História Por trás da barreira - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Jeongguk, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Suga, Yoongi, Yoonmin
Exibições 11
Palavras 2.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OIE, PERDÃO A DEMORA DE QUASE 2 DIAS.
eu to estudando muitoooooo mas tiro sempre um tempo do meu dia pra poder escrever <3 eu to amando muito
bom, aproveitem. me desculpem pelos 2 primeiros capitulos serem muito pequenos :C não há muito conteúdo por enquanto, mas creio q a partir do 3 cap ja possa escrever algo maior e mais recheado

Capítulo 2 - Seul, Coreia do Sul, 24 de Julho de 1950.


Fanfic / Fanfiction Por trás da barreira - Capítulo 2 - Seul, Coreia do Sul, 24 de Julho de 1950.

 

Querido diário,

 

Despertei  com  a chuva batendo na janela, os estalos eram fortes e o som que produziam, alto, chamaram minha atenção. Yoongi já não estava mais no quarto, hoje era sábado, não seguiríamos a nossa rotina. Espreguicei-me e relaxei o corpo, fui até o banheiro e lavei o rosto, escovei os dentes. Mas era tudo estranho, só se ouvia os trovões lá fora, e o barulho das folhas finas do jornal novo virando-se. Bisbilhotei a cozinha antes de entrar, apenas Yerin tomava o seu café enquanto lia as notícias. Mortes e destruição eram o ênfase da manchete, suspirei e sentei-me ao seu lado, a mais velha sorriu ao me ver.

– Bom dia, Jimin. – Falou, enquanto continuava atenta às notícias.

– Bom dia, noona. – A respondi. Gostava da intimidade que tínhamos, ela era uma segunda mãe pra mim e grande amiga da família, não a importava se nos dirigíssemos a si de modo informal. – Onde está todo mundo?

– Sua mãe disse que foi ao mercado, apressada, porém não pude ir também. Precisei ficar cuidando da casa. Seu pai e seu irmão estão em um campo não muito longe, sabe-se lá fazendo o que. Está com fome?

– Um pouco... Pode preparar algo pra mim? – Perguntei, debruçando na larga mesa de mármore, enquanto Yerin ainda sorria e levantava-se para fazer o meu café. Admitia, sentia um pouco de culpa de ‘’aproveitar-me’’ de si, mas ela era nossa criada, talvez estivesse aqui pra isso, não?

Agradeci quando fui servido. Sopa de legumes, arroz e muita carne. Comi bem, e continuei sentado, enquanto a mulher lavava a louça. Bisbilhotei um pouco do jornal que tanto estava apreendida a. Depois de retornar, a encarei.

– Yerin, você acha que um dia é capaz de sermos atacados...? – Perguntei, inocente. Seu olhar era cabisbaixo, e logo suspirou, sorrindo para mim. Admirava sua positividade.

– Tudo é possível, Jimin. Infelizmente a gente vive num mundo ruim demais... – Yerin tinha um semblante agora mais preocupado ainda, ao ouvir a porta de casa, segurou a minha mão e disse, baixo. – Continue lendo e não se preocupe por agora, está bem? – Meu pai entrou junto de Yoongi na cozinha, ambos suados e ensopados. Comeram alguma fruta e vi um pequeno corte na testa de meu irmão, sangrava, sangrava muito. Yerin tentou cessar a hemorragia, meu pai negou e eu estranhei. Não era um homem no qual recusava cuidados, provavelmente agora deveria estar correndo para buscar a caixa de primeiros socorros.

Porém, apenas continuava a preparar sua refeição. Era possível ver que as gotas de suor queimavam o ferimento de Yoongi, ele forçava os olhos e denunciava dor, deveria ter sido uma machucado profundo, e eu queria muito cuidar dele. Provavelmente o papai me impediria, suspirei e continuei o fitando. Percebi em si, que seus olhos lutavam para que não me encarassem de volta, insistindo na imagem da janela molhada. Mamãe também chegava, fechando seu guarda-chuva apressada e colocando seu chapéu em um suporte logo ao lado da porta. Estava lotada de sacolas, ambas recheadas de muita, muita comida. Todos pareciam sérios dentro daquele cômodo, o clima era tenso e eu não queria interromper muito menos levar um sermão. Subi as escadas discretamente, mas antes que pudesse alcançar o segundo andar, ouvi uma gritaria, uma voz feminina, minha mãe.

Desci correndo de volta, meu pai estava mesmo sendo esculachado pela esposa por conta do ferimento que apareceu no filho, na qual não deixava-a sequer encostar, enquanto Yoongi começava a se lamentar da dor que sentia, como se algo o soltasse de uma gaiola quando nossa mãe havia chegado em casa. Ela realmente estava muito brava, Yerin tentava controlar sua fúria, mas atrás de tanta calmaria e pacificidade, era uma leoa, apta a proteger o que quisesse com o seu poder. Me viram, eu analisava a todos com a feição surpresa, eu realmente estava. No meio de uma família tão calma, um conflito, logo agora? Mamãe pareceu se intimidar com minha presença, havia logo abaixado a mão, não podia acreditar ainda no que havia acontecido. O problema é que eu estava tão desesperado e confuso, que sequer prestei atenção no assunto, apenas que tratava-se de Yoongi e seu ferimento.

– Só... Lembre-se do que eu te falei, Jong Yoon. – Todos ficaram em silêncio de novo, senti um aperto. Era óbvio: segredos. Odeio segredos, odeio quando me escondem os segredos. Uma pontada de raiva na minha cabeça, mas não gritaria uma exigência. Serrei os punhos, novamente, à caminho do quarto. Abri a porta, na qual foi fechada com rancor, logo me joguei na cama e olhei o teto de madeira. Eu estava muito, muito bravo, pensando que diabos tanto escondiam de mim. Eu tenho dezessete anos, não serei mais uma criança ano que vem, eu tenho direito de saber o que está acontecendo em casa, o que causou o ferimento de Yoongi e o seu  comportamento estranho, e também, o motivo de meu pai não se preocupar com seu sangramento, e de recusar a devida ajuda.

Droga, droga, lá vem eu com aqueles malditos pensamentos de novo. Ponderando sobre o exército, não era impossível que meu irmão tivesse sido escolhido. Ele tinha 19 anos, boa postura, reflexo implausível, e o quanto era ligeiro para aprender. Talvez não tivesse receio da ambição de controlar uma arma em suas mãos geladas e delicadas, não se importasse de congelar o seu coração para tirar vidas, inocentes ou não. Talvez tanto fizesse se seus cabelos negros fossem manchados por sangue, seria irrelevante. Isso tudo causava um aperto dentro de mim, já que provavelmente quebraria o equilíbrio da família. Mesmo que por tantos anos a parte paterna desta já fizesse parte do exército, seria uma surpresa se Yoongi seguisse o mesmo caminho. Eu conheço meu irmão, sabia que não havia sido uma escolha sua, e sim obrigação. Revirei na cama incontáveis vezes, tentava não pensar naquela possibilidade, mas era tão evidente. E eu tinha mais medo ainda, de que algo acontecesse, o papai não o chamaria para esse serviço do nada. Gelei, minha zona de conforto devia estar em perigo e eu mal sabia. Um segredo que escondem de mim? A ligação de meus parentes com o exército tornava a comunicação com o governo algo fácil demais, as notícias chegavam em nós antes de qualquer outra pessoa. Mas não para mim, eu era tratado como uma porcelana, talvez pensassem na viabilidade de que eu tivesse um ataque de pânico outra vez. Não que fosse inviável, eu já tive essas crises antes. Porém, naquele momento, me preocupava mais com minha família do que comigo mesmo.

A libra estava ameaçada.

Apertei o travesseiro de penas, não hesitei em deixar que algumas lágrimas escapassem. Me assustei quando a porta foi aberta fulminante, e eu me levantei rápido, mas me aliviei ao ver que era apenas Yoongi, ele trazia chá.

– Você não parecia bem... Eu trouxe pra gente. – Falou enquanto se aproximava com os dois copos de bebida quente. Havia, finalmente, tratado seu corte. Sorri enquanto pegava um, e tomava-o com cautela. – Chorando, Jimin? – Sua voz calma invadiu meus ouvidos e eu quase engasguei. Lágrimas eram vistas como fraqueza entre nossa parentela, eu esperava um sermão vindo do mais velho, não respondi nada. – Aish, está com vergonha de falar comigo? Eu sou seu irmão, pode confiar em mim. – Continuou insistindo.

– Estou preocupado... Só... – Falei calmo, sem o olhar, mas era perceptível que estava confuso.

– Com o que? É tão novo ainda. – Yoongi riu e foi até minha frente, ajoelhando-se e debruçando em minhas pernas. Seu olhar era brilhante, os olhos semicerrados e puxados. Gostava muito.

– Yoongiah... Está acontecendo algo? – Fui direto. – Estou preocupado com a libra. – O mais velho pareceu surpreso com minha pergunta, ergueu-se do chão.

– Ainda não é a hora, Jimin. Mas olha, não precisa se preocupar... Só mantenha sua promessa, e eu prometo te proteger até o último segundo.

– A promessa de te amar pra sempre?

– Essa mesma. – Sorriu doce. – E aí eu vou prometer também te deixar seguro.

– Mas você precisa estar em segurança também.

– Não me importa nada enquanto o ameaçado for você, Jimin. – Fui envolvido por si. Como sempre, seu abraço tirava todas as palavras da minha boca. Mas o que diabos ele queria dizer comigo ser o ameaçado? – Só não pense muito nessas coisas, ok?

– O que quis dizer em ‘’enquanto você for ameaçado’’? – Ouvi seu suspiro.

– Eu não posso te falar... Mas fique tranquilo, nada de ruim vai acontecer. – O nervosismo em sua fala denunciava, havia sim algo não agradável. Ele não queria me assustar e eu podia sentir. – Eu amo você, irmão. – A angústia subia-me a garganta de novo, apertou meu peito e a mim mesmo, não podia pensar. Mas eu perdi o controle, e a inconsciência levou-me à tona.

– Por quê?! POR QUÊ?! – Me levantei bruscamente da cama, arrancando a mim mesmo de seu abraço. Yoongi pareceu surpreso e com medo de minha reação. As lágrimas caíam do meu rosto de novo. – Eu nunca me senti tão pressionado em toda a minha vida! Vocês acham que é legal ficar que nem um acéfalo, e que é fácil fingir que está tudo bem?! – A voz furiosa que saía de minha boca ecoava no quarto, as paredes finas e frágeis permitiam que o som se transvazasse do cômodo e chamavam a atenção das outras pessoas que ali estavam. – Que diabos está acontecendo? Eu tenho dezessete anos e tenho todo o direito de saber, ainda mais se eu sou o ameaçado! – Papai e mamãe arrombaram a porta. Pude ver o homem caminhar furioso e estapear o rosto pálido de Yoongi, marcando em sua bochecha uma mão grande e esbravejada. Fora tão forte, que faltava-lhe queimar o rosto do rapaz. Me assustei e corri até minha mãe, que protegeu-me com os braços e não mostrou reação quanto a agressão ao meu irmão. Este olhava com pavor para meu pai, como se fosse um prisioneiro prestes a pagar sua pena de morte. Pude sentir a tensão em minha pele, arrepiei e fui retirado dali. Quando a porta se bateu, eu ouvi gritos, xingamentos, e coisas quebrando. Era impossível não sentir a culpa e a intensidade desta agora, minha mãe tentava me acalmar mas era impossível. Pressagiava o quanto Yoongi estava sofrendo naquele quarto e provavelmente a culpa era minha, por ter gritado, por não ter ficado quieto. Era um monstro por ter trocado seu ‘’eu te amo’’ por toda a violência que ele estava sofrendo. E o pior, era real. A libra não existia mais, foi destruída e prensada pela ignorância e não compreensão. Inacreditável era a tamanha covardia que eu havia feito. Tudo havia feito-me mudar, eu agora talvez era um ser igual à eles, o ser que ajudou para o desequilíbrio. O tanto que estava reclamando da disparidade, sendo que eu era um dos assistentes para que ocorresse.

Tomei o copo d’água trago por Yerin em três goles, quase engasgando. Ela e mamãe dedicavam-se de todas as maneiras a tentativa de me consolar, mas era impossível. Impossível não pensar em Yoongi, e imaginar as infinitas possibilidades de um perigo próximo. Meu coração disparou quando ouvi os passos pesados de meu pai arriavam pela escada. Soltei-me das duas mulheres e tentei correr até o meu quarto, mas fui impedido.

– Deixe-o sozinho, por enquanto. – A voz grossa alegava. Pelo seu tom, era possível notar que ele não pedia, e sim, decretava.

– O que fez com ele? – Preocupei-me.

– Algo que pode aguentar sem ninguém. Vá fazer algo de útil e esqueça-o. – O ódio tomou conta de mim de novo. Porém, não enfrentaria aquele homem. Com desgosto, fui até o jardim, sem cor devido ai céu nublado. As plantas molhadas, deixavam que as gotas de água rolassem como lágrimas. Me identifiquei nas flores, e comecei a caminhar entre elas, enquanto a brisa gelada se chocava com minha pele. Parei em frente aos lírios, no qual destacavam-se ali, pelo menos, para mim. Acalmei-me ao tocar em sua superfície, e fechei os olhos, ingressando no meu próprio mundo.

No qual o céu raiava, mas não tanto, deleitoso era o toque dos raios em minha pele. Sorri ao perceber que poderia imaginar algo melhor quando quisesse. Olhei para a porta dos fundos, entreaberta, corri para dentro e procurei por todos. Yerin conversava e se divertia com a minha mãe na cozinha, ambas pareciam felizes ao me ver, eu também estava. O papai, por incrível que pareça, lia na sala. As armas penduradas nas paredes não existiam, apenas belas fotografias em família. A feição do homem mostrava-se alegre, sem preocupações, e eu mal podia esperar para ver Yoongi. A casa parecia tão vívida, subi as escadas e abri rapidamente a porta do nosso quarto. E ele estava lá, sorrindo para papéis rústicos em suas mãos, e pareceu abrir mais ainda sua expressão ao me ver. Apressei o passo para que pudesse lhe abraçar...

Mas logo eu já estava caído na grama molhada, meus braços envolviam a mim mesmo, e a chuva caía do céu mais uma vez. Fechei a cara, sentia vontade de chorar. Eu havia enganado a mim mesmo, torturado a mim mesmo. E o pior, eu havia sido inocente comigo mesmo.

As roupas encharcadas faziam-me ter calafrios, corri para dentro de casa e recebi um sermão da mamãe, que decretava que eu fosse logo tomar um banho para que não me resfriasse, isso fora bom, agora eu poderia ver Yoongi. Meu pai não me impediria de adentrar meu próprio quarto para pegar roupas limpas. O cômodo estava muito escuro, as cortinas fechadas e eu tive receio de iluminar o local, meu irmão poderia estar dormindo e se tinha algo que odiava, era que o acordassem de um sono profundo. Andei com cuidado, cauteloso para que o chão de madeira não denunciasse minha presença. Ouvi uma voz manhosa, bem baixinha, meu plano de infiltrar-me no quarto sem despertá-lo havia falhado.

– Jimin...? – Dizia manhoso, podia notar que havia se levantado da cama.

– Por favor apenas volte a dormir.

– Não vou... Eu preciso tanto de você agora. – Arrepiei-me.

– Eu posso...? – Fui até o que parecia ser a janela, e abri as cortinas, revelando o rosto roxo de Yoongi. Minha reação não poderia ser outra, sentei-me ao seu lado e segurei-lhe o maxilar com minhas pequenas mãos. – Yoongi! Aish, o papai fez isso?

– Só não comente com ele... Eu vou ficar bem. – Sua tentativa de sorrir partiu-me o coração.

– M-Me desculpa... A culpa é minha. – Senti os olhos marejarem, logo, concluí que eu era fraco. Como todos diziam, quando entornavam lágrimas em seus rostos.

– Não chora... Eu fico mais triste que você te vendo assim. – Suspirou. – Olha, eu sei que está se sentindo pressionado e excluído... Mas por favor, deve confiar em mim. – Yoongi segurou-me pelo queixo, obrigando a encarar seus olhos escuros. – E não fazer escândalo, pra que o hoje não se repita.

– Eu não quero que se fira por minha causa.

– Não vou, se colaborar comigo. Só entenda, não posso te falar nada, mas em compensação, eu lhe prometo que tudo vai ocorrer bem. – Ele depositou um beijo em minha testa. – Vá tomar seu banho, leia seus livros, como se a libra estivesse como sempre esteve. – Assenti com a cabeça, mas mal notara que o tempo que passei consigo, além de ensopar sua cama, minhas roupas já estavam quase secas. Apanhei uma muda de vestimentas no guarda-roupa e me encaminhei ao banheiro.

Depois retornei ao quarto, havia um pequeno pacote em cima de minha escrivaninha, na qual eu geralmente utilizava para mergulhar na literatura. Yoongi não estava mais no quarto, porém, aquilo parecia ter sido ideia dele. Sorri sozinho, e abri. Dentro das folhas encardidas, uma letra conhecida, e delicada. Não podia acreditar. Fechei-o e encarei a capa, detalhada e bem encapada, junto, um título.

 

First Love.

 

 

 

 


Notas Finais




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