História Por que, primo? - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Hunhan, Kaisoo, Kristao, Sulay, Xiuchen
Visualizações 102
Palavras 2.767
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie baby's Wolf, mais um capítulo para vocês, espero que gostem, Chu 😘😘😘

Capítulo 2 - Min


Fanfic / Fanfiction Por que, primo? - Capítulo 2 - Min

~ 16 de janeiro de 2017, 10:30 da manhã, segunda - feira ~

P.O.V. KYUNGSOO

Ouvi batidas tímidas na direção da porta que estava em minhas costas, ou melhor, que eu estava apoiado. Apenas ignorei a pessoa de fora, porém uma voz um tanto quanto tímida fez com que eu atendesse seu pedido…

- Sou eu primo, vamos conversar - falou parando de bater na porta e ficando em um completo silêncio.

- Não estou bem para conversar agora, Jong In - falei me levantando apenas para ouvir melhor o moreno.

- Vamos, primo, apenas me diga o porquê de estar trancado ai no banheiro - nada respondi, o mesmo bufou um pouco impaciente, porém apenas continuou insistindo - Então pelo menos me diga que não foi porque te tratei de forma mal educada.

- Não é por causa disso, apenas fique tranquilo, primo, você não fez nada - falei me deixando levar pelo momento, apenas me sentei no chão novamente e fiquei pensando em coisas para me distrair.

- Posso falar com você? - perguntou um pouco baixo, seu tom de voz demonstrava que estava sugestivo com minha resposta.

- Claro - falei por fim me entregado de uma vez e abrindo a porta bem devagar.

Logo pude ver o moreno me encarando com um sorriso de canto, apenas retribui o sorriso e esperei alguma reação de sua parte. Porém não veio nenhuma, apenas ficou me encarando esperando algo de minha parte ou um explicação, então apenas falei:

- Meu amigo se suicidou depois que foi estrupado - falei abaixando a cabeça um pouco triste por lembrar do caso.

- Mas me explica direito, como ele foi estrupado? Você tentou ajudar ele? - fez tantas perguntas que fiquei um pouco desnorteado.

- Por acaso é algum jornalista? Porque está parecendo - falei dando um sorriso em seguida vendo o maior abaixar a cabeça e pedindo desculpas baixinho - Enfim, podemos ir em algum lugar mais queto, assim teremos mais privacidade e poderei contar tudo direitinho - falei um pouco cabisbaixo.

- Vamos para o meu quarto - o moreno adentrou o local que coincidentemente ficava em frente ao banheiro.

Me sentei na cama que tinha o tecido felpudo, um dos tecidos que mais me viciou, o maior se sentou do meu lado e ficou me encarando por alguns minutos, porém fiquei brincando com meus próprios dedos não ligando para tal existência. Depois de alguns minutos tive coragem e comecei a falar:

- Bom, na época que conheci o Min, eu tinha no máximo 12 anos de idade, ele sempre estava triste e dizia que o appa dele sempre o maltratava quando chegava em casa. O appa dele sempre frequentou bares e chegava em casa bêbado. Min perdeu a omma dele quando ele tinha por volta de 8 anos de idade, foi aí que as agressões começaram. Min sempre manteve sua aura gentil, porque ele nunca achou ser um excluído da sociedade por conta de sua família. Resumindo, quando ele completou 16 anos de idade o appa dele disse que iria dar um presente para ele de aniversário, disse que estava no quarto do Min embaixo da cama dele - engoli em seco - Não tinha nada embaixo da cama, era apenas um jogo para que ele chegasse a tempo no quarto dele e praticasse o ato. Porém essa não foi uma das piores partes, ele além de fazer o ato com ele, também fez um áudio com os gritos de dores dele. Certo dia eu estava no celular, estava tão preocupado com o Min que mandei dezenas de mensagens para ele, porém nenhuma delas foi atendida, porém naquele dia recebi um áudio dele e esse áudio era justo o que ele estava gritando de dor. Eu me senti tão triste que eu nunca mais fui a mesma pessoa, meus pais nunca entenderam o porquê de eu ser tão depressivo, porém quando contei para ele sobre isso, os mesmos ficaram super triste e pediram que eu fosse fazer um tratamento, porque o meu caso era muito delicado - suspirei - Se passou 2 dias desde que eu não vi o Min na escola, no terceiro dia ouvimos no rádio da escola o mesmos gritos que o appa dele tinha mandando para mim. Os alunos logo souberam que era do Min, porque mesmo ele tendo todos esses problemas na família, ele era também super popular pelo jeito carinhoso com todos. A escola foi fechada depois desse caso, porque os alunos estavam com traumas e nunca mais conseguiram fazer suas coisas do jeito correto, a mente deles sempre eram acarretadas dos gritos do Min de dor. Hoje, surpreendentemente está completando 4 anos desde a morte do Min, prometi para mim mesmo que iria no túmulo o ver, mas sempre que coloco os pés lá ouso os mesmos gritos e começo a passar mal.

- Esses gritos que você ouve estão na sua mente - olhei para o moreno que me encarava um pouco sério - Essa voz quer que você não vá no túmulo dele apenas para ter ver triste, você precisa superar, precisa ver como está o seu amigo, converse com ele, mesmo que não esteja presente fisicamente, a alma dele continua vagando procurando por você, mas não se pode se esconder de algo tão sagrado. Seu amigo quer dormir em paz, mas você tem que deixar uma memória que vocês dois nunca esquecerão na vida.

- Como farei isso se ele não está aqui? - perguntei um pouco confuso.

- Eu não sei se acredito muito nesse negócio de que existe outro homem lá encima nos observando, mas eu sei que se ele existe mesmo, ele fará com que você fique forte e fique em paz, assim como o Min está tentando ser, porém ele só vai ficar tranquilo e em paz com a flor de um amigo, uma flor especial, não como qualquer outra que estão no túmulo dele - encarei o maior com os olhos marejados - Tente mostrar o carinho que tem por ele em apenas uma flor, vá ao túmulo dele e diga tudo o que você está sentindo sem a existência dele em sua vida.

- Vem comigo? - perguntei fitando o maior que sorriu ladino.

- Claro, aliás, somos primos certo? - assenti diante da pergunta do maior.

Nós levantamos da cama do mesmo e saímos do quarto, no corredor encontramos Chanyeol e Baekhyun conversando, não demos tanta importância para os dois que nos olhavam, apenas descemos as escadas calmamente e passamos pelos nossos pais, mesmo que os mesmos começaram a chamar pelo nosso nome perguntando onde iríamos. Se eu fosse falar para meus pais que iria no cemitério, eles provavelmente iriam pedir que eu fosse visitar meu avô, porém o cemitério que eu vou é diferente do que o do Min e podemos dizer que eu não sei mentir quando eles perguntam alguma coisa, então eu provavelmente iria falar que não fui ao túmulo do vovô, ai eles iriam perguntar o porquê, porém eu não saberia responder algo desse tipo.

Fomos em uma floricultura bem próxima da cidade. Seul é uma cidade bem interessante em termos de mercadorias, existem dezenas de coisas que os jovens de hoje em dia gostam que tem em Seul, sempre gostei de morar por aqui e não pretendo sair tão cedo. Paguei pela rosa vermelha que a idosa me vendeu. Era umas das flores favoritas do Min, na verdade ele gostava de várias rosas, mas ele sempre dizia que a rosa vermelha era a nossa, então sempre gostei dessa flor por conta dele.

Chegamos no cemitério poucos minutos depois, o enjôo começou a dominar meu estômago, mas me mantive de cabeça erguida e até mesmo segurei a mão do moreno do meu lado que com o toque levou um susto, mas mesmo assim não tentou tirar sua mão da minha, apenas apertou mais nossas mãos. Segui em direção no meio de vários túmulos que eu não conhecia. Logo pude ver um túmulo com mais ou menos a minha altura, não era tão grande e nem pequeno, era uma estrutura mediana. Vi o nome do Min escrito em letras de ouro, a data do nascimento e a data da morte. Meu coração ficou cortado em dois quando vi a imagem, ainda mais quando vi a foto do menor no local, era uma foto dele que tiramos juntos, porém eu estava cortado, porque foi apenas ele que se foi. Coloquei a rosa no local e fiquei analisando tudo por lá, era tão calmo, tão sagrado. Fiquei longos minutos vendo o túmulo, senti alguém atrás de mim, porém Jong In estava do outro do túmulo, em minha frente no caso. Derepente ouvi bem baixinho uma voz meiga falar:

- Agora me sinto em paz - me virei para trás rapidamente, mas não tinha ninguém no local.

Percebi que aquele voz era do Min, dei um sorriso triste, me ajoelhei diante do túmulo e me pus a chorar mesmo com a presença do maior no local. Naquele momento nada me importava, apenas eu e o Min...

Se passou algumas horas até eu me acalmar por inteiro. Jong in não falou nada, apenas ficou me encarando com o semblante triste, agradeci mentalmente pelo seu ato de dar o devido respeito ao meu momento, mesmo que eu deveria ter feito isso a 4 anos atrás, porém não tive forças suficientes. Depois de alguns minutos, Jong foi em meu lado e tocou meu ombro, em seguida dizendo:

- Vamos, já está ficando tarde - olhei para o céu e percebi que o mesmo estava escuro, apenas continham alguma pintinhas brancas fazendo ficar um pouco mais claro e também a lua que deixava tudo mais iluminado.

- Vamos - falei por fim começando a seguir em direção a saída do cemitério.

Depois de alguns minutos estávamos andando na rua e conversando coisas da vida, Jong citou sobre seu emprego, porém não citou o local, então como a curiosidade falou mais alto, acabei por perguntar ao mesmo em que local trabalhava:

- Onde você trabalha? - o mesmo me encarou por breves minutos, mas em seguida abaixou seu olhar em direção para as poucas pedras que tinha na calçada.

- Promete não contar aos meus pais? Mesmo que eles insistam - assenti freneticamente, o mesmo deu um longo suspiro e continuou - Eu trabalho em um restaurante próximo das empresas D.O.

- Como eu nunca te vi? - perguntei um pouco assustado por saber que o moreno trabalha perto da empresa do meu appa.

- Porque eu saio um período antes do almoço e mesmo assim acontece muitas coisas que me deixa triste por lá - falou com o semblante triste e de cabeça baixa.

- Como assim? Que tipos de coisas? - me lembrei do assunto de mais cedo que minha tia tinha comentando sobre o Jong estar diferente novamente.

- Não gosto de falar sobre esse assunto - fiquei um pouco triste por saber que não arrancaria o que estava incomodando tanto os pais do maior - Porém confio em suas palavras, então por favor, não conte para os meus pais - falou me fitando por breves minutos antes de soltar a bomba - Os homens que vão no restaurante ficam passando a mão em mim, num intuito idiota de abusar de meu corpo, porém sempre tento escapar desse sufoco, mas eles sempre falam que se eu sair eles vão atrás da minha família - falou um pouco decepcionado - Só disseram que poderei sair de lá quando eu conseguir um emprego bem melhor do que lá.

- E por que não arranja um? - perguntei sem pensar na possibilidade de que ele poderia não conseguir por algo do estudos ou do histórico.

- Por que eu sempre vou nas empresas e entrego currículo, porém ninguém me aceita porque acham que eu não tenho possibilidade de trabalhar em uma empresa grande - falou cabisbaixo - Já fui até na empresa do seu appa, mas eles não me aceitaram e naquela época eu não sabia que ele era meu tio, só soube quando o vi na rua, mas nem por conta disso ele me deu uma vaga na empresa.

- Você sabe que a empresa do meu appa não é totalmente dele - olhei para o maior que devolveu um olhar confuso para mim - Meu appa tem uma empresa com o mesmo nome, porém ela é lá em Busan, já a minha empresa é aqui em Seul - os olhos do maior aumetaram de tamanho com a surpresa - Por tanto essa empresa não é do meu appa, tenho certeza também que não me entregaram seu currículo, porque além de eu não ficar tanto na empresa, eles não me entregaram seu currículo quando apareci por lá, até porque se eu visse eu iria te contratar, estou precisando de alguém para arrumar minha agenda, combinar reuniões importantes em outras empresas e tudo mais, não é algo difícil quando você se acostuma.

- Você arrumaria um emprego para mim lá? - perguntou um pouco corado, não sei motivos, ele apenas estava corado.

- Você poderia começar semana que vem, até porque tenho que arrumar seu currículo e tudo mais para que você seja aceito oficialmente na empresa, mesmo que eu seja chefe tenho que ter autorização do meu appa e de alguns clientes que fazem reunião comigo. É um processo longo, mas irei tentar fazer o mais rápido possível.

- Já é o suficiente - falou dando um longo suspiro - Estou tentando achar um emprego desde que entrei nesse novo restaurante, achei que era um lugar interessante de se trabalhar, mas não é nada convidativo. Na verdade eu não conhecia direito o local, disseram que davam um salário bom e tinha direito a alguns negócios como convênio, refeição e tudo mais, porém eu só fui pela as opiniões alheias do outros, agora estou tentando sair de lá o mais rápido possível, antes que aconteça de novo - já sabia o que ele estava referindo, então nem mesmo perguntei.

- Tudo bem, nada vai acontecer com você enquanto eu estiver de olho - falei simplista fazendo o maior arquear uma sombrancelha.

- É o que eu espero, porque não quero sofrer como o restante que passou por lá - fiquei um pouco curioso sobre esse restaurante, porém nada que me impeça de procurar mais sobre.

Chegamos em casa logo depois que falamos sobre o assunto. Meus pais estavam conversando com os meus tios no sofá, porém nem mesmo perguntaram aonde eu fui o que eu fiz, apenas respeitaram meu espaço. Subimos até o quarto do maior, porém no meio do caminho escontramos Chanyeol e Baekhyun, os mesmos olharam para nós com o sombrancelha erguidas e perguntaram:

- Onde vocês estavam? Nossos pais estavam preocupados - O maior falou um pouco sério.

- Fui ver o Min - respondi Chanyeol que me olhou com o semblante mais calmo.

- Você está bem, Kyung? - perguntou o maior se aproximando de mim.

- Estou - falei esboçando um meio sorriso, o maior sabia que eu não estava bem, porém apenas respeito meu espaço, como meus pais tinham feito a alguns minutos atrás.

Nossa família tinha um negócio que meio que respeita o espaço de qualquer um que estiver triste ou algo do tipo, gosto muito disso porque era o que eu estava precisando no momento, de espaço. Kai foi em direção ao seu quarto, porém não pediu que eu seguisse o mesmo, até porque ele também deveria ter seu momento único. Fiquei apenas com o olhar do menor e do meu hyung sobre mim, porém logo o moreno voltou com uma folha em mãos, o mesmo me entregou e falou:

- Caso você queira conversar comigo sobre a proposta, estarei sempre disponível - falou esboçando um pequeno sorriso, porém não mostrava seus dentes, algo que eu quero realmente arrancar de si é um sorriso.

- Tudo bem - falei mostrando um dos meus melhores sorrisos.

       Logo nossos pais gritaram do andar de baixo nos chamando para irmos embora. Olhei para Kai e dei um simples tchau para o mesmo, acenei para ser mais exato. Fiz o mesmo com Baekhyun, porém não vi que Krystal estava atrás de nós, então apenas fui embora sem me despedir da mais velha. Chegando na sala a omma de Kai sorriu pra mim em um pedido mudo de obrigado por ter ajudado o moreno sair de casa, mesmo que fosse apenas em um dia. Me despedi de todos os presentes na casa e fui em direção ao carro do meu appa.


Notas Finais


É isso, foi bem curtinho por conta das aulas que voltaram e por conta das dezenas de trabalhos que tenho que fazer, mas prometo tentar fazer capítulos maiores. Chu 😘😘😘


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