História Por trás das lentes - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Arte, Dança, Fotografia, Longfic, Menção Yoonseok, Minv, Taemin, Vmin
Visualizações 45
Palavras 3.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HEYO! Olha quem voltou...

Deixa eu começar falando que esse capítulo não era pra ter demorado tanto, mas acabou acontecendo por motivos de estou insegura com minha escrita. É, é a vida... não era nem pra ter saído hoje, mas o aniversário do Jimin, que aliás é meu utt, me animou muito e eu quis postar logo

Agora deixa eu contar uma novidade... PTL agora tem playlist no spotify e threadzinha no twitter. Voy deixar o link lá em baixo.

Mas enfim...

Boa leitura ^^

Capítulo 4 - II - Escondido


C A P Í T U L O  III

 

 Abrindo os olhos devagar após uma curta noite de sono, Taehyung boceja e alonga-se preguiçosamente pela cama espaçosa, ainda sentindo o próprio corpo cansado. Abre e fecha a boca algumas vezes e semi cerra os olhos, um tanto perdido devido a pouca claridade que invade o quarto pela fina cortina da janela. Vira-se para o lado oposto e por uma fração de segundos encara o garoto adormecido que tem o rosto a poucos centímetros do seu, gritando à plenos pulmões devido ao susto que levara, para em seguida cair no chão enrolado em meio a lençóis.

O mais novo remexe-se e murmura palavras indecifráveis para então esconder a própria cabeça embaixo do travesseiro.

O Kim levanta-se tonto e com o coração acelerado - chega até ponderar ter tido um ataque cardíaco, mas descarta a ideia quando sente seus batimentos se estabilizarem.

— Jeon Jeongguk! Você pode me dizer o que ‘caralhos está fazendo na minha cama?! — grita, batendo no outro com um dos travesseiros. Jeon geme em desconforto e ignora a pergunta do mais velho.

— Hyung, porque está gritando? — choraminga, debatendo as pernas no colchão como uma criança birrenta — Arg, minha cabeça vai explodir.

Impaciente, o moreno bufa e a passos pesados caminha até a janela, abrindo com força as cortinas para que a luz preencha o quarto. Novamente Jeongguk se remexe, retirando de cima de si o edredom que cobria seu corpo - que só agora Taehyung percebe estar - semi-nu.

Constrangido, sente seu rosto esquentar e um grunhido desconfortável escapar-lhe a boca.

— Por favor, cubra-se! Não sou obrigado ver essa sua bunda branca — desajeitado, volta a cobrir o mais novo com o edredom, desviando o olhar o máximo que pode do corpo alheio. Jeongguk sempre consegue lhe deixar envergonhado nessas situações.

Suspira pesadamente e deixa o cômodo, rumando em direção a cozinha. Enche um copo com água e procura por uma cartela de comprimidos na pequena maleta de remédios que costuma ficar em cima da geladeira, voltando ao quarto quando a encontra. Evitando fazer barulhos para não acordar o amigo que voltou a dormir, deixa tudo em cima do criado-mudo de madeira escura, saca do guarda-roupa a primeira muda de roupas que encontra e volta a sair.

Jeongguk havia bebido muito na noite anterior. Não era nada surpreendente que acordasse de ressaca. Pensando nisso, o Kim já tratou de adiantar algo para amenizar a situação, podendo assim, ter tempo para algo realmente produtivo ao invés de cuidar de seu saeng como se ele fosse uma criança e então evitar futuras reclamações.

É sábado e, felizmente, ambos os rapazes não têm aula. Os ponteiros do relógio marcam dez e meia da manhã e para o fotógrafo, isso significa um dia perdido. Não reclama, apenas caminha calmamente até o banheiro, toma um breve banho e faz sua higiene matinal, como todos os dias. Penteia o próprio cabelo com os dedos e veste suas roupas - uma camiseta de botões azul claro e calças jeans surradas.

Ouve a própria barriga roncar e usa os poucos ingredientes que tem para fazer panquecas. Não é um dos melhores cozinheiros, mas prefere sua comida à gororoba de Jeongguk, e o cheiro não é nada mau, de qualquer jeito.

Está por fazer sua quarta panqueca quando escuta a movimentação no apartamento. Olha para trás e vê Jeongguk escorado na porta, enrolado no edredom branquinho. Os olhos inchados estão praticamente fechados, a cabeça encostada no batente e o cabelo bagunçado o deixam semelhante a uma criança. Taehyung lhe sorri, coloca a massa já pronta em um prato e olha ao redor da cozinha em busca de algo.

— Não se mexa — pede, alcançando a Polaroid azul pastel de cima do armário - ela sempre fica lá caso tenha que tirar uma foto de emergência, como neste caso. Ele acredita que é necessário capturar até mesmo os momentos mais simples do dia.

Foca no garoto ainda sonolento que não importa-se com sua situação, já está acostumado - perderia tempo tentando discutir com o mais velho, Taehyung continuaria com suas fotos mesmo que repetisse mil vezes que não se tira foto de quem não está no mínimo apresentável.

Taehyung aperta o botão na área superior da pequena câmera e assim que a foto é impressa, balança-a várias vezes ao passo em que a imagem se faz visível. Prende-a na geladeira e volta para a atividade anterior.

— Pegue estas que já fiz, vou fazer mais para mim.

— Obrigada, hyung. Tanto pelas panquecas quanto pelo remédio. — Jeongguk agradece baixinho, recebendo como resposta um “não tem de quê”. Observa o mais velho cozinhando e sorri pelo cheiro de lar que se espalha pelo apartamento - recordando-se de sua casa e sua mãe em Busan.

O mais novo não senta-se à mesa. Não até que Taehyung o acompanhe, levando consigo suas panquecas e uma xícara de chá com leite. Jeongguk serve-se de leite com um pouco de açúcar - bebida reprovada por seu hyung que faz uma careta. Se continuar assim, ele logo terá diabetes, pensou.

Revira os olhos e lança-lhe mais um olhar reprovador, para então perceber que o Jeon ainda está sem quase nenhuma roupa. Suspira e larga os talheres no prato.

— Vá colocar alguma coisa. Desde quando você tem direito de andar pelado pela casa desse jeito?! — Jeongguk dá de ombros, sem sair do lugar. Continua a colocar a calda de chocolate em cima de suas panquecas, ignorando completamente o outro — Aish… Você tem ficado cada dia mais abusado. O que te deu pra ir dormir comigo essa noite?

— Eu não sei, talvez porque sua cama seja mais confortável que a minha. De qualquer maneira, não sei pra que tudo isso, você não reclamava antes.

É. Taehyung não reclamava antes. Mas agora é diferente, ele e Jeongguk são amigos e só isso. Não que antes fossem algo a mais, mas diferente de agora, Taehyung sentia algo a mais por Jeongguk. É claro que o mais novo nem fazia ideia disso na época - caso soubesse nunca teria dividido uma cama com Taehyung, tão menos trocado-se na frente do amigo.

Para ser sincero, Taehyung podia até ter se apaixonado por aquele antigo Jeongguk, mas não gostava nadinha dele. Há um tempo, quando o conheceu, o moreno não passava de um mimado que queria tudo de mão beijada e que não conhecia absolutamente nada do mundo. Antes estes fossem seus únicos defeitos, Taehyung não se importava, gostava do Jeon de qualquer maneira, mas quando ouviu palavras preconceituosas e de baixo calão sendo redirecionadas a si logo que o mais novo descobriu seus sentimentos por ele - por meio de fofocas e não uma declaração digna -, não aguentou. Chorou, gritou, xingou o outro até não querer mais.

Apesar de tudo, o que mais o chateou foi o fato de Jeongguk nunca ter percebido. Eram amigos há quatro meses e ele nunca havia percebido os flertes, as reações com os mínimos contatos físicos, nem mesmo as tentativas - todas falhas - de declaração.

Passaram algum tempo afastados, mas algo em Jeongguk o fez tomar alguma atitude e conversar com o amigo. Seu único amigo. As outras pessoas tinham muito medo de si para se aproximar - talvez por ser filho de um CEO importante ou algo do tipo -, mas Taehyung não. Ele não ligava pra essas coisas.

— Desculpe, Tae. Não achei que fosse se importar. É que eu fico carente quando bebo e como Yoonji me trocou eu…

— Então quer dizer que eu sou segunda opção?! — brincou, gargalhando. O moreno balançou a cabeça freneticamente, em negação. — Está tudo bem. Só achei estranho. Você não faz isso há um bom tempo.

Jeongguk assente, envergonhado. Apesar de já se fazer um ano, ainda culpa-se por tudo o que disse ao outro, mesmo que já tenha sido perdoado. Mas veja bem, foi criado em uma família tradicional, não era normal para si dois homens - ou duas mulheres - se beijando ou mesmo se amando. Claro que não teria outra reação, seu único amigo estava apaixonado por si e ele havia entrado em pânico.

— Está fazendo essa cara de cachorro abandonado de novo, Gukkie. O que foi?

— Não é nada. Eu só estava lembrando das coisas horríveis que eu disse pra você naquela vez — Taehyung abriu a boca e preparou-se para freiá-lo, mas Jeongguk o fez antes — Eu sei. Você me perdoou, mas eu não deixo de me sentir culpado. Eu era tão… Ridículo.

O Kim não se contêm e deixa que uma risada lhe escape os lábios. Quando Jeongguk fala daquela maneira, com um bico nos lábios e a voz rouca, tem uma aparência tão infantil e fofa.

Terminando de comer, Taehyung levanta-se e leva seu prato até a pia. Dá a volta na mesa e bagunça os cabelos de Jeongguk.

— Não pense muito nisso. Está tudo bem. — o mais velho diz, recebendo um aceno positivo em resposta. — Vou levar o carro da Yoonji e depois vou no mercado, precisa de algo? — com a boca cheia, Jeongguk nega — Ah, e a louça é com você.

O mais novo se prepara para protestar, mas o mais alto já havia saído pela porta.

[...]

Quando retorna finalmente ao seu apartamento, Jeongguk não está mais lá, ao contrário da louça suja jogada de qualquer jeito na pia - o Jeon podia até ser um verdadeiro garoto de ouro, mas conseguia ser tão preguiçoso quanto um adolescente se tratando de tarefas domésticas. Pelo menos, o Kim vê a oportunidade de desfrutar do silêncio e então, “trabalhar” um pouco.

Vai até o quarto, senta-se na cama e pega seu notebook, repousando-o em seu colo. Alcança a câmera fotográfica em cima do criado mudo e a conecta no aparelho, esperando que as pastas carreguem.

Setenta e duas novas fotos desde que olhou na vez anterior. Há apenas dois dias atrás. Quanto tempo teria de passar editando-as? Muitas horas, com certeza e de jeito nenhum passaria um sábado inteiro em frente do notebook fazendo aquilo. Poderia muito bem editar umas cinco ou dez, mas definitivamente, não todas. Iria se mudar dali a três dias, tinha muito o que resolver ainda.

Pensando nisso, abriu o editor e procurou por qualquer foto que talvez devesse ser editada primeiro. Encontrou muitas de Jeongguk e Yoonji, algumas de animais, outras de objetos e aquela de Jimin, tirada no dia anterior.

Decidiu trabalhar naquela primeiro, inventando como desculpa para si mesmo que deveria mandar ao outro, como este pediu ao invés de apenas querer editá-la.

Não demorou muito e logo a foto já estava finalmente pronta. As cores, diferente de antes, estão agora mais vivas, a imagem mais nítida, os traços mais suaves e por fim a luz foi devidamente ajustada - todas aquelas coisas das quais Taehyung aprendeu no início da faculdade e já está acostumado.

Sorriu com o resultado e pegou o celular, já abrindo o Kakao para procurar o contato do homem de cabelos rosados e rosto infantil. Abriu a aba de conversa e observou a tela, pensando no que poderia mandar. Acabou mandando um simples “oi” e se arrependeu no segundo seguinte, acreditando ter sido muito seco. Voltou a digitar. “É o Taehyung sabe, o amigo da Yoonji”, enviou, para então bater na própria testa. Ele não é idiota, não é como se fosse se esquecer tão rápido…

— Por favor, que você esteja conversando com alguém muito importante pra estar agindo assim e não que tenha ficado maluco — assustado, ergueu o olhar e encontrou Jeongguk o observando, esforçando-se em segurar o riso.

O mais velho nada disse e resmungou para si mesmo. Encarou o teclado novamente e escreveu, o que ele prometeu ser, a última mensagem para evitar passar mais vergonha: “Está é a foto de ontem, como você pediu. Espero que não esteja mais irritado :) [Anexo]”.

— Droga, droga, droga…

— Taehyung, tá tudo bem? — questionou o Jeon, recebendo um meneio em negação.

— Gukkie, eu sou tão idiota. Ele deve estar rindo de mim agora mesmo. Quem ainda manda emoji feliz hoje em dia?!

— Calma, calma… — Jeongguk ria do amigo, embora não estivesse a  entender nada. — Com quem você está falando?

— Jimin.

Ow. Por essa ele não esperava.

— Espera aí, você tá dando em cima do Jimin? Ou pior, você, Kim Taehyung, está envergonhado por causa de um cara? Logo você que dá em cima do primeiro homem que você vê pela frente?

— Um, eu não estou dando em cima dele. Dois, sim, estou envergonhado e três, eu não dou em cima do primeiro ho- OK, talvez eu dê em cima de algumas pessoas sim, mas está exagerando — o mais novo revirou os olhos, lançando-lhe um olhar descrente. — Mas pense, ele é o melhor amigo da nossa melhor amiga. Temos que nos dar bem com ele também, mas isso não vai ser possível se eu continuar a mandar mensagens idiotas pra ele.

Antes que o outro pudesse dizer qualquer coisa, o Kim recebeu uma notificação e imediatamente desbloqueou o celular, nem percebendo que o mais novo abandonara o quarto.

Obrigado, eu gostei muito. E, ah, eu não estou com raiva ^-^”.

Foi impossível conter o sorriso com o emoji que lembrava-lhe o sorriso do próprio Jimin. Por isso, permitiu-se ler a mensagem mais uma vez, e então mais outra para então, sorrir com ela.

[...]

A hora do almoço se aproximava e os três amigos já encontravam-se reunidos em uma mesa no canto de um restaurante localizado no centro de Daegu.

De fundo, uma música agradável soa pelo local, misturando-se com o som de murmúrios e talheres. Yoongi conta aos outros dois sobre seu novo livro e estes o escutam, concentrados. A cada pessoa que entra, param, olham para a porta e ao concluir que não é quem esperam, voltam a conversar.

Não demora muito até que possam ver seu convidado, vestido em roupas formais - que nada combinam com seu estilo - e um sorriso aberto no rosto, adentrar o local. Caminha até a mesa, os cumprimenta e se senta.

— Eu me atrasei?

— Não, não se preocupe. — Hoseok lhe responde, sorrindo de volta. Talvez estivesse um pouco atrasado sim, mas não lhe contaria isso.

— Há quanto tempo, Namjoon-ah… — Yoongi diz, não tão amigável quanto deveria.

O Kim analisa o Min e força um pouco a memória. Não se recordando, questiona:

— Perdão, mas nós já nos vimos antes? Quero dizer, já li seus livros, todos eles pra ser mais sincero, mas não lembro de tê-lo conhecido. Acho que me lembraria se tivéssemos nos visto.

Yoongi ri, mas não permite-se ir muito além. Tem que permanecer firme, bem como Jimin.

— Você nem sequer se lembra de mim. Não acredito que já te chamei de melhor amigo… Mas tudo bem. Prazer, Min Yoongi, ou como você ainda deve conhecer, Min Yoonmi — lhe sorri ladino, atento às reações do outro, esperando por algo engraçado.

Namjoon o encara por certo tempo, provavelmente esperando que alguém lhe conte ser uma brincadeira, mas quando vê que não acontece, sorri, se desculpa por não reconhecê-lo e parece repentinamente elétrico ao comentar em como não fazia ideia de que um escritor do qual tanto gosta é na verdade quem um dia fôra uma grande amiga.

Desvia então seu olhar para Jimin e lhe sorri abertamente.

— Jiminnie! Omo, como você mudou. Nem tem mais aquelas bochechas cheinhas… Parece até um adulto.

— Eu sou um adulto. — Responde, friamente. Namjoon não se abala, e continua a sustentar seu sorriso.

O Kim estala a língua nos dentes e respira fundo. Sem jeito, leva a mão a nuca e ali a deixa.

— Sei que devem estar irritados, acho inclusive que é até este o motivo pra esse almoço. E encontrar vocês de novo é tão bom, sabe? É como se eu voltasse oito anos no tempo — dizia, animado.

E apesar de não demonstrarem, os outros três também compartilharam da mesma sensação.

— Claro que fugir nunca é a melhor escolha, mas eu era jovem, nem sequer sabia oque estava fazendo. Acreditem, foi difícil pra mim.

O silêncio se fez presente. Não um silêncio agradável, e sim um desconfortável onde ninguém conseguia pensar nada coerente ou pelo menos educado a se dizer. Sim, estavam irritados, mas também entendiam o lado do outro - tinham que entender.

— Eu devo desculpa a vocês, sei disso. Mas acho que a quem eu mais devo desculpas é para Jin. Vocês… têm falado com ele? — Continuou, com a voz falha como se fosse chorar a qualquer momento.

Jimin assente e deixa-se sorrir compressivo. Pelo menos ele ainda se importa.

— Sim. Jin sempre está conosco. — o rosado responde, parando de falar assim que o garçom chega para anotar os pedidos, para enfim continuar quando este sai — Quando você foi embora ele ficou mal. Mal de verdade. Nós também, mas não tanto quanto ele.

Namjoon suspira. Fecha os olhos e balança a cabeça em negativa, abalado. A culpa estava o corroendo há anos, mas nada se comparava ao que sente agora, quando toda a culpa o atinge de uma única vez.

— Desculpe… Eu não-

— Nós sabemos, hyung. Não que eu não esteja com raiva, você podia ter mantido contato, mas nós entendemos. — Jimin diz, lançando-lhe um sorriso reconfortante, tomando pela primeira vez em muito tempo, uma atitude verdadeiramente madura. — Mas por favor, não apareça de repente para se desculpar com ele. Odiaria vê-lo naquele jeito de novo.

O outro concorda e apesar do gesto simples, fica feliz por ao menos tirar parte do peso que estava em suas costas.

Na tentativa de aliviar a tensão, Hoseok muda de assunto. Conta um pouco sobre a própria vida, tanto pessoal quanto profissional - o Jung se orgulha muito por onde chegou e não faz questão de esconder isso de ninguém. Fala pelos cotovelos, mas ninguém se importa, é divertido ouvi-lo falar.

— Agora só estou na espera do pedido de casamento para mim e Yoongi finalmente nos considerarmos marido e marido — contou com simplicidade, sem se importar se o namorado iria se engasgar com a bebida como acontecera.

— Não são casados?! Wow, é realmente incrível estarem tanto tempo juntos. Ainda mais porque o romance de vocês parece ter só aumentado.

— Nem me diga… — Jimin murmura e ri pelo olhar de reprovação de seus hyungs.

— Eu não sabia que queria se casar, Hoseok. — com o cenho franzido, Yoongi afirma, tentando disfarçar o nó que se forma na garganta devido ao assunto casamento. Não que não esteja preparado ou que não ame Hoseok o suficiente, só não sabe se está pronto para trocar a aliança prata pela dourada.

— Tudo bem, amor. Eu posso esperar — o ruivo lhe sorri e segura sua mão — Mas e você Namjoon? Você e Soonyoung noona se casaram?

— Não. Tentamos um relacionamento, mas acabamos por preferir deixar isso de lado. Eu poderia ter voltado para Seul, mas eu nunca permitiria Jisoo ficar longe de JiHye.

— Mas os dois não ficam com a mãe? — Questionou Jimin, também curioso.

— Soonyoung e eu decidimos dividi-los. Sei que falando assim pareço estar falando de separação de bens, mas é menos complicado. Jisoo fica comigo e JiHye com ela. Nos finais de semana, ou mesmo quando temos um tempo livre ficamos todos juntos. O fato de eu e a noona sermos amigos ajuda muito na convivência e principalmente para as crianças.

Surpresos, os outros três escutam atentos. Namjoon é tão jovem, mas parece saber tanto e ser tão bom ao desempenhar seu papel.

— Você parece ser um ótimo pai, Namjoon-ah. Mas hoje é sábado, não deveria estar saindo com eles?

— Felizmente Soonyoung concordou em ficar com as crianças para que eu viesse aqui. E eu posso sair com eles hoje a noite também, então não tem problema — Namjoon fala, feliz. Apesar de seus dois filhos terem sido um “acidente” e vindo num tempo inesperado, o Kim os ama muito, é possível ver isso na maneira como fala dos dois. — Mas agora quero saber sobre você, Jimin. Você falou tão pouco durante o almoço todo.

Jimin engole em seco, mas seu incômodo passa despercebido pelo Kim. Sabe que o mais velho não viu sua cadeira de rodas, afinal, não poderia ver sentado ao lado contrário da mesa e por alguma razão, acreditava que não perceberia em momento algum. Estava enganado.

Yoongi pigarreia, e o chama pelo apelido com a voz baixa.

— Tudo bem, hyung… — a feição do loiro torna-se preocupada devido o tom do Park e por breves segundos se arrepende por perguntar. — Eu abandonei a faculdade de dança. Tá, não exatamente abandonei. Fui obrigado a largá-la por causa do acidente. Sabe, não dá para dançar em uma cadeira de rodas…

Um som estranho escapa pela boca de Namjoon, que move a cabeça tentando observar Jimin de um ângulo maior e sente-se triste pelo velho amigo.

Sempre se perguntou o porquê de nunca mais ter visto vídeos do Park pela internet ou mesmo saber de notícia alguma do dançarino. Sim, ele procurava. Queria saber a que ponto os outros chegaram e ficou feliz ao saber que Jimin era um grande e conhecido dançarino, enquanto Hoseok era um estimado professor na mesma área. Sentiu-se orgulhoso, mesmo estando afastado e impossibilitado de parabenizá-los.

Agora que soube o motivo pelo sumiço repentino, quis ter mantido contato. Ter ficado próximo a eles e reconfortado seu dongsaeng do qual sempre manteve um carinho muito grande. Podia até imaginar como o rosado - antigamente moreno - ficara após o acidente. Jimin viu seu sonho e tudo aquilo que construiu desmoronar em um piscar de olhos.

— Eu… Não sabia. Foi há quanto tempo?

— Oito meses. Mas já me acostumei. Só não me sinto pronto o bastante para enfrentar o mundo de novo.

Namjoon pensa por um tempo, deixando-os no silêncio. Em seguida, abre um grande sorriso, deixando suas covinhas a mostra.

— Espero que você supere isso, Jiminnie. Sei que você era um dançarino incrível, mas isso não é tudo o que te torna incrível. Você tem muito a oferecer para se esconder do mundo, acredite no que eu te digo.

E por algum motivo, Jimin acreditou. Acreditou de verdade, sem lágrimas, sem sorrisos falsos. Só um sorriso verdadeiro.

“Você parece sentir demais para esconder tudo atrás de um sorriso falso”, lembrou-se.

— Realmente. Acho que estou cansado de me esconder.


Notas Finais


Playlist: https://open.spotify.com/user/dhebsthays/playlist/4kvUz34UEnQPo7ps4fjcVf

Thread no twiiter: https://twitter.com/vminnion/status/915685115384287232

Falando um pouquinho sobre a playlist, cada música tem a ver com algum capítulo futuro. Nem todos terão música, mas se quiserem ler ouvindo no aleatório não tem problema.

Na thread tem alguns spoilers, mas nada muito chocante. Só o suficiente pra deixar algumas pessoas curiosas.

Enfim, achei que esse capítulo ficou meio meh, mas ele é importante já que fala do passado do Namjoon e ele é um personagem com a melhor história (na minha opinião). Prestem bem atenção porque o passado aqui é o que mais conta

Vocês pegaram essa frase no final? Se não, deixa eu esclarecer. Foi isso que o Tae falou pro Jimin quando estavam na sacada. Nos capítulos seguinte prometo que vai ter mais interação vmin e aos poucos as coisas que ele falou vão aparecendo.

Por último, deixem um comentário dizendo oque acharam. É realmente muito importante pra mim e me incentiva muito. Se quiserem falar comigo podem me mencionar na tl ou chamar no twitter, que é @vminnion

Ps. A bunda branca do Jeongguk é uma homenagem a minha prima favorita que vive dormindo com a bunda de fora. Te amo <3

Obrigado por ler ^^


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