

 

- Viu Baekhyun, era assim que você tinha que agir e não ficar renegando meus beijos.

 

- Hm, eu fiquei bem pior do que ele, acredite, e Luhan, você vai me levar na delegacia ok?

 

- Não sei porque, mas tudo bem, seu amor ao universo voltou ao normal depois que o Chanyeol acordou e eu não quero morrer cedo. - Deu um sorriso forçado.

 

- Mas eu amo todo mundo, Luhan. - Entreguei meu bebê para o Channie que estava com os braços esticados e fui até a sala chamar o policial. 

 

Já dentro do carro com Sehun ao lado do Luhan e eu no banco de trás com o Chanyeol brincando com o Tae, seguimos o carro da polícia até o lugar que ele falou. 

 

Saímos só eu e ChanYeol com o Tae no colo, e entramos no lugar. O homem mandou a gente se sentar em uma sala onde tinha mais dois homens fardados. 

 

Me sentei na cadeira e ChanYeol no pequeno sofá que tinha no canto da sala

 

Não contei quanto tempo ele demorou, mas quando o homem entrou nunca senti tanto ódio na vida. 

 

Ele era velho, gordo e com o rosto surrado de marcas de brigas. 

 

- Viu senhor Byun, eu disse que não precisava se vingar os outros detentos já fizeram isso. 

 

Me senti minimamente feliz por isso. 

 

- Hm, já disse que não gosto de vingança. - Falei com indiferença e o homem se sentou na cadeira. - Posso te perguntar uma coisa? 

 

Ele assentiu sem desviar os olhos da mesa.

 

- Por que você fez isso? - Perguntei com toda calma do mundo. 

 

- Por que gente do seu tipo merece morrer, são aberrações. 

 

- O que te leva a pensar isso? 

 

- Homem tem que ficar com mulher e vice versa. 

 

- E quem te deu o direito de tentar destruir uma família que vive feliz só por causa da orientação sexual? 

 

- Eu me dei o direito. 

 

- Você deve ter família não? Imagine se alguém aparece do nada machucasse sua esposa até quase morrer, deixando você com uma criança pequena nos braços e sem saber como seguir a vida. Como você se sentiria? Saber que você sofre só por não seguir um padrão que algum idiota inventou, que você não pode sair na rua com seu filho sem estar com um segurança em seu encalço por medo de ser atacado. 

 

Ele suspirou pesadamente. 

 

- Se imagine no meu lugar, eu tenho um filho com dias de vida, o amor da minha vida sai para trabalhar e não volta, descobre através de um telefone que a razão do seu sorriso todos os dias esteve perto da morte e só por causa da orientação sexual. Como você se sentiria se fizessem isso com você e todas as pessoas que você gosta. 

 

- Iria me vingar.

 

- Eu não estou fazendo isso, vim com o homem que eu amo e meu filho até um lugar como esse só pra te fazer uma pergunta. Por que? Qual a razão disso? O que melhorou na sua vida? Te deixou mais feliz? Fez alguma diferença no mundo espancar tanto o Chanyeol como as outras pessoas? 

 

Ele abaixou mais a cabeça e pude jurar ouvir um soluço. 

 

- Me perdoe. 

 

- Não peça perdão a mim e sim a você mesmo, eu não vou sofrer para o resto da vida por causa disso, como você pode ver estou com a minha família bem outra vez, ao contrário de você que vai passar o resto da vida se remoendo sem uma pessoa para amar. - Me levantei e estiquei a mão para Chanyeol que se levantou e pegou. 

 

Saímos juntos de mãos dadas e nos despimos do policial. 

 

- Vamos pra casa. - Falei sorrindo e entramos no carro. 

 

Ninguém questionou sobre o que eu falei, apenas me deixaram em silêncio. 

 

Finalmente nossa casa. 

 

- Obrigado Luhan. - Acenei com uma das mãos já na porta de casa. 

 

- Vamos tomar banho? - Perguntou com um sorriso malicioso. 

 

- Não, sem esforços meu amor. - Dei um selinho e peguei o Tae, seguindo para o quarto dele. 

 

Deixei ele no berço e fui para o meu e quando entrei a cena não poderia ser melhor. 

 

Chanyeol pelado, duro e batendo no espaço vazio da cama. 

 

- Tem certeza que não quer? 

 

 


Notas Finais


Twitter: @byunbibu


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