História Por você - Camren - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 760
Palavras 1.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Capítulo 23


Eu não a impedi. Ela não pediu licença, mas eu também não a impedi. Quando Lauren terminou de folgar o meu vestido, as mãos dela viajaram para as alças finas apoiadas em meus ombros. Eu olhei enquanto ela descia as alças sobre a curva dos meus ombros e pelos meus braços. O vestido caiu no chão, deixando-me sem nenhuma roupa além da sandália de salto alto preta de tiras e a minha tanga vermelha. Os olhos de Lauren se arregalaram e meu sexo se apertou. Eu a queria. Tudo o que eu disse a mim mesma sobre essa coisa de relacionamentos saudáveis e não saudáveis, nada disso importava mais. Eu já estava nessa com ela. Se havia um ponto de conexão que me levaria à obsessão, eu já o tinha ultrapassado. E, ao admitir isto, lamentei que eu tivesse tentado ser algo diferente com essa mulher.

As mãos de Lauren correram em volta da minha cintura, encontrando-se acima do meu umbigo. Então, enquanto uma mão subiu para acariciar meu seio, a outra se moveu sob o cós de minha tanga. Eu afastei as minhas pernas, um convite para ela procurar o meu clitóris inchado. Seus lábios tremeram um pouquinho enquanto ela deslizava os dedos pelo meu tesão escorregadio, separando as dobras do meu sexo e liberando o aroma almiscarado do meu desejo. Naquele momento, molhada como estava, ela soube o quanto eu ansiava por ela.

Ela continuou a acariciar meu seio, que ficou pesado e macio, enquanto ela roçava o polegar sobre o mamilo eriçado. A atenção que ela deu ao meu seio ampliou a ação lá embaixo, sua palma voltando a provocar o meu clitóris, e deixei escapar um gemido. Ela esticou o braço por cima do meu tronco, apoiando-me, enquanto eu enfraquecia de prazer e fechava os olhos para me deliciar com a proximidade do clímax.

– Camila, assista. – A voz rouca de Lauren no meu ouvido obrigou meus olhos a se abrirem. – Veja como você é linda quando goza.

Minha história sexual não tinha sido muito abrangente. Quartos escuros com parceiros meio bêbados e mãos desajeitadas e hesitantes. Manter meus olhos abertos durante o ato sexual só aconteceu mesmo por acidente. E espelhos e locais públicos nunca estiveram na minha lista de fantasias. Mas, ainda assim, eu observei sua mão se movendo em mim, o polegar circulando meu clitóris sensível, mergulhando o dedo no meu centro molhado. Ela estava certo, era lindo. Era lindo como ela me acariciava, como ela sabia o que fazer para me deixar sentir aquilo que eu queria, como a minha pele corou e minhas costas arquearam. Foi lindo o modo como ela me segurou quando me contorci em seus braços, meu orgasmo subindo em uma erupção prolongada.

– Coloque as palmas das mãos no espelho.

Seu comando rouco e a antecipação de saber o que ela estava prestes a fazer comigo desencadearam uma nova onda de excitação, ainda mais intensa do que antes. Ainda tremendo, estendi minhas mãos para a frente, os braços dela me deixaram tão logo eu consegui me sustentar sozinha. Atrás de mim, ouvi seu zíper abrindo, o som aumentou meu nível de excitação. Sabia que seu pênis fora liberado e estava a poucos segundos de me penetrar. Os saltos de dez centímetros que eu ainda usava me colocavam bem à altura dela, e Lauren se empurrou facilmente pelo meu canal úmido com um gemido.

– Porra, Camila!

Nossos olhos se encontraram no espelho, e a conexão entre nós era assustadoramente intensa. Um pânico correu através de mim. Ela viu ou sentiu a mesma coisa, e Lauren me convenceu a seguir com isso, dizendo-me que estava comigo, garantindo-me que iria cuidar de mim, prometendo-me que sentia aquilo também. Eu mordi o lábio para reprimir os gemidos que ameaçavam escapar, consciente de que só a porta estava entre nós e Dinah, que provavelmente pendurava e dobrava as roupas descartadas que eu havia experimentado mais cedo, enquanto eu era gloriosamente fodida pela mulher que ela cobiçava. Mas, quando gozei desta vez, não segurei o meu grito de prazer, desesperada para deixar Lauren saber o que ela fazia comigo.

Ainda estava choramingando quando seu próprio orgasmo o tomou, seu peso caiu sobre mim quando ela se inclinou para o gozo. E, caso eu estivesse me perguntando se tudo aquilo fora uma exibição para a assistente de sua irmã, seu sussurro no meu ouvido disse o contrário.

– Isto, princesa, isto é de verdade.

 

 

 

Lauren me deixou escolher a maior parte das roupas e sapatos que comprou para mim. No fim das contas, formou-se uma pilha generosa. Eu intencionalmente não ouvi o custo total quando Dinah o passou, temendo sentir como se tivesse uma amante que me sustentasse ou, pior, como se fosse a prostituta dela.
Tivemos um belo jantar em um restaurante italiano no Village, e depois Lauren levou-me até o clube. Excepcionalmente com sorte por encontrar uma vaga de estacionamento bem no quarteirão, ela aproveitou, estacionou e deixou o carro em ponto morto.

– O desfile beneficente de minha mãe começa às 13 horas, amanhã. Vou precisar buscá-la às 12:15, mais ou menos. Sinto muito que você não possa dormir até mais tarde. Você sai da boate às três da manhã?

– Sim, mas posso lidar com isso.

– Jordan vai estar aqui para buscá-la. Vou me certificar de que ele leve todos os seus pacotes e que ele a ajude até seu apartamento. – Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto. – A menos que prefira que eu a pegue.

Lauren me levar para casa? Sim, eu preferiria, mas precisava estabelecer alguns limites. Eu já a tinha deixado me possuir quando disse explicitamente que não.

– Acho que eu teria ainda menos horas de sono desse jeito.

– Verdade. Provavelmente não é uma boa ideia.

Ficamos lá sentados por vários segundos, a tensão sexual faiscava entre ambos, no silêncio. Eu deveria lhe dar um beijo de despedida? Ela iria me dar um beijo de despedida? Nós tínhamos tempo para nos esgueirar no vestiário da boate para dar uma rapidinha? Eu tinha me limpado tão bem quanto pude no banheiro do restaurante, mas o cheiro de sexo ainda pairava no ar e me fazia ter pensamentos safados com essa mulher. Não queria ir embora.

– Está tudo bem com o trabalho? – Foi uma desculpa para ficar mais um pouco com Lauren, mas, na verdade, estava genuinamente interessada em saber do que se tratara aquela série de mensagens e ligações na loja.

– Posso lidar com isso – respondeu, repetindo minhas palavras anteriores.

Eu tinha esperado que Lauren me contasse mais, mas ela não tinha compartilhado nada sobre seus negócios comigo desde que a conheci. Não havia nenhuma razão para acreditar que ela o fizesse agora. Olhei para ela por um instante, até que isso me fez sentir estranha, meu estômago embrulhando como se eu estivesse descendo por uma montanha-russa. Foi quando olhei para fora pelo para-brisa dianteiro do carro. Ally caminhava pela rua, com o cabelo um pouco roxo tornando-a fácil de detectar. Isso me deu uma ideia. Outra desculpa, na verdade. Desta vez, para conseguir o contato físico que eu desejava.

– Uma vez que nossa farsa já começou, seria melhor que nós a tornássemos oficial. – Fiz um gesto com a cabeça em direção a Ally e

Lauren balançou a cabeça em compreensão.

– Excelente ideia. – Ela fez uma pausa, esperando que Ally chegasse um pouco mais perto e garantindo que ela tivesse um bom show. Em seguida, ela saiu do carro e foi até a minha porta, abrindo-a para me ajudar a sair. Então, passou o dedo no meu rosto. – Pronta?
Eu nunca estava pronta, mas inclinei meu queixo para que minha boca pudesse encontrar a dela. Nossos lábios se juntaram, nossas línguas voando uma ao redor da outra. Meus joelhos se dobraram, mas as mãos de Lauren  estavam nas minhas costas, apoiando-me. Foi quando agarrei a camisa dela, querendo desesperadamente entrelaçar meus dedos em seu cabelo, sabendo que isso só iria alimentar meu desejo. Sério, só haviam se passado duas horas desde a nossa aventura no provador e parecia que eu não tinha transado com ela durante meses.

Lauren se afastou e olhou de relance para Ally.

– Ela nos viu – disse em voz baixa.

– Ah... – Eu já tinha me esquecido de que esse momento de paixão tinha sido encenado para ela. – Ótimo – engoli. – Obrigada – sussurrei, ainda sem fôlego. – Pelo dia de hoje. – Por me comprar roupas bonitas, por ignorar o meu pedido para que este dia não tivesse sexo, por extrair o ar dos meus pulmões com um beijo na Columbus Circle.

– Amanhã, Camila.

Esforcei-me para me afastar dela e só olhei para trás quando ela entrou no carro. Ally cruzou os braços sobre o peito, encostada contra a porta, segurando-a aberta para mim.

– Hora de me dar mais detalhes – disse ela quando passei.

E foi o que eu fiz, contando-lhe tudo sobre Lauren e Camila, o casal feliz, misturando verdade com ficção. Eu lhe disse que a tinha conhecido na Stern e que ela havia comprado a boate para ficar perto de mim, mas que ela não contasse aquilo a Shawn. Eu lhe disse que passávamos todo o nosso tempo livre juntos, que não conseguíamos manter nossas mãos longe um do outro e que estávamos loucamente apaixonados. As mentiras vieram facilmente e elas me deram uma sensação boa. Pareciam plausíveis. Não porque eu sabia que Ally acreditaria nelas, o que era verdade, mas porque quase fiz isso também.


Notas Finais


Até amanhã <3


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