História Por Trás Dos Holofotes - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Ação, Bts, Drama, Jimin, Jungkook, Mistério, Romance
Visualizações 19
Palavras 1.541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!
Como é feriado resolvi postar um capitulo extra hoje, Haha
Espero que gostem e desculpem qualquer erro de português!

Capítulo 33 - Quem é você?


     Nós estávamos sentadas no banco de trás do carro onde o meu motorista matinal dirige. Minha irmã, aquela qual eu achava que estava morta, está bem aqui ao meu lado. Meu corpo inteiro se estremece quando olho algumas vezes inconscientemente de esguelha para o lado em direção a ela, não posso acreditar no que está acontecendo. Meu deus, onde isso irá parar? Ela simplesmente não me disse nada, as únicas palavras que ela pronunciou quando nos encontramos na porta do apartamento foi que era para eu fazer silencio. Quando saímos de lá ela me disse que alguém havia grampeado o lugar, no caso, colocado alguma câmera ou microfone para me espionar, e que era para eu voltar e me trocar rapidamente pois precisávamos encontrar uma pessoa.

     Quem será que está fazendo uma coisa dessas? Para que isso tudo?

     - Passe na delegacia – Digo para o motorista.

     - Não! – Gritou Sara assustada.

     Viro-me para ela irritada e digo:

     - Então me explica o que está acontecendo! Você nem está olhando na minha cara direito...

     - Por favor... Não posso te explicar agora, nosso pai irá responder todas as suas perguntas.

     - Nosso pai?

     - Sim, ele está nos esperando em um lugar.

     - Em qual lugar? Meu deus Sara o que está acontecendo?

     Ela se vira para mim e me encara, sinto em seus olhos o cansaço e a tristeza que à assola.

     - Só posso te dizer que não é só você que está recebendo aquelas ameaças. Alguém realmente está querendo acabar com a nossa família...

     Sara termina de falar e olha novamente para a frente. Ela está diferente. Tem o olhar assustado mais ao mesmo tempo frio, ela está mudada, estranha, não é a Sara que estou habituada, mas mesmo assim sinto uma onda de felicidade ao pensar que ela está viva. Chega de luto, chega de chorar toda vez que eu pensar nela, afinal, ela está aqui bem ao meu lado.

 

 

     Não demoramos muito para chegar em nosso destino. Tentei me conter ao máximo para não fazer mais nenhuma pergunta. Será que eles sabem de alguma coisa? Ou talvez tenham em mente quem seja essa pessoa que esteja nos ameaçando?

     Saímos do carro no estacionamento e de lá consigo avistar meu pai sentado em uma mesa perto da janela. Ele está com um terno preto e cabelo aparado como o habitual. Lembrei-me que não havia reparado muito nas vestimentas de Sara e olho para ela logo em seguida. Sara usa um vestido branco e justo que vai até o seu joelho. Seu cabelo está amarrado em um coque e o salto que ela está usando é realmente esplendido. Fico meio desgostosa ao pensar que estou vestindo completamente o oposto deles. Estou usando uma blusa regata, branca e uma calça jeans preta, meu cabelo está amarrado em um rabo de cavalo e estou usando um par de sandálias que encontrei de última hora quando Sara mandou eu me trocar rapidamente.

     Entramos no restaurante e nosso pai nos recebe com um beijinho em nosso rosto e sentamos logo em seguida. Sara ficara de frente para meu pai e eu entre os dois na elegante mesa arredondada do restaurante.

     - Vão querer fazer os pedidos? – Perguntou um garçom ao meu lado.

     - Vou querer o de sempre – Meu pai responde, olhando para nós logo em seguida. Ele parece calmo e nem um pouco preocupado – E vocês, vão querer o que?

     - Vou querer um filé à parmegiana com fritas, por favor – Digo.

     Percebo o olhar rancoroso de meu pai sobre mim assim que faço meu pedido. Ele é daqueles que não aceita suas filhas comendo em um restaurante caríssimo um prato que para ele é considerado de pobre. Mas por algum motivo ele não diz nada e aceita minha decisão sem pestanejar. Vamos ver se ele vai conseguir se contar quando Sara pedir a mesma coisa que eu, afinal, esse é o nosso prato favorito e sempre quando saímos comemos ele juntas.

     - Vou querer um tranche de salmão com arroz negro, por favor – Diz ela.

     Minha cara vai ao chão rapidamente. Não acredito que Sara está se comportando de um jeito que ela dizia enojar em alguém a algum tempo atrás. O que está acontecendo? Por que ela está se comportando assim?

     - Sara, o que está acontecendo com você? – Digo, enquanto meu pai pedia nossas bebidas.

     Ela me encara por alguns segundos mais depois desvia o olhar e não me responde.  Resolvo deixar ela de lado então, não gosto de ser tratada assim, com tanto desprezo.

     - Bom, nós dois estamos aqui para te deixar a par da situação – Diz meu pai.

     - Vão me contar como a Sara estava morta a alguns minutos atrás e agora está viva aqui na minha frente? – Digo estressada – Por que sinto que vocês estão escondendo muita coisa de mim?

     - Não estamos aqui para discutir nosso relacionamento – Diz Sara – Estamos aqui para falar sobre o que aconteceu comigo e o que estamos enfrentando nesses últimos dias.

     - Não precisa ser grossa – Digo.

     - Estou sendo precisa, não quero passar mais nenhum segundo aqui. Vai que me descubram...

     - Ei! Sem brigas – Diz meu pai – Continuando... Todos nós recebemos ameaças – Ele me encara – Estamos com medo de que está pessoa seja o seu irmão, ou irmã não sei...

     - Um irmão? – Dou uma risadinha de deboche, mas depois digo séria – Como eu posso ter um irmão? Pelo que sei tenho apenas a Sara...

     - Eu sabia que ela ia se comportar assim... – Diz Sara, revirando os olhos.

     A raiva me consome e acabo explodindo com ela:

     - Por que você está me tratando assim garota?

     Sara dá uma risadinha alta, um sorriso de orelha a orelha se origina pelo seu rosto.

     - Por que finalmente eu não preciso mais fingir! Finalmente eu posso dizer na sua cara que não sou sua irmã! Que você é uma bastarda filha de prostituta que tem um irmão que quer acabar com a nossa vida, com a nossa empresa, com a nossa fortuna! – Ela grita e várias pessoas do restaurante olham em direção a nossa mesa.

      Sinto raiva misturada com tristeza, meu coração acelera. Sinto vontade de gritar, de sair correndo e quebrar a cara de Sara. Mas preciso me acalmar... Preciso saber o resto da história, preciso saber sobre esse meu passado que até então estava escondido em uma caixinha a sete chaves. Mas como Sara pode ser assim? Como ela pode ter mudado tanto?

     - Como pode você ter mudado tanto? – Digo, baixinho, em quase um sussurro.

     - Eu não mudei garota, se toca! Eu sempre fui assim! Meu pais que me pediram para fingir ser a irmã rejeitada, a bastarda, a sem apoio da família, mas tudo isso, tudo isso foi para que você me visse como uma confidente, que você tivesse pena de mim e chegasse ao ponto de confiar em mim para tudo, afinal, eu não iria conseguir esconder de você vinte e quatro horas por dia! Não podíamos deixar que você descobrisse sobre seu passado. Em troca desse meu teatro, meu pai me deu tudo! Acha realmente que aquele apartamento que você está é aonde vivo? Isso tudo foi uma encenação. Eu te odeio! Odeio! ODEIO! Voc...

     - Sara! – Gritou meu pai – Cale a boca, sai da mesa, vai embora!

     Todos do restaurante nos olham novamente com um olhar perplexo, não entendendo o que estava acontecendo. Sara pareceu não pensar duas vezes, jogou o lenço branco que estava apoiado em sua chocha na mesa, se levantou e saiu do restaurante.

     O homem em mim frente me olha com um olhar triste, mas eu não sinto nada por ele, simplesmente não o considero mais meu pai. Como pode ter mentido para mim durante todos esses anos? Como pode ter deixado eu confiar na Sara, sendo que era só ter me contado a verdade?

     Uma lagrima escorre pelo meu rosto e eu paro seu trajeto até meu queixo rapidamente com uma das mãos. Não sei se quero continuar ouvindo. Será que apenas irei me machucar ainda mais? É pelo andar da carruagem até agora provavelmente sim...

     Pego meu celular e disco o número de Jungkook, já que provavelmente irei demorar preciso avisar para ele que não dará para nos encontrarmos hoje, que talvez devêssemos nos encontrar amanhã.

     - Alo, Juuh, é você? – Diz Jungkook com a voz rouca e preocupada.

     - O-oi, sim sou eu... Liguei para falar que não vou poder te ver hoje. T-talvez amanhã?  

     Tento parecer o mais normal possível, mas as lagrimas começam a escorrer pelo meu rosto e quase desabo de vez, mas me recomponho ao pensar que não quero que Junkook se envolva nisso, não quero que ele se machuque.

     - Juuh, se algo ruim estiver acontecendo, me dá algum sinal - Diz ele.

     - Não, está tudo bem... Olha, preciso desligar, meu pai está bravo.

     Faço um sinal para que Olavo pigarreie para que Junkook perceba que estou realmente com ele e ele me obedece. Logo depois desligo o celular sem pensar duas vezes.

      - E então... O que você tem para me falar? – Digo séria, tento a todo custo não demonstrar meus sentimentos.

      - Está na hora de você saber sobre seu passado, filha... – Diz ele.


Notas Finais


E ai gostaram? Quem ai levou um tombo com essa Sara que mal chegou e já tá causando? Tadinha da Juuh sim ou com certeza? KKKK
Comentários, críticas e sugestões serão super bem-vindos.
Não esqueçam de favoritar para não perder nada e até o próximo cap!


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