História Por um Acaso - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Sting Eucliffe, Yukino Aguria
Tags Drama, Gray X Lucy, Graylu, Grayxlucy, Romance
Exibições 79
Palavras 2.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá gentee
Estranho eu ter voltado depois de 3 anos né -q
Mas cá estou eu, e vim com um capítulo grande, espero que gostem, decidi que vou voltar a escrever essa história, espero mesmo que gostem bjsss <3

Capítulo 3 - Memórias


Fanfic / Fanfiction Por um Acaso - Capítulo 3 - Memórias

... Horas depois


-Certo, Lucy, eu tenho um colchão no meu quarto, nós podemos colocar ele ao lado da minha cama e você dorme lá, tudo bem? - Ultear perguntou pra mim enquanto procurava um travesseiro. - Aqui, achei um bem fofinho pra você usar.
- Ah, ei está tudo bem, você sabe que não tenho frescura com essas coisas! Haha - Ela sorriu e pôs o travesseiro em cima do colchão. - Eu vou tomar um pouco de água, eu já volto e obrigada por tudo... mesmo...
- Ei, deixa de ser besta - Ul me mostrou a língua.

Desci as escadas e fui em direção a cozinha, chegando lá eu encontrei Gray, ainda semi-nu, preparando algum tipo de mistura com diversas frutas diferentes e com uma colher na boca. Sua cara estava engraçada, eu dei uma risada de leve e ele me fitou por alguns segundos e mexeu sua cabeça como se estivesse me perguntando ''quer?'', confesso que fiquei meio tentada a experimentar mas acabei por recusar, não sei se foi pela timidez.
Naquele momento percebi que passei grande parte da minha vida com ele, mas que ali, naquele exato momento não sabia o quanto ele havia mudado. Quando nos reencontramos na festa tentamos agir como se ainda fossemos próximos, como se nada tivesse mudado até houve uma minuciosa troca de olhares maliciosos, algo normal que aconteça entre dois adolescentes (esse pensamento e fez rir). Porém, após do que ele me disse sobre sua mãe... Ele realmente parecia o mesmo quando criança, quando ralava seu joelho e chegava em mim pedindo remédios e eu passava e ele fazia de tudo pra não chorar na minha frente mesmo ardendo. Retomando a consciência percebi que ele estava parado na minha frente me encarando com seus olhos negros profundos.


- Ei, tá tudo bem? - Ele disse após retirar a colher da boca - Você parecia estar viajando longe loirinha, que tipo de bagulho que você usou naquela festa e que não saiu o efeito até agora? - Dando um sorriso extrovertido e com um olhar levemente preocupado ele continuou a me encarar.
- T-Tá sim, desculpe... eu só... Água. - Aguá? - Buscar. É. Buscar água. Eu vim... Eu vim buscar água hahahaa...
- Ei, eu tava zoando, mas... você não usa drogas né? Porque tipo um tio de um mano meu morreu disso e tal, não quero que aconteça contigo.
- Ahahaha... N-Não, eu não uso... drogas. - Peguei o copo e fui enchendo de água, minha tentativa de ''Oh finja que a mãe dele não morreu a pouco tempo e que ele tentou falar com você e você provavelmente foi insensível'' estava sendo terrível. Bati meus pés rapidamente e busquei um relógio, já eram 02:42. - Puxa, está tarde né? E a noite ela está bem... Nublada. 
- .... - Ele buscou olhar a janela para ver, depois ele levantou uma sobrancelha e olhou para mim - Sim, está... Lucy tem certeza que-

Naquele momento Ultear entrou na cozinha enquanto mordia o seu lábio de leve, sua expressão era uma mistura de felicidade e preocupação, ela olhou para mim e desviou o olhar rapidamente, mexeu seus dedos e tornou a olhar para mim novamente.

- Lucy!
- Ih, lá vem - Meu primo se virou e voltou para sua ''vitamina''
- Shh! - Ela deu um sorriso forçado para mim - Então... Bem, como posso te dizer isso... O Rogue acabou de chegar de uma viagem e ele disse que queria passar a noite aqui, se é que você me entende.
- Ahh!!! E-Eu entendo - Senti Gray revirando os olhos ao fundo - QUER DIZER, eu não entendo assim, dessa forma, assim, né, mas não é por falta de opção que isso hahahahhhh (alguém me mata).... Mas tudo bem, eu posso dormir no quarto da Wendy né?
- Errr, acho que ela já está dormindo, ela tem a feira de ciências amanhã não ia ser bom acordá-la.
- Tem meu quarto - O moreno levantou sua mão como se estivesse em uma sala de aula - Óbvio, se não for problema para a princesinha, mas não é como se eu fosse algum tarado ou pervertido, e ela nem vai dormir na minha cama certo? Tem um colchão e tudo mais. Por mim não tem problema.

Ul deu joinha com suas mãos esperando minha aprovação. Cocei minha cabeça, ''oras, não pode ser ruim né? Quem sabe ele não me fala mais a fundo sobre o lance da mãe dele e eu me sinto menos mal''.

- Tudo bem, só preciso de ajuda para levar o colchão. - Ela deu pulinhos de felicidade, eita que essa tava escassa, quantos meses ele passou fora? - Psiuu, vocês dois, sem muito barulho viu? Eu quero dormir hoje a noite ein safada!

Rimos e ela saiu com um passo apressado. Após alguns minutos, Gray já havia levado o colchão para o quarto dele. O plano era basicamente o mesmo no quarto de Ul, o colchão ao lado da cama. O quarto dele tinha um cheiro muito agradável, eu meio que tenho uma queda por perfume masculino e esse é o resumo do cheiro que era. Paredes escuras, posteres de jogos e bandas, a maioria eu conhecia. Tinha um violão no canto do quarto e muitos papeis amassados ao redor dele e perto da lixeira. O olhar de meu primo parecia cansado, com certeza devia estar tentando por o sofrimento da perda em forma de letra.. Uhh isso foi meloso mas não deixa de ser verdade.

- Ah valeu, nem precisava trazer tudo só, só pedi uma ajudinha - Fiz bico sem perceber e o mesmo apertou meu lábios de leve.
- Só não quebre nada, ok? - Falou com a voz rouca e relaxada
- Ok!

Nós nos deitamos e ficou aquele silencio um tanto quanto constrangedor. Não sabia se devia puxar papo ou apenas dormir. De repente sinto alguém puxando meu cabelo de leve.

- Lucy? Já dormiu? 
- Ah, oi! Não, ainda não. - Me virei e olhei para ele.

Eu tinha que olhar para cima porque meu colchão era bem mais baixo que a cama dele. Ele ainda tinha aquele olhar preocupado e triste, isso me tocava o coração. Quando éramos crianças brigávamos muito, mas coisas bobas, ele tinha um jeito muito rude e eu odiava isso.

- Então, tá afim de saber o que rolou com minha mãe? - Ele encostou sua cabeça no travesseiro dificultando para mim olhar ele e ficou olhando para o teto.
- Olha, se você ainda não tiver pronto pra isso, não preci-
- Eu quero. - Meu primo disse cortando-me rapidamente
- Certo, vá em frente.
- Faz duas semanas e meia, Ul e meu pai não estavam em casa. Só eu e ela, eu estava ajudando ela com a faxina, a empregada não tinha vindo porque estava doente, e estávamos terminando, por volta das 19:00... Ela escutou um barulho vindo da garagem e foi olhar...

Flashback - Duas semanas e meia atrás, por volta das 19:00


- Caralho mãe, isso não acaba não? De onde veio tanta porcelana - Me sentia sufocado de tanta poeira, esse quartinho dos fundos tá só a destruição, mas é o último, graças a deus - Sério, da próxima vez é bom você recusar, tipo, sei que tem muito espaço aqui mas que desnecessário
- Psiu, menino, tire essas palavras feias da boca. Quem te ensinou isso? 
- Você - Falei rindo - Não se finja de boa mãe
- Eu sou boa mãe, as vezes acaba saindo uma palavrinha ou outra, mas se alguém perguntar você aprendeu isso com seus amigos, beleza? - Ela sorriu, seus óculos ficavam na ponta do nariz e ela tinha que arrumá-los toda hora para não cair.

De repente, um barulho de sacolas caindo. Parecia vir da garagem ou do porão. Já fiquei puto só de pensar em ter que arrumar todas as sacolas de novo, não sou nem obrigado.

- Ahh... Então ímpar ou par? - Eu perguntei, nem a pau que eu queria ir lá arrumar aquilo
- Deve ter sido só o gato do vizinho, de novo. Olha preguiçoso, deixa que eu vou lá, só feche as sacolas aqui e se eu não voltar em 5 minutos é porque eu preciso de ajuda com aquelas sacolas - Falou tentando ser autoritária, mas acabou rindo - Sério, coloque um alarme pra daqui a 5 minutos, nada de moleza.
- Tá, tá. - Sinceramente, só queria o meu sofá, me joguei e coloquei o alarme no celular assim como ela pediu, pode parecer besta mas fazer o que. Passava um desenho na televisão que eu não via a muito tempo que meu deu uma puta nostalgia, aumentei o volume e fiquei assistindo, era mais divertido quando eu era mais novo, confesso. Algum tempo depois meu celular tocou e com esforço eu me levantei e fui ver o que tava rolando.

Tinha alguma coisa estranha.

A luz estava acesa, mas estava um silencio mórbido. Vejo um vulto, todo de preto passando pela janelinha que ficava na parte interna da garagem. Sobre eu ter pensado que o barulho tinha vindo do porão? Um fica próximo do outro, já na própria garagem há uma pequena salinha e toda essa área era dividida por uma parede com uma janelinha e nessa salinha tem a entrada para o porão. Andei devagar para não fazer barulho e escuto pessoas conversando, dois homens, vestidos de preto. Meu coração saltou.

- Qual foi,  filho da puta? - Um deles falou pro outro bravo - Porque que tu fez aquilo? Tá ligado que se nós for pego vai ser um puta problema pra nós né? 
- A culpa não é minha, a vagabunda saiu correndo - Não, não, não... de quem eles estavam falando, não é possível, não. - Quer saber? Foda-se, parece que ela tava sozinha mesmo, só bora entrar e pegar mais coisas, ela tava cheia das joias, imagina que que têm lá em cima filhão hahaha

Um foi andando na frente e o outro foi em direção ao porão. Eu estava em estado de choque, ela deve tá bem né? Vai que só apagaram ela, o que importa agora é que eu tenho que pegar um desses filhos da puta. Peguei um taco de baseball que tinha lá na garagem e fui atrás do que tinha ido em direção ao porão, nenhum sinal da minha mãe até então. Me encostei na parede e ouvi seus passos, o coturno que ele usava fazia um barulho oco, chegando cada vez mais perto. Assim que ele botou a cabeça para fora eu bati com o taco em sua cabeça. Confesso que não pus tanta força, não queria matá-lo, só desacordá-lo já era o bastante.

Arrastei seu corpo para atrás da parede que dividia a sala pequena e a garagem e o deixei lá, suas mãos estavam cheias de coisas pertencentes a minha família, objetos que faziam parte da minha história, além de ter também uma faca, grande e afiada, por sorte ele não carregava nenhuma arma, mas me preocupava essa faca, mesmo não estando suja de sangue minha mãe ainda não tinha aparecido. Entrei em casa e fui em direção ao outro assaltante, escutei um barulho vindo de cima, provavelmente do quarto dos meus pais, lá ficavam, provavelmente, as coisas mais valiosas. 

Lá estava ele, de costas, tão fácil para acertar. 

Em sua cintura, havia uma arma e uma faca. Uma faca ensanguentada. 

Ao ver aquilo, fiquei fora de mim. Foda-se se ele iria morrer ou não se eu batesse forte, ele machucou minha mãe. Ele se virou e me viu fitando para ele.

- O que?! D-De onde...?! - Ele começou a buscar a arma na sua cintura mas nesse momento eu acordei do meu transe e bati nele usando o taco de baseball. Sua cara ficou toda ensanguentada, minhas mãos tremiam e muito. Peguei meu celular e liguei para a polícia, eu devia ter feito isso antes mas... Minha mãe havia sumido e e-eu não sabia o que fazer.

Minutos depois eles chegaram, pegaram os assaltante e começaram a busca pela minha mãe. Acharam... Acharam ela.

Morta.

 ~ Dias atuais, 02:56

- Foi isso que aconteceu - Gray falou com uma voz baixa, eu estava me sentindo muito mal. Eu não acredito que eu me afastei dele por tanto tempo assim e só voltei agora. - Sinceramente, depois da primeira semana eu virei um vagabundo. Só vivo de festa, bebida, garotas, eu tô pouco me fodendo pra minha vida, só queria ela de volta.
- G-Gray... - Eu levantei e sentei na cama dele e o abracei, forte, como nunca havia abraçado alguém antes. - Desculpa. Desculpa por ter deixado de falar contigo todo esse tempo e só voltar agora, eu vou ajudar você a superar, superar não, não tem como superar algo assim mas... N-Não se preocupe, eu to aqui por você - Lágrimas quentes caiam do meu rosto, ele me abraçou, seu cheiro era tão bom.

A última coisa que lembro foi de mim fazendo carinho nos cabelos negros dele, depois tudo ficou escuro.
 


 


Notas Finais


Não se preocupem, ainda vou postar outross, comentem se gostaram o/


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