História Por você - Camren - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 682
Palavras 1.750
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Capítulo 25


Lauren me beijou de volta, daquela forma reservada dela, que eu tinha descoberto que era para o público em geral, sua língua mal deslizando dentro de meus lábios.

– Essa não. A Laur dando um amasso não é algo que eu queira ver. – Uma voz desconhecida interrompeu o nosso abraço. Lauren afastou-se, revelando um adolescente loiro, de olhos azuis, vestindo um paletó sobre uma camiseta e jeans. – Mas, uau. – O rapaz me esquadrinhou de cima a baixo com um olhar cobiçoso. – Se você sentir vontade de subir na escala social, pode colocar esses lábios em mim.

– Chris – Tay repreendeu. – Seja educado.

Chris. O irmão mais novo dos Jauregui. Eu tinha lido alguns blogs de fofoca especulando que o motivo da grande diferença de idade entre Tay e Chris era porque os três filhos não compartilhavam o mesmo pai. De fato, olhando para Chris agora, via muito pouca semelhança com seus irmãos mais velhos.

– Camila é nove anos mais velha que você – disse Lauren, com uma expressão severa no rosto.

– Vou fazer 18 anos no próximo mês. – Os olhos de Chris continuaram presos em mim.

Eu nunca tinha dito a Lauren que tinha 26 anos. E não deveria ter ficado chocada por ela saber, pois a mulher que tinha descoberto minha ordem de restrição obviamente tinha de saber de outras coisas também. Bem, agora nós estávamos em pé de igualdade. Como se houvesse igualdade com Lauren... Lauren fez a apresentação resumida.

– Camila, este é o nosso irmão, Chris. – Lauren bateu em seu irmão no ombro com um gesto que quase parecia brincalhão. – Chris, pare de despir Camila com seus olhos. Isso é inapropriado.

Chris cruzou os braços com um olhar de desafio e de superioridade que só poderia ser emitido por um adolescente.

– Inapropriado por que nós estamos em público ou por que ela veio com você?

– Porque não é assim que se tratam as mulheres. – O tom de Lauren foi contido, mas uniforme.

– E é você quem vai me ensinar como tratar as mulheres? – Ele olhou para sua irmã mais velha e quase pude ver uma conversa silenciosa passando entre eles naqueles poucos segundos. E, então, Chris deixou para lá. – Mamãe me mandou chamar você. Ela quer conhecer a sua linda acompanhante.

Chris virou-se nos calcanhares, olhando para trás com indiferença para ver se o estávamos seguindo. Tay o seguiu, agarrando-o pelo cotovelo para sussurrar em seu ouvido. Era uma bronca pelo seu descaramento, suspeitei. Lauren suspirou.

– Ignore-o. Ele é só um adolescente com tesão.

– Ele puxou o lado tarado da irmã mais velha – sussurrei.

– Comporte-se.

Ela pegou a minha mão e estremeci com seu tom de comando e a sensação de sua pele contra a minha. Seguimos os irmãos mais novos pelo salão, costurando em torno de mesas e atravessando a crescente multidão de pessoas, até que nos aproximamos de uma das mesas mais próximas ao palco.

– Esta é a nossa mesa – disse Chris. Ele apontou com o queixo para um grupo de pessoas conversando a poucos metros de distância. – Mamãe está ali.

Olhei para as costas da mulher que eu sabia ser Clara Jauregui graças às fotos da internet. Seu cabelo loiro escuro estava preso em um coque apertado, exibindo seu gracioso e longo pescoço. Mesmo por trás, era evidente que a mãe de Lauren era uma mulher bonita e dominadora. Como se sentisse a nossa presença, ela olhou para nós por cima do ombro enquanto dava um sorriso para seus conhecidos. Uma inexplicável onda de energia nervosa rolou através de mim. E se ela não acreditasse no nosso esquema? E se eu estragasse tudo? Lauren deve ter percebido a minha ansiedade, porque ela apertou a minha mão e se inclinou para sussurrar.

– Você vai se sair muito bem. Eu não tenho nenhuma dúvida. – E beijou meu cabelo.

A distração dela funcionou. Eu não estava mais me preocupando em impressionar sua mãe, estava preocupada, agora, em saber se seu carinhoso beijo tinha sido oferecido para mim ou para qualquer um que pudesse estar nos observando. E por que mesmo isso importava? Nós não éramos um casal, era tudo de mentira. Beijos carinhosos eram românticos e nós não estávamos envolvidos romanticamente. Sexualmente, sim. Romanticamente, não. Eu visualizei outro estalo do elástico. Obviamente, não tinha contado com segurar a mão de Lauren durante o dia todo quando coloquei a maldita coisa em volta do meu pulso.

No momento em que eu tinha cuidadosamente obrigado a me lembrar de que tudo que Lauren fazia era de mentira, Clara encerrava sua conversa com os amigos e se aproximava de nós. Como suspeitava, ela era muito bonita. Seu corpo era magro e elegante, e sua tez, perfeita. Ela usava Botox, porque sua testa era lisa e inexpressiva. Ou, então, não era uma pessoa expressiva, o que seria uma coisa bastante possível, considerando-se que Clara tinha uma relação de parentesco com a srta. não-mostro-emoção-de-verdade ao meu lado.

– Lauren. – O ligeiro aceno de cabeça combinava com a formalidade de sua saudação.

Lauren respondeu na mesma moeda.

– Mãe. – Os olhos dela se viraram para mim por alguns instantes. – Eu gostaria que você conhecesse Camila Cabello. Camila, esta é a minha mãe, Clara Jauregui.

– Prazer em conhecê-la, ãh... – De repente, já não sabia como chamá-la... Clara? Sra. Jauregui? Se eu tivesse modulado a minha voz de forma diferente, eu poderia ter terminado com prazer em conhecê-la, mas, agora, do modo como fiz, tinha deixado a sentença no ar e teria que terminá-la. Então, apostei na escolha segura. – ... Sra. Jauregui. – Eu soltei a mão de Lauren e ergui a minha para apertar a dela, esperando que minha mão não estivesse visivelmente suada. Minha preocupação foi infundada. Clara Jauregui não fez nenhum movimento para segurar a minha mão. Ao contrário, ela me examinou com os olhos apertados, circulando em torno de mim como um falcão.

– Ela é bastante bonita.

Desci minha mão ao lado do corpo e fiz um esforço consciente para fechar meu maxilar. Antes que eu pudesse decidir se deveria dizer obrigada, Clara tinha seguido em frente.

– Onde você a encontrou mesmo?

Eu fiquei espantada. A mulher falava sobre mim como se eu não estivesse lá, como se eu fosse um cachorro que Lauren tivesse encontrado na beira da estrada. Tay tentou me salvar.

– Mãe...

Clara acenou para dispensá-la, e eu captei a desculpa silenciosa nos olhos de Tay. Olhei para Lauren, mas o olhar dela estava fechado no da sua mãe.

– Já lhe disse. Nós nos conhecemos em uma apresentação na Stern.

Clara riu.

– Que diabos você estava fazendo na favela?

Eu fiquei vermelha de raiva, minhas mãos se fecharam em punhos ao meu lado. Lauren enrijeceu o corpo também.

– Mãe, não seja um pé no saco.

Chris sorriu abertamente pela escolha de palavras de sua irmã. Clara, por outro lado, não deu nenhuma indicação de que teria escutado.

– Diga-me, Camila, você ficou atraída primeiramente pela minha filha por causa de seu dinheiro ou do sobrenome?

Dizer que eu estava puta da vida nem sequer começava a descrever como eu me sentia. Eu estava fervendo, mas ainda no controle. Sem perder as estribeiras, envolvi meu braço em torno do braço de Lauren e respondi:

– Nenhum dos dois. Fiquei atraída por ela porque ela é gostosa. E fiquei com ela porque ela é fodidamente incrível na cama.

A boca de Clara caiu. Tive a sensação de que ela era uma mulher que raramente se via pega desprevenida, e vê-la desconcertada me fez sorrir por dentro. Lauren levantou uma sobrancelha, mas não pareceu descontente. Na verdade, o brilho em seus olhos parecia de diversão. Aquilo meio que me autorizou a continuar.

– Olha, Clara Jauregui. Eu posso não ter diploma de Harvard como a sua filha e seu marido... – Parei de falar para observar a reação de Lauren ao fato de eu saber detalhes sobre sua família, porque ela não tinha me dito uma única palavra sobre isso. Mais uma vez, vi aquele brilho. – Mas sinto-me orgulhosa de meu diploma da NYU. E não vim aqui hoje para ter a minha educação insultada por uma mulher que abandonou a faculdade de Direito.

Clara deu um passo ameaçador em minha direção. Eu estava mais alta do que ela pelos centímetros dos meus saltos, mas a mulher carregava sua estatura com autoridade.

– Por que você veio aqui hoje?

Ocorreu-me que, por mais grosseira que Clara Jauregui estivesse sendo comigo, ela não era minha mãe. E, embora os meus pais estivessem mortos, eles tinham sido gentis e amorosos, e nunca teriam tratado ninguém, muito menos alguém de quem eu supostamente gostasse, com esse julgamento malicioso que a mãe de Lauren dispensava a mim. E agora eu entendia por que Lauren não tinha nenhum escrúpulo em mentir para sua mãe sobre um relacionamento. Se eu tivesse que lidar com ela, faria qualquer coisa para tirá-la da minha vida. Então, em vez de recuar, endireitei o corpo, meu braço ainda em volta da mulher ao meu lado.

– Eu vim aqui porque Lauren queria que eu conhecesse a mãe dela. Ela parece se preocupar com a sua opinião, por algum motivo. E como me importo com ela, um bocado, devo acrescentar, concordei em vir.

Lauren passou o braço em volta da minha cintura, puxando-me para mais perto. Senti seu sorriso quando ela beijou minha testa. Os lábios de Clara levantaram-se num leve sorriso.

– Ah – suspirou Tay. Chris parecia estar igualmente impressionado. Como antes, Clara ignorou as reações de sua família.

– Nós iremos para a nossa casa em Hampton no final desta semana. Eu espero que você e Lauren se juntem a nós.

Eu abri minha boca para dizer: não, obrigada. Tudo bem, talvez realmente quisesse dizer: vá se foder, sua puta. Mas Lauren falou antes de mim.

– Talvez possamos passar um fim de semana.

Clara pareceu querer retrucar, o que não era nada comparado com o que eu queria fazer.

– Isso é tudo o que posso prometer, mãe. Alguns de nós trabalhamos para viver.

Ela suspirou.

– Tudo bem. Agora tenho pessoas importantes com as quais preciso falar. Desculpe-me, por favor. – Ela acenou com a mão em saudação. – Richard! Annette!

Eu a vi flutuar para longe, espantada com o tom subitamente agradável e amigável de sua voz. Imaginei que fingir era uma herança de família. Quando voltei minha atenção para a prole Jauregui, vi que todos eles estavam olhando para mim.

– O que há?

Tay e Chris trocaram um olhar e, em seguida, caíram na gargalhada. Franzi minha testa, ainda confusa.

Lauren me puxou em seus braços, com um sorriso nos lábios.

– Camila. Você é incrível.


Notas Finais


Só avisando que Sra. Clara vai ser responsável por altas tretas do casal einn


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