História Por você - Camren - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 597
Palavras 1.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello baby's <3
Mini Maratona pra vcs <3
1/5

Capítulo 27 - Capítulo 27


Eu a observei ir embora, um traseiro bem atraente, de qualquer forma. De repente, eu me lembrei de que tinha uma testemunha de minha cobiça e voltei minha atenção para Lucy apenas para descobrir que ela a estava admirando também. Além disso, tinha aquele olhar de adoração que eu tinha visto nas fotos delas juntas.

– Você gosta dela? – falei, antes que pudesse evitar. Mas não tinha certeza se queria saber se era verdade ou não.

Ela encolheu os ombros e depois arqueou uma sobrancelha.

– Sério? Eu sou provavelmente a sua única oportunidade de conseguir alguma informação real sobre Lauren e a vida dela, e é isso que você quer saber?

Eu ri.

– Tem razão, eu gostaria de algumas informações. – A lista de perguntas com a qual eu poderia abordar Lucy era tão longa que eu nem sabia direito por onde começar. Como não tinha certeza de quanto tempo nós tínhamos, eu precisava otimizá-lo. – Tudo bem, Tay pareceu achar que eu deveria estar com ciúmes de você. Deveria, mesmo? Quer dizer, eu deveria estar fingindo que estou com ciúmes?

Lucy franziu os lábios cheios e perfeitos.

– Bem, essa não é uma maneira mais inteligente de fazer a mesma pergunta de antes? Não. Lauren e eu nunca fomos nada além de amigas. Se ela fosse uma namorada que confidenciasse as coisas para a namorada, diria a você que eu gostava dela, mas que nunca sentiu nada por mim, exceto amizade. Então, a não ser que você seja do tipo superficial e que fica com ciúmes de todas as amigas da pessoa com quem está saindo, não banque estar com ciúmes.

Eu era um pouco superficial, sim, e definitivamente do tipo ciumenta quando me encontrava no auge da compulsão. Mas agora estava interpretando um papel, então, por que não fazer o meu personagem sem ter as minhas imperfeições?

– Sem ciúmes, então. E quanto à família dela? Ela é próxima a eles ou se comporta de modo tão afastada com eles como com todos os outros? Eu não consigo perceber como é.

– Ela ama a todos, profundamente. Tão profundamente como Lauren poderia amar alguém, quero dizer. Mas é preciso um bocado de sensibilidade para perceber isso. – Lucy se recostou na cadeira e me olhou. – Eu penso que alguém por quem ela estivesse apaixonada saberia disso.

Assenti, absorvendo aquilo. Em seguida, mergulhei na questão que tinha me atormentado desde que ouvira, pela primeira, a respeito do dilema dela.

– Por que a mãe de Lauren não acredita que ela possa se apaixonar? Além, claro, de ela ser uma vaca sem coração. – Isso provocou um sorriso em Lucy. – Ela nunca namorou ninguém antes?

– De certa forma, sim. Quero dizer, ela já namorou mulheres. Não mulheres que tenha trazido para conhecer a mãe, mas, sim, ela já namorou.

A dor aguda retornou. Ao mesmo tempo, notei uma sombra de agonia escurecer o rosto brilhante de Lucy. Ocorreu-me que esta conversa devia ser ainda mais difícil para ela, considerando que a moça realmente tinha sentimentos pela mulher e eu... Bem, não tinha sentimentos, mas sentia alguma coisa.

– Bem, namorar não é a palavra certa. Ela transava com elas. E, então, ela bagunçava a vida delas. Isto lhe trouxe os mais variados tipos de problemas. Mais do que uma vez.

Eu parei de falar.

– O que quer dizer com “bagunçava a vida delas”?

– Eu não deveria lhe contar. Lauren não quer que você saiba. Mas realmente acho que você deveria saber. Caso contrário, você pode ser pega de surpresa se Clara lhe disser alguma coisa sobre isso.

Minha voz era um sussurro:

– E como ela bagunçava com elas?

Lucy suspirou.

– É difícil de explicar. Tipo, ela dizia que só queria ser amiga delas, ou uma amiga com benefícios, mas então as manipulava da maneira dela, sabe como é, do jeito que ela sempre consegue o que quer?

Cara, como eu sabia. Só consegui assentir com a cabeça.

– Ela manipulava essas mulheres para se apaixonarem por ela. O que não é muito difícil, afinal, ela é a Lauren. Mas realmente jogava com elas. Dirigia as garotas, manipulava-as, obrigava-as a ficarem realmente viciadas nela. Era como um jogo para ela, uma dessas merdas que pessoas ricas e mimadas fazem apenas porque podem, porque são ricas. – Lucy fez uma pausa. – Eu sei do que estou falando porque amo Lauren ternamente. Além disso, sou uma garota rica e mimada também.

O mundo pareceu que tinha sido arrancado debaixo de mim. Era isso que Lauren estava fazendo comigo? Minha garganta ficou apertada.

– Ela... er... ainda faz isso?

– Honestamente, não sei dizer. Ela fez uma tonelada de sessões de terapia, portanto, gostaria de dizer que ela está melhor agora, mas quem sabe? Claro que, por causa disso, a mãe de Lauren teve a ideia de que, se a filha se casasse com alguém como eu, eu poderia mantê-la na linha. E os meus pais me querem casada com o sobrenome e a conta bancária dos Jauregui, já que são repugnantemente gananciosos. Mas eu não poderia lidar com os jogos mentais de Lauren, muito embora goste muito dela. E adoraria entrar na calça dessa bela mulher. Você pode imaginar como nossos filhos seriam lindos? Ai, ai...

Lucy falou “ai, ai,” em vez de realmente suspirar. Foi isso o que captei de seu monólogo porque não queria pensar sobre o resto. Terapia ajudava as pessoas, e ajudava mesmo, eu não podia negar, mas tinha dúvidas de que a terapia me havia consertado. E, sabendo o que eu sabia sobre padrões de comportamentos passados, percebi que Lauren não deveria estar só fazendo sexo com alguém se ela estivesse seriamente melhor. Exatamente como eu, que não deveria estar em um relacionamento sem emoção se estivesse melhor, já que a falta de carinho de uma pessoa que eu desejava era um dos meus gatilhos.

Coloquei a mão em meus joelhos, debaixo da mesa, para que parassem de bater. Eu tinha que sair de lá.

Lucy continuou, sem perceber o meu tormento.

– Mas acho que este plano da Lauren é brilhante. Assim que Clara relaxar o suficiente para acreditar que a filha está apaixonada por você, ela vai entrar em êxtase. Ela quer que Lauren seja normal. Ela quer que ela seja feliz e apaixonada. E eu quero que ela seja feliz e apaixonada. Pena que não seja verdade.

Sim, uma pena.

Lucy franziu a testa, a preocupação gravada no rosto.

– Você está bem? Me parece muito pálida.

Não, eu não estava bem, porra! Tinha acabado de ser informada, em primeiro lugar, que a mulher com quem eu não deveria estar fodendo estava provavelmente tentando foder com a minha cabeça, assim como com o meu corpo.

– Não estou me sentindo bem. – Não era uma mentira. Eu realmente achei que podia vomitar bem aqui. – Desculpe-me, tenho que... – Só que não conseguia pensar em nenhuma desculpa para sair. Eu só sabia que tinha que... – Ir.

Levantei-me rapidamente e serpenteei entre a multidão em direção às portas, abrindo meu caminho pelo saguão lotado. O show ia começar em quinze minutos e eu estava avançando contra o fluxo. Desviei e me dirigi para uma porta diferente quando vi Clara no bar, esperando que ela não me visse. Não porque eu me importasse mais com a estúpida farsa de Lauren, mas porque não queria ter que lidar com ela. Só que, ao me concentrar em evitar Clara, acabei ignorando completamente que eu estava passando em frente a Lauren.

– Aonde você está indo?

Ela estendeu um braço gentil para me deter, e os formigamentos familiares dispararam diretamente até o meu sexo. Acompanhando os arrepios, meu estômago revirou com aversão. E afastei o braço dela para longe de mim.

– Não me toque!

As sobrancelhas de Lauren uniram-se em confusão.

– Ei! – E puxou as mãos para perto de seu corpo, mostrando que não iria me tocar, mas bloqueou a minha rota de fuga. – O que há de errado com você?

Vasculhei o lobby em busca de uma maneira de esgueirar-me para longe.

– O que há de errado com você seria a pergunta mais apropriada.

– Camila. – Lauren deu um passo em minha direção, com a voz baixa e severa. – Não sei do que você está falando, mas está fazendo uma cena. Você precisa se acalmar e guardar isso, seja o que for, para mais tarde. Ela fez um movimento para agarrar meu cotovelo, mas eu me afastei antes que conseguisse.

– Não vai haver um mais tarde, eu desisto.

Corri, passando por ela e atravessando a entrada principal até a calçada.

– Camila! – Lauren me seguiu.

A raiva atravessou meu corpo, lágrimas se formando nos meus olhos. Eu estava vulnerável, chafurdando em minhas angústias, e essa mulher tinha se aproveitado disso. Virei-me para ela, lágrimas quentes manchando minhas bochechas.

– Diga-me, Lauren, você me escolheu porque achou que os meus problemas de compulsão e de obsessão deixariam o seu jogo mais divertido? Porque de verdade, onde está o desafio nisso?

A mandíbula de Lauren se apertou, a compreensão chegando.

– A porra da Lucy e sua boca grande. – Ela deu um passo em minha direção, sua mão esticando-se para me alcançar. Eu me afastei. Ela suavizou o movimento, mas seu olhar era insistente. – Vamos conversar sobre isso na limusine.

– Eu não quero...

Ela me interrompeu.

– Camila. Não é justo você ouvir uma estranha contar a história dela e não me dar chance de explicar. – Seus olhos se contraíram, mas, tirando isso, seus traços e compostura estavam controlados. – Eu estou dizendo a você que nós vamos falar sobre isso na limusine que está no estacionamento ao lado. Em primeiro lugar, porque a minha mãe está assistindo, então vou me inclinar e beijar sua testa. Em seguida, vou até lá em cima dizer a ela que você não está se sentindo bem. Depois, a encontrarei no carro.


Notas Finais


Eita :o


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