História Por você - Camren - Versão Lauren - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Visualizações 220
Palavras 1.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


3/5

Capítulo 10 - Capítulo 10


Eu sou uma pessoa bastante sem humor, mas essa afirmação me deixa com vontade de rir. Como é possível que qualquer coisa que eu já disse ou que pensei possa ser natural quando todo pedacinho de meu discurso faz parte de um ardil?

Bem, não são todos os pedacinhos. Porra, nem eu mesma sei mais nada.

É então que eu percebo que agora que sou a dona da danceteria, Lucy não tem nenhuma armadilha preparada para mim. Eu poderia dar o fora do esquema aqui e agora, não poderia? Poderia passar meu tempo com Camila em meus próprios termos, convidá-la para um encontro de verdade, até.

Mas a ideia é demasiado absurda. Eu nunca namoro. E eu conheço Lucy, ela não vai desistir assim tão facilmente. Além disso, eu não sou uma pessoa de tomar decisões impulsivamente.

– Isso não afetaria o seu emprego na casa noturna. – Eu me inclino em direção a ela. – Talvez contratar não seja o termo correto. Eu gostaria de pagar-lhe para me ajudar com um problema. E acredito que você seria perfeita para o trabalho.

– Você ganhou. Minha curiosidade foi aguçada. Qual é o trabalho?

Pronto, agora eu a tenho exatamente onde queria que ela estivesse. Faço uma pausa para aumentar o suspense.

– Eu preciso de você para romper um compromisso.

Deus, como eu já domino a arte do drama. É patético; é realmente patético.

Ela tosse.

– Hum, o quê? De quem?

Inclinando-se para trás, eu revelo a minha bomba.

– Meu.

Camila abre a boca surpresa e estou perdida novamente em pensamentos impertinentes sobre seus lábios.

– Feche a boca, Camila. 

Embora seja bastante adorável vê-la espantada, também é muito perturbador.

Embora ela feche a boca, posso ver que ela ainda está horrorizada. Eu passo-lhe minha taça de vinho. Ela toma um gole – o sabor da bebida misturado ao meu – e depois fala:

– Eu não sabia que você estava envolvida em um compromisso assim...

Ela fica ruborizada quando diz isso e tenho que desviar o olhar. Camila é muito deliciosa. Eu penso em abandonar o esquema que criamos e me concentrar totalmente em sedução. Mas ainda há muita coisa a ser colocada e eu resisto um pouco mais, e explico a Camila Cabello a estranha relação em que Lucy e eu nos encontramos. Embora grande parte seja omitida, quase nada do que digo é uma mentira. Conto a ela como nossos pais são amigos, como eles querem que a gente se case, como minha mãe acha que não há ninguém para mim no mundo que não seja Lucy.

Não explico que a crença de nossos pais de que devemos nos casar é baseada em uma relação que Lucy e eu nunca tivemos. Os Vives e minha mãe – eles juntaram Lucy e a mim em suas mentes desde aquele verão dez anos antes. Isso não é uma parte importante desta charada, porém, e é um momento no qual prefiro não pensar. Então deixo isso de fora.

Deixo muita coisa de fora. Porque ela logo diz:

– Tem alguma coisa que não estou entendendo.

Eu concordo.

– Acredito que sim. – Pego minha taça de vinho dela e bebo o que restara antes de clarificar o último detalhe. É uma outra verdade: a verdade mais importante desse plano, e uma que eu nunca tive vergonha de admitir. Até agora. – Camila, se há alguém no mundo que tenha qualquer poder sobre mim, esse alguém é a minha mãe. – E Taylor, mas ela não vem ao caso no momento. – Minha mãe sabe que eu sou... – não preciso pesquisar pela palavra, mas faço uma pausa, de qualquer maneira – ... incapaz de amar. Ela se preocupa que eu vou... acabar ficando sozinha. Um casamento com a filha de sua melhor amiga, pelo menos, garante que isso não vai acontecer.

Eu gostaria de ter mais para beber quando uma nova dúvida começa a rastejar dentro de mim. Eu sou realmente incapaz de amar? Ou essa foi apenas uma ideia plantada por um psiquiatra em minha adolescência e sem nenhuma base na realidade? Eu nunca me importei em desafiar essa noção e, de repente, do nada, me vejo perguntando se eu deveria fazer isso.

Mas esse desafio poderia ameaçar perturbar tudo o que conheço.

Então eu procuro rapidamente abandoná-lo e seguir em frente com a minha trama. Explico que, se eu estivesse apaixonada por outra pessoa, nossos pais ficariam encantados. Mais do que encantados – minha mãe teria uma porra de um ataque cardíaco.

Ou ela simplesmente não acreditaria. Esse é o cenário mais provável.

A certa altura, Camila estreita os olhos e pergunta:

– Então, eu seria a piranha pela qual você se apaixonou?

Isso me diverte muito. Não há nada de comum ou de humilde nessa mulher sentada à minha frente.

– Ninguém jamais iria confundir você com uma piranha, Camila. Mesmo quando você se veste como uma delas, às vezes.

Fui particularmente impertinente com a última frase. Era apenas uma desculpa para pensar naquele espartilho mais uma vez. Porra, ela ficava muito gostosa nele.

Mas a garota não está tão contente assim com meu comentário.

– Por que você não contrata uma piranha de verdade para colocar na sua charada?

– Minha mãe nunca iria acreditar que eu cairia de amores por uma piranha. Você, no entanto, tem qualidades particulares, qualidades que deixariam a história muito crível.

– Que tipo de qualidades?

A paciência dela está esgarçando. Francamente, a minha também. Não consigo mais disfarçar meu desejo por ela por mais tempo. Eu a seguro no meu olhar.

– Você é dona de uma rara beleza, Camila, e também extremamente inteligente.

– Oh!

Ela ficou meio atordoada. Assim como eu.

Porque em seus olhos, eu vejo o reflexo do meu próprio desejo e anseio explorá-lo ainda mais.

Anseio por explorar essa mulher ainda mais. Fantasias carnais lutam para dominar a minha consciência. As coisas que eu poderia fazer para ela...

Ainda não. Em breve.

E rompo o contato visual.

– E você é morena. Todas essas três coisas fazem de você o meu tipo de mulher, por assim dizer.

Eu não namoro, mas eu transo. As pessoas com quem transo são todas maravilhosas. São inteligentes o suficiente para mim para passar uma noite inteira em sua companhia. E todas são, de modo geral, morenas. Não sei se gosto delas morenas simplesmente por causa de preferência ou se isso tem algo a ver com Lucy ser loira. Seja qual for a resposta, Camila cabe na conta.



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