História Por você - Camren - Versão Lauren - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Visualizações 300
Palavras 2.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteeei bebess <3

Capítulo 6 - Capítulo 6


Jesus, de onde veio esse pensamento? Eu não tinha planejado perseguir Camila sexualmente.

Certamente não era parte do esquema de Lucy. Mas agora que eu pensei nisso, não consigo tirar essa ideia da cabeça.

Faço uma anotação mental para falar com Camila sobre suas escolhas de guarda-roupa para vir trabalhar.

Eu consigo parar de pensar só em sexo, concentrando-me nas outras informações que tinha conseguido com minha espionagem. Camila admitiu que não tem planos para suas férias. Eu não gosto disso. Ela deveria estar comemorando suas realizações. Além disso, a pitada de decepção em sua postura me leva a acreditar que ela bem que gostaria de ter planos.

Mas não posso mais me debruçar sobre isso.

Porque ela está deslizando pelo bar em direção a mim. Finalmente, sua atenção é minha.

– Bem, o que posso lhe servir...?

A voz dela se esvai quando ela encontra os meus olhos. Aquele olhar intenso sobre mim quase me tira o fôlego. Isso a deixa também sem palavras, a boca se abrindo quando ela me absorve.

Então, eu sei.

Eu sei que ninguém nunca olhou para mim dessa maneira. Eu sei que esta ligação não é apenas unilateral, que ela sente isso também. Eu sei que eu a assusto e fascino tanto quanto ela me assusta e me fascina. Sei que, mais cedo ou mais tarde, eu vou transar com ela, que ela vai gostar. E que eu vou gostar. E, de alguma forma, com aquela certeza que ultrapassa os outros fatos que vim a aceitar neste espaço de segundos, eu sei que minha vida nunca mais será a mesma novamente.

Finalmente, eu me lembro de que supostamente eu deveria fazer o meu pedido.

Scotch Single Malt. Puro, por favor.

Ela balança a cabeça, como se estivesse saindo de uma névoa.

– Eu... Eu tenho um Macallan 12 anos.

– Ótimo.

Era uma única palavra e eu mal consegui pronunciá-la. Ela não olha para mim enquanto serve a minha bebida e eu já sinto falta do calor de seus olhos. Então, quando Camila me dá meu copo, eu propositadamente deixei meus dedos encostar nos dela. Eu precisei fazer isso. Eu precisava saber como era a sensação de tocá-la.

Sinto-me recompensada com muito mais do que a suavidade de sua pele e o choque de eletricidade que passa entre nós. Eu estou recompensada com o estremecer dela. É visível. Eu sei que consigo afetá-la. Estou mais do que satisfeita com isso.

Mas Camila está cautelosa comigo. Ela puxa a mão e corre para o outro lado do bar.

Fico imaginando como estão seus pensamentos enquanto dou um gole na minha bebida. Por causa de sua história, eu poderia supor que ela reage a muitas pessoas do jeito que ela fez comigo. No entanto, eu a observei durante toda a noite e ela parecia à vontade com todos, exceto comigo. Camila tem medo de mim, mas acredito que o medo tem a ver com ela mesma. Eu não fiz nada para assustá-la, apesar de não ter mascarado qualquer pista da luxúria que ela despertou dentro de mim. Isso foi suficiente para afastá-la?

Estou a segundos de distância de formar uma teoria. E então eu me sinto obrigada a forçar meus pensamentos em outra direção. É lá que finalizo a minha intenção com Camila Cabello. Vou levá-la através do jogo idiota de Lucy. Vou participar do jeito que concordei fazer. Separadamente, vou seduzi-la, porque depois de encostar em sua mão, não posso imaginar não tocar cada centímetro dela com meus dedos, minha boca, minha língua.

Mas Camila não será meu objeto de estudos. Eu não vou fazer experimentos com suas emoções. Eu não vou permitir que ela seja destroçada. Este será um estudo de mim mesma. Será uma oportunidade para ver se alguém pode me destroçar.

Enquanto consolido os meus planos, fico bebericando meu drinque e continuando a observá-la. Logo, ela é deixada para gerenciar o bar sozinha. Limpa o balcão com o que parece ser uma energia nervosa. Então ela olha para mim. É um raio de sol escapando de uma cobertura de nuvens pesadas quando seus olhos encontram os meus novamente.

Ela desliza para perto de mim e acena com a cabeça para meu copo quase vazio.

– Outro?

– Não, por hoje está bem.

Eu não preciso de mais nada. Estou intoxicada por sua presença. Ponho a mão na minha bolsa e puxo uma nota de cem. Não tenho a intenção de aceitar o troco.

Camila marca o meu pedido no caixa e percebo que nosso encontro está chegando ao fim. Eu me sinto compelida a falar com ela, para absorver o máximo que puder nos últimos momentos de anonimato que vou compartilhar com ela.

Fico me debatendo por um momento para escolher uma conversa inicial que seja apropriada, mas que não passe muitas informações sobre mim e nem pareça assustadora. Lembro-me do brinde que foi compartilhado entre a equipe e escolho fazer comentários sobre isso.

– Ocasião especial?

Camila fica com um vinco na testa.

– Ahn, sim, eu me formei. Amanhã pego meu MBA.

Já sei disso, mas, como estou realmente impressionada com ela, não é difícil para mim exibir admiração.

– Parabéns. Um brinde a seu sucesso. – Levanto o meu copo e bebo o drinque que ainda sobrou.

– Obrigada.

Os olhos dela estão sobre minha boca e não consigo evitar, passo a língua sobre meus lábios e me delicio ao notar as pupilas de Camila dilatando por causa disso.

Ela se aproxima para me dar o troco.

Quase mudo de ideia sobre não aceitá-lo. Seria mais uma oportunidade de tocá-la, e eu queimo por dentro por poder fazer isso. Mas não quero encorajar o meu desejo, não esta noite. Então eu balanço a cabeça e digo:

– Fique com ele.

– Não posso.

– Você pode e vai ficar com ele. – Não é a primeira vez que dou uma gorjeta tão generosa, mas é a primeira vez que eu realmente me importava que fosse aceita. – Considere isso como um presente de formatura.

– Tudo bem. – Ela aceita, mas sinto que isso é difícil. – Obrigada.

Sua rendição, simples desse jeito, me excita ainda mais. Ela se afastou de mim agora, mas não estou pronta para deixá-la ir.

– É uma festa de despedida também? – Camila se volta para me encarar. – Não imagino que você estará usando o seu MBA para continuar atendendo no bar.

Deus, esses olhos. Esses olhos continuam me encontrando todas as vezes.

Ela hesita.

– Na verdade, eu gostaria de subir na hierarquia aqui. Eu amo a cena noturna.

Ela parece preparar-se para a minha crítica.

Três semanas atrás, eu teria lhe dado isso. Agora, eu respondo:

– Faz com que você fique viva.

– Exatamente. – Ela abre um sorriso.

– Dá para ver.

Quando soube pela primeira vez que a garota tinha escolhido ficar no The Sky Launch em vez de usar seu diploma de uma forma mais tradicional, eu tinha assumido que Camila tinha uma afinidade com a danceteria. Tendo testemunhado seu desempenho neste ambiente e comparando-o com a sua apresentação na Stern, vejo que é ainda mais do que isso. Este lugar é uma força vital para ela. Ela me impressionou com sua beleza ambas as vezes em que a vi. Aqui, porém, sua beleza é transcendente.

– Mila!

É o garoto bêbado do outro lado do balcão.

Camila me deixa para ir atender o rapaz. Fico espiando, e me encolho de raiva quando o cara dá seu número de telefone. Eu me pergunto quantas vezes ela é abordada em uma noite. Isso me incomoda mais do que eu gostaria. Amaldiçoo a roupa que ela está usando.

Felizmente, ela não parece muito interessada nesse cara. Assim que o bêbado se vai, ela joga o papelzinho na cesta de lixo, olhando para mim ao fazer isso.

Eu poderia sorrir e acenar com a cabeça e não teríamos que discutir o assunto. Mas eu me vi querendo saber, então pergunto:

– Você sempre faz isso com os números de telefone que recebe?

Realmente, eu só quero que ela fale comigo um pouco mais. Contudo, isso é uma outra maneira de exigir sua atenção.

Ela me estuda.

– Você está tentando descobrir se eu vou jogar fora o seu número?

Não posso deixar de rir.

– Pode ser.

Ela sorri, iluminando o espaço ao redor dela. É o tipo de sorriso que algumass pessoas fariam qualquer coisa para ver sempre que possível. Eu me pergunto qual seria a sensação de ser esse tipo de pessoa.

Então, ela se inclina sobre o balcão para mim, e meu olhar é puxado para a curva linda de seus seios.

– Eu não jogaria fora. Eu nem o aceitaria, de qualquer forma.

Eu consigo levantar os olhos para os dela.

– Não sou o seu tipo?

– Não necessariamente.

Estou gostando dessa conversa muito mais do que deveria.

– Por que então?

– Porque você está procurando por algo temporário. Algo divertido para brincar.

Ela se inclina mais perto e preciso de toda a minha força de vontade para não olhar para baixo, para seus seios, para tentar não descobrir se os mamilos estão apertados contra o tecido fino da blusa, para não esticar a mão e esfregar esses seios com a ponta dos dedos.

– E eu me apego. – Ela endireita o corpo. – Isso não faz você se cagar de medo?

Me cagar de medo? Isso me excita pra caralho.

Tudo o que ela faz e diz é mais combustível para o fogo do desejo que está lentamente me consumindo. Estou começando a pensar que eu faria qualquer coisa para estar perto dela. Oh, isso é verdade – eu já fiz...

E ela supõe que é a mais sombria e melancólica de nós duas. Isso é divertido.

– Você, Camila Cabello, faz tudo, menos me assustar. – Fico de pé e passo a mão por meu vestido.

Estou tentada a ficar mais tempo, mas acabo de mostrar que sei o nome dela. E não deveria estar aqui quando ela perceber.

– Parabéns novamente. Foi uma grande conquista.

Muito tempo depois de ter ido embora, sinto os olhos dela em mim. O calor e a vida contidos em seu olhar se agarram ao meu corpo, mesmo depois quando estou em casa. Isso me consome. Eu penso nela enquanto estou no chuveiro me masturbando. Gozo depressa e com força e ainda sinto a presença dela sobre mim, como uma segunda pele.

Precisando vê-la novamente em breve, eu decido presenteá-la com uma semana no meu spa nas montanhas perto de Poughkeepsie. Vou fazer com que isso seja entregue anonimamente e depois vou me encontrar com ela lá. Posso conhecer a garota melhor no mesmo terreno. Eu posso conhecê-la, passar um tempo com ela, seduzi-la. Isso provavelmente colocaria o esquema de Lucy em perigo, o que não seria nada mau, um bônus adicional.

A ideia me emociona e me encanta enquanto penso sobre isso.

E então, abro mão dela.

Eu sei, por experiência própria, que Lucy é uma adversária digna. Qualquer violação do seu plano de minha parte resultará em retaliação. Embora eu não tema o que ela possa fazer contra mim, estou presa nesta maneira estranha com Camila Cabello.

Eu me importo com o que Lucy pode e vai fazer com ela. Minha proteção só pode ser eficaz se eu me mantiver no curso.

Embora seja uma pessoa bastante sem sentido de humor, sou obrigada a rir da minha própria tentativa de me enganar. Eu não estou investindo nisso para o benefício de Camila. É tudo para o meu próprio benefício. Eu quero estar perto daquela mulher. Eu quero estudar o efeito que ela tem sobre mim. Eu quero vê-la sobreviver, mas isso é para minha própria satisfação egoísta.

Ainda assim, decido lhe dar a viagem ao spa. Não sei muito bem qual é a minha motivação para fazer isso. Não deixo meu nome no cartão que acompanha o presente, por isso não se trata de tentar cativá-la para mim. Eu realmente quero que ela vá, porque acho que Camila pode gostar. Porque quero que ela tenha um momento de prazer em uma vida que tem sido menos do que fácil. Talvez eu seja capaz de ações altruístas, afinal.

Ou talvez saiba que Camila terá melhores chances no jogo de Lucy se ela entrar nele bem tratada e bem descansada. Essa é uma razão mais provável para minhas ações. Eu sou capaz de manipular os pensamentos de muitos, mas não consigo me convencer de que sou uma pessoa melhor do que sou, não importa o quanto eu tente.



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