História Por você - Camren - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 695
Palavras 1.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Qualquer erro, desculpem xuxus u.u

Capítulo 24 - Capítulo 24


Eram quase quatro horas quando Jordan e eu tínhamos acabado de descarregar todos os pacotes no meu apartamento, mas ainda não estava cansada. Por um momento tive uma pontada de pesar, desejando ter deixado Lauren me trazer para casa. Os pensamentos sobre ela tinham se agarrado a mim a noite toda, e nem conseguia contar o número de vezes que eu tinha começado a escrever e apagado uma mensagem destinada a essa mulher, além disso, eu estava inchada e dolorida de desejo.

Eu tinha sido forte no carro, ao lado de Lauren, reconhecendo que não seria saudável preencher todo o meu tempo com essa mulher. Agora, sozinha e carente dela, minha força de vontade enfraqueceu. E em vez de ir direto para a cama, como deveria ter feito, liguei meu computador e me permiti fazer a única coisa que vinha tentando não fazer: perseguir Lauren  pela internet.
Disse a mim mesma que precisava encontrar informações sobre Lauren, para que estivesse preparada quando encontrasse outras pessoas. E se a mãe dela fizesse um comentário sobre a experiência na faculdade? Eu tinha que saber que ela estudava em Harvard. E se alguém me perguntasse sobre o que eu achava sobre os investimentos filantrópicos de Lauren? Seria de grande interesse saber que ela era uma grande benfeitora do Lincoln Center e que bancava uma bolsa de estudos na Julliard.

E suas ex-namoradas. Eu tinha que saber sobre elas também. No entanto, não encontrei muita coisa nesse departamento. O que encontrei, na maior parte, foram fotos de Lauren com uma grande variedade de mulheres. Engoli em seco quando reconheci que uma daquelas mulheres era Dinah, da loja da Taylor. Ela tinha estado em pelo menos um encontro com Lauren. Não era à toa que demonstrava tanta animosidade contra mim. Nenhum rosto se repetiu, exceto o de Lucy Vives, a loira magra e bonita com quem a família dela queria que se casasse. Elas nunca apareciam realmente juntas, mas ela estampava um olhar de adoração em seus olhos que me fez duvidar de que seria completamente infeliz com um casamento arranjado. Mas, de novo, eu não conseguia acreditar que alguém pudesse ser infeliz ao lado de Lauren.

Descobri muito sobre a minha suposta namorada neste trabalho, mas, na verdade, a minha pesquisa na internet tinha pouco a ver com me preparar para conhecer a família e os amigos de Lauren. Fiz essa busca porque me senti compelida a entender a mulher que me afetava tão completamente. E li artigo após artigo porque queria saber todas aquelas curiosidades bobas que só um verdadeiro fã ou amigo íntimo saberiam. Fiquei sentada diante do computador até que meus olhos ficaram cansados de absorver cada porção esclarecedora sobre Lauren Jauregui que pude encontrar, porque não conseguia deixar de fazer isso... Se eu estava ficando obcecada, não me importei com isso. Lauren  atraía-me para ela com uma força magnética. E embora soubesse que o meu comportamento só poderia ser permitido como sendo um lapso de uma só vez, apreciei a euforia de fixar-me na mulher que já havia claramente declarado que nunca seria minha.

(...)

Estava brincando com as contas no corpete do meu vestido Valentino cinza-arroxeado enquanto a limusine estacionava em frente ao Manhattan Center às 12:45 do dia seguinte. Eu estava nervosa, sim, mas também me sentia confinada no corpete que usava por baixo do meu vestido. Era uma surpresa para Lauren, porque era o mesmo corpete pelo qual ela havia me repreendido ao usá-lo em público.

– Pare de ficar inquieta – disse ela. – Você está linda.

Respirei fundo quando Jordan abriu a porta da limusine. Lauren estava mais próximo ao meio-fio, e quando começou a sair eu a detive.

– Espere.

Lauren ergueu uma sobrancelha cautelosa.

– Outro pedido para uma tarde sem sexo?

Corei na hora.

– Não. Eu desisti disso.

Ela sorriu, nem um pouco preocupada em esconder o seu prazer com a minha declaração.

– De qualquer forma... – Olhei para ela sob os meus cílios pesados de rímel. – Eu só queria dizer... que você está muito gostosa. – E estava mesmo. O desfile de caridade demandava um vestuário semiformal, e Lauren melhorava seu visual usando um ajustado terninho cinza com uma camisa social roxa, que combinava perfeitamente com a minha roupa. Ela tinha decidido deixar os botões de cima abertos, expondo um decote apenas o suficiente para me deixar louca. – Realmente gostosa.

Lauren me olhou por um momento, depois sacudiu a cabeça antes de sair do carro. Ela estendeu a mão para me ajudar, com o rosto ainda atormentado com uma expressão curiosa.

– O que foi? – perguntei, imaginando se tinha dito algo de errado.

– Camila – suspirou Lauren. – Há tantas coisas que eu quero fazer com você agora. Mas estamos a serviço, e, portanto, vou ter que me contentar com isto.

Ela me puxou para um beijo que, embora não fosse casto, senti que foi contido, sem a paixão que ela costumava demonstrar. Esse beijo foi para os espectadores, que era o punhado de fotógrafos que cercava as portas do Hammerstein Ballroom. Quando afastou-se de nosso abraço, Lauren pegou minha mão, os dedos passando levemente sobre o elástico que eu usava no meu pulso.

– O que é isso? – perguntou, enquanto me levava para passar pelas portas duplas do local.

– É para me lembrar de comprar café – menti.

Na verdade, eu usava isso para me lembrar de não pensar nessa mulher. Eu tinha aprendido a técnica no aconselhamento. Sempre que um pensamento desagradável, ou não muito saudável, penetrasse minha cabeça, eu deveria puxar o elástico e a picada ajudaria a coibir esse comportamento. Até parece... Como se o estalar de um elástico na minha pele pudesse impedir os pensamentos que Lauren suscitava: pensamentos de nós duas juntas, nuas, durante a noite toda. E esses nem eram os pensamentos que mais me preocupavam. Fantasias sobre nós duas juntas, além da nossa pequena farsa, além do quarto e da transa, estes sim eram os pensamentos que me preocupavam, e eu não os tive. Ainda. Mas, depois de minha pequena aventura na internet mais cedo, naquela manhã, senti a necessidade de uma rede de segurança. O elástico foi tudo que pude arranjar.

– Você realmente deve precisar comprar café.

– É que você ainda não me viu...

Minhas palavras sumiram quando reconheci mais do que algumas das celebridades conversando no lobby. Eu não sei por que aquilo me surpreendeu. O Desfile Anual de Moda dos Jauregui para Conscientização do Autismo era um grande evento e sempre atraiu os ricos e famosos.

Realmente, eu não tinha pensado naquilo. Lauren sorriu da minha expressão atordoada enquanto me guiava entre os porteiros, que nem sequer pediram-lhe um bilhete como tinham pedido para o casal próximo a nós que, eu tenho certeza, era a prefeita e sua mulher. Hum, sim, Lauren era muito mais importante do que eu tinha imaginado.

Passamos pelo bar e entramos pela porta principal do salão.

– Se você quiser uma bebida, pode pedir algo lá dentro. Minha mãe está ansiosa para conhecê-la. – Paramos perto da porta, Lauren esquadrinhou o salão.

Analisei o ambiente. O lugar era extravagante, um antigo teatro de ópera do século passado que havia sido dotado com tecnologia moderna. O foco central era a passarela, que se estendia desde o andar inferior. Um complexo sistema de iluminação, que parecia ser mais apropriado para um show de rock do que para um desfile de moda, estava pendurado no teto. Cadeiras estavam dispostas de ambos os lados da passarela e, além disso, mesas com toalhas brancas rodeavam o salão. Três níveis de sacadas ornamentadas escalavam as paredes, com pé-direito superior a 20 metros.

– Lauren! Camila! – Eu me virei para o som da voz familiar e vi Tay movendo-se tão rapidamente em nossa direção quanto sua barriga redonda permitia. – Uau, você está incrível – disse ela, olhando para mim. – Este vestido ficou lindo com esses sapatos. E Laur combina com você! Que fofo!

O braço de Lauren apertou-se na minha cintura, a única indicação que ela deu de que sua irmã a aborrecia.

– Você não é a única na família que tem senso de moda, Taylor.

– Claro que não. Chris também é muito habilidoso nesse assunto. Você, no entanto, é geralmente muito formal para ser considerada uma mulher um pouquinho criativa.

– Ui. – Mas ela sorriu, pois Lauren era muito orgulhosa de quem era.

Tay sorriu também. Em seguida, o rosto dela se contraiu de repente.

– Desculpe-me, eu sei que isso é totalmente rude, mas... – Então, puxou a orelha de sua irmã até a boca para sussurrar algo que não consegui ouvir. A mandíbula de Lauren endureceu. Ela se endireitou, afastando-se de Tay.

– Ela sabe sobre Camila.

Tay acenou com a cabeça em minha direção.

– E ela, sabe sobre...? – E parou de falar.

– Sabe. – A resposta de Lauren relaxou Tay, ainda que apenas ligeiramente.

Tentei parecer não afetada por isso, mas eu sabia que a minha perplexidade cobria todo o meu rosto. Elas estavam falando sobre mim e outra pessoa, e eu aparentemente sabia sobre algo ou alguém, o que, é claro, duvidei, porque Lauren nunca me contava nada sobre absolutamente ninguém. Minha curiosidade venceu.

– O que foi?

Tay olhou para Lauren, como se pedisse permissão para me informar. Ela permaneceu impassível. Então, ela tomou isso como um sinal para ir em frente.

– Lucy está aqui. – Sua boca se contorceu. – Eu não sabia se isso seria um problema.

Lucy Vives. Ela tinha dito que eu sabia sobre ela, mas realmente não sabia muita coisa. Eu sabia que a família de Lauren queria que elas se casassem. E sabia que a família dela detinha ações majoritárias na televisão e na mídia. Sabia que ela era bonita. Muito bonita. E que ela parecia adorar a mulher que atualmente esfregava o polegar para trás e para frente das costas da minha mão. A mulher que atualmente não a adorava. Nem a mim, falando nisso.

Se minha mão estivesse livre, eu teria puxado o elástico. Aquele não tinha sido um pensamento saudável. Engoli em seco; em seguida, coloquei um sorriso alegre no rosto.

– Não, Lucy não é problema. Certo, Lolo?

Ela fez uma careta para o apelido.

– De modo algum.

– Onde está ela? – Se a mulher estava no local, eu achei que seria melhor encará-la logo.

– Ali. – Tay apontou discretamente.

Segui o gesto. Lá estava ela, a mulher das fotos, usando um vestido vermelho de um ombro só que acentuava seu corpo magro de modelo.

– Você está mais bonita do que ela – disse Tay.

Não, não estava, mas apreciei o comentário. Eu não parecia nem um pouco melhor do que ela.

“Tlec.” Outro pensamento doentio.

– Taylor, você precisa ser tão maliciosa assim? – Lauren apertou minha mão. – De qualquer forma, Camila é mais bonita do que a maioria das pessoas.

Eu a beijei. Não só porque parecia um bom momento para uma namorada recompensar sua namorada por um elogio, mas porque eu queria. Eu queria lembrar-me de que não importava o que Lauren e eu tínhamos ou não juntas, eu era a única a poder beijá-la, eu era aquela que estava convencendo as pessoas de que Lauren não deveria estar com Lucy.


Notas Finais


Talvez eu volte mais tarde, bjos <3


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