História Por trás da barreira - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Jeongguk, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Suga, Yoongi, Yoonmin
Exibições 22
Palavras 2.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ENTÃO MEUS CAROS POVOS LINDOS, EU SEI Q SOU UMA BAITA DUMA IRRESPONSÁVEL E N CONSIGO TERMINAR NENHUMA FIC
vou tentar fazer diferente com essa pq é um conceito diferente, e eu estou animada com isso <3 vamos lá
espero q gostem e captem todas as referencias <3 <3

Capítulo 1 - Seul, Coreia do Sul, 23 de Julho de 1950.


Fanfic / Fanfiction Por trás da barreira - Capítulo 1 - Seul, Coreia do Sul, 23 de Julho de 1950.

 

Querido diário,

 

A manhã hoje nasceu agradável, as frutas estavam frescas e a minha família ria alegre na cozinha. Depois de me alimentar, subi as escadas e fui até o meu quarto, abri um livro e comecei a ler. Um fragmento de minha manhã era cumprido, metade da metade do dia já havia se passado e eu estava irritado por isso. Acordei duas horas mais tarde que o normal, meu pai havia me dado um baita sermão por isso. Costumamos nos levantar às 6, caminhar juntos, alimentar os animais e depois, tomar o café. Havia um porém, sair da cama era por conta de cada um. Murmurei enquanto folheava os as páginas, procurando onde havia parado. Meu pai tinha uma mania desgraçada de tirar os papéis que eu deixava para marcar meu último ponto de leitura, ao invés de queimar logo de uma vez todas as obras que eu possuía em meu armário, pois odiava meu hábito de ler. Eu acho que faltava em si tamanha coragem, apesar de tanta dureza, doía em seu coração ver as lágrimas de familiares. Ele era um homem de rancor, muito sábio e de coração frio, típico de um líder de exército. Dizia pra mim sempre que os livros não me trariam mais futuro do que uma arma, e que eu precisava auxiliar na defesa de meu país. Suspirei, não entendia o porquê. Se ao invés de metralhadoras e bombas, tivessem poesias e palavras profundas em suas mãos, talvez o mundo não fosse tão perigoso. Revirava os olhos quando ouvia minha mãe notificando os empregados e ao meu pai de conflitos no mundo afora, que via na rádio ou em jornais, mas estaria mentindo se dissesse que não tinha medo de que fossemos atacados também. Talvez papai tivesse razão, eu devesse utilizar os meus olhos para mirar uma arma e não para ler. Faltam poucos meses para que o exército se torne uma obrigação, cansativo, a ideia de entrar na guerra a qualquer momento seria algo até então inaceitável pra mim.

– Já com a cara enfiada nos livros, Jimin? – Quebrava-se então, meu silêncio natural, criado enquanto eu pensava.

– Quantas vezes eu já te pedi pra não entrar assim Yoongi? – Encarei meu irmão bravo. Odiava sua maneira de invadir o meu quarto.

– Não se esqueça que eu durmo aqui também, pequeno. – Seu olhar, como sempre indiferente, me seguia enquanto eu fechava o bolo de páginas em minhas mãos e voltava a sua imagem, de braços cruzados. – Não precisava ter guardado, eu ia dormir.

– Perdi a vontade... – Suspirei. Podia sentir meu sangue gelando. – Acho que vou passar um tempo lá fora... – Tentei sair apressadamente do quarto, mas ele me chamou de novo. Eu estava totalmente encrencado.

– Roubando os livros adultos da biblioteca, Jimin? – Yoongi perguntava, enquanto lia o objeto em suas mãos, rindo. – Que feio, irmãozinho. Sabe que está frito se alguém descobrir né? – Minhas bochechas queimavam. – Você só tem 17 anos, senhor ‘’interior quente e macio’’. – Rindo, rindo... – O papai já não gosta que fique que nem um delinquente lendo o dia todo...

– Só... Deixe isso de volta nas estantes dele, ok? Por favor, não fale nada aos nossos pais.

– Não se preocupa, sabe que não sou assim. – Até parece, Yoongi adorava chantagear-me. – Dá um abraço bem caloroso no seu amado irmão mais velho, e temos um trato feito. – Suspirei revirando os olhos e deixei que fosse envolvido por ele. Apesar do fato de que eu odiava toques, gostava muito dos abraços do meu irmão. Me traziam segurança e conforto, como ninguém trouxe. Tinham a sensação de nostalgia. Yoongi sempre ficava acordado durante a madrugada, lembro-me nitidamente de todos os pesadelos que costumava ter, do mesmo jeito que minha mente conseguia me lembrar de como o mais velho  conseguia cuidar bem dos meus traumas. Sorri comigo mesmo ainda abraçando-o, era mentira se dissessem que eu não amava-o. Bons minutos depois, nos soltamos, ele sorria doce pra mim e saiu logo em seguida, com o livro ainda em suas mãos. Senti a áurea de confiança pairar pelo caminho que percorria, Yoongi não contaria a ninguém sobre o ocorrido e isso me deixava seguro. Tomei meu rumo até o lado de fora de nossa casa, onde o ar era fresco e agradável, indo até a árvore no quintal e sentando-me na gangorra ali atada. Meus pés roçavam o  chão à medida que eu me movimentava sobre a madeira do antigo balanço, e eu encarava a grama não muito verde, a relva já aguentava muitos passos rentes a si desde muitos anos. Cogitei por minha traseira quando ouvi um chamado, mamãe vinha sorridente com sua cesta lotada de flores. Seus cabelos caramelo tinham contraste no Sol. Gostava muito do quanto ela parecia jovial, quem a via não palpitaria 34 anos de idade nunca.

– Jimin, o que está fazendo aqui sozinho? – Perguntou curiosa.

– Passando um tempo comigo mesmo...

– Não brigou com seu irmão de novo, né? – Ela riu, acompanhei. Sempre que eu brigava com Yoongi costumava ficar aqui, mas dessa vez fora totalmente o contrário.

– Por incrível que pareça, foi o reverso disso.

– Você não quer ir para o jardim lá trás comigo? Estou colhendo flores para o aniversário de sua avó. – Assenti e fomos juntos até o local. Nossa criada Yerin estava lá também.

As horas passaram e eu já estava cansado e bastante sujo de terra, por sentar sobre esta durante tanto tempo. Porém valeu a pena, tínhamos belas flores para uma festa de aniversário incrível para a vovó, depois de amanhã. Nossa casa e renda eram as melhores da família, por isso, geralmente as festas e eventos se passavam aqui. A maior parte do tempo eu deveria admitir, não gostava muito de socializar com parentes, apenas se estivesse em um dia de bom humor e animado.

– Vá tomar um banho agora. Obrigada pela ajuda meu amor. – Recebi um beijo carinhoso na cabeça e logo pude entrar para dentro de casa. Caminhei pelos corredores até meu quarto, quando flagrei meu pai e Yoongi na sala, ambos conversavam seriamente. Meu irmão parecia cabisbaixo, suspirava e mexia em seus cabelos, parecia nervoso e aflito. Seu olhar denunciava preocupação e medo, e depois de conversarem por aparentemente um longo tempo, se levantaram e fora feita uma saudação militar. Agora sim, eu havia entendido do que tanto dialogavam. Retomei meu caminho até o quarto, onde peguei uma muda de roupas limpas e toalha, quando a porta se abriu, revelando um Yoongi cansado e aborrecido. Doeu-me quando o vi daquela maneira.

– Yoongiah... O que foi? – Perguntei, perturbado com seu semblante anormal.

– Nada, Jimin. Apenas vá para o seu banho e não demore. – Esse realmente não era o meu irmão, a pessoa na qual compartilhei um abraço amoroso mais cedo. Ignorei-o e saí.

Satisfeito por não estar mais sujo daquela maneira, retornei ao quarto, enquanto ainda bagunçava meu cabelo molhado com a toalha. Meu irmão estava sentado em sua cama, encarando o chão, e pareceu se assustar ao notar minha presença no cômodo. Ainda sentia uma enorme vontade de saber o que realmente havia acontecido, mas mesmo com minutos de insistência, ele permanecia a conversa em silêncio. Tentei abraçá-lo como mais cedo, e um alívio no peito veio a tona quando pude ver que pelo menos isso, Yoongi ainda reconhecia. Me derreti internamente quando ele beijou minha cabeça carinhoso e afagou-me. Deitamos juntos na cama larga, enquanto a noite caía lá fora, mas ainda não era hora de dormir. Era apenas a hora de aproveitar a presença um do outro, independente dos problemas que tínhamos, dos nossos modos de pensar e das nossas manias. Algo gostoso de desfrutar.

Toda a nossa harmonia dentro daquele momento foi quebrada quando ouvimos a mamãe chamar para jantar, nossos rostos se avermelharam e rapidamente fomos até a cozinha, onde a mesa estava servida para uma família real, no mínimo. O cheiro estava maravilhoso, mas não tanto quanto o gosto dos alimentos. Eu adorava a comida de Yerin, e concordei antecipado quando perguntou se eu estava satisfeito e ela riu de jeito adorável. Depois de comermos, permanecemos na cozinha para conversar sobre como fora o nosso dia e desejar boa noite, logo retornamos aos nossos devidos quartos. Abri a porta e entrei junto de Yoongi, me encaminhando até a prateleira e com as bochechas ainda um pouco ruborizadas, peguei um livro qualquer e pus-me a ler sobre a poltrona. Meu irmão ouvia qualquer coisa na rádio de sinal falho, não tínhamos muito com o que nos divertir ali e o mais velho odiava ler, mesmo que naquele momento fora uma das únicas distrações. O silêncio se instalou de modo intenso, quando as pilhas do pequeno aparelho de meu irmão acabaram. Ri internamente ao ouvir seu murmúrio ao falho objeto, porém continuei a ler em silêncio. Era possível notar seu movimento sobre a cama, Yoongi estava muito entediado.

– Devia pegar um livro e ler também. – Falei sem tirar os olhos das palavras. – Não vai ficar cego.

– Eu odeio e você sabe... – Suspirou. – Pena que não temos dinheiro para ter uma televisão.

– Ter temos, apenas o papai que insiste que há coisas que não devemos ver.

– Quem dirá ler, então.

– Yoongi! – Levantei a voz e ele riu. Ainda insistia no episódio do maldito livro adulto. – Aish, que chato. – Voltei minha atenção ao livro, estressado, e ele logo abriu a boca a falar de novo.

– Jiminah, eu tô entediado demais... Por que você não deita comigo pra gente conversar? – O olhei discretamente, por cima. Olhando infantilmente para o teto, Yoongi esperava meu peso em sua cama. Fechei a obra e me dirigi até si, deitando lentamente ao seu lado e sendo abraçado pelo mesmo. Surpreendi-me ao ver a carência que estava passando. – Obrigado, ursinho. – E ele riu, ri também. Esses apelidos fofos que me punha... Me deixavam totalmente sem jeito, minhas bochechas foram apertadas e puxadas ao corarem. Suas mãos estavam geladas e choraminguei por isso. – Me sinto muito sortudo de ter um irmão como você.

– Está me deixando intimidado, Yoongi. – Falei, escondendo meu rosto entre os cobertores.

– Promete que vai continuar gostando de mim pra sempre?

– Que diabo de pergunta... Óbvio que vou.

– Obrigado. – Ele sorriu doce e me apertou novamente, e eu pude sentir o seu cheiro. Maldito perfume de flores que nossa tia havia o presenteado, embriagava-me com a essência doce que tinha. Encolhi em seu peito e fechei os olhos, esperando o sono afogar-me em um mundo de sonhos mais uma vez. – Eu te amo. – Envolvi-o mais ainda. Eu também o amava, amava muito, com todas as minhas forças.

Amava sua existência, sua voz, sua indiferença, suas palavras, seus gestos, e, principalmente, eu amava muito: o seu toque.

Poderia me imaginar numa vida apenas com Yoongi, mas não em uma vida sem ele. Talvez a nascente de tanto amor seria o orgulho que eu sentia por si. Um exemplo, suas notas no colégio eram ótimas, não havia algo que não podia fazer, e o melhor de tudo, que mesmo com tantas qualidades, o mais velho era alguém humilde, que nunca havia me maltratado e dizia também se orgulhar de mim. Talvez o melhor irmão que alguém poderia ter, mesmo com seus incontáveis defeitos.

Lembro-me perfeitamente do sonho que tive antes de acordar no meio da madrugada, eu podia ver minha imagem em uma guerra, correndo ensanguentado e chorando, quando me encosto em uma grade, chorando, os soldados se aproximavam de mim. A mão de alguém foi posta sobre a minha, mas não havia ninguém, apenas a sensação de si e seu encosto. Imaginei que aquela segurança invisível viesse de Yoongi, talvez morto (o que me fizera chorar mais ainda), tentei manter a calma, eu via a bandeira Sul-coreana entre seus distintivos. Foi quando o líder, que estava no meio, tirou sua máscara, era ele, meu irmão, que me encarava bravo e apontava um fuzil para minha cabeça.

– Pensei que você me amava, mas você é um traidor! – Ele dizia, eu, sem entender nada, voltava a chorar desesperado.

– Eu não fiz nada! Y-Yoongiah...

– Não me chame mais assim... Norte-coreano. – E então ele disparou. Foi quando eu acordei, ofegante e suando frio, com o rosto úmido, eu realmente havia despencado lágrimas. Yoongi despertou comigo, perguntava o que havia acontecido, o encarei surpreso, e pareceu entender que se tratava de um pesadelo. Então ele foi até a cozinha e retornou com um copo d’água, que bebi em poucos goles. Nos deitamos de novo, e eu recebi um beijo de novo, mais demorado.

Não demorou para que eu adormecesse, e dessa vez eu dormi sem preocupações, só queria saber...

Aquele toque, veio de qual ser?

 

 

 

 

 


Notas Finais


não tiveram muitas refs nesse cap, mas ainda vai vir uma q com certeza muitas vão pegar BDHDHIHFD
enfim, anseiem muito por Por trás da barreira, vou me dedicar bastante à ela <3 vou fazer então como minha unnie e deixar algumas imagens finais para ilustrar o capítulo, TE AMO KATRINI

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