História Por você - Camren - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 663
Palavras 1.625
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


2/5

Capítulo 28 - Capítulo 28


Olhei por cima do ombro dela e vi Clara do lado de dentro das portas, com um sorriso maroto em seu rosto. Eu já tinha dito a Lauren que estava desistindo. E conseguiria um emprego em qualquer merda de lugar que Brian quisesse, porque, obviamente, não poderia trabalhar em nenhum lugar onde Lauren Jauregui estivesse. Mas sabia que ela não ia me deixar ir embora se eu não concordasse com o plano dela. Então, quando chegasse à limusine, eu diria a Jordan para partir antes que Lauren se juntasse a nós. Dei-lhe um tenso aceno de cabeça. Ela se aproximou com cautela e me beijou suavemente na testa. Cruzei meus braços sobre o peito para esconder meus mamilos que tinham apontado traiçoeiramente.

– Na limusine, Camila. Eu encontro você lá.

Enxuguei rapidamente as lágrimas do meu rosto enquanto caminhava em direção ao estacionamento e acelerei meu passo assim que me vi fora da vista dela. Havia várias limusines estacionadas, mas Jordan estava encostado no capô, brincando com seu telefone. Quando me viu andando na direção dele, o motorista abriu a porta sem dizer uma palavra.

– Leve-me para casa, por favor, Jordan – disse entredentes quando deslizei para dentro.

Jordan fechou a porta e eu o ouvi sentar-se no banco do motorista. Ele não tinha dito nada, não tinha concordado ou discordado da minha orientação, e, por um momento, temi que ele só acatasse as ordens de Lauren. Mas o alívio tomou conta de mim quando o carro começou a andar... E, então, imediatamente se esvaiu quando parou ao lado da entrada do salão de festas e Lauren subiu, as portas travando automaticamente depois que ela a fechou.

Merda! Lauren tinha provavelmente mandado uma mensagem de texto para Jordan avisando que eu estava saindo, para buscá-la depois e não me levar a lugar nenhum sem ela. Injustificadamente, eu me senti traída pelo meu próprio motorista. Quando o carro avançou no meio do trânsito, eu me encostei no canto oposto, tão longe quanto pude, da mulher que estava partilhando o carro comigo.
Lauren apertou um botão e falou:

– Jordan, dirija pela cidade até que eu diga o contrário. Ou encontre um lugar para estacionar por um tempo.

Normalmente meu rosto teria ficado quente, com receio do que Jordan pensaria que estávamos fazendo no banco de trás. Mas estava muito chateada e magoada para me importar com isso agora. Ficamos sentadas por alguns minutos, sem falar. Eu não conseguia imaginar que Lauren sempre-controlada Jauregui estivesse sem palavras, então, presumi que o seu silêncio era para me acalmar. Ou me enervar. Algum tipo de tática manipuladora de uma especialista como ela. Mas isso não me acalmou. Ao contrário, o silêncio me deu tempo para rever todos os momentos dos últimos dias, permitindo-me reconhecer sua mão dominante em todas as suas ações. Seu controle sobre mim me deu combustível para odiá-la ainda mais. E a mim também, por cair nessa cilada.

Por fim, ela falou em voz baixa.

– O que exatamente Lucy lhe disse?

Eu não podia mais ficar calada.

– Ah, apenas me contou como você brinca com as emoções de mulheres vulneráveis. Isto é verdade?

– Camila...

Ela estendeu a mão através do assento, colocando-a no meu joelho.

– Não me toque! – Ela tirou a mão. – E pare de falar o meu nome. Isso é verdade?

– Você vai se acalmar para que eu possa explicar?

Seu tom soou paternalista, fortalecendo a minha fúria. Eu precisava que ela admitisse aquilo. Eu tinha que ouvi-la dizer isso.

– Isso... é... verdade?

Sua resposta veio em uma explosão.

– Sim, é verdade! – Lauren respirou fundo, recuperando seu controle. – No passado, era verdade.

Eu congelei, meus olhos fixos nela. Eu não esperava uma confissão. Não esperava que ela me dissesse qualquer coisa, ela nunca dizia nada, então fiquei com medo de que, se me mexesse, ela pararia de falar. Portanto, fiquei quieta. Lauren demorou um pouco e não olhou para mim quando fez sua confissão.

– Eu fiz... coisas... das quais não me orgulho. Eu manipulei pessoas. Eu as feri e, muitas vezes, isso foi feito deliberadamente. – Lauren se virou para mim, penetrando-me com seus olhos verdes e o chiado em sua voz. – Mas não agora. Eu não faço isso agora. Não com você.

Sua admissão me afetou, mas ignorei a emoção, sabendo que tinha provas que traíam as suas palavras.

– É mesmo? Porque parece totalmente óbvio que você fez exatamente isso comigo. O jeito que você me escolheu no simpósio, me rastreou e me deu férias no spa e, meu Deus, você comprou o clube!

Ela balançou a cabeça, negando.

– Não é assim. Eu já lhe expliquei o presente, e estava atrás do clube de qualquer maneira. Quando descobri que você trabalhava lá, sim, isto me ajudou a tomar a minha decisão...

Eu a interrompi.

– E você me contratou e me seduziu. E quando eu disse que não devia fazer sexo com você, então, de alguma forma, você me levou a fazer exatamente o contrário. Você é uma manipuladora. Você é uma mulher que intimida e ameaça, Lauren.

Cruzei meus braços na esperança de parar o novo ataque de lágrimas que ameaçavam cair.

– Não, Camila. Eu não queria isso com você. – A angústia em seu tom de voz trouxe as minhas lágrimas para fora. Ela se inclinou para frente e senti que ela queria me tocar. Em vez disso, colocou a mão no assento do carro ao meu lado, colocando-se tão perto de mim quanto eu permitia. – Não quero ser assim com você.

Tentei enxugar as lágrimas com a mão, mas era incapaz de acompanhar o ritmo com que caíam.

– Então, o que você quer ser comigo, Lauren?

– Honestamente? Eu não tenho certeza. – Ela inclinou-se contra o assento. Sua expressão era confusa, dividida.

De repente, ela parecia muito mais jovem do que eu jamais vira. Já não se parecia mais com a mulher confiante e mandona que eu sabia que ela era, estava mais parecida com um membro do grupo de uma de minhas sessões de terapia, uma mulher mais exposta e acessível. Ela deu uma breve risada, como se reconhecesse sua própria vulnerabilidade e isso a divertisse ou a confundisse.

– Eu estou atraída por você, Camila. Não porque queira machucá-la ou fazer você se sentir de certa maneira, mas porque você é linda, sexy e inteligente e, sim, um pouco maluca, talvez, mas não está vencida como eu. E isso me deixa esperançosa. Por mim.

Deixei escapar um suspiro. Deus me ajude, eu queria estender a mão até ela. Queria confortá-la, sabendo que as suas palavras sobre mim falavam mais sobre ela mesmo do que quaisquer outras que ela já tivesse dito. Eu não me mexi, ainda sem vontade de quebrar o momento. Até mesmo as minhas lágrimas tinham se acalmado, como se tivessem interrompido seu fluxo.

– Talvez eu tenha sido mandona, intimidadora, ameaçadora... Mas eu sou uma pessoa dominante. Posso tentar mudar as coisas sobre mim, mas os fundamentos da minha personalidade não irão embora. – Sua voz ficou ainda mais baixa. – Você, entre todas as pessoas, deveria ser capaz de entender isso.

Ela tinha me conquistado. Provavelmente, não quando insistiu que não queria ser sei lá o que comigo, mas com certeza quando mostrou que estava fragilizada e eu não. E se nada disso tivesse me atingido, sua última declaração teria. Eu a entendia. Mais do que jamais havia imaginado. Como era ser de um determinado jeito e me odiar por isso. Como era difícil mudar e aprender a aceitar aquelas partes que, fundamentalmente, nunca iriam mudar. E o que isso me causava; saber que eu era incapaz de me apaixonar da forma como as pessoas normais o fazem.
Eu conhecia qual era a sensação de ser essa pessoa.

– Sinto muito. – Essas palavras saíram como um sussurro sufocado, por isso, as repeti: – Eu sinto muito. Você não me julgou e eu a julguei. Ela assentiu com a cabeça uma vez e eu sabia que era a sua maneira de aceitar o meu pedido de desculpas.

– E eu exagerei quando o chamei de valentona, mandona e todas aquelas coisas. Eu não fiz nada que não quisesse. E toda a sua confiança e seu lance dominadora são realmente muito excitantes.

Lauren quase sorriu, mas fechou os olhos como se estivesse tentando controlar suas emoções. Quando os abriu novamente, eles estavam implorando.

– Camila, não desista. Não desista de mim.

Eu desviei o olhar, sabendo como seria fácil ceder se eu ficasse olhando para aqueles olhos verdes.

– Lauren, eu preciso fazer isso. Não é por sua causa, quer dizer, não somente devido a isso, mas por causa do meu passado. Eu não estou bem o suficiente para ficar com alguém que tem seus próprios problemas. Sinceramente, eu não sabia se estava bem o suficiente para ficar com qualquer um...

– Está sim, Camila. Você só diz isso para si mesma porque está com medo.

Isso me levou a encará-la de novo.

– Eu tenho que estar com medo. Não é seguro. Para qualquer um de nós. Você devia estar com medo também.

Ela soltou um suspiro pesado. Quando falou de novo, parecia estar resignada, como se não esperasse que suas palavras fizessem diferença, mas, mesmo assim, ela as falou.

– Eu não acredito nisso. Eu acho que passar um tempo com outra pessoa que tem tendências compulsivas similares pode lhe dar conhecimento e cura.

Inclinei minha cabeça contra o assento e olhei para o teto do carro. Eu queria acreditar do mesmo jeito que ela acreditava que nós poderíamos ajudar uma a outra. Mas não conseguia. Tudo o que eu tinha testemunhado e experimentado na minha vida junto com pessoas compulsivas e obsessivas me dizia o contrário. Além disso, se ela me queria perto dela pela confiança e compreensão, deveria ter me contado seus segredos desde o início. E ela não tinha feito isso.


Notas Finais


Qual será a decisão de Camila ??


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