História Por Tu Amor - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aluna, Colegial, Drama, Lesbicas, Professora, Romance, Teacher
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Palavras 1.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Comentem para dar motivação e assim ter muito mais capítulos.

Capítulo 1 - Tu Mirada


Acordei com o toque insistente do meu despertador, olhei no visor e marcava seis da manhã, levantei sonolenta e caminhei até o banheiro. Tomei meu banho, fiz minha higiene pessoal e voltei para o quarto. Passei longos minutos deitada na cama atualizando minhas redes sociais e respondendo mensagens dos meus amigos. Já que era o primeiro dia de aula depois das férias escolar não havia necessidade de ir com o uniforme. Acabei optando por uma camiseta, calça jeans e um coturno na cor vermelha. Olhei novamente no despertador e já eram seis e trinta e sete, caminhei até a janela e abri as venezianas. Pisquei por causa da luz que entrou no quarto. O céu estava sem nenhuma nuvem e com certeza iria fazer um calor infernal.

Logo desci as escadas e senti o cheiro gostoso de café e ovos fritando. Ouvi meu pai teclando no notebook e entrei silenciosamente na cozinha e o abracei e surpresa. Ele se assustou, mas logo começou a rir e retribuiu o abraço, logo minha mãe entrou na cozinha.

- Aulas começam hoje e você já sabe... – Meu pai ia começar com o chato aviso dele e o cortei.

- Ok, eu já sei... “Não dormir depois da meia noite” – Repeti a típica frase dele e bufei em desanimo. Eu nunca gostei de dormir cedo, mas era necessário já que eu estudava de manhã e tinha que ter energia para enfrentar as aulas do dia.

- Valentina nunca obedece a suas regras. – Minha mãe zombou e eu sorri disfarçadamente. Meu pai sempre pegava no sono e eu passava altas madrugadas acordada e só minha mãe sabia disso.

Eu tinha uma ótima relação com meus pais, apesar deles passar metade do dia trabalhando e eu só os ver na parte da manhã e no final da noite. Minha mãe havia se formado em medicina e tinha conseguido um bom emprego em Neville e, meu pai era executivo e esse era o motivo de nós nunca termos um lugar fixo para morar. Mas surpreendentemente já fazia um ano que estávamos em Neville e eu estava muito animada por não precisar trocar de cidade e recomeçar tudo novamente.

– Já está pronta para irmos? Não quero que você chegue atrasada. – Minha mãe falou quando acabamos de tomar o café da manhã.

- Sempre pronta. Vamos lá. – Respondi. Despedi-me do meu pai e corri para sala para pegar meu material escolar e fui esperar minha mãe no carro.

- Tenha um ótimo dia! – Meu pai gritou da cozinha.

- Igualmente! – Gritei de volta já saindo da casa. – Vamos passar na casa da Debb? – Perguntei e minha mãe assentiu positivamente.

Débora, ou Debb como eu costumo chama-la é a garota que conheci assim que cheguei a Neville, os pais dela são amigos dos meus e sempre estão juntos. Combinei de busca-la em sua casa para irmos juntas. Em poucos minutos chegamos a sua casa e ela estava acompanhada de nosso amigo Guillermo que para facilitar o chamo somente de Gui. Fui ao encontro dos dois e demos um abraço coletivo.

- Vamos que já estamos atrasados. – Gui falou nos puxando pelo braço. Gui era meu melhor amigo e sempre estava nas farras comigo, às vezes me ajudando, às vezes eu o ajudando nas situações constrangedoras que a bebida nos fazia passar.

Chegamos à escola e felizmente todos ainda estavam no pátio esperando a diretora terminar o discurso, mas nós não estávamos dispostos a ouvir o mesmo blá blá blá de começo de aulas e fomos logo para sala. Sentei na primeira carteira em frente à mesa do professor, Debb sentou-se na carteira ao lado e por fim Gui que optou por sentar na carteira atrás da Debb. E assim ficamos até que o sinal tocou indicando o começo da primeira aula do dia.

Aos poucos a sala foi ficando cheia e logo fui cumprimentar a galera e conversar sobre o que havia acontecido nas festas. A diretora entrou na sala e todos foram aos seus lugares.

- Esse ano teve algumas mudanças em relação aos professores e o senhor Max não será mais o professor de espanhol de vocês. - Ela informou e a turma ficou bastante desanimada, apesar de ser idoso, o professor Max era muito divertido e sempre estava contando piadas e fazendo.

- E quem irá substitui-lo? - Samuel perguntou.

- Professora Diane. - A diretora respondeu. – Ela não poderá vim hoje, pois acabou de ser mudar para Neville, mas amanhã a primeira aula será dela e espero que vocês sejam simpáticos e educados.

-

Alguns professores se apresentaram e depois disso fomos para o intervalo e aproveitei para conhecer a escola. Depois que o intervalo terminou eu tive a brilhante ideia de sair correndo pelos corredores e acabei esbarrando em alguém, o impacto foi tão intenso que acabei voltando para trás e bati minha testa na quina da parede. Senti um líquido quente descer devagar pela minha testa e percebi que era sangue, "Droga" xinguei mentalmente. Levantei atordoada e vi que tinha esbarrado em um garoto, e notei que eu ainda não o tinha visto no colégio.


- Me desculpe. – Falei assim que levantei. Coloquei a mão na testa na tentativa de estancar o sangue.

- Eu estou bem, mas acho que você não.  - Ele comentou e fez uma careta ao ver o sague descendo no meu rosto.

- Eu estou bem. - Afirmei passando a mão para limpar o sangue que continuava a descer pelo meu rosto.

- Abriu um buraco na sua testa e você diz que está bem? – Falou desesperado e dei um sorriso com o drama que ele fez. – Venha, vou te levar na enfermaria - Ela me puxou para a enfermaria e ficou lá até que a enfermeira confirmasse que de fato estava tudo bem.

- Ai! - Resmunguei ao sentir o ardor do remédio. Ela pegou mais um algodão e despejou um remédio e levou até o machucado o que fez arder ainda mais. — Isso arde pacas. - Resmunguei afastando sua mão, ela simplesmente sorriu e continuou a passar o remédio.

- Pronto.  - Ela falou se afastando.

- Obrigada! - Agradeci ajeitando minha postura. Pulei da cama e sai da enfermaria até a minha sala.

Quando voltei pra sala fui questionada sobre o curativo na minha testa e contei resumidamente o que havia acontecido. O professor de artes pediu para que cada um desenhasse algo. Já que eu desenhava há anos aquilo era moleza, escolhi fazer uma replica de um desenho qualquer.

Eu estava tão entretida na pintura que não notei que o sinal indicando o término da aula já havia tocado e as pessoas já começavam a sair.

- Ainda não está pronto. – Falei desanimada e soltei o pincel na paleta de tinta.

- Não se preocupe na próxima aula você termina. – O professor respondeu e lançou um sorriso. – Você desenha muito bem. – Apenas sorri e ele afastou-se.

- Olha a novidade. – Debb disse se aproximando de mim. – Eu e o Gui decidimos irmos a uma pizzaria hoje com a turma. – Contou animada enquanto me esperava guardar meus materiais. - Você também vai, não é?

- Mas é claro que a Tina irá. – Gui respondeu convicto. – Nos vemos ás oito da noite.

-

Como combinado, às sete e quarenta da noite eu já estava saindo de casa em direção ao centro onde ficava a pizzaria da cidade. A noite estava fria e por isso eu estava bem agasalhada. Quando cheguei à praça, local onde havíamos combinado de nos encontrar antes de irmos à pizzaria, meus amigos e alguns colegas já estavam à espera dos demais.

Sentei-me em um dos bancos da praça e fiquei observando o engarrafamento que estava. E um carro em especifico chamou minha atenção, nele tinha uma mulher loira, bastante bonita e eu fiquei hipnotizada, me assustei quando ela direcionou sua atenção a mim, não desviei o olhar e continuei a encarando. Pude jurar que ela havia lançado um sorriso, logo o sinal abriu e ela deu partida.

- Vai ficar aqui mesmo? – Debb brincou ao notar minha distração. Olhei ao redor e todos já haviam ido para pizzaria e só havia ficado a Debora.

- Você viu aquela mulher? – Perguntei. Virei-me novamente para ver se ainda conseguia ver o carro, mas ela já tinha sumido do meu campo de visão.

- Vi. – Respondeu. – Todo ano Neville atrai pessoas de cidades vizinhas, esse fim de semana será a tradicional festa da cidade e talvez você possa encontra-la novamente.

Fiquei animada com aquela possibilidade. Curti o resto da noite, mas não conseguia tirar da cabeça aquela mulher, seu olhar seria difícil de esquecer.


Notas Finais


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