História Por você - Camren - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 661
Palavras 1.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


3/5

Capítulo 29 - Capítulo 29


Por mais que me doesse fazer isso, eu tinha que cancelar as coisas. Eu tinha que fazer a coisa certa de uma vez por todas. Mas existiam os meus problemas financeiros. Por mais irrelevante que o dinheiro pudesse parecer no momento, ser capaz de manter o meu trabalho no clube tinha um enorme impacto sobre o meu bem-estar mental.

– Tudo bem, não vou desistir. – Eu me virei para encará-la. – Mas não posso ter um relacionamento com você, Lauren. – Minha garganta estava apertada, mas continuei a falar: – Tudo o que posso lhe dar é o fingimento. Eu tenho que me proteger.

Eu sabia que deveria ter terminado tudo, mas não tinha forças para fazê-lo. Isso tinha que ser suficiente. Os ombros de Lauren caíram ligeiramente.

– Eu entendo. – E balançou a cabeça como se para reafirmar que entendeu, fazendo-me suspeitar de que não havia entendido nem um pouco, mas estava aceitando minha decisão, de qualquer maneira. – Obrigada.

Então se endireitou no assento, sua postura retornou e eu soube, no mesmo instante, que ela estava de volta ao seu eu autoconfiante normal. Eu tinha mais uma coisa a dizer, no entanto. Inclinei-me para ela, colocando minha mão com firmeza no joelho da mulher ao meu lado.

– Lauren, você não foi vencida.

A expressão dela vacilou brevemente, seus olhos voltando-se para baixo. Quando subiram mais uma vez, eu os vi passar pelo meu decote enorme. Sua sobrancelha ergueu-se.

– O que você...? O que...?

Eu olhei para baixo para ver o que Lauren tinha visto. O espartilho. Porra, eu tinha me esquecido. Um puxão familiar de desejo formou-se lá embaixo na minha barriga, seguido por uma dor mais dolorosa no peito.

– Sim. Eu vesti isso para você.

Ela suspirou.

– Uau. Isso foi... Isso foi muito gentil de sua parte.

Nós ainda nos desejávamos mutuamente, e seria tão fácil deixar esse desejo nos governar.

Mas eu era mais forte do que isso. Eu podia ser mais forte do que isso.

– Sinto muito.

– Eu sei. Eu também. – Seus olhos pousaram nos meus por um momento, antes que ela mudasse inteiramente o que estava fazendo. – Esta pode ser uma péssima hora, mas eu preciso voltar ao desfile da minha mãe.

– Claro.

– E, como você supostamente está doente, terá que ir para casa.

Fiquei ouvindo enquanto ela dava as ordens para Jordan me levar ao meu apartamento.

– Quando é o nosso próximo show, chefe? – perguntei, meio que rezando para que a resposta fosse “em breve”, sabendo que, quanto mais cedo eu a visse, melhor.

– Eu não tenho certeza. Tenho que voar para Cincinnati hoje à noite. – Ela franziu os lábios. – E não sou sua chefe.

– Cincinnati? Hoje à noite?

– Sim, esta noite. Tenho uma reunião na primeira hora da manhã. Meu jato vai sair no início da noite. – Um jato particular. Claro. – Vou mandar uma mensagem para você mais tarde para organizar a ida a Hampton. Nós vamos sair na sexta-feira.

– Então, você vai ficar fora a semana toda? – Não sei por que perguntei. Isso não deveria ter importância.

– Ainda não sei.

– Ah.

Ela parecia distante, como se já tivesse ido embora. Eu virei minha cabeça para esconder as lágrimas que estavam inundando os meus olhos. O carro parou ao lado da calçada. Olhei pelo vidro escurecido e vi que estávamos em frente ao meu apartamento. Jordan saiu do carro e, logo depois, a porta se abriu.

Eu não queria sair. Aquilo era estranho e péssimo, era meu segundo meio-que-um-tipo-de-rompimento em uma semana. Por que este estava doendo tanto assim? Sem olhar para trás, para Lauren, saí do carro.

– Camila. – Ela me chamou assim que saí totalmente. Eu coloquei um sorriso falso no rosto e virei a cabeça para trás. – Obrigada por hoje. Eu acho que você realmente causou uma boa impressão na minha mãe. Bom trabalho.

Fiquei ali, na calçada, até que Jordan fechasse a porta e voltasse para o carro. Um arrepio percorreu-me, apesar do dia quente de verão. Cruzando os braços na frente do corpo, fui até meu pequeno apartamento que parecia grande para toda a solidão que ele continha. Na porta, encontrei um saco de café gourmet e me dissolvi em lágrimas, completamente derretida pelo gesto dela. O elástico no meu pulso mentia. Lauren nunca perdia um detalhe. Quebrei a cabeça tentando descobrir quando ela tinha arranjado tempo para fazer o café ser entregue, e percebi que tinha que ter sido antes da conversa na limusine. Foi um gesto gentil. E me perguntava se, agora, ela desejava não ter feito isso... Se ela se arrependeu ou não, isto me deu uma desculpa para falar com ela mais uma vez. Peguei meu celular e digitei uma mensagem cuidadosamente pensada.

“Obrigada pelo café. E por todo o resto.”

Era um adeus para aquele grande sei lá o que que tivemos, por mais fugaz que tivesse sido. Eu precisava desse encerramento. Talvez ela também precisasse. Apertei a tecla de enviar e tive um momento de pânico, perguntando-me se tinha feito a coisa certa ao terminar nosso relacionamento, perguntando-me se poderia desfazer aquilo, rezando para que a resposta dela me mostrasse que ela estava tendo as mesmas dúvidas que eu.

Mas Lauren não respondeu.

(...)

 

Eu a pesquisei online novamente naquela noite. Não porque senti que precisava saber mais sobre ela, mas porque a distância entre nós pareceu esmagadoramente grande. Era uma sensação familiar, uma que eu tinha sentido com umas pessoas com os quais tinha saído antes apenas para descobrir, mais tarde, na terapia, que estava exagerando em meus sentimentos. Mas agora era diferente. Nós estávamos separadas de verdade, não só na minha cabeça perturbada. E eu não conseguia suportar essa realidade. Por isso achava que devia me aproximar dela da maneira que pudesse, mesmo que fosse apenas através da internet. Já havia novas postagens em blogs e atualizações de notícias sobre o desfile de moda. O evento teve ótimas críticas, e bem mais dinheiro fora arrecadado do que o previsto. Passei rapidamente pelas fotos das modelos, um pouco melancólica por ter perdido essa parte do dia. E havia fotos de Lauren e eu nos beijando fora da limusine, quando estávamos a caminho de entrar no evento. Fiquei olhando para essas fotos por mais tempo e salvei uma foto em close como meu papel de parede do computador.

A maior parte de minha pesquisa, no entanto, foi sobre as Indústrias Jauregui e seus laços comerciais em Cincinnati. Eu procurei por bem mais tempo do que deveria, tentando deduzir se Lauren realmente estava indo para lá, mas não encontrei nada de útil. Será que ela tinha essa reunião de negócios mesmo, ou só queria distância? Isso não deveria ter importância. Nosso próximo compromisso como “namoradas” não seria antes de sexta-feira. Mas a necessidade de saber alguma coisa me corroía por dentro, consumindo minha mente, até passar horas esgotando todas as vias de pesquisa que conseguia pensar. Finalmente, parei minha perseguição online e fiquei checando o meu telefone toda hora atrás de uma resposta dela. Eu não liguei para o aeroporto para ver se um jato das Indústrias Jauregui havia decolado, porque, afinal, este não teria sido um comportamento saudável.

Além disso, eu não tinha ideia de em qual aeroporto procurar... Acordei na tarde seguinte com um nó no peito. Meus músculos pareciam agitados antes mesmo de eu tomar meu café. Estes eram meus sintomas de ansiedade habituais, mas não conseguia distinguir com certeza o que tinha causado a crise. Preocupação com a minha reunião com Shawn? Ou porque estava estressada por causa de Lauren?

Em uma tentativa de relaxar, coloquei um DVD de ioga antes que tivesse que me aprontar para sair. O foco limitado e a respiração ritmada me relaxaram, mas o desconforto ainda permaneceu. Passei mais tempo do que o habitual me embelezando para a minha reunião no clube. Não para Shawn, mas para mim mesma. Às vezes, ficar bonita me fazia sentir-me bem, e eu estava disposta a tentar todos os truques que conhecia para livrar-me da tensão. No entanto, não importava o que fizesse, a ansiedade permanecia, zumbindo pelas minhas veias com uma corrente elétrica constante. Era simplesmente o nervosismo sobre a promoção, disse a mim mesma. Eu me sentiria melhor depois de me encontrar com Shawn.

Quando estava a caminho da porta, recebi uma mensagem no celular. Eu a chequei ansiosamente. Mas não era de Lauren. Era de Shawn. “Algo surgiu”, dizia. “Remarcado para quarta-feira às sete horas.” Então, eu soube. O estresse não tinha nada a ver com Shawn, pois adiar a nossa reunião não fez nada para mudar a maneira como me sentia naquele momento. Eu devia ter sentido alívio, ou um aumento de tensão, já que aquilo seria arrastado por mais dois dias. Além disso, devia ter me perguntado sobre o que tinha acontecido. Shawn e eu éramos próximos o suficiente para que ele me dissesse. Mas não tinha a menor vontade de perguntar.


Notas Finais


Se acalmem...


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